quinta-feira, 29 de agosto de 2013


Jovens, "nadem contra a corrente", "sejam corajosos", "façam barulho"!

Na audiência de hoje, no Vaticano, com 500 peregrinos de Piacenza, em Roma para o Ano da Fé, o Papa Francisco exortou os jovens a "construir um futuro de beleza, bondade e verdade"

ROMA, 28 de Agosto de 2013

Para o Papa Francisco a audiência desta tarde na Basílica Vaticana com 500 jovens da diocese de Piacenza-Bobbio, em uma peregrinação a Roma para o Ano da Fé, não foi um só um compromisso a mais na sua agenda papal. Pelo contrário, foi um momento de diversão e alegria, porque ele disse claramente: "Eu gosto de estar com os jovens".

Ele gosta - explicou - porque os jovens têm em seus corações “uma promessa de esperança” são "artífices do futuro", "buscadores da beleza” e “profetas de bondade” e é bom estar com quem tem nas mãos a capacidade de construir um mundo melhor.

A reunião foi "organizada" pelo bispo de Piacenza, Mons. Gianni Ambrosio, que, acompanhando os jovens a Roma nos lugares da fé, pediu ao Santo Padre para concluir esta bela experiência com uma audiência privada com os peregrinos. E o Papa, como sempre, não deu desculpas, pelo contrário, disse: “faço-o com prazer”.

"Obrigado por esta visita – disse na abertura do seu discurso improvisado -. O bispo falou que fiz um grande gesto ao vir aqui, mas o fiz com ‘egoísmo’, sabem por quê? Porque gosto de estar com vocês”.

Papa pede corações despertos para Deus

Papa pede corações despertos para Deus

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Bento XVI em Castel Gandolfo entre caminhada, rosário e concerto
Depois de seis meses, a decisão de "esconder do mundo" ainda leva a refletir. Mas a verdade, como afirmou o papa emérito, é que esta escolha é o resultado de uma "experiência mística" com Deus

ROMA, 19 de Agosto de 2013 
Talvez ele precisasse de respirar um ar diferente daquele dos Jardins do Vaticano, ou, ao terminar o verão, ele quisesse rever a casa onde passou oito verões e apreciar a vista do Lago Albano. O fato é que, ontem à tarde, Bento XVI se permitiu uma curta viagem até Castel Gandolfo, vila que é a residência de verão dos papas desde o papa Urbano VIII, onde passou os primeiros dois meses após a renúncia do ministério petrino.
O papa emérito - de acordo com relatos de fontes do Vaticano - passou cerca de três horas na cidade, caminhou nos jardins do palácio, recitou o rosário e assistiu a um concerto de piano.  Retornou à noite para o mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde decidiu viver "escondido do mundo" após a decisão histórica de 11 de Fevereiro.

Acompanharam Bento XVI na tarde de ontem, seus “anjos da guarda": as memores domini, Loredana, Carmela, Cristina e Manuela, quatro leigas consagradas, do movimento Comunhão e Libertação, que cuidavam do apartamento, da capela e do guarda-roupa de Ratzinger nos anos de seu pontificado, e continuam a ajudá-lo, mesmo agora, após a renúncia.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2013
(20 DE OUTUBRO DE 2013)

Queridos irmãos e irmãs,
Este ano, a celebração do Dia Mundial das Missões tem lugar próximo da conclusão do Ano da Fé, ocasião importante para revigorarmos a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja que anuncia, com coragem, o Evangelho. Nesta perspectiva, gostaria de propor algumas reflexões.

1. A fé é um dom precioso de Deus, que abre a nossa mente para O podermos conhecer e amar. Ele quer entrar em relação connosco, para nos fazer participantes da sua própria vida e encher plenamente a nossa vida de significado, tornando-a melhor e mais bela. Deus nos ama! Mas a fé pede para ser acolhida, ou seja, pede a nossa resposta pessoal, a coragem de nos confiarmos a Deus e vivermos o seu amor, agradecidos pela sua infinita misericórdia. Trata-se de um dom que não está reservado a poucos, mas é oferecido a todos com generosidade: todos deveriam poder experimentar a alegria de se sentirem amados por Deus, a alegria da salvação. E é um dom que não se pode conservar exclusivamente para si mesmo, mas deve ser partilhado; se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis e combalidos. O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo e um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja. «O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial» (Bento XVI, Exort. ap. Verbum Domini, 95). Toda a comunidade é «adulta», quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até às «periferias», sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham connosco o caminho da vida.

domingo, 18 de agosto de 2013

XX DOMINGO DO TEMPO COMUM

Eu vim trazer o fogo à Terra
Como podemos entender uma realidade tão dura? Afinal não é Jesus o Príncipe da Paz?
A decisão do seguimento de Jesus é radical e exige disposição interior para doar a vida. Jesus não é um Mestre que veio trazer açúcar para adoçar falsamente as durezas da vida. Jesus Mestre e Messias é um Homem de decisões fortes que implicam renúncias difíceis.
Ele elege o caminho da Cruz e convida-nos a segui-Lo tomando com Ele a Cruz, renegando-nos a nós mesmos... Ele é o único bem possível da nossa vida. É natural que nos fale de fogo, de espada e de divisão, uma chamada a estarmos alerta contra a corrente dos contravalores do mundo de hoje.
Ele chama-nos a uma liberdade suprema capaz de ser realizada pela e na Fé. Jesus não admite meias medidas se não o elegemos pomo-lo de parte e isso não vai facilitar em nada a nossa felicidade e a fidelidade incondicional ao Seu amor. A nossa eleição é de Fé, de relação próxima, consciente e responsável sempre disposta para o serviço para viver de acordo com o Seu exemplo e com a Sua postura de vida: servir e dar a vida.

Senhor, socorrei-me sem demora
“Jeremias atolou-se no lodo”. Na nossa história pessoal e social também há poços repletos de lodo, há perseguições, há angústias, escravidões e dependências. A Palavra do Senhor tem de ser água Viva a purificar a nossa vida da lama em que tantas vezes nos atolamos, nas fraquezas e no esmorecimento vital do nosso ser.

Agita-nos Senhor

Não estamos sós, bem sabemos que caminhas connosco, queres a nossa liberdade e a nossa vida por inteiro. Confrontas-nos com a verdade total e não a meias medidas. Nas encruzilhadas da vida sentimos tantas vezes temor e caímos na lama sem darmos conta. Perturba-nos Senhor, agita-nos para que não vivamos passivamente o Evangelho. Motiva-nos a sair anunciando criativamente e com esperança a Tua Palavra.

Concílio Vaticano II
Constituição da Igreja no mundo deste tempo «Gaudium et spes», § 78


«Dou-vos a minha paz» (Jo 14,27)


A paz não é ausência de guerra; nem se reduz ao estabelecimento do equilíbrio entre as forças adversas, nem resulta duma dominação despótica. Com toda a exactidão e propriedade ela é chamada «obra da justiça» (Is 32,7). É um fruto da ordem que o divino Criador estabeleceu para a sociedade humana, e que deve ser realizada pelos homens, sempre anelantes por uma mais perfeita justiça. […] Por esta razão, a paz nunca se alcança duma vez para sempre, antes deve estar constantemente a ser edificada. Além disso, como a vontade humana é fraca e ferida pelo pecado, a busca da paz exige o constante domínio das paixões de cada um e a vigilância da autoridade legítima. Mas tudo isto não basta. […] Absolutamente necessárias para a edificação da paz são ainda a vontade firme de respeitar a dignidade dos outros homens e povos e a prática assídua da fraternidade. A paz é assim também fruto do amor, o qual vai além do que a justiça consegue alcançar. A paz terrena, nascida do amor do próximo, é imagem e efeito da paz de Cristo, vinda do Pai. Pois o próprio Filho encarnado, Príncipe da Paz, reconciliou com Deus, pela cruz, todos os homens; restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só corpo, extinguiu o ódio e, exaltado na ressurreição, derramou nos corações o Espírito de amor. Todos os cristãos são, por isso, insistentemente chamados a, «praticando a verdade na caridade» (Ef 4,15), unirem-se aos homens verdadeiramente pacíficos para implorarem e edificarem a paz. […]Na medida em que os homens são pecadores, o perigo da guerra ameaça-os e continuará a ameaçá-los até à vinda de Cristo; mas na medida em que, unidos em caridade, superam o pecado, superadas ficam também as lutas, até que se realize aquela palavra: «com as espadas forjarão arados e foices com as lanças. Nenhum povo levantará a espada contra outro e jamais se exercitarão para a guerra» (Is 2,4).

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA ASSUNTA AO CÉU
(Composta pelo papa Pio XII, e rezada por ele com os fiéis, no dia 1 de novembro de 1950, depois de ter proclamado o dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu.)


«Oh Virgem Imaculada,  Mãe de Deus e  Mãe dos  Homens.  

Cremos com todo o fervor da nossa fé na Tua triunfante Assunção em alma e corpo ao céu, onde és aclamada Rainha por todo o coro dos Anjos e por todos os Santos, e nós a eles nos unimos para louvar e bendizer o Senhor que Te exaltou sobre todas as demais criaturas, e para Te oferecer a veemência da nossa devoção e do nosso amor.

Sabemos que o Teu olhar, que maternalmente acaricia a humanidade humilde e sofredora  de Cristo na terra, se sacia no céu na contemplação da humanidade gloriosa da Sabedoria incriada, e que o gozo da tua alma, ao contemplar face a face a adorável Trindade, faz com que o teu coração palpite com beatífica ternura; e nós, pobres pecadores, nós, a quem o corpo se sobrepõe aos anseios da alma,  nós Te imploramos  que purifiques os nossos sentidos, de maneira a que aprendamos, cá em baixo, a deleitar-nos em Deus, só em Deus, no encanto das criaturas.
Estamos certos de que os Teus olhos misericordiosos se fixarão em nossas misérias e em nossas  angústias, em nossas  lutas  e em nossas fraquezas;  que os Teus lábios hão-de sorrir com as nossas alegrias e as nossas vitórias;  que Tu ouvirás a voz de Jesus dizer-Te de cada um de nós, como Ele o fez do seu   discípulo amado: Eis o teu filho; e nós, que Te invocamos nossa Mãe, nós Te acolhemos como o fez João, como guia, força e  consolação da vida nossa mortal.

sábado, 10 de agosto de 2013

XIX Domingo do tempo comum

Sb18,6-9
Hb11,1-2.8-19
Lc 12,35-40

Tende coragem
A fidelidade de Deus experimenta-se no momento presente, no hoje da nossa vida. A nossa fidelidade sustenta-se na: caridade e no serviço como dom da Fé. Com esta garantia, cantaremos com o Salmista: “Feliz o povo que o Senhor escolheu para Sua herança...”

Velar e estar preparados
Preparados para abrir a porta do coração... Rins cingidos... Lâmpadas acesas. Preparados para guardar o rebanho do Senhor... Ele como Bom Pastor conduz-nos e caminha à nossa frente e promete-nos uma riqueza inesgotável: o Seu Reino!
O Seu Reino alcança-se com a humildade, fidelidade, simplicidade, pequenez e uma confiança ilimitada no amor de Deus para connosco. A generosidade é um tesouro a alcançarmos com as nossas boas obras e com o nosso serviço gratuito sem nada esperar em troca. Onde estiver o nosso tesouro aí estará também o nosso coração.
A nossa maior riqueza, a nossa pérola, é Cristo. Se lhe abrirmos a porta, agora, já, Ele também nos introduzirá na alegria do banquete do Seu Reino.

Senhor é para nós?
Sim, Senhor a Tua Palavra é para nós, que nos dizemos Tuas discípulas. É a nós que convocas à vigilância, à atenção constante à Tua Palavra, ao Teu bater de mansinho à porta do nosso coração tão envolto em barulho. É a nós que pedes o brilho da luz que arde nas nossas acções, nas nossas atitudes, nos nossos gestos... Se tudo for bom como pedes, avançaremos sem medo e seremos fortes comunicadoras da Tua Luz. Sei que se me dás muito, também muito me exiges. Procuro dar-te tudo o que sou e tenho, dar-te a vida por inteiro, mesmo com as limitações do meu nada... Que a Tua passagem na minha vida, me prepare para o encontro definitivo, para que contigo possa gozar a felicidade do Teu Reino.


Leitura da segunda carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos: 6"Quem semeia pouco colherá também pouco e quem semeia com largueza colherá também com largueza". 7Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento; pois Deus "ama quem dá com alegria".
8Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, 9como está escrito: "Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre".
10Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

70 anos de sua morte, ‘‘uma luz numa noite escura’’

Setenta anos atrás, 9 de agosto de 1942, morria na câmara de gás do Campo de Concentração de Auschwitz, Santa Teresa Benedita da Cruz, no século Edith Stein, judia alemã, filósofa e carmelita.

A Igreja celebra nesta data a festa litúrgica desta Santa, proclamada por João Paulo II padroeira da Europa, com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena. Bento XVI recordou-a reiteradas vezes nestes anos de seu Pontificado.


Buscava a verdade com todo o coração e não soube resistir diante do amor de Cristo crucificado.


"O caminho da fé leva-nos para mais longe do que o do conhecimento filosófico: leva-nos ao Deus pessoal e próximo, Àquele que é totalmente amor e misericórdia, a uma certeza que nenhum conhecimento natural pode dar."


Judia agnóstica, deixou-se conquistar por Jesus, mas não renegou ao seu povo. Poderia fugir dos nazistas, mas não quis, como ressaltou o Papa em sua histórica visita a Auschwitz, em 28 de maio de 2006:


"Como cristã e judia, ela aceitou morrer junto com o seu povo e por ele. Os alemães, que na época foram trazidos para Auschwitz-Birkenau e aqui morreram, eram vistos como o opróbrio da nação. Agora, porém, nós os reconhecemos com gratidão como as testemunhas da verdade e do bem, que também em nosso povo não tinham desaparecido. Agradecemos a essas pessoas porque não se submeteram ao poder do mal e agora estão diante de nós como luzes numa noite escura."

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A JMJ EM NÚMEROS:

3,7 milhões de pessoas na missa de envio.
3,5 milhões de pessoas na vigília.
600 mil pessoas presentes na missa de abertura da JMJ.
R$ 1,8 bilhões desembolsados pelos turistas.
1,2 milhões de pessoas na missa de acolhida do Papa, em Copacabana.
2 milhões de pessoas na Via-Sacra.
427 mil inscrições.
175 países representados pelos peregrinos.
356.400 peregrinos inscritos com hospedagens.
356,4 mil vagas disponibilizadas para hospedagem em casas de família e instituições.
72,7% do total de inscritos estiveram na primeira vez no Brasil.
70 mil downloads no site oficial da JMJ Rio2013.
Mais de 200 mil acessos no site oficial da JMJ Rio2013.
Mais de 1,1 milhão de curtidas no Facebook da JMJ Rio2013.
10 mil downloads no Flickr oficial da JMJ Rio2013.
644 bispos inscritos (dos quais 28 são cardeais).
7.814 sacerdotes inscritos
632 diáconos inscritos.
6,4 mil jornalistas credenciados para cobrir a JMJ para 57 países.
264 locais de catequese, em 25 idiomas.
60 mil voluntários.
Mais de 800 artistas participantes dos Atos Centrais.
100 confessionários foram expostos na Feira Vocacional e no Largo da Carioca.
4 milhões de hóstias produzidas, 800 mil para missa de envio.
345 toneladas de resíduos orgânicos e 45 toneladas de materiais recicláveis, durante a JMJ Rio2013 (10% a menos do registado na noite do último Ano Novo).
55% do público inscrito na JMJ é do sexo feminino.
60% do público inscrito na JMJ tem entre 19 e 34 anos.

Paulo VI: O papa na tempestade | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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Paulo VI: evocação em palavras e imagens | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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