domingo, 6 de outubro de 2013

XXVII DOMINGO COMUM
1ª Leitura: Hab 1,2-3;2,2-4
Sl 94
2ª Leitura: 2Tm 1,6-8.13-14
Evangelho:  Lc 17, 5-10
Aumenta a minha fé!
Repito com frequência.
Senhor aumenta a minha Fé.
Creio, mas a minha Fé sente-se debelitada.
Rezo-Te insistentemente, mas sei que não me basta,
Preciso de insistir no contacto com a Palavra,
Porque a minha Fé sem Palavra não sobrevive.
Sinto a minha fé enfraquecida, preciso experimentar o Teu amor.
Deixa-me repetir-Te: Aumenta a minha Fé!
Há em mim um espaço de confiança
Que me transporta ao desejo de Te saborear
Na Fé, na Esperança e no Amor.
Pela Fé abro-me ao infinito da profunda relação conTigo.
Pela Fé são mais fortes os laços que me prendem
E as relações humanas tornam-se mais paláveis…
Posso dizer que tudo vem do AMOR…
Aumenta a minha Fé! Torna a minha relação contigo mais madura…
Faz-me firme, leal e fiel no caminho da Fé.
A Tua resposta é uma admoestação para que viva da Fé,
Fé capaz de transpor montanhas…
Que eu saiba guardar com alegria o Evangelho
Que eu valorize a Fé e a fecunde na oração.
Quem viva em espírito de comunhão e serviço sendo serva fiel, simples e humilde…



Donovan | Brother Sun, Sister moon (Irmão Sol, Irmã Lua)


SÃO FRANCISCO DE ASSIS FILME COMPLETO DUBLADO EM PORTUGUES


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"O Senhor nos quer em uma Igreja que sabe abrir os braços para acolher a todos"
Texto completo da catequese da audiência geral. A Igreja nos faz encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na confissão e na eucaristia
ROMA, 02 de Outubro de 2013 - Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No “Credo”, depois de ter professado “Creio na Igreja una”, acrescentamos o adjetivo “santa”; afirmamos, isto é, a santidade da Igreja e esta é uma característica que já esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, os quais se chamavam simplesmente “os santos” (cfr At 9, 13. 32. 41; Rm 8, 27; 1 Cor 6, 1), porque tinham a certeza de que a ação de Deus, o Espírito Santo que santifica a Igreja.
Mas em que sentido a Igreja é santa se vemos que a Igreja histórica, em seu caminho ao longo dos séculos, teve tantas dificuldades, problemas, momentos sombrios? Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores? Homens pecadores, mulheres pecadoras, sacerdotes pecadores, irmãs pecadoras, bispos pecadores, cardeais pecadores, Papa pecador? Todos. Como pode ser santa uma Igreja assim?
Para responder à pergunta gostaria de guiar-me por um trecho da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que “Cristo amou a Igreja e doou a si mesmo por ela, para torná-la santa” (5, 25-26). Cristo amou a Igreja, doando todo a si mesmo na cruz. E isto significa que a Igreja é santa porque procede de Deus que é santo, lhe é fiel e não a abandona em poder da morte e do mal (cfr Mt 16, 18). É santa por que Jesus Cristo, o Santo de Deus (cfr Mc 1, 24), está unido de forma indissolúvel a esta (cfr Mt 28, 20); é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!

domingo, 29 de setembro de 2013

Reflexão para o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano C

Reflexão para o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano C
Francisco: "Se perdermos a memória de Deus também nós perdemos a consistência"
Homilia do Santo Padre na santa missa da Jornada dos catequistas
Na manhã desse domingo às 10.30 (hora de Roma), o santo padre celebrou a santa missa pela Jornada dos Catequistas, por ocasião do Ano da Fé, na praça de São Pedro. Publicamos a seguir a homilia:
1 . “Ai dos despreocupados de Sião e daqueles que se consideram tranquilos, ... deitados em leitos de marfim” (Am 6,1.4 ), comem, bebem, cantam, se divertem e não se preocupam com os problemas das outras pessoas.
Estas palavras do profeta Amós são duras, mas chamam a atenção sobre um perigo que todos nós corremos. O que é que este mensageiro de Deus denuncia, o que é que coloca diante dos olhos de seus contemporâneos e até mesmo diante de nossos olhos hoje? O risco do conforto, da comodidade, da mundanidade na vida e no coração, de colocar no centro da nossa vida o nosso bem-estar. É a mesma experiência do rico do Evangelho, que vestia roupas de luxo e todos os dias se dava abundantes banquetes; isto era importante para ele. E o pobre que estava à sua porta e não tinha nada para matar a fome? Não era problema dele, não lhe dizia respeito. Se as coisas, o dinheiro, a mundanidade se tornam o centro da vida, elas nos prendem, nos possuem e nós perdemos a nossa própria identidade de homens: olhem bem, o rico do Evangelho não tem nome, é simplesmente “um rico”. As coisas, o que possui, são o seu rosto, não tem outros.

O pobre Lázaro, o rico e a (in)justa distribuição da riqueza | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

O pobre Lázaro, o rico e a (in)justa distribuição da riqueza | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

sábado, 28 de setembro de 2013


XXVI Domingo do Tempo Comum

 
No mundo tão materialista e egoísta, o valor da generosidade perde espaço. O Evangelho deste Domingo, convida-nos a termos atitudes generosas com a vida, com os bens; ensina-nos a partilhar.
 
Não é uma condenação para os ricos e nem a salvação incondicional dos pobres. O que salvou Lázaro não foi somente a falta de bens, mas a sua humildade. Também o que condenou o rico não foi a posse dos seus bens em si mesmos, mas o mau uso deles: o esbanjamento, o egoísmo e o acumular.
 
 
O Papa, há poucos dias dizia: “às vezes também se serve os pobres, com arrogância. Algumas pessoas gabam-se, enchem a boca com os pobres; instrumentalizam os pobres, por interesses pessoais ou do próprio grupo (…) É um pecado grave, porque é ‘usar’ os necessitados, que são a carne de Jesus, para a ‘minha vaidade’. É um pecado grave! Seria melhor que estas pessoas ficassem em casa”!
A todos nós cabe semear a esperança, com obras concretas de solidariedade, ajudando quem mais precisa e no que é mais preciso, colaborando também nós, com as instituições públicas de apoio social, no respeito pelas respectivas competências! Apesar de tudo, o mais importante é que “não deixem que vos roubem a esperança. Pelo contrário: semeai-a”!
Como gasto a minha vida? Onde está a minha riqueza e o que significa para mim a pobreza?
Cada minuto de nossa vida deve ser bem gasto, deve ser bem aproveitado. A cada instante podemos viver os verdadeiros valores ou deixar os dias passarem sem que a vida tenha seu êxito.
 
Para a vivência semanal
Na luz da fé, que vos abre ao amor de Deus, abri a todos um caminho de esperança!
 

Vaticano: Papa pede aos gendarmes que mantenham intrigas fora do Estado

Vaticano: Papa pede aos gendarmes que mantenham intrigas fora do Estado

Catequese: Congresso internacional termina com apelos a renovação de linguagem e a «sério» catecumenato

Catequese: Congresso internacional termina com apelos a renovação de linguagem e a «sério» catecumenato


"A lista de Bergoglio": Testemunhas relatam ação do papa Francisco durante ditadura argentina | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

"A lista de Bergoglio": Testemunhas relatam ação do papa Francisco durante ditadura argentina | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Evangelho e 2.ª leitura do 26.º Domingo: pistas para meditação | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Evangelho e 2.ª leitura do 26.º Domingo: pistas para meditação | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A saudação de Paz e Bem « Franciscanos.org.br

A saudação de Paz e Bem « Franciscanos.org.br

O Crucifixo de São Damião « Franciscanos.org.br

O Crucifixo de São Damião « Franciscanos.org.br

Igreja católica, mãe de ternura e misericórdia | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Igreja católica, mãe de ternura e misericórdia | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Primeira encíclica do papa Francisco sublinha pertinência pública da fé, diz diretor da Pastoral da Cultura | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Primeira encíclica do papa Francisco sublinha pertinência pública da fé, diz diretor da Pastoral da Cultura | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

O novo papamóvel de Francisco | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

O novo papamóvel de Francisco | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Teresa Salgueiro interpreta "Cânticos da Tarde e da Manhã" nas bodas de ouro sacerdotais do bispo de Setúbal | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Teresa Salgueiro interpreta "Cânticos da Tarde e da Manhã" nas bodas de ouro sacerdotais do bispo de Setúbal | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
"A Igreja nunca fecha as portas e oferece sempre o perdão"
O pontífice convida a recordar que uma mãe 'nunca ensina o que está mal para os seus filhos', a ver os mandamentos de forma positiva e a não criar-nos ídolos materiais que depois nos escravizam
ROMA, 18 de Setembro de 2013

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje retorno ainda sobre a imagem da Igreja como mãe. Eu gosto tanto dessa imagem da Igreja como mãe. Por isto, quis retornar a ela, porque esta imagem me parece que nos diz não somente como é a Igreja, mas também qual face deveria ter sempre mais a Igreja, esta nossa mãe Igreja.
Gostaria de destacar três coisas, sempre olhando às nossas mães, a tudo aquilo que fazem, que vivem, que sofrem pelos próprios filhos, continuando aquilo que disse quarta-feira passada. Eu me pergunto: o que faz uma mãe?
1. Primeiro de tudo ensina a caminhar na vida, ensina a seguir bem na vida, sabe como orientar os filhos, procura sempre indicar o caminho certo na vida para crescerem e tornarem-se adultos. E o faz com ternura, com afeto, com amor, sempre também quando procura endireitar o nosso caminho porque nos dispersamos um pouco na vida ou tomamos caminhos que levam a um abismo. Uma mãe sabe o que é importante para que um filho caminhe bem na vida, e não aprendeu nos livros, mas aprendeu do próprio coração. A universidade das mães é o seu coração! Ali aprendem a levar adiante os próprios filhos.
A Igreja é uma mãe que só quer o bem dos filhos
Audiência geral: papa Francisco lembra que os dez mandamentos não são um "conjunto de nãos" 
e nos convida a "enxergá-los positivamente"


ROMA, 18 de Setembro de 2013 
Durante a audiência geral de hoje, na Praça de São Pedro, dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre o mistério da Igreja, o papa Francisco voltou a mencionar a imagem da "Igreja Mãe", já evocada na homilia de ontem na Casa Santa Marta.
“Eu realmente gosto dessa imagem”, disse o papa, “porque acho que ela não nos diz apenas como é a Igreja, mas também qual é o rosto que a Igreja deveria ter cada vez mais”.
O papa sublinhou alguns princípios que devem animar a educação dos filhos pela mãe. Primeiro, "ela ensina a caminhar pela vida", apontando o "caminho certo com ternura, com amor, com amor sempre, mesmo quando tenta endireitar o nosso caminho, porque saímos um pouco da rota na vida ou porque andamos na direção do abismo".
Toda mãe sabe também o que é importante para uma criança, não porque ela "aprendeu nos livros", mas porque "aprendeu com o coração".

domingo, 15 de setembro de 2013

A misericórdia é a verdadeira força que 
pode salvar o homem e o mundo
As palavras do papa Francisco no Angelus
CIDADE DO VATICANO, 15 de Setembro de 2013
Apresentamos as palavras pronunciadas pelo papa Francisco neste domingo, diante dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Angelus.  
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Na liturgia de hoje, lemos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a ovelha perdida, a moeda perdida, e a mais longa de todas as parábolas, típica de São Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho "pródigo" e o filho, que acredita ser o "justo", que crê ser santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, Deus é alegria. Interessante: Deus é alegria! E o que é a alegria de Deus? A alegria de Deus é perdoar, a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a ovelha; é a alegria de uma mulher que encontra novamente a sua moeda; é a alegria de um pai que acolhe novamente em casa, o filho que estava perdido, que era considerado morto e tornou a viver, voltou para casa. Aqui está todo o Evangelho! Aqui! Aqui está todo o Evangelho, todo o cristianismo! Mas não é sentimento, não é ser "bonzinho"! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do "câncer" que é o pecado, o mal moral, o mal espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história. Somente o amor pode fazer isso, e essa é a alegria de Deus!

Contemplar Jesus manso e sofredor

Contemplar Jesus manso e sofredor

Jesus é a esperança

Jesus é a esperança

Contemplar Jesus manso e sofredor

Contemplar Jesus manso e sofredor

Das maledicências ao amor pelo próximo

2013-09-14 L’Osservatore Romano

As tagarelices matam como e mais que as armas. Sobre este conceito o Papa Francisco voltou a falar na manhã de sexta-feira 13 de Setembro, na missa celebrada na capela de Santa Marta. Comentando as leituras do dia, tiradas da carta a Timóteo (1, 1-2. 12-14) e do Evangelho de Lucas (6, 39-42), o Pontífice realçou como o Senhor – depois de ter proposto, nos últimos dias, atitudes de mansidão, humildade e magnanimidade - «hoje nos fala do contrário», ou seja, de uma «atitude odiosa para com o próximo», a que temos quando nos tornamos «juízes do irmão».

sábado, 14 de setembro de 2013

Papa Francisco escreve carta a quem não crê em Deus | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Papa Francisco escreve carta a quem não crê em Deus | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM

 DOMINGO: vigésimo quarto 


O evangelho do vigésimo quarto domingo (Ano C) tem uma clara intencionalidade: Jesus Cristo acolhe os pecadores. O capítulo quinze é o melhor de todos os trípticos do evangelho segundo Lucas. As três parábolas formam uma unidade. De facto, as parábolas da ovelha perdida (por um pastor) ou da moeda de prata perdida (por uma mulher) são apenas um «aquecimento» para escutar a grande parábola de um pai que perdeu definitivamente um dos seus filhos: o mais novo.
A parábola do filho pródigo ou, melhor dito, dos filhos que retornam (porque são os dois filhos que voltam) é uma excelente imagem de Deus que compreende, espera e acolhe os seus filhos, respeitando sempre a liberdade de cada um. A diferença em relação ao pastor que vai à procura da ovelha e à mulher que revira a casa é que o pai permanece quieto em casa, porque conhece os filhos, mas também respeita muito a liberdade deles. No entanto, fica à espera... olhando para longe. Entretanto, o pai vai-se preparando interiormente para aceitar o retorno do filho. Prepara-se interiormente para o acolher. Por isso, quando o filho volta, o pai restitui-lhe a dignidade de filho (com o vestido, o anel e o calçado). De maneira nenhuma o pode aceitar como um simples trabalhador.
Roma, 13 de Setembro de 2013
Faz seis meses que o Papa Francisco saiu ao balcão da fachada da Basílica de São Pedro e saudou pela primeira vez os presentes na praça de São Pedro, já não como cardeal Bergoglio mas como o primeiro pontífice latino-americano da história.
O padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, comentou alguns aspectos mais significativos deste pontificado, em entrevista à Rádio Vaticano .
O nome Francisco
Como duas grandes novidades destacou: o nome escolhido “Francisco” e o final do eurocentrismo da Igreja.
Sobre “Francisco, está a explicação dada pelo próprio Papa: ‘pobres, paz, cuidado com a criação’. E já vimos – ao menos sobre os pobres e a paz – que realmente são características básicas deste pontificado”.
As fofocas contra o próximo são dignas de Caim
A metáfora evangélica do cisco e da trave no olho (Lc 6,39-42) se refere àquela "atitude de ódio de uns para com os outros" que nos leva a "ser juízes do nosso próprio irmão", disse o papa na homilia durante a missa desta manhã na Casa Santa Marta, comentando o evangelho do dia.
Na mesma passagem, Jesus pronuncia "uma palavra forte: hipócrita", acrescentou o pontífice.
Há pessoas que "vivem falando mal dos outros". Elas "são hipócritas porque não têm a força, a coragem de olhar para os seus próprios defeitos". Em outro momento, Jesus enfatiza que aquele que guarda "em seu coração um pouco de ódio contra o seu irmão é um assassino".
São João Apóstolo também é muito explícito sobre esse ponto: "Aquele que odeia o seu irmão caminha nas trevas; quem julga o seu irmão caminha nas trevas" (cf. 1 Jo 9).

quinta-feira, 12 de setembro de 2013




Para amar o inimigo, contemplar a paixão 

de Jesus e a doçura de Maria


A humanidade sofredora de Jesus e a doçura de Maria são os dois pólos a que os cristãos devem atender para conseguir viver o que nos pede o Evangelho. O Evangelho é exigente e pede-nos coisas fortes: capacidade de perdoar, magnanimidade, amor pelos inimigos... Segundo o Papa Francisco há só uma maneira para o conseguir fazer: “contemplar a Paixão e a humanidade de Jesus e imitar o comportamento da Mãe, de quem a Igreja festeja hoje o seu “Santo Nome”. Antigamente chamava-se mesmo “Festa do Doce Nome de Maria”. E foi de doçura que o Papa Francisco falou:
Temos necessidade de doçura, hoje, da Nossa Senhora, para compreender estas coisas que Jesus nos pede, não é? Porque este é um elenco nada fácil de viver. Ama os inimigos, façam o bem, dá-te sem esperares nada...”Também S. Paulo na Carta aos Colossenses da liturgia deste dia, convida os cristãos a revestirem-se de sentimentos de ternura, de bondade, de humildade, de mansidão. E a propósito o Papa Francisco comentou que a nossa pergunta é imediata: Mas como é que eu faço isto? Como é que me preparo para fazer isto? 

domingo, 8 de setembro de 2013


XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Só em Deus é possível encontrar a verdadeira felicidade e o sentido da vida.
Qual o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Quem pode sondar as intenções do Senhor? O homem tem de acolher a “sabedoria”, dom de Deus para todos aqueles que estão interessados em dar um verdadeiro sentido à sua vida.

Senhor, tendes sido o nosso refúgio através das gerações
Ensinai-nos Senhor a contar os nossos dias, a chegarmos à sabedoria do coração.
Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade, para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias. Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.


Se me consideras teu amigo, recebe-o como a mim próprio.
Bela página de Paulo que nos entusiasma a viver o dom da fraternidade, da justiça, da caridade, do acolhimento e do perdão. Sem isto torna-se difícil ser discípulo de Jesus.

O Evangelho aponta-nos o “caminho do discípulo”
Jesus convida-nos a tomar consciência de quanto é exigente o caminho do “Reino”. Optar pelo “Reino” não é escolher um caminho de facilidade, mas sim aceitar percorrer um caminho de renúncia e de dom da vida. É, sobretudo, o Evangelho que traça as coordenadas do “caminho do discípulo”: é um caminho em que o “Reino” deve ter a primazia sobre as pessoas que amamos, sobre os nossos bens, sobre os nossos próprios interesses e esquemas pessoais.

sábado, 7 de setembro de 2013

Palavras do Papa Francisco 
na Vigília de Oração pela Paz
Praça de São Pedro, 
 7 de Setembro de 2013

«Deus viu que isso era bom» (Gn 1,12.18.21.25). A narração bíblica da origem do mundo e da humanidade nos fala de Deus que olha a criação, quase a contemplando, e repete uma e outra vez: isso é bom. Isso nos permite entrar no coração de Deus e recebermos a sua mensagem que procede precisamente do seu íntimo. Podemos nos perguntar: qual é o significado desta mensagem? O que diz esta mensagem para mim, para ti, para todos nós?
Simplesmente nos diz que o nosso mundo, no coração e na mente de Deus, é “casa de harmonia e de paz” e espaço onde todos podem encontrar o seu lugar e sentir-se “em casa”, porque é “isso é bom”. Toda a criação constitui um conjunto harmonioso, bom, mas os seres humanos em particular, criados à imagem e semelhança de Deus, formam uma única família, em que as relações estão marcadas por uma fraternidade real e não simplesmente de palavra: o outro e a outra são o irmão e a irmã que devemos amar, e a relação com Deus, que é amor, fidelidade, bondade, se reflete em todas as relações humanas e dá harmonia para toda a criação. O mundo de Deus é um mundo onde cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro. Esta noite, na reflexão, no jejum, na oração, cada um de nós, todos nós pensamos no profundo de nós mesmos: não é este o mundo que eu desejo? Não é este o mundo que todos levamos no coração? O mundo que queremos não é um mundo de harmonia e de paz, em nós mesmos, nas relações com os outros, nas famílias, nas cidades, nas e entre as nações? E a verdadeira liberdade para escolher entre os caminhos a serem percorridos neste mundo, não é precisamente aquela que está orientada pelo bem de todos e guiada pelo amor?

sexta-feira, 6 de setembro de 2013


ESCUTA, RENUNCIA E MISSÃO...


Quando o Senhor passa na nossa vida, diz-nos sempre uma palavra e faz- nos uma promessa. Mas pede-nos também para nos despojarmos de algo e confia-nos uma missão. Recordou o Papa Francisco durante a missa celebrada na manhã de quinta-feira 5 de Setembro, na capela da Domus Sanctae Marthae.
Comentando o episódio da «pesca milagrosa» narrada por Lucas (5, 1-11) no trecho evangélico proclamado durante a liturgia, o Pontífice evocou santo Agostinho, o qual «repete uma frase que sempre me comoveu muito. Diz: “Tenho medo quando passa o Senhor”. Por quê? “Porque tenho medo que passe e eu não me dê conta”. E o Senhor passa na nossa vida como aconteceu aqui, na vida de Pedro, de Tiago e de João».
Neste caso, o Senhor passou na vida dos seus discípulos com um milagre. Mas, esclareceu o Papa, «Jesus nem sempre passa na nossa vida com um milagre». Embora, acrescentou ainda, «faz-se sempre ouvir. Sempre. E quando o Senhor passa, acontece sempre o que aconteceu aqui: diz-nos algo, faz-nos sentir algo, depois diz-nos uma palavra, que é uma promessa; pede-nos algo no nosso modo de viver, que deixemos algo, para nos  desprendermos das coisas. Além disso, dá-nos uma missão».
Uma promessa e uma missão...


 “Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba.” Com esta citação de Santo Agostinho, o Papa Francisco iniciou a homilia da Missa da manhã desta quinta-feira, celebrada na Casa Santa Marta. O Papa refletiu sobre os modos com os quais Cristo se manifesta na vida de um cristão, comentando o trecho do Evangelho em que Jesus se mostra a Pedro, Tiago e João com o sinal da pesca milagrosa.

Desconcertado, Pedro é confortado por Jesus, que promete fazer dele “pescador de homens”. Depois o convida a deixar tudo para segui-lo e lhe confia uma missão. Ou seja, Deus se manifesta com três atitudes: através de uma promessa, de um pedido de generosidade e de uma missão a realizar.
No caso dos Apóstolos, observou o Papa, o Senhor passou na vida deles com um milagre. Nem sempre assim, contudo Ele está sempre presente:
“Quando o Senhor vem na nossa vida, quando passa no nosso coração, sempre diz uma palavra e uma promessa: ‘Avante... com coragem, sem medo, porque fará isso!’. Ou seja, é um convite à missão, um convite a segui-Lo. Quando ouvimos esta promessa, é porque há algo na nossa vida que devemos corrigir, e o fazemos para segui-Lo mais de perto.”

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Audiência do papa Francisco: 04 de Setembro de 2013)
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Retomamos o caminho das catequeses, depois das férias de Agosto, mas hoje gostaria de vos falar da minha viagem ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude. Passou-se mais de um mês, mas considero importante retornar a este evento, e a distância de tempo permite compreender melhor o seu significado.
Antes de tudo desejo agradecer ao Senhor, porque foi Ele que tudo guiou com a sua Providência. Para mim, que venho das Américas, foi um grande presente! E por isso agradeço também a Nossa Senhora Aparecida, que acompanhou toda esta viagem: fiz a peregrinação ao grande Santuário nacional brasileiro, e a sua venerável imagem estava sempre presente no palco da JMJ. Fiquei muito contente com isto, porque Nossa Senhora Aparecida é muito importante para a história da Igreja no Brasil, mas também para toda a América Latina; em Aparecida os bispos latino-americanos e do Caribe vivemos uma Assembleia geral, com o Papa Bento: uma etapa muito significativa do caminho pastoral naquela parte do mundo onde vive a maior parte da Igreja católica.
Apelo de dom Vincenzo Paglia, Presidente do Conselho Pontifício para a Família, às famílias do mundo para participarem da jornada de jejum e oração que o papa Francisco propôs pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo
«A todas as famílias
O convite do papa Francisco a uma jornada de oração e jejum pela paz na Síria e em todas as nações afetadas pela tragédia da guerra deve ser aceite com muita seriedade e compromisso por parte de todos nós. As imagens veiculadas por todo o mundo e as contínuas notícias trágicas interpelam o nosso coração, a nossa inteligência, a nossa fé. Por esta razão, eu vos convido a aceitar a proposta do papa e a viver esse gesto de oração e jejum mesmo que seja em casa.
Queridos pais, não tenham medo de propor aos vossos filhos um almoço austero e mínimo; será uma oportunidade para lhes explicar o que está a acontecer no mundo e como esses fatos terríveis não nos podem deixar indiferentes. Junto com a dureza das notícias, não se esqueçam de comunicar a esperança da paz oferecida por Jesus ressuscitado, que reconciliou o mundo não através de gestos violentos e vingativos, mas através do dom de Si mesmo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"Jesus vence o mal com a humildade", disse o Papa na homilia da manhã

Cidade do Vaticano (RV) - “Sempre, onde estiver Jesus haverá humildade, meiguice e amor”, disse o Papa Francisco na Missa da manhã desta terça, 03, na Casa Santa Marta. O Papa acentuou a distinção entre a “luz tranquila” de Jesus, que fala ao nosso coração, e a “luz do mundo”, uma “luz artificial” que nos torna soberbos e orgulhosos. 
A identidade cristã é “uma identidade da luz, não das trevas”. Francisco desenvolveu sua homilia inspirando-se nas palavras de São Paulo aos primeiros discípulos de Jesus. “Vocês, irmãos, não estão nas trevas, vocês são todos filhos da Luz”. Esta Luz, porém – ressalvou – “não foi muito querida pelo mundo”.
“Jesus veio justamente para nos salvar do pecado, a sua Luz nos salva das trevas”. Por outro lado, “hoje se pensa que podemos receber a luz com tantas coisas científicas e coisas da humanidade”. 
Jesus não precisa de exércitos para vencer o mal,
a sua força é a humildade

Onde está Jesus há humildade, mansidão e amor. Estas as ideias principais que podemos colher da meditação matinal do Papa Francisco na Missa na Capela da Casa de Santa Marta nesta Terça-Feira 3 de Setembro. O Santo Padre deixou claro que Jesus não precisa de exércitos para vencer o mal e partindo das palavras de S. Paulo que se dirige aos discípulos dizendo-lhes que eles não são filhos das trevas mas filhos da luz, o Papa Francisco desenvolveu a sua meditação desta manhã apontando Jesus como a Luz da Paz.“Si può conoscere tutto, si può avere scienza di tutto e questa luce sulle cose. Ma la luce di Gesù è un’altra cosa. Non è una luce dell’ignoranza, no! E’ una luce di sapienza e di saggezza, ma è un’altra cosa che la luce del mondo...

“Pode-se conhecer tudo, pode-se ter a ciência de tudo e esta luz sobre as coisas. Mas a luz de Jesus é outra coisa. Não é uma luz da ignorância, não! É uma luz de sapiência e de sabedoria, mas é outra coisa do que a luz do mundo. A luz que nos oferece o mundo é uma luz artificial, talvez forte, até mais forte como aquela de Jesus, assim como um fogo de artifício, como um flash de uma fotografia. 

VISITA DO PAPA FRANCISCO A ASSIS EM 4 DE OUTUBRO

Acontecerá no dia 4 de Outubro a significativa visita pastoral do Papa Francisco a Assis, local de nascimento do santo padroeiro da Itália que inspirou o nome do Papa. 
A Sala de Imprensa da Santa Sé publicou ontem o programa da visita.
O dia começará com a saída de helicóptero do Vaticano, marcada para as 07:00 (hora local: 08:00 em Lisboa). O Santo Padre chegará a Assis em torno de 07:45 no campo de Desportos do Instituo Seráfico, onde se encontrará com as crianças portadoras de necessidades especiais e doentes do Instituto.
Uma hora depois, às 8h45, o Papa realizará uma visita privada ao Santuário de São Damião para um breve momento de oração. Em seguida, irá ao Palácio do Bispo para um encontro com os pobres e necessitados, assistidos pela Caritas da cidade. Depois, o Papa vai de carro para a Basílica Superior de São Francisco, onde será recebido pelos Frades Menores Conventuais. O Papa Francisco descerá para a cripta, para um momento privado de oração junto do túmulo de São Francisco.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Novo secretário de Estado do Vaticano



O Papa Francisco nomeou hoje o arcebispo italiano Pietro Parolin novo secretário de Estado do Vaticano, informou a Sala de Imprensa da Santa Sé. 
D. Petro Parolin sucede ao cardeal Tarcisio Bertone que desde 2006 preside à Secretaria de Estado do Vaticano, mantendo-se em funções até ao próximo dia 15 de outubro, realizando em Portugal um dos seus últimos atos oficiais.
Nos dias 12 e 13 de outubro, o cardeal Bertone vai presidir à peregrinação ao Santuário de Fátima, quando a imagem de Nossa Senhora de Fátima venerada na Capelinha das Aparições estará no Vaticano, para uma celebração de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, a pedido do Papa.
No dia 15 de outubro, Francisco via receber em audiência toda a Cúria Romana, onde irá agradecer publicamente “o fiel e generoso serviço prestado à Santa Sé pelo cardeal salesiano”, apresentando D. Pietro Parolin e os seus colaboradores.

REZEMOS PELA PAZ...

Ontem, dia 1 de Setembro, o Papa Francisco, antes da oração mariana do Angelus, deixou-nos este veemente apelo à Paz:
«Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está a acontecer na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

domingo, 1 de setembro de 2013


XXII Domingo Tempo Comum


Naquele tempo, tendo Jesus entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição, todos O observavam.

Observando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, disse-lhes esta parábola:
«Quando fores convidado para um banquete, não ocupes o primeiro lugar; não suceda que tenha sido convidado alguém mais digno do que tu,
venha o que vos convidou, a ti e ao outro, e te diga: 'Cede o teu lugar a este.' Ficarias envergonhado e passarias a ocupar o último lugar.
Mas, quando fores convidado, senta-te no último lugar; e assim, quando vier o que te convidou, há-de dizer-te: 'Amigo, vem mais para cima.' Então, isto será uma honra para ti, aos olhos de todos os que estiverem contigo à mesa.
Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado.»

quinta-feira, 29 de agosto de 2013


Jovens, "nadem contra a corrente", "sejam corajosos", "façam barulho"!

Na audiência de hoje, no Vaticano, com 500 peregrinos de Piacenza, em Roma para o Ano da Fé, o Papa Francisco exortou os jovens a "construir um futuro de beleza, bondade e verdade"

ROMA, 28 de Agosto de 2013

Para o Papa Francisco a audiência desta tarde na Basílica Vaticana com 500 jovens da diocese de Piacenza-Bobbio, em uma peregrinação a Roma para o Ano da Fé, não foi um só um compromisso a mais na sua agenda papal. Pelo contrário, foi um momento de diversão e alegria, porque ele disse claramente: "Eu gosto de estar com os jovens".

Ele gosta - explicou - porque os jovens têm em seus corações “uma promessa de esperança” são "artífices do futuro", "buscadores da beleza” e “profetas de bondade” e é bom estar com quem tem nas mãos a capacidade de construir um mundo melhor.

A reunião foi "organizada" pelo bispo de Piacenza, Mons. Gianni Ambrosio, que, acompanhando os jovens a Roma nos lugares da fé, pediu ao Santo Padre para concluir esta bela experiência com uma audiência privada com os peregrinos. E o Papa, como sempre, não deu desculpas, pelo contrário, disse: “faço-o com prazer”.

"Obrigado por esta visita – disse na abertura do seu discurso improvisado -. O bispo falou que fiz um grande gesto ao vir aqui, mas o fiz com ‘egoísmo’, sabem por quê? Porque gosto de estar com vocês”.

Papa pede corações despertos para Deus

Papa pede corações despertos para Deus

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Bento XVI em Castel Gandolfo entre caminhada, rosário e concerto
Depois de seis meses, a decisão de "esconder do mundo" ainda leva a refletir. Mas a verdade, como afirmou o papa emérito, é que esta escolha é o resultado de uma "experiência mística" com Deus

ROMA, 19 de Agosto de 2013 
Talvez ele precisasse de respirar um ar diferente daquele dos Jardins do Vaticano, ou, ao terminar o verão, ele quisesse rever a casa onde passou oito verões e apreciar a vista do Lago Albano. O fato é que, ontem à tarde, Bento XVI se permitiu uma curta viagem até Castel Gandolfo, vila que é a residência de verão dos papas desde o papa Urbano VIII, onde passou os primeiros dois meses após a renúncia do ministério petrino.
O papa emérito - de acordo com relatos de fontes do Vaticano - passou cerca de três horas na cidade, caminhou nos jardins do palácio, recitou o rosário e assistiu a um concerto de piano.  Retornou à noite para o mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde decidiu viver "escondido do mundo" após a decisão histórica de 11 de Fevereiro.

Acompanharam Bento XVI na tarde de ontem, seus “anjos da guarda": as memores domini, Loredana, Carmela, Cristina e Manuela, quatro leigas consagradas, do movimento Comunhão e Libertação, que cuidavam do apartamento, da capela e do guarda-roupa de Ratzinger nos anos de seu pontificado, e continuam a ajudá-lo, mesmo agora, após a renúncia.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2013
(20 DE OUTUBRO DE 2013)

Queridos irmãos e irmãs,
Este ano, a celebração do Dia Mundial das Missões tem lugar próximo da conclusão do Ano da Fé, ocasião importante para revigorarmos a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja que anuncia, com coragem, o Evangelho. Nesta perspectiva, gostaria de propor algumas reflexões.

1. A fé é um dom precioso de Deus, que abre a nossa mente para O podermos conhecer e amar. Ele quer entrar em relação connosco, para nos fazer participantes da sua própria vida e encher plenamente a nossa vida de significado, tornando-a melhor e mais bela. Deus nos ama! Mas a fé pede para ser acolhida, ou seja, pede a nossa resposta pessoal, a coragem de nos confiarmos a Deus e vivermos o seu amor, agradecidos pela sua infinita misericórdia. Trata-se de um dom que não está reservado a poucos, mas é oferecido a todos com generosidade: todos deveriam poder experimentar a alegria de se sentirem amados por Deus, a alegria da salvação. E é um dom que não se pode conservar exclusivamente para si mesmo, mas deve ser partilhado; se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis e combalidos. O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo e um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja. «O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial» (Bento XVI, Exort. ap. Verbum Domini, 95). Toda a comunidade é «adulta», quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até às «periferias», sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham connosco o caminho da vida.

domingo, 18 de agosto de 2013

XX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Eu vim trazer o fogo à Terra
Como podemos entender uma realidade tão dura? Afinal não é Jesus o Príncipe da Paz?
A decisão do seguimento de Jesus é radical e exige disposição interior para doar a vida. Jesus não é um Mestre que veio trazer açúcar para adoçar falsamente as durezas da vida. Jesus Mestre e Messias é um Homem de decisões fortes que implicam renúncias difíceis.
Ele elege o caminho da Cruz e convida-nos a segui-Lo tomando com Ele a Cruz, renegando-nos a nós mesmos... Ele é o único bem possível da nossa vida. É natural que nos fale de fogo, de espada e de divisão, uma chamada a estarmos alerta contra a corrente dos contravalores do mundo de hoje.
Ele chama-nos a uma liberdade suprema capaz de ser realizada pela e na Fé. Jesus não admite meias medidas se não o elegemos pomo-lo de parte e isso não vai facilitar em nada a nossa felicidade e a fidelidade incondicional ao Seu amor. A nossa eleição é de Fé, de relação próxima, consciente e responsável sempre disposta para o serviço para viver de acordo com o Seu exemplo e com a Sua postura de vida: servir e dar a vida.

Senhor, socorrei-me sem demora
“Jeremias atolou-se no lodo”. Na nossa história pessoal e social também há poços repletos de lodo, há perseguições, há angústias, escravidões e dependências. A Palavra do Senhor tem de ser água Viva a purificar a nossa vida da lama em que tantas vezes nos atolamos, nas fraquezas e no esmorecimento vital do nosso ser.

Agita-nos Senhor

Não estamos sós, bem sabemos que caminhas connosco, queres a nossa liberdade e a nossa vida por inteiro. Confrontas-nos com a verdade total e não a meias medidas. Nas encruzilhadas da vida sentimos tantas vezes temor e caímos na lama sem darmos conta. Perturba-nos Senhor, agita-nos para que não vivamos passivamente o Evangelho. Motiva-nos a sair anunciando criativamente e com esperança a Tua Palavra.

Concílio Vaticano II
Constituição da Igreja no mundo deste tempo «Gaudium et spes», § 78


«Dou-vos a minha paz» (Jo 14,27)


A paz não é ausência de guerra; nem se reduz ao estabelecimento do equilíbrio entre as forças adversas, nem resulta duma dominação despótica. Com toda a exactidão e propriedade ela é chamada «obra da justiça» (Is 32,7). É um fruto da ordem que o divino Criador estabeleceu para a sociedade humana, e que deve ser realizada pelos homens, sempre anelantes por uma mais perfeita justiça. […] Por esta razão, a paz nunca se alcança duma vez para sempre, antes deve estar constantemente a ser edificada. Além disso, como a vontade humana é fraca e ferida pelo pecado, a busca da paz exige o constante domínio das paixões de cada um e a vigilância da autoridade legítima. Mas tudo isto não basta. […] Absolutamente necessárias para a edificação da paz são ainda a vontade firme de respeitar a dignidade dos outros homens e povos e a prática assídua da fraternidade. A paz é assim também fruto do amor, o qual vai além do que a justiça consegue alcançar. A paz terrena, nascida do amor do próximo, é imagem e efeito da paz de Cristo, vinda do Pai. Pois o próprio Filho encarnado, Príncipe da Paz, reconciliou com Deus, pela cruz, todos os homens; restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só corpo, extinguiu o ódio e, exaltado na ressurreição, derramou nos corações o Espírito de amor. Todos os cristãos são, por isso, insistentemente chamados a, «praticando a verdade na caridade» (Ef 4,15), unirem-se aos homens verdadeiramente pacíficos para implorarem e edificarem a paz. […]Na medida em que os homens são pecadores, o perigo da guerra ameaça-os e continuará a ameaçá-los até à vinda de Cristo; mas na medida em que, unidos em caridade, superam o pecado, superadas ficam também as lutas, até que se realize aquela palavra: «com as espadas forjarão arados e foices com as lanças. Nenhum povo levantará a espada contra outro e jamais se exercitarão para a guerra» (Is 2,4).