sexta-feira, 9 de agosto de 2013

70 anos de sua morte, ‘‘uma luz numa noite escura’’

Setenta anos atrás, 9 de agosto de 1942, morria na câmara de gás do Campo de Concentração de Auschwitz, Santa Teresa Benedita da Cruz, no século Edith Stein, judia alemã, filósofa e carmelita.

A Igreja celebra nesta data a festa litúrgica desta Santa, proclamada por João Paulo II padroeira da Europa, com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena. Bento XVI recordou-a reiteradas vezes nestes anos de seu Pontificado.


Buscava a verdade com todo o coração e não soube resistir diante do amor de Cristo crucificado.


"O caminho da fé leva-nos para mais longe do que o do conhecimento filosófico: leva-nos ao Deus pessoal e próximo, Àquele que é totalmente amor e misericórdia, a uma certeza que nenhum conhecimento natural pode dar."


Judia agnóstica, deixou-se conquistar por Jesus, mas não renegou ao seu povo. Poderia fugir dos nazistas, mas não quis, como ressaltou o Papa em sua histórica visita a Auschwitz, em 28 de maio de 2006:


"Como cristã e judia, ela aceitou morrer junto com o seu povo e por ele. Os alemães, que na época foram trazidos para Auschwitz-Birkenau e aqui morreram, eram vistos como o opróbrio da nação. Agora, porém, nós os reconhecemos com gratidão como as testemunhas da verdade e do bem, que também em nosso povo não tinham desaparecido. Agradecemos a essas pessoas porque não se submeteram ao poder do mal e agora estão diante de nós como luzes numa noite escura."


"O mundo encontra-se em chamas – escrevia Edith Stein no tempo do nazismo –, a luta entre Cristo e anticristo exasperou-se abertamente, por isso, se você se decide por Cristo pode ser-lhe pedido inclusive o sacrifício da vida." A religiosa entrou com todo o seu ser no mistério da Cruz:


"A santa carmelita Edith Stein... escrevia assim do Carmelo de Colônia em 1938: <<Hoje entendo... o que significa ser esposa do Senhor no signo da cruz, embora jamais se possa compreendê-lo completamente, já que é um mistério... Quanto mais se faz escuro ao nosso redor, mais devemos abrir o coração para a luz que vem do alto>>." (Angelus, 20 de junho de 2010)

Mas "a cruz não é fim a si mesma" – dizia Edith Stein –, é "o amor de Cristo" que "não conhece limites" e "não se retrai diante da brutidão e imundície". Jesus "veio para os pecadores e não para os justos, e se o amor de Cristo vive em nós – afirmava a Santa carmelita – devemos fazer como Ele e colocar-nos em busca da ovelha perdida".


Desse modo, somente o amor que dá a vida para salvar o outro elimina o mal, aniquila a morte, é eterno: nisso a Cruz é a nossa "única esperança".


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