sábado, 1 de outubro de 2011

Não quero ser santa pela metade, escolho tudo".

Não quero ser santa pela metade, escolho tudo".

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: "Oh!...amo-O. Deus meu,...amo-Vos!"

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada "Patrona Universal das Missões Católicas" em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja. 

Felizes os olhos que vêem...

Naquele tempo, 17os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demónios nos obedeceram por causa do teu nome”. 
18Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. 21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.

Senhor da atenção...

Senhor da atenção
Preparo-me para escutar a Tua Palavra e deparo-me com uma leitura cheia de imprecações. Os Teus “ais” anunciam desgraça, parecem lamentações e fortes advertências. O tom da Tua mensagem é recriminatório. Mas confesso que tens toda a razão. A Tua Palavra cai como uma luva no meu coração, pois sou das muitas que também me fecho à Tua mensagem e por isso tens direito a corrigir-me e a exortar-me para mudar de trilho.
Porque será que isto acontece precisamente nas cidades onde os Teus sinais de amor foram os maiores e mais abundantes? Não Te deram ouvidos, foi só isso, ficaram mudos perante a grandeza dos Teus ensinamentos, o coração não estremeceu face à delicadeza do Teu amor. Eu também sou das resistentes que fazem ouvidos surdos e coração fechado à Tua graça.
Senhor da atenção!
Quero actualizar em mim a Tua Palavra, quero que ela renove a minha vida, quero que me faças mulher de coração grato diante dos muitos bens que de Ti recebo. Ensina-me a não recusar a vida nova que me ofereces. Deixa-me descobrir a alegria da Tua convocação à conversão.
No silêncio envolto em sons inebriantes que se escutam com o coração, não resisto ao Teu amor, não renego a liberdade de um voo no infinito, sem limites nem barreiras à novidade da vida que me ofereces na riqueza da Tua Palavra. É nesse silêncio que volto a proferir o meu compromisso de adesão à Tua mensagem de amor, que desejo proclamar com a vida e sem medo.
O tempo e o espaço, fazem refulgir em mim um olhar novo, incandescente com a Luz que me toma e cega. Em mim não há espaço para as trevas porque nada me pertence, o meu projecto é o Teu e está escrito com  a pena do amor.
Saiba eu, guardar em meu coração os sinais de atenção, de bondade, de amor e misericórdia para comunicar aos outros. Faça-o eu, com doçura, com serenidade, com humildade e repleta da maior simplicidade.
Que nos reveses da minha caminhada os montes fiquem planos, revestidos de flores que numa suave brisa espalham o inebriante perfume da Tua presença e habilidade criadora.
Que as portas da minha cidade e as muralhas do meu castelo estejam preparadas para Te receber em cada hora, em cada instante da minha vida cheia de tanta pequenez.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

S. Vicente de Paulo

Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e espírito e amarás ao teu próximo como a ti mesmo" (Mat 22,37.39).

Se não foi o lema da vida deste santo, viveu como se fosse. O santo de hoje, São Vicente de Paulo, nasceu na Aquitânia (França) em 1581. No seu tempo a França era uma potência, porém convivia com as crianças abandonadas, prostitutas, pobreza e ruínas causadas pelas revoluções e guerras. 

Grande sacerdote, gerado numa família pobre e religiosa, ele não ficou de braços cruzados mas se deixou mover pelo espírito de amor. Como padre, trabalhou numa paróquia onde conviveu com as misérias materiais e morais; esta experiência lhe abriu para as obras da fé. Numa viagem foi preso e, com grande humildade, viveu na escravidão até converter seu patrão e conseguiu depois de dois anos sua liberdade.

A partir disso, São Vicente de Paulo iniciou a reforma do clero, obras assistenciais, luta contra o jansenismo que esfriava a fé do povo e estragava com seu rigorismo irracional. Fundou também a "Congregação da Missão" (lazaristas) e unido a Santa Luísa de Marillac, edificou as "Filhas da Caridade" (irmãs vicentinas). 

Sabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração. Morreu quase octogenário, a 27 de setembro de 1660. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Na liberdade do Espírito

Os discípulos têm dificuldade em compreender a prática de Jesus, no desapego, na humildade e no serviço. Neles predomina a ideologia do messias que, com seu poder, restauraria o Reino de Israel. Eles discutem entre si quem seria o maior no reino que esperavam que Jesus instaurasse. Jesus, percebendo o que pensavam, colocou-se como uma criança que deveria ser recebida pelos discípulos. A alusão de Jesus às crianças está associada, nos sinóticos, ao seu anúncio da paixão. Quem se percebe frágil e vulnerável diante do sofrimento e da morte sente-se assemelhado às crianças na sua fragilidade. Destituídos de poder só contam com o Pai O exclusivismo do poder ainda está manifesto na observação de João, representando os doze. Qualquer ação em nome de Jesus tem que passar por sua aprovação. Não reconhecem a liberdade do Espírito, mas sim os vínculos do poder e da instituição que se esboça. Porém Jesus vive a anuncia a grande subversão: ao invés de um reino de poder, temos a comunidade e a sociedade de amor, misericórdia e serviço, que, na liberdade do Espírito, promove a vida.

O mais humilde de todos...

Os discípulos começaram a conversar sobre qual deles era o mais importante. Mas Jesus sabia o que eles estavam pensando. Então pegou uma criança e a pôs ao seu lado. Aí disse:
- Aquele que, por ser meu seguidor, receber esta criança estará recebendo a mim; e quem me receber estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que é o mais humilde entre vocês, esse é que é o mais importante.
João disse:
- Mestre, vimos um homem que expulsa demónios pelo poder do nome do senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo.
Então Jesus disse a João e aos outros discípulos:
- Não o proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de vocês.

domingo, 25 de setembro de 2011

Senhor da Lógica do Amor...

Senhor da lógica do amor
Nem sempre percebo a dimensão das Tuas palavras. Não te importas de me explicar melhor o que significa mesmo: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros…” A Tua gramática é diferente da minha, pois nela apenas ensinas o Amor como dinamismo e centralidade do ser humano. A Tua lógica é de misericórdia e de bondade. A Tua matemática é diferente. Os Teus números são certos, justos e sem calculismos. O padrão da Tua medida é Infinita e não tão pequena e mesquinha como a minha.
Trabalhar na Tua vinha não cansa; não espera recompensa material; todos são iguais os da primeira hora como os da última hora, não há contratos a prazo nem a termo certo… o que tem valor é mesmo a disponibilidade, dai o sentido de não se discutirem lugares. Sempre são horas de iniciar o serviço gratuito na Tua vinha que é a Igreja.
Percebo que o que conta é mesmo a Tua doçura e bondade, o Teu amor infinito para connosco. Dizer-Te sim ou não é algo que implica a minha liberdade, o meu coração, a minha mente e todo o meu ser. Preciso de experimentar cada vez mais a abertura do coração para me deixar renovar e transformar por Ti.
Repetes ao meu ouvido o convite ao trabalho intenso na Tua vinha. Ensinas-me caminhos novos, de justiça e ensinas-me a viver a lógica do Amor ao próximo. Dá-me um coração justo e misericordioso, clemente e compassivo, cheio de amor.
O crescer na Fé, faz-me entender melhor a Tua proposta de serviço generoso e gratuito na Tua vinha. O teu Reino surpreende-me, a beleza do Teu convite é fantástica! Saber qual é a melhor hora, nada sei dizer, porque só a Ti compete a eleição. É contigo que devo selar os meus projectos, a minha vida com tudo quanto me dás.
Quero ser o filho que diz não, mas que num ápice de arrependimento, vai e deixa-se envolver pelo mistério da Tua salvação. Quero ser enriquecida pela Tua Palavra, quero que me mostres os Teus caminhos, quero que me guies na verdade, quero que me ensines as Tuas veredas. Quero experimentar a riqueza da Tua Palavra para atender os Teus pedidos sempre com positivismo, sem me esquecer, mas cumprir com seriedade, mesmo que me falte a vontade e o apetite. Quero ir, sem pensar em outras ocupações, mas sim a única ocupação será sempre o Teu Reino.
Infunde no meu coração a lógica do Teu amor.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sim, Senhor, eu vou...

Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 
28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi.31Qual dos dois fez a vontade do Pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade eu vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus.
32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”. 

Louvai o Senhor em todo o tempo...

Homilia do Papa na Domsplatz de Erfurt

Homilia que Bento XVI pronunciou hoje na Missa celebrada na Domsplatz de Erfurt, em honra de Santa Isabel de Turingia.
* * *
Amados irmãos e irmãs,
«Louvai o Senhor em todo o tempo, porque Ele é bom»: assim cantámos antes do Evangelho. Sim, temos verdadeiramente motivos para agradecer a Deus com todo o coração. Nesta cidade, se recuarmos com o pensamento até 1981, o ano jubilar de Santa Isabel, há trinta anos – eram os tempos da República Democrática Alemã –, quem teria imaginado que o muro e o arame farpado nas fronteiras cairiam poucos anos depois? E, se recuarmos ainda mais – cerca de setenta anos – até 1941, até ao tempo do nacional-socialismo, quem seria capaz de predizer que o chamado «Reich milenário» ficaria reduzido a cinzas apenas quatro anos mais tarde?
Amados irmãos e irmãs, aqui na Turíngia, na República Democrática Alemã de então, tivestes de suportar uma ditadura «pardacenta» [nazista] e uma «vermelha» [comunista], cujo efeito sobre a fé era parecido com o que tem a chuva ácida. Desse tempo, há ainda muitas consequências tardias a debelar, sobretudo no âmbito intelectual e religioso! Hoje, a maioria das pessoas nesta terra vive longe da fé em Cristo e da comunhão da Igreja. Mas as últimas duas década mostram também experiências positivas: um horizonte mais largo, um intercâmbio para além das fronteiras, uma certeza confiante de que Deus não nos abandona e nos guia por caminhos novos. «Onde há Deus, há futuro».
Todos nós estamos convencidos de que a nova liberdade ajudou a dar à vida dos homens uma dignidade maior e a abrir novas e variadas possibilidades. E do ponto de vista da Igreja podemos também assinalar, com gratidão, muitas facilitações: novas possibilidades para as actividades paroquiais, a restauração e o alargamento de igrejas e centros paroquiais, iniciativas diocesanas de carácter pastoral ou cultural. Mas estas possibilidades trouxeram-nos também um crescimento na fé? Não será talvez preciso procurar as raízes profundas da fé e da vida cristã noutra realidade bem diversa da liberdade social? Houve muitos católicos resolutos que permaneceram fiéis a Cristo e à Igreja, precisamente na difícil situação de uma opressão exterior. Aceitaram arcar com desvantagens pessoais, para viverem a própria fé. Quero aqui agradecer aos sacerdotes e aos seus colaboradores e colaboradoras de então. De modo particular, quero recordar a pastoral dos refugiados imediatamente depois da II Guerra Mundial: então muitos clérigos e leigos realizaram grandes coisas para atenuar a penosa situação dos prófugos e dar-lhes uma nova Pátria. Por fim, dirijo um sincero agradecimento aos pais que, no meio da diáspora e num ambiente político hostil à Igreja, educaram os seus filhos na fé católica. Por exemplo, merecem ser recordadas, com gratidão, as Semanas Religiosas para as crianças durante as férias, e também o trabalho frutuoso das Casas para a juventude católica Sankt Sebastian, em Erfurt, e Marcel Callo, em Heiligenstadt. Especialmente em Eichsfeld, houve muitos cristãos católicos que resistiram à ideologia comunista. Queira Deus recompensar abundantemente a perseverança na fé. O corajoso testemunho e a paciente confiança na providência de Deus são como uma semente preciosa que promete fruto abundante para o futuro.

Onde há Deus, há futuro...

Queridos amigos,
Com grande alegria, saúdo a todos e vos agradeço pelo cordial acolhimento. Depois dos magníficos encontros em Berlim e Erfurt, sinto-me feliz por poder estar agora também convosco em Friburgo. Um obrigado particular a D. Robert Zollitsch pelo seu convite e as amáveis palavras de boas-vindas que me dirigiu.
«Onde há Deus, há futuro»: assim diz o lema desta Visita Pastoral. Como Sucessor do Apóstolo Pedro, a quem o Senhor deu o encargo de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), de boa vontade vim ter convosco também, para rezarmos juntos, proclamar a palavra de Deus e celebrar a Eucaristia. Peço a vossa oração para que estes dias sejam frutuosos, para que Deus confirme a nossa fé, revigore a nossa esperança e aumente o nosso amor. Oxalá nos tornemos de novo, nestes dias, cientes de quanto Deus nos ama e de como Ele é bom, para colocarmos, com plena confiança, nas suas mãos o nosso próprio ser e tudo o que faz mover o nosso coração e é importante para nós. N’Ele, o nosso futuro está assegurado; Ele dá sentido à nossa vida e pode levá-la à plenitude. Que o Senhor vos acompanhe na paz e vos torne mensageiros da alegria!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


Papa adverte sobre novas formas de cristianismo ...

O Papa fez esta declaração hoje, em um encontro com representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã (EKD), em Erfurt, cidade onde Lutero (1483-1546) iniciou seu caminho teológico. Bento XVI identificou dois grandes riscos que ameaçam a comunhão alcançada entre os cristãos nas últimas décadas: o de uma nova forma de cristianismo de grande difusão mas pouco estável e “às vezes preocupante em suas formas” e o de adulterar a fé, cedendo à secularização, para tentar ser modernos. Sobre o primeiro desafio, o Papa explicou que “nos últimos tempos, a geografia do cristianismo mudou profundamente e ainda continua mudando”.

Sociedade não se sustenta no longo prazo sem consenso sobre os valores éticos fundamentais


Em uma sociedade pluralista, é preciso estar atentos para que haja sempre respeito pelo outro. Esse respeito cresce com base em valores inalienáveis, cujo marco, na Alemanha e em muitos outros países, está representado pela Constituição.
Esse foi o teor do discurso que Bento XVI dirigiu na manhã desta sexta-feira aos 15 representantes das comunidades muçulmanas presentes na Alemanha, a quem o Papa recebeu na Nunciatura Apostólica de Berlim, antes de seguir viagem rumo a Erfurt.
O Papa afirmou que Igreja Católica está comprometida para que se outorgue o justo reconhecimento à dimensão pública da fé.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Que Jesus nos transforme...

Quando Jesus abria a boca para falar, Suas palavras tornavam realizáveis os Seus gestos e as ações testemunhavam tanto as Suas palavras comor a Sua proveniência. E então todos – em todas as cidades – ouviam falar d’Ele. E a grande maioria tinha imensa curiosidade em conhecê-Lo.
É neste contexto que aparece a passagem de hoje. Constatamos que até Herodes ficou admirado com o que se falava a respeito de Jesus. Provavelmente, contaram sobre o milagre de Caná, das curas dos doentes, da multiplicação dos pães. Por fim, tudo o que parecesse sobrenatural o [Herodes] deixava perplexo e até supersticioso! Eis a razão pela qual pensou logo em João Batista, Elias e os profetas antigos que, uma vez mortos, julgava terem ressurgido.
A dúvida de Herodes fala mais alto: “A João, eu mesmo mandei cortar a cabeça. Mas, quem será então esse homem de quem ouço falar essas coisas?”
A certeza da ressurreição era comum entre os fariseus em oposição aos saduceus, que não acreditavam nesse milagre. Historicamente falando – e segundo esta crença farisaica – os que morreram piedosamente, justos diante de seu Deus, ressuscitariam voltando a viver nesta mesma terra, porém, em um reino de glória completamente sob o domínio de seu Deus. Mentalidade que mais tarde haveria de iluminar a compreensão da ressurreição de Jesus por parte de Seus discípulos judeus.
Mas voltemos ao texto de hoje. Lucas conclui dizendo que Herodes “procurava ver Jesus”. Isso para ter certeza dos sinais e prodígios que ouviu falar sobre Cristo.
Posteriormente, quando Jesus é levado diante de Herodes na Sexta-feira Santa, ele quer vê-Lo realizar alguma “mágica”. Mas Jesus não dirige nem sequer uma palavra para ele. Herodes não merecia nem uma palavra do Senhor. A arrogância dele era desprezível, literalmente. E por isso, Jesus não realizou nenhum milagre diante dele.
Ter a curiosidade “só de ver” e não acreditar no que se ouve dizer – e no que se vê e se apalpa – não tem importância.
Veja que os apóstolos – diferentemente de Herodes – anunciam aos outros a experiência que fizeram do Cristo ressuscitado: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam no tocante ao Verbo da vida – porque a vida se manifestou e nós vimos e testemunhamos, anunciando-vos a vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada – o que vimos e ouvimos, nós também vos anunciamos a fim de que também vós vivais em comunhão conosco. Ora, nossa comunhão é com o Pai e seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas para nossa alegria ser completa” (1 Jo 1,1-4)
Quero lhe fazer uma pergunta: Por que você quer ver a Jesus? Até Herodes queria vê-Lo de tanto que ele ouviu falar n’Ele. Normalmente, quando ouvimos falar muito de alguém, ficamos curiosos para conhecê-lo. Você já ouviu alguém lhe dizer: “Ah, então você é o…, ouvi muito falar de você” E então você pergunta a esta pessoa: ”Você ouviu falar bem ou mal de mim?”
Lembre-se de que a fama de Jesus se espalhou e todos vinham ver a palavra do “Jovem Pregador” que tinha tanto amor. Ele fazia todas as pessoas felizes.
E você? Que fama tem? Jesus não só quer ouvir falar muito de você, como também está sempre por perto, pronto para ajudar, caso você precise e peça a ajuda d’Ele. Ele espera ver sua felicidade e, também, ver você fazendo a tantos outros mais felizes. Esta é a fama com a qual Cristo atraiu multidões – e até o próprio Herodes. Faça aos outros felizes e você será feliz hoje e sempre.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os diversos cantos na Eucaristia


1) O “canto de abertura”Deus caminha ao nosso encontro: esse é o sentido da procissão de entrada. Em diversas passagens bíblicas vemos o povo de Deus caminhar, seja em busca da terra prometida, seja em busca de libertação. Ora a caminho de Jerusalém, ora ao encontro de Jesus. É por isso, que na pessoa do sacerdote, aclamamos a Cristo que vem ao nosso encontro, com toda a sua majestade, seu poder e autoridade, para celebrarmos juntos os Mistérios do sacrifício da Missa. O canto de abertura (ou de entrada) está inserido nos ritos iniciais e cumpre o papel de criar comunhão. Uma de suas funções é a de acompanhar a procissão do sacerdote e não para acolher ou receber o sacerdote, pois é este quem acolhe a todos os presentes na assembléia para participarem do grande sacrificio da Santa Missa. Toda a assembléia reunida canta a alegria festiva de reunir-se com os irmãos. Seu mérito é o de convocar a assembléia e, pela fusão de vozes, juntar os corações ao encontro com do Cristo ressuscitado. Este canto tem que deixar a assembléia num estado de ânimo apropriado para a escuta da palavra de Deus, além de deixar claro que festa ou Mistério do tempo litúrgico irá ser celebrado. Todo o povo deve estar envolvido na execução desta canção. Este canto não deve ser longo e deve terminar quando o sacerdote chegar ao altar.

A Função do Salmista


Ir.Miria T.Kolling
Por ser de suma importância o ministério litúrgico do salmista, ele merece um artigo à parte.
Tão importante quanto a do leitor, que proclama a Palavra de Deus, a função de cantar o Salmo de resposta, após a primeira leitura, é também um gesto sacramental, sinal sensível da presença de Deus.
É uma leitura-proclamação, que deve ser cantada de preferência, como um prolongamento meditativo da leitura proclamada. O salmista coloca-se a serviço de Deus, emprestando-lhe sua voz, sua comunicação, seus gestos, sua pessoa.
E coloca-se a serviço da comunidade reunida em assembléia para ouvir a Palavra. Trata-se, portanto, de um conjunto de atitudes a serem assumidas por quem canta o salmo, para que seja expressão do Deus vivo que fala à comunidade, e ao mesmo tempo, resposta orante do povo à Palavra ouvida: o modo como se dirige ao ambão, seu olhar, seus movimentos, sua dicção, o tom e a modulação da voz, enfim todo o modo de cantar e de ser, toda a postura do corpo. Movido(a) pelo Espírito, o(a) salmista proclama com os lábios e o coração a mensagem do texto bíblico, para que o povo escute e acolha o que a Igreja lhe diz naquele dia.
Da parte da assembléia, ela deve ter "os olhos fixos" em quem proclama cantando o Salmo (Lc 4, 20), sem acompanhá-lo, assim como as demais leituras, pelo folheto ou mesmo pela Bíblia. Ele deve ser proclamado do Lecionário Dominical, nossa "Bíblia Litúrgica", segundo Dom Clemente Isnard.

Como saborear a celebração Eucarística

Na liturgia, como na vida, nós nos comunicamos através de sinais e símbolos, o que faz parte do nosso ser corpóreo e humano. A liturgia é feita com “sinais sensíveis”, usados de forma simbólica, e que penetram nossos sentimentos, nossa afetividade, nossa consciência, atingindo nosso ser inteiro... Pe. Libânio, em seu belo livro “Como saborear a celebração eucarística?”, da Editora Paulus, bem nos diz: “Como pessoas em comunhão com o divino, com o memorial da Páscoa de Jesus, carecemos da ponte do simbolismo... A liturgia lança ponte entre Deus e nós. Move-nos até Deus e faz que Deus desça até nós.”
Assim, quanto mais aprofundarmos o conhecimento e a vivência do mistério eucarístico, melhor compreenderemos o sentido do símbolo, mais ele nos falará ao coração e nos ajudará a ir do visível ao mistério invisível e maior de Deus, conduzindo-nos para dentro do próprio Jesus Cristo, nossa páscoa, que celebramos na liturgia.

A força da Eucaristia

A força da Eucaristia

O povo de Deus me pergunta muito como e porque nascem os meus cantos, o que é uma curiosidade interessante, sobretudo em se tratando da música para o culto, para a liturgia. Quando lhes conto das minhas experiências de vida e de Deus que se fazem música, ficam tocados e cantam de modo diferente, como que encarnando os mesmos sentimentos que me inspiraram ao rezar o meu canto, ao cantar a minha prece. Como cada experiência é irrepetível, também cada canto é como um filho único, com uma história particular. 

O canto depois do Vaticano II

O canto após o Concílio Vaticano II Foi exatamente no desejo de volta às fontes, visando a participação ativa e consciente do povo na liturgia, que se realizou o Concílio Vaticano II, precedido pelo Movimento Bíblico e Litúrgico, após longo período em que a música se reduziu ao canto gregoriano e à polifonia sacra, silenciando o canto do povo. Aconteceu então o Concílio Vaticano II, um “Novo Pentecostes”, inspirado pelo Espírito Santo ao bondoso Papa João XXIII, em 1962. Ele trouxe à luz a “Sacrosanctum Concilium”, Constituição sobre a Sagrada Liturgia, primeiro documento conciliar, cujo “ponto de partida já não é a música sacra, mas o mistério da salvação celebrado pela Igreja como um acontecimento vivo que santifica os homens e contribui para o culto que se presta ao Pai.”(“A Liturgia da Igreja – Teologia, História, Espiritualidade e Pastoral”, de Julián López Martín – Paulinas Editora) O ponto culminante da história da salvação e, pois, o centro da vida e da liturgia cristã, é o Mistério Pascal de Jesus Cristo – sua vida, paixão, morte e ressurreição, de onde nasceu a Igreja, comunidade dos que celebram essa Páscoa. Nossa referência, pois, é a Liturgia de Cristo, que prestou o culto perfeito ao Pai. 

A música na Bíblia...

A música na Bíblia... Como linguagem da comunicação, manifestação dos sentimentos e mais alta expressão da alma, a música é tão antiga quanto a humanidade. Para alguns autores, é anterior à palavra, e só pode ser de origem divina. Não há povo, desde a antiguidade, onde não se encontrem manifestações musicais, uma vez que o próprio homem é um ser musical. Seu instrumento primeiro e natural é a voz, que produz o som, acompanhada do ritmo, no gesto de bater as mãos... De modo que o culto pela música sempre acompanhou os povos desde os tempos mais antigos, através do som e do ritmo, os dois elementos fundamentais da música, evoluindo aos poucos para a fabricação de instrumentos e para o canto, uníssono e coral. O povo de Israel sempre usou o canto e a música nas festas e celebrações religiosas. A Bíblia faz centenas de referências à música e ao canto, presentes na vida e caminhada do povo desde sua origem - o Gênesis, que cita Jubal, o primeiro a tocar o Kinnôr, espécie de harpa, até seu destino final glorioso narrado no Apocalipse, com o som de trombetas acompanhando o cântico novo dos redimidos pelo Sangue do Cordeiro... Um canto para celebrar a ação salvífica de Deus em sua história; um canto como sinal e instrumento do mistério; um canto para transmitir uma mensagem e solenizar as festas; um canto feito clamor jubiloso ou triste lamento, unido à poesia e à dança, em geral acompanhado de instrumentos diversos.

Vida de oração Litúrgica...

Instrumentistas e instrumentos musicais
Já sabemos que na liturgia a música serve de apoio, está a serviço da Palavra de Deus, da oração, do culto. Cantando, nós proclamamos o mistério pascal de Jesus Cristo e fazemos memória de sua morte e ressurreição. Assim o fizeram os primeiros cristãos, cantando seus salmos, hinos bíblicos e cânticos espirituais. Assim o fazemos nós, celebrando nossa fé, até que o Senhor venha em sua glória.
Por isso, a voz humana tem sempre a primazia sobre os instrumentos; a música vocal é mais importante que a instrumental, por ser palavra cantada, voz que reza, implora, louva, agradece, pede perdão, se alegra, aclama e dá graças...
No início do cristianismo, durante os primeiros séculos, com algumas exceções, não havia o uso de instrumentos, justamente para não distrair os fiéis ou lembrar os cultos pagãos. Neste sentido diz São Jerônimo: “Quem poderá encontrar o temor a Deus onde soam os tambores, grita a flauta, trina a lira e ressoa o címbalo?...” (Manual de Liturgia II – CELAM, Editora Paulus).
Mais tarde, os instrumentos começaram a ser admitidos, dando-se especial destaque ao órgão, instrumento litúrgico por excelência, por criar um clima de festa e alegria, solenizando os atos litúrgicos e favorecendo o canto da comunidade. Além do órgão, outros foram acrescentados, porque “podem ajudar com eficácia a conseguir a finalidade da música sagrada, desde que nada tenham de profano, de barulhento, de rumoroso, coisas essas que não se harmonizam com a função sagrada ou com a seriedade do lugar”, conforme Pio XII no documento Musicae Sacrae Disciplina ( nr. 29).

A beleza no Canto Liturgico


Ir. Miria Therezinha Kolling, icm*
1. Introdução

Ouvindo, como ouço no momento, o mundialmente famoso grupo vocal The Swingle Singers, que interpreta a música sacra, quase divina, dos nossos geniais compositores clássicos, cantando-os a oito vozes, dou-me conta, uma vez mais, de que a música é mesmo “mediadora da transcendência”, a linguagem do belo, o caminho privilegiado para chegar a Deus, Beleza infinita! Deixo-me impregnar por essa música reveladora do cantar do céu e abro o coração ao Espírito-Amor, ele que, no dizer de santo Inácio de Antioquia, é como a cítaraque toca as cordas do nosso coração e nos faz vibrar em sintonia com o Divino Músico, em unidade com os irmãos. E deixo-me comover às lágrimas, como santo Agostinho, ao ouvir os cânticos da igreja de santo Ambrósio, em Milão, no início da sua conversão, “não tanto pelo canto quanto pelo que vem cantado, se a execução é feita por uma bela voz e com adequada modulação”.


Não, a música não é só expressão dos sentimentos nem tem como finalidade apenas o prazer estético, nosso deleite humano, ao ser concebida como o conjunto de sons ordenados entre si, arte pela arte. Para nós, cristãos, ela é, sim, linguagem do sagrado, mediação para nos abrirmos ao infinitamente Outro, um meio de comunicação que favorece nosso encontro com aquele que é o Criador de toda a beleza, com o Salvador que re-criou o belo, o justo e o verdadeiro com seu mistério pascal e com o Santo Espírito, sopro de vida e unidade que habita nosso interior, fazendo-nos participar da comunhão trinitária de Deus. Assim, pela música, chegamos ao coração de Deus e Deus desce a nós, uma vez que Cristo, o divino músico, expressão do canto de Deus, pela sua encarnação, nos veio trazer o canto do céu, ensinando-nos a fazer da vida e do mundo a grande sinfonia do amor sob a sua perfeita regência.

domingo, 18 de setembro de 2011

Quem tem ouvidos oiça...

Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram.
 
6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia humidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”.
Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir ouça”.

9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. Jesus respondeu: 10“A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam”.
11A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem.

13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ensina e recomenda estas coisas...

Leitura da 1ª Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 2censina e recomenda estas coisas. 3Quem ensina doutrina estranhas e discorda das palavras salutares de nosso Senhor Jesus Cristo e da doutrina conforme à piedade, 4é um obcecado pelo orgulho, um ignorante que morbidamente se compraz em questões e discussões de palavras. Daí é que nascem invejas, contendas, insultos, suspeitas, 5porfias de homens com mente corrompida e privados da verdade, que fazem da piedade assunto de lucro.

6Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, mas quando acompanhada do espírito de desprendimento. 7Porque nada trouxemos ao mundo como tampouco nada poderemos levar. 8Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos. 9Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, 10porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviaram da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos.11Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas. 


Hoje em meu coração ressoou a Palavra de Paulo. Mudei de nome, e no nada da vida recolhi a mensagem tão repleta de ensinamentos.
Como senti na pele a expressão: "Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas... procura a justiça, a mansidão, a firmeza, a fé e o amor..."
Ensina-me Senhor a erguer-me e a combater o combate da Fé, ajuda-me a conquistar a vida eterna, ensina-me a alegria de viver na verdade e no amor o testemunho deste combate que travo diariamente na minha vida.
Subo e desço, corro e caio!...
Penso que caminhando para o alto, chego mais depressa junto de Ti...
Quando caio, alguém me levanta encoraja e dá ânimo.
Aceita as minhas negligencias, os meus fracassos. Soa aos meus ouvidos que fui chamada a viver uma vida testemunhal, a sentir a alegria da abnegação  e do enriquecer conTigo, a minha riqueza, a palma das minhas vitórias e o louro das minhas conquistas, concretizadas na meta que pretendo alcançar dia a dia com a força do Teu amor.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Devoção a Nossa Senhora das Dores

DEVOÇÃO A Nª SENHORA DAS DORES

Foi o Papa Pio X que fixou a data definitiva de 15 de Setembro, conservada no novo calendário litúrgico, que mudou o título da festa, reduzida a simples memória: não mais Sete Dores de Maria, mas menos especificadamente e mais oportunamente: Virgem Maria Dolorosa. Com este título nós honramos a dor de Maria aceita na redenção mediante a cruz. É junto à Cruz que a Mãe de Jesus crucificado torna-se a Mãe do corpo místico nascido da Cruz, isto é, nós somos nascidos, enquanto cristãos, do mútuo amor sacrifical e sofredor de Jesus e Maria. Eis porque hoje se oferece à nossa devota e afetuosa meditação a dor de Maria. Mãe de Deus e nossa.
A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores da Co-redentora, correspondentes a outros tantos episódios narrados pelo Evangelho: a profecia do velho Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus aos doze anos durante a peregrinação à Cidade Santa, o caminho de Jesus para o Gólgata, a crucificação, a Deposição da cruz, a sepultura, portanto, somos convidados hoje a meditar estes episódios mais importantes que os evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mãe das Dores - Pieta

Deus amou de tal modo o mundo...

Jo 3,13-17
Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu.
- Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.

Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.
A plenitude da condição humana
Este texto do evangelho é parte do discurso de Jesus, em continuidade com o diálogo com Nicodemos, apresentado pelo evangelista João. Jesus revela que a plenitude da condição humana não resulta da observância da Lei, mas passa pelo renascer no Espírito, no dom do amor, pelo qual se chega à vida eterna. O Filho do Homem desceu do céu para revelar seu amor ao mundo e será "levantado". O Filho do Homem é Jesus solidário com a humanidade. "Levantado" significa a humanidade elevada em sua dignidade por Jesus, e, também, Jesus levantado na cruz. A serpente de bronze atribuída a Moisés tornou-se objeto de idolatria e foi destruída pelo rei Ezequias (2Rs 18,4).
João a associa com a cruz de Jesus. A cruz é a expressão do poder da morte ao alcance dos chefes deste mundo. A lembrança de Jesus na cruz nos faz conscientes de que os chefes do mundo, ainda hoje, têm este poder de morte e o exercem, enlouquecidos por suas ambições. 
A humanidade é exaltada pelo dom da vida eterna na encarnação de Jesus, comunicando a todos seu amor libertador, pelo que foi crucificado.
 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não chores...

Jesus ressuscita o filho de uma viúva


Pouco tempo depois Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão foram com ele. Quando ele estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro. O defunto era filho único de uma viúva, e muita gente da cidade ia com ela. Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse:
- Não chore.

Então ele chegou mais perto e tocou no caixão. E os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse:

- Moço, eu ordeno a você: levante-se!

O moço sentou-se no caixão e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe. Todos ficaram com muito medo e louvavam a Deus, dizendo:

- Que grande profeta apareceu entre nós! Deus veio salvar o seu povo!
Essas notícias a respeito de Jesus se espalharam por todo o país e pelas regiões vizinhas.

Prática amorosa e misericordiosa de Jesus

Com a expressão "em seguida", Lucas articula a cura do servo do centurião com esta cura do filho da viúva. Uma grande multidão com Jesus e seus discípulos aproxima-se de uma cidade amuralhada. Ao chegarem à porta, encontram outra grande multidão que sai da cidade para enterrar um morto. É a corrente da vida que vem inundar a cidade dos mortos. Esta narrativa de milagre diferencia-se da cura do servo do centurião romano, que a antecede.
No caso do centurião a cura do servo resultou da "tão grande fé" por ele manifestada. Neste caso do filho da viúva de Naim, é Jesus quem toma a iniciativa. Jesus se faz próximo da viúva, com um gesto de misericórdia característica nas narrativas de Lucas. É a prática inspirada pela parábola do samaritano que cuida do homem espancado à beira da estrada (cf. 3 out). É a prática amorosa e misericordiosa de Jesus que lança sementes de fé entre todos aqueles que passaram a glorificar a Deus.




domingo, 11 de setembro de 2011

O amor e a misericórdia de Deus

Jesus havia orientado os discípulos para a prática do perdão e reconciliação em caso de ofensa entre irmãos (Mt 18,15 - cf. 4set.). Encontramos esta orientação também no evangelho de Lucas (Lc 17,3-4 - cf. 7 nov.) de maneira simples, provavelmente mais fiel à fala de Jesus. Aí Jesus fala em perdoar sete vezes, o número sete significando a plenitude, sem limites. No texto de hoje, Mateus elabora o diálogo entre Pedro e Jesus, jogando com os números sete e setenta, reforçando o caráter ilimitado do perdão. Mateus prima por associar os acontecimentos às escrituras. Pode-se ver aí uma alusão a Gen 4,24: "se Caim é vingado sete vezes, Lamec o será setenta e sete vezes" (ou "setenta vezes sete", conforme a tradução). Fica assim acentuada a contraposição entre a vingança e o perdão. Mateus articula a incitação à prática do perdão com uma parábola narrativa que lhe é exclusiva. As parábolas em geral são ditos breves relacionados com acontecimentos comuns da vida.
As parábolas narrativas, por outro lado, caracterizam-se por uma complexidade maior, em um texto mais longo e bem detalhado. Elas são mais encontradas em Mateus e Lucas. Têm a particularidade de, quase sempre, envolverem os personagens em uma relação de poder e submissão, característicos da sociedade opressora vigente. Pelas imagens de violência que frequentemente usam, chegam até a chocar pelo contraste destas imagens com as propostas de mansidão e paz características do Reino. Podemos até ver nelas, uma certa ironia implícita da sociedade na qual vigoram as relações de poder e opressão. Porém, deste terreno impróprio procura-se extrair uma mensagem positiva. Nesta parábola de hoje, o rei resolveu ajustar contas com os servos. O ajuste seria cruel. Porém um servo que lhe devia uma quantia enorme lhe implora e ele se comove e perdoa.
O servo perdoado vai e sufoca sem compaixão alguém que lhe devia uma quantia irrisória. O rei sabendo disto entrega o servo aos carrascos. A conclusão é escatológica: o castigo para quem não perdoar o irmão. Mais positiva é a visão de que pertencemos a Deus (segunda leitura) e assim devemos viver e morrer para ele, unidos a Jesus. Na primeira leitura, no livro do Eclesiástico, escrito sob a influência da cultura grega cerca de um a dois séculos antes de Jesus, temos um texto bem inspirado sobre o perdão, que se aproxima das palavras de Jesus e cuja síntese encontramos na oração do Pai Nosso: "Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido". O amor e a misericórdia de Deus seduzem e atraem os corações movendo-os à conversão.




Perdoar sempre...

Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou:

- Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?
- Não! - respondeu Jesus. - Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes. Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor."

- O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: "Pague o que me deve!"

- Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo."

- Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: "Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você."

- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.

E Jesus terminou, dizendo:

- É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.

sábado, 10 de setembro de 2011

  Frutos  bons

O "Sermão da Planície", no evangelho de Lucas, que corresponde ao "Sermão da Montanha", em Mateus, é encerrado com estas três parábolas sobre árvores e frutos e sobre o tesouro do coração. Elas apontam para a conversão, para a renovação da vida pessoal. Pela conversão a pessoa abandona falsos valores oferecidos pelo mundo dos poderosos e adere ao projeto de vida de Jesus. É a casa construída sobre a rocha. Uma vida colocada a serviço do próximo, com seus frutos de amor e de misericórdia permanece para toda a eternidade. A comparação com as árvores e seus frutos é facilmente compreendida e muito sugestiva. Contudo não se trata de chegar à conclusão dualista de que as pessoas separam-se em boas e más, mas, sim, concluir que cada um deve encher seu coração de coisas boas para que seus frutos sejam bons.

A árvore boa dá bons frutos...

Lc 6,43-49
- A árvore boa não dá frutas ruins, assim como a árvore que não presta não dá frutas boas. Pois cada árvore é conhecida pelas frutas que ela produz. Não é possível colher figos de espinheiros, nem colher uvas de pés de urtiga. A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio.
- Por que vocês me chamam "Senhor, Senhor" e não fazem o que eu digo? Eu vou mostrar a vocês com quem se parece a pessoa que vem e ouve a minha mensagem e é obediente a ela. Essa pessoa é como um homem que, quando construiu uma casa, cavou bem fundo e pôs o alicerce na rocha. O rio ficou cheio, e as suas águas bateram contra aquela casa; porém ela não se abalou porque havia sido bem construída. Mas quem ouve a minha mensagem e não é obediente a ela é como o homem que construiu uma casa na terra, sem alicerce. Quando a água bateu contra aquela casa, ela caiu logo e ficou totalmente destruída.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Senhor da doçura...

Senhor da doçura

Tudo é sinal do Teu amor! Tudo é dom! Tudo é resposta de amor ao amor que totalmente se nos dá! Tudo se transforma porque em cada sinal, em cada gesto de amor, esconde-se
A beleza do Teu amor sumamente infinito. És o Senhor da doçura, do amor e do perdão. Os teus caminhos são sempre novos! Prefiro ser sempre Tua peregrina, pois em cada passo medido e calculado encontro um coração doce, carregado de amor, que olha para o nada que sou e teimosamente quer transformar tudo em riqueza. Sou fruto de um amor desmedido. Olho surpreendida o teu parar diante de mim para me aceitares, para me abraçares, para perdoares tantos sinais da minha infidelidade.
Sabes bem, que não sou nada, sem a experiência deste amor que se doa incondicionalmente. Sei Senhor, que posso dizer -te que és admirável, que és a sabedoria que necessito, a razão que me faz falta, e o fogo que preciso para me purificar,
Tu, és ânimo quando desanimo, Tu, és a palavra certa quando não tenho palavras, Tu, és o acolhimento quando me sinto desprotegida, Tu, a minha rocha, Tu, o meu refúgio, Tu a minha âncora e a minha segurança.

A Ti, ofereço o meu caminhar de peregrina, busco trilhar contigo um caminho novo, feito de amor, de serenidade, de doçura e de paz, um caminho sereno feito serenidade em Ti! O desejo de mudança vai crescendo, o anseio do encontro faz-se impulso, e então sou apenas um vaso envelhecido, quebrado, desmaiado pelo tempo, mas, Tu queres-me um vaso novo, e eu quero ser nova em Ti, quero que as Tuas mãos de artista me façam de novo me proporcionem beleza e brilho interior.

Com a força dos Teus dons, sou uma nova criatura, com a doçura do Teu amor, respiro amor, e ofereço-o como Tu queres que eu faça em cada dia da minha existência! Toma-me só para Ti! Enche-me dos Teus preciosos dons! Acolhe-me com tantos nadas que sou! Aceita-me por inteiro, sem nada guardar para mim.

Tira os ciscos que me cegam e são impedimento para gozar da Tua bondade e da doçura do Teu coração. Faz brotar do meu coração o desejo de crescer nas sendas da humildade. Deixa-me palmilhar rotas novas para que em mim tudo seja transformado. Na cana que voa ao vento, na doçura do favo do mel, no fervilhar do mosto, na aurora de um sol que teima em brilhar com fulgor, brilha também Tu em mim, adoça a minha vida para que o amargo se transforme em doçura de vida.




O cisco ou a trave no olho
Lucas reúne, na segunda metade do capítulo 6 de seu evangelho, após a proclamação das bem-aventuranças, várias sentenças de Jesus veiculadas na tradição das comunidades. Compõe, assim, um discurso, à semelhança do Sermão da Montanha, de Mateus. No texto de hoje temos duas sentenças correlacionadas entre si. A referência a "parábola", na introdução do texto parece vincular-se à parábola das duas casas, narrada mais adiante (vv. 43-49).
Na primeira sentença temos as duas interrogações sobre o cego que guia outro cego. É possível que, originalmente, fosse dirigida aos fariseus tidos como guias de uma doutrina que desorientava o povo. Lucas, aqui, a estaria aplicando também aos discípulos, os quais deveriam entender melhor a missão de Jesus. Ao estarem bem formados não deverão pretender ser maior do que Jesus. A segunda interrogação é feita com uma comparação usando o exagero: o cisco ou a trave no olho. Em vez de ficar procurando defeitos nos irmãos, é importante que faça a sua própria autocrítica. Assim, com humildade, se está preparado para, com lucidez e amor, se fazer a correção fraterna do irmão.

Tira primeiro a trave do teu olho...

E Jesus fez estas comparações:
 - Um cego não pode guiar outro cego. Se fizer isso, os dois cairão num buraco. Nenhum aluno é mais importante do que o seu professor. Porém, quando tiver terminado os estudos, o aluno ficará igual ao seu professor.
 - Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: "Me deixe tirar esse cisco do seu olho", se você não repara na trave que está no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Por Ele fostes Ressuscitados...

Carta aos Colossenses 2,6-18.

Irmãos: Do mesmo modo que recebestes Cristo Jesus, o Senhor, continuai a caminhar nele: enraizados e edificados nele, firmes na fé, tal como fostes instruídos, transbordando em acção de graças.
Olhai que não haja ninguém a enredar-vos com a filosofia, o que é vazio e enganador, fundado na tradição humana ou nos elementos do mundo, e não em Cristo.
Porque é nele que habita realmente toda a plenitude da divindade e nele vós estais repletos de tudo, Ele que é a cabeça de todo o Poder e Autoridade.
Foi nele que fostes circuncidados com uma circuncisão que não é feita por mão humana: fostes despojados do corpo carnal, pela circuncisão de Cristo.
Sepultados com Ele no Baptismo, foi também com Ele que fostes ressuscitados, pela fé que tendes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.
A vós, que estáveis mortos pelas vossas faltas e pela incircuncisão da vossa carne, Deus deu-vos a vida juntamente com Ele: perdoou-nos todas as nossas faltas,
anulou o documento que, com os seus decretos, era contra nós; aboliu-o inteiramente, e cravou-o na cruz.

Depois de ter despojado os Poderes e as Autoridades, expô-los publicamente em espectáculo, e celebrou o triunfo que na cruz obtivera sobre eles.
Por isso, não vos deixeis condenar por ninguém, no que toca à comida e à bebida, ou a respeito de uma festa, de uma Lua-nova ou de um sábado.
Tudo isto não é mais que uma sombra das coisas que hão-de vir; a realidade está em Cristo. Não vos deixeis inferiorizar por quem quer que seja que se deleite com práticas de humildade ou culto dos anjos. É gente que, dando toda a atenção às suas visões, em vão se gloria com a sua inteligência carnal.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Aleluia...

Levanta-te...

Lc 6,6-11

Num outro sábado Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita aleijada. Alguns mestres da Lei e alguns fariseus ficaram espiando Jesus com atenção para ver se ele ia curar alguém no sábado. Pois queriam arranjar algum motivo para o acusar de desobedecer à Lei. Mas Jesus conhecia os pensamentos deles e por isso disse para o homem que tinha a mão aleijada:
- Levante-se e fique em pé aqui na frente.
O homem se levantou e ficou em pé. Então Jesus disse:
- Eu pergunto a vocês: o que é que a nossa Lei diz sobre o sábado? O que é permitido fazer nesse dia: o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer?
Jesus olhou para todos os que estavam em volta dele e disse para o homem:
- Estenda a mão!
O homem estendeu a mão, e ela sarou. Aí os mestres da Lei e os fariseus ficaram furiosos e começaram a conversar sobre o que poderiam fazer contra Jesus.