quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Acolher... Perdoar e Procurar...

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 

3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 

8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.


O que fazemos para encontrar a jóia (Jesus) que perdemos?

Jesus continuou a mostrar aos críticos escribas e fariseus a razão pela qual Ele comia com os pecadores, ao contar outra parábola parecida com a da ovelha perdida.
O dote de casamento da mulher comumente consistia em moedas que ela guardava cuidadosamente como seu maior tesouro, para transmitir às filhas. A perda de uma dessas moedas era considerada séria calamidade e sua recuperação era causa de grande alegria, motivo até de comemoração de toda vizinhança.
As mulheres geralmente colocavam tais moedas em uma faixa que usavam na testa para que todos pudessem ver. Essa moeda grega, a dracma, não tinha praticamente valor monetário, só valor sentimental, pois ela simbolizava a aliança existente entre os noivos.
No oriente, as casas pobres consistiam normalmente em um único quarto sem janelas e escuro. Tinha piso de terra batida ou pedra recoberto com palha para aliviar a poeira, o frio e a umidade. O quarto raramente era varrido e uma moeda que caísse ali era facilmente encoberta pelo pó e pelo lixo. Para encontrá-la, mesmo durante o dia, era preciso acender uma candeia [lamparina] e varrer a casa. Mas o valor sentimental da moeda compensava qualquer esforço.

A moeda é um objeto de metal, sem sentimento, sem razão, sem noção das coisas. Uma moeda perdida, ao contrário da ovelha, não sabe e nem sente que está perdida e, por isso, não acha que precisa de salvação. Ela não tem consciência da sua situação. Quando a moeda se perde, ela também perde o seu valor. Ela só brilha quando está nas mãos de seu dono. Jogada no chão, a moeda não tem valor. Ela perde o sentido de existir. Pode até brilhar por um tempo, até que a ferrugem tome conta dela e finalmente acabe enterrada e esquecida.
A moeda perdida simboliza as pessoas que hoje estão perdidas, mas não têm consciência da sua situação. Para elas, aparentemente, tudo está em ordem. Mas na verdade está tudo errado. Elas se recusam a aceitar que estão perdidas e insistem em dizer que está tudo bem. Carregam um vazio que dói. Que perturba. Que incomoda e que não as deixa ser felizes. A moeda perdida representa todos os homens e mulheres que não aceitam e nem reconhecem que estão perdidos.
Essas pessoas pensam que o que dá significado à vida é o brilho que elas têm. Concentram sua atenção nos próprios talentos, na própria capacidade. Podem ser grandes artistas, grandes profissionais, homens que brilham, mas não têm paz. Não querem reconhecer que precisam de Deus.
Nesta parábola, Cristo ensina que mesmo os que são indiferentes aos apelos de Deus não deixam de ser objeto do Seu amor incondicional. Continuam sendo procurados para salvação.
A expressão “acender a candeia” define claramente o dever dos cristãos para com os que necessitam de auxílio devido ao distanciamento de Deus. Os errantes não devem ser deixados em trevas e no erro, mas cumpre empregar todos os meios possíveis para trazê-los novamente à luz.

A verdadeira alegria

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Senhor da Felicidade...

Senhor da felicidade

O Anjo que sobe a nascente, traz o Teu selo, Tu que és o Deus da vida. Sou marcada por este selo que me convida a ser santa. De pé, diante do teu trono estás Tu, o Cordeiro Imaculado, a quem quero apresentar-me impecável, de túnica branca e com palmas na mão, bradando com voz forte: “ A Salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”.
De rosto por terra, adoro-Te e bedigo-Te, Tu, o Senhor da felicidade, Aquele que me repete: “Vinde benditos de meu Pai…”. Sou da geração dos que Te procuram, querendo subir à Tua montanha santa e habitar no Teu Santuário e nele experimentar o silêncio da admiração porque disposta a escutar-Te no segredo. As parcas palavras que meus lábios possam pronunciar, são breves e ínfimas mediante o Teu silêncio belo e leve como brisa suave. Tu manifestas a Tua graça nesse silêncio adorador e aí, eu aprendo a pronunciar o Teu nome e a viver na inocência do coração.

Tu, que tens por cada ser humano um amor admirável, Tu que nos consagras e chamas a viver a filiação divina. Ver-Te, contemplar-Te, subir ao monte Contigo, é admirável! Esperar em Ti, viver essa purificação interior não há vocábulos capazes de demonstrar essa beleza imparável! Escutar os Teus ensinamentos, é dom que não sei agradecer.
Hoje, Senhor da felicidade, é dia dos felizes, dos santos que já gozam da Tua presença, mas é o dia da Igreja que peregrina num caminho de santidade, porque apoiada e fortalecida pela Tua Palavra que se repete: “Sede Santos, porque o vosso Pai Celeste é Santo”. Eu faço parte destes que caminham ainda em busca da plena santidade de vida. Hoje, Senhor, ouso repetir as palavras que Louis Amstrong cantava com a sua voz inimitável: “eu quero ser um deles”, um desses santos que peregrinam em busca do bem supremo…

No mais fundo da minha humanidade, repito: desejo ser santa. Desejo ser a heroína destes tempos, onde o chorar tem um sentido muito alargado, onde a paz se vive com dificuldade, onde a pobreza traz a marca do abandono, do não ter nada, do não ter voz, do ser injustiçado, escorraçado e mal tratado… sofre-se, chora-se, é-se perseguido, ultrajado, injuriado, mas é desta forma que Te apresentas ao mundo nos dias em que vivo, nos pobres. O que significa para, mim, viver com radicalidade o códice de vida que me apresentas? Tudo está no ser Bem-aventurado porque estas coisas acontecem em Ti, por Ti e para Ti…
A santidade é um projecto inigualável. Nenhum arquitecto ou projectista será capaz de refazer criativamente esta maqueta. Neste projecto, há impulso dinamizador, há vivência e desafio sem par, há cor, harmonia de rabiscos, há constância na santidade de vida que o coração se propõe viver com batimentos fortes ao ritmo de uma vida que não tem barómetro para medir a milésima do respiro que oxigenado traz Vida e Vida em Abundância.

“A coisa mais verdadeira deste mundo não é propriamente a liberdade, mas a fidelidade”. Hoje e sempre, o convite soa aos meus ouvidos pedindo que seja capaz de dar volta à minha vontade rebelde… O grande desafio da santidade está em ser cada vez mais como Tu me queres, a minha vontade tem de estar em sintonia com a Tua, tem de manter viva a comunhão de vontades, comunhão de peregrinos, comunhão de santos.
Sou dessa geração incontável que forma a multidão dos que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá. Sou dos que queremos partilhar as Tuas alegrias e dores. A minha vida tem de se conformar com a Tua, tenho que ser sempre do grupo dos Teus amigos.
No cume pontiagudo da montanha, experimento a força da Fé, a corrente da Esperança e o fogo da Caridade. É preciso viver arraigada e cimentada em Ti, ó Cristo. Urge dar testemunho de santidade coerente, ao mundo em que espraio e exponho a minha vida. Urge ser profeta de paz no mundo que clama Paz, e na contradição dos actos faz a guerra.
Preciso de falar de Deus ao mundo de hoje. Que a necessidade premente do compromisso forte da Fé, faça tremer o meu pensamento e a minha memória e coração. Que tudo se deixe tomar por Ti, que insistentemente me convidas à santidade.
A velocidade com que percorro as sendas deste mundo, não podem afastar-me da Santidade do Deus que habita em mim, mas é por mim tão esquecida. A fragilidade da minha natureza tem de sentir-se fortalecida pelo constante repetir: “Eis-me, Senhor, podeis enviar-me”. 

Ser sinal de bem-aventurança, viver em felicidade e fidelidade é a minha missão, mesmo que nela se atravesse a Cruz.
Sermos santos, porque Tu, nos convidas a ser santos, é meta desejável e possível.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Diálogo e Oração pela Paz...

 SANTO PADRE EM ASSIS
 No Dia de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e a Justiça no Mundo
 ASSIS, quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
* * *
Queridos irmãos e irmãs,
distintos Chefes e representantes das Igrejas
e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,
queridos amigos,
Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos factores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Senhor da Comunhão...

Senhor da comunhão

O percurso da vida traz-me o desgaste que condiciona o meu percurso de vivência da esperança. O primado da Tua Palavra é a base da missão que me confias. A Tua Palavra é o elo de união que marca cada passo da minha vida.
O alimento da Tua Palavra robustece a minha fé. Cada gesto de amor e de escuta, faz-me viver a alegria da comunhão que posso viver no amor com todos quantos me dás. Permanecer firme na Tua Palavra, ser discípula atenta dos Teus ensinamentos, liberta-me, faz-me voar como a ave livre e liberta de medos e temores.
A Tua Palavra faz brotar rebentos novos para serem contemplados sempre na linha do dom precioso do Teu amor que fala, que comunica a superabundância da Tua imensa graça. A primazia da Tua Palavra cria laços, impulsiona para a acção, traduz-se em mil centelhas de luz que resplandecem nas trevas e fazem brilhar a luz intensa do Teu amor e predilecção por cada criatura que criaste para viver em comunhão de sentimentos, de partilha, de afectos e de doação.
Procurar-Te no texto sagrado é a chave que pode abrir a mente e o coração. A Tua Palavra é tesouro inigualável, é encontro, é experiência viva e vivida no amor. Procurar-Te, é aprender a Tua sabedoria, é viver com respeito o silêncio saboreado no encontro com o Verbo que se faz Palavra para fortalecer as debilidades que impedem o nosso corpo mortal de avançar com energia na construção de um mundo novo.
Na audição da Tua Palavra, reflecte-se o silêncio que ensina a eminente sabedoria do Verbo Encarnado. A pedagogia dos Teus ensinamentos faz-me descobrir a sensação deste silêncio que inebria e traz gozo e beleza a quem se deleita da oração e contemplação dos Teus ensinamentos.  Quero construi-la solidamente ao ritmo da Tua mente. A resposta à sede que fica em meu coração, dá-se na abertura às perguntas que me lanças em desafios constantes, em alargamento de valores e satisfação das aspirações próprias da alma que te procura sem cessar. Deixo que Te exponhas a mim quando celebro a liturgia que preparo em cada tempo de encontro fecundo contigo…

Há respigos de uma beleza divina incomparável! Na disposição interior da minha vida, celebro e contemplo cada Mistério da Tua Vida. No diálogo fecundo travado contigo, alargam-se os horizontes porque nada fica só entre nós, mas é partilha de vida e de amor com os irmãos que fazem comunhão comigo e partilham da mesma fé e gozam dos mesmos Mistérios da Tua vida que é Vida em nós. Há marcas indeléveis do amor esponsal vivido numa eternidade infinda, onde a aliança tem o nome de fidelidade, onde a melodia das núpcias é resgate de adesão ao Teu coração, é transformação de vida, é envolvimento da alma ao Mistério da Tua Palavra.
Quero rezar com a Tua Palavra, quero fazê-lo com gestos, com atitudes e a concretização que se insere na vida. Que o deslumbre da oração se reflicta nas obras, no discurso que deve ser sempre marcado pela simplicidade e humildade.
Que ore sem cessar, que me lembre de Ti em cada instante, que me revista sempre com a Tua graça. Que me deixe tocar, encantar, enamorar e ferir pela beleza do Teu amor feito entrega, feito palavra. Que viva em Ti e Tu vivas sempre em mim. A Tua Palavra é seiva que corre nas minhas veias e ele é a razão única do meu viver. Que o grito da alma que anseia e suspira por Ti, seja a súplica mais intima que me arrasta e atrai para Ti…
Ó Deus Trindade, Una e Santa, ó Deus da comunhão, Tu és fiel na minha história pessoal, quero manter firme a minha aliança para contigo. Quero abrir-Te a porta do meu ser, rezando-te a cada instante da vida:
Que importa se é tão longe para mim,
A praia onde tenho de chegar,
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do teu olhar?
… Eu sei que vai raiar a madrugada
 E nunca me deixarás abandonada…

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Paz que vem de Assis...

O Reino de Deus é fermento, é semente...

Lc 13,18-21

Jesus disse:
- Com o que o Reino de Deus é parecido? Que comparação posso usar? Ele é como uma semente de mostarda que um homem pega e planta na sua horta. A planta cresce e fica uma árvore, e os passarinhos fazem ninhos nos seus ramos. 

Jesus continuou:
- Que comparação poderei usar para o Reino de Deus? Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três medidas de farinha, até que ele se espalhe por toda a massa. 



Fermento na massa

Estando Jesus a caminho de Jerusalém, onde se dará o confronto final com os chefes religiosos do Templo, ele ensina os discípulos narrando-lhes duas parábolas. O profeta Ezequiel prenunciava um futuro glorioso de Israel como um broto de cedro, tirado do Líbano e plantado por Javé em Jerusalém, no monte Sião. Este cedro do Líbano, frondosa árvore, era símbolo das nações poderosas. Esta imagem de poder foi assumida para si na tradição do judaísmo. Jesus rejeita esta imagem de poder. Para ele o Reino é como o pequeno grão de mostarda. A mostarda é uma hortaliça que nascia à beira do Mar da Galiléia.

Seu grão é minúsculo, porém a planta pode crescer até três metros de altura. Sem ser imponente e potente como os cedros do Líbano, abriga as aves do céu. Na sua simplicidade acolhe a vida. As imagens do fermento na massa e do grão de mostarda exprimem como a partir de algo pequeno e inexpressível se chega a transformações significativas, não em vista de um poder dominador e excludente, mas, sim, de um amor suave e acolhedor. O modesto início aponta para um processo transformador de toda a sociedade, apesar das oposições, resistências e violência enfrentadas por Jesus e pelas comunidades. 

Deus nos chama a cultivar o amor que desabrocha suavemente na comunhão de vida com os irmãos e com Jesus

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Estás curada...

Certo sábado, Jesus estava ensinando numa sinagoga. E chegou ali uma mulher que fazia dezoito anos que estava doente, por causa de um espírito mau. Ela andava encurvada e não conseguia se endireitar. Quando Jesus a viu, ele a chamou e disse:
- Mulher, você está curada.
Aí pôs as mãos sobre ela, e ela logo se endireitou e começou a louvar a Deus. Mas o chefe da sinagoga ficou zangado porque Jesus havia feito uma cura no sábado. Por isso disse ao povo:
 - Há seis dias para trabalhar. Pois venham nesses dias para serem curados, mas, no sábado, não!
Então o Senhor respondeu:
 - Hipócritas! No sábado, qualquer um de vocês vai à estrebaria e desamarra o seu boi ou o seu jumento a fim de levá-lo para beber água. E agora está aqui uma descendente de Abraão que Satanás prendeu durante dezoito anos. Por que é que no sábado ela não devia ficar livre dessa doença?
Os inimigos de Jesus ficaram envergonhados com essa resposta, mas toda a multidão ficou alegre com as coisas maravilhosas que ele fazia.

Jesus cura

Lucas apresenta uma narrativa de cura como parte integrante do ensino de Jesus. As ações de Jesus são um componente fundamental de seu ensino. Jesus dirige-se à sinagoga, durante o culto sabático, para aí encontrar o povo reunido e a ele dirigir seu anúncio. Nesta narrativa o núcleo do ensinamento é a libertação em relação à observância religiosa do sábado. A mulher encurvada que era totalmente incapaz de olhar para cima, representa o povo submisso e subjugado pela ideologia religiosa da sinagoga e do Templo. Com sua prática libertadora, Jesus suscita a fúria do chefe da sinagoga. Porém a multidão inteira se alegra ao se sentir libertada pela palavra e pela prática maravilhosa de Jesus. 

Deus existe, e ama

Pe. Zezinho, scj

Deus existe, e se Ele existe, Ele ama. É inconcebível, vai contra a lógica, é totalmente inadmissível a idéia de que Deus possa odiar. Ele não seria Deus se odiasse. E se Ele amasse, ainda que só um pouco menos, também não seria Deus. Por isso, Deus existe e ama, porque amar para Deus é a mesma coisa que existir; existir, para Deus, é a mesma coisa que amar. Se Deus deixasse de amar Ele deixaria de existir.
Um ser humano pode existir e não amar, mas Deus não pode. Quando digo que Deus ama, afirmo que Deus existe. Quando afirmo que Deus existe, afirmo que Ele ama, e não apenas que Ele tem amor; como São João, eu digo que muito mais do que ter amor, Deus é o próprio amor. 
Porque Deus ama, eu acredito piamente que Ele se importa com toda a sua criação e com cada ser que Ele criou. Minha crença em Deus tem que passar pela certeza de que Deus ama; no primeiro momento que eu negar que Deus ama, estarei negando Deus. 
Digo mais: a descoberta do amor de Deus é a verdadeira descoberta da existência de Deus. Alguém que afirmasse a existência de Deus, mas duvidasse do Seu amor, não estaria acreditando na existência de Deus. Para crer que Deus existe, eu preciso crer que Ele ama. Pode até acontecer de eu não amá-Lo direito, mas não posso negar que Ele me ama. Por isso, essas duas expressões devem sempre andar juntas quando falamos de Deus. Existe e ama! Não é possível uma sem a outra. Eu posso existir e não amar. Deus não pode.


domingo, 23 de outubro de 2011

Amarás o Senhor teu Deus...

Mt 22,34-40


Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então reuniram-se, e um deles, um doutor da Lei, perguntou-lhe, para o experimentar: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?" Ele respondeu: " Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. Ora, o segundo é semelhante: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem destes dois mandamentos."





domingo, 16 de outubro de 2011

A Deus o que é de Deus

No café da manhã juntemos a: verdade, a justiça, o amor e a procura incansável da face de Deus. Depois,  saboreemos o precioso liquído que nos confirma como profetas da verdade para o mundo de hoje.
Bom domingo...

Hipócritas...

Naquele tempo, 15os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra.
16Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?”

18Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19Mostrai-me a moeda do imposto!”
 Levaram-lhe então a moeda. 20E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” 21Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Café espirituoso... avance...

Vou abrir um espaço a que vou dar o nome de CAFÉ ESPIRITUOSO" Nele podem participar todos os que passam por este espaço de partilha. Enviem vossas mensagens com sabor adocicado de um café bem forte carregado de espiritualidade, exortação e conselho para o mail: sementesdeamor.migalhas41@gmail.com
Fico à vossa espera, para a tertúlia deste café saboroso que nos animará em Cristo...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Senhor da transformação...

Senhor da transformação

Prosseguem as Tuas ameaças contra os doutores da Lei. As interjeições continuam carregadas de recriminação e vêm dizer-nos que desta forma não vamos a lado nenhum, mas só em Ti podemos compreender as motivações profundas que Te movem para Te expressares desta forma. Os Teus “ai de vós!” levam-te a tecer considerações graves acerca da conduta errada dos seres humanos.

Há um convite forte a vivermos a escuta da Palavra e ao cumprimento pleno da mesma. Para Ti, Senhor da transformação, vale não a ciência, mas a compreensão dos sinais dos tempos, tempos de escatologia, tempo de visita permanente de Deus nas pessoas e na missão.

Arranca as máscaras da respeitabilidade que tantas vezes exigimos. Afasta de nós o farisaísmo que nos destrói. Os remédios humanos são por vezes enganosos, mas os Teus, cortam o mal pela raiz. Tu, és o nosso projecto e proposta de verdade, de justiça e de amor. Tu despertas a humanidade adormecida, indicando caminhos novos e metas de renovação.
Liberta-nos do tradicionalismo cómodo. Que a missão que nos confias seja provocadora dos Teus sinais de amor. Concede-nos a força para cumprir e proclamar a Palavra Redentora.
Que a Tua voz ressoe em toda a terra e que só em Ti encontre a gratificação e a segurança para a dureza da nossa vida.

É licito pensar que a realidade do reencontro contigo, nos transforme. O coração pouco justo fica privado da Tua graça e só ela nos impulsiona interiormente.
Tu nos amas incondicionalmente e continuas a arriscar a vida por nós.
Como é deslumbrante o Teu amor! Como é suave e doce o Teu Espírito! Que a Tua luz nos ilumine, que o nosso coração se transforme, que as reviravoltas aconteçam e dêem sentido novo às trepidações e incertezas que atrapalham a vontade de prosseguir este caminho novo que nos indicas a cada instante.

Que do mais fundo do coração surja o incentivo da Evangelização, que o Teu Reino faça as nossas delícias e na união de esforços e vontades tudo se concretize na sempre nova e radiosa aurora.




Ai de vós...

Evangelho segundo S. Lucas 11,47-54.

Naquele tempo, disse O Senhor aos doutores da lei: «Ai de vós, que edificais os túmulos dos profetas, quando os vossos pais é que os mataram!
Assim, dais testemunho e aprovação aos actos dos vossos pais, porque eles mataram-nos e vós edificais-lhes sepulcros. Por isso mesmo é que a Sabedoria de Deus disse: 'Hei-de enviar-lhes profetas e apóstolos, a alguns dos quais darão a morte e a outros perseguirão,
a fim de que se peça contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o santuário.' Sim, Eu vo-lo digo, serão pedidas contas a esta geração.
Ai de vós, doutores da Lei, porque vos apoderastes da chave da ciência: vós próprios não entrastes e impedistes a entrada àqueles que queriam entrar!»
Quando saiu dali, os doutores da Lei e os fariseus começaram a pressioná-lo fortemente com perguntas e a fazê-lo falar sobre muitos assuntos, armando-lhe ciladas e procurando apanhar-lhe alguma palavra para o acusarem.

«Os doutores da Lei e os fariseus começaram a pressioná-Lo fortemente»

Os que derramaram o sangue de Cristo não o fizeram para apagar os pecados do mundo. [...] Mas, inconscientemente, serviram o plano de salvação. A salvação do mundo, que se seguiu, não se realizou, nem pelo seu poder, nem pela sua vontade, nem pela sua intenção, nem pelo seu acto, mas veio do poder, da vontade, da intenção, do acto de Deus. Nesta efusão de sangue, com efeito, o ódio dos perseguidores não era só à obra, mas também ao amor do Salvador. O ódio fez o seu trabalho de ódio, o amor fez a sua obra de amor. Não foi o ódio, mas o amor que realizou a salvação. Ao derramar o sangue de Cristo, o ódio derramou-se a si próprio, «a fim de se revelarem os pensamentos de muitos corações» (Lc 2,35). Também o amor, ao verter o sangue de Cristo, se verteu a si próprio, para que o homem soubesse como Deus o amava: «não poupou o próprio Filho» (Rom 8,32); «porque Deus amou tanto o mundo que lhe deu o Seu Filho único» (Jo 3,16).

Este Filho único foi oferecido, não porque os Seus inimigos prevaleceram, mas porque Ele próprio o quis. «Amou os seus e amou-os até ao fim» (Jo 13,1). O fim é a morte, aceite por aqueles que ama: eis o fim de toda a perfeição, o fim do amor perfeito. «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15,13).

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Senhor da interpelação...

Senhor da interpelação

Contemplo no silêncio os sinais do Teu amor. Deixo-me embeber pelas Tuas Palavras que continuam a meu ver assustadoras.
A intuição dos símbolos é concretizável quando percebo a Tua interjeição: “Ai de vós!” 


Usas vocábulos de sementes lançadas à terra e o gosto e o perfume da hortelã estão presentes para lembrar que todas estas coisas são passageiras, mas estão em primeiro lugar sobrepondo-se à justiça e ao amor de Deus. 
Onde está o essencial da vida? No fingimento? Afinal, vens dizer-me que não é nada disso, vens afirmar que o ritual da Lei observada pelos doutores é efémero, daí a recomendação: “ não alimentar o ódio, nem praticar a injustiça”…
Preciso de compreender a Tua Palavra. As minhas acções têm de condizer com a vida, não pode haver censura para com os outros… não posso esperar simpatias e primeiros lugares, nada de intenções ambíguas, formais. É necessário definir a procura da justiça e do Teu infinito amor.

A interjeição de dor, de origem profética dirigida à religiosidade farisaica, é a mesma para mim nas horas menos fiéis da vida, quando ponho em questão a justiça, o amor e a verdade que brotam da Tua Palavra.
Ensinas-me o caminho que leva à mudança do coração. Ensinas-me que não devo ser causa de ruína para ninguém. Tudo na vida tem de ser puro e nunca caiado, enganoso e irreal. Tudo tem de ser revestido de autenticidade. O amor é fruto do empenho responsável, é fruto da obra do Espírito que dá vida.

Só em Ti refaço o meu cansaço. Só em Ti descubro a beleza da Lei do Amor que me renova no mais profundo deste ser que criaste para Ti. Em Ti, descubro o refúgio para o sufoco que me engasga e impede de respirar. Em Ti encontro o cajado forte e seguro que me apoia nas quedas que quase nem têm conta.

Hoje, no meu tempo, estarei pronta para Te escutar, para prestar atenção à Justiça, ao Amor, à verdade e à sinceridade de vida. Entabulo o diálogo amigável que me leva nem sei onde nem como explicar. Que a simpatia e o gozo que sinto face ao Verbo Encarnado na Palavra que leio, rezo e medito, sejam o motivo forte da minha renovação e conversão. Que as recomendações que dela recebo, me levem a olhar para o meu semelhante. 


Que no silêncio interior do coração que habitas eu eleve a minha alma para Ti e a sacie com a água da Vida, para Te poder transmitir com Fé, com Justiça, com Caridade e com Verdade.

Ai de Vós...

Evangelho segundo S. Lucas 11,42-46.

Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as plantas e descurais a justiça e o amor de Deus! Estas eram as coisas que devíeis praticar, sem omitir aquelas. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e de ser cumprimentados nas praças!

Ai de vós, porque sois como os túmulos, que não se vêem e sobre os quais as pessoas passam sem se aperceberem!» Um doutor da Lei tomou a palavra e disse-lhe: «Mestre, falando assim, também nos insultas a nós.»
Mas Ele respondeu: «Ai de vós, também, doutores da Lei, porque carregais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais nesses fardos!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Como Fazer a Lectio Divina... Aprenda...Pratique...

 Leitura orante da Bíblia, ou LECTIO DIVINA , é um alimento necessário para a nossa vida espiritual. A partir desta oração, conscientes do plano de Deus e sua vontade, podemos produzir os frutos espirituais em nossa vida.
A LECTIO DIVINA é deixar-se envolver pelo plano amoroso e libertador de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia, em seu período de aridez espiritual, que quando os livros espirituais não lhe diziam mais nada, ela buscava no Evangelho o alimento da sua alma.

Como fazer a LECTIO DIVINA?

A LECTIO DIVINA tradicionalmente é uma oração individual, porém, podemos fazê-la em grupos. O importante é rezar com a Palavra de Deus lembrando o que dizem os bispos católicos no Concílio Vaticano II, relembrando a mais antiga tradição católica, que conhecer a Sagrada Escritura é conhecer o próprio Cristo. Os monges diziam que a LECTIO DIVINA é a escada espiritual dos monges, mas é também a de todo cristão!

Quais os passos da LECTIO DIVINA?

1) Oração inicial: Comece invocando o Espírito Santo, que nos faz conhecer e querer fazer a vontade de Deus. Reze, por exemplo, com a seguinte oração:
«Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. - Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém.»

2) Leitura da Palavra de Deus: Leia, com calma e atenção, um pequeno trecho da Bíblia (aconselhamos que nas primeiras vezes utilize-se os textos dos Evangelhos, por serem mais familiares a todos). Se for preciso, leia o texto quantas vezes forem necessárias.
Procure identificar as coisas importantes deste trecho da Bíblia: o ambiente, os personagens, os diálogos, as imagens usadas, as ações. Você conhece algum outro trecho que seja parecido com este que leu? É importante que você identifique tudo isto com calma e atenção, como se estivesse vendo a cena. É um momento para conhecer e reconhecer a Boa Notícia que este trecho nos traz!

3) Meditar a Palavra de Deus: É o momento de descobrir os valores e as mensagens espirituais da Palavra de Deus: é hora de saborear a Palavra de Deus e não apenas estudá-la. Você, diante de Deus, deve confrontar este trecho com a sua vida. Feche os olhos, isto pode ajudar. É preciso concentrar-se!

4) Rezar a Palavra de Deus: Toda boa meditação desemboca naturalmente na oração. É o momento de responder a Deus após havê-lo escutado. Esta oração é um momento muito pessoal que diz respeito apenas à pessoa e Deus. É um diálogo pessoal! Não se preocupe em preparar palavras, fale o que vai no coração depois da meditação: se for louvor, louve; se for pedido de perdão, peça perdão; se for necessidade de maior clareza, peça a luz divina; se for cansaço e aridez, peça os dons da fé e esperança. Enfim, os momentos anteriores, se feitos com atenção e vontade, determinarão esta oração da qual nasce o compromisso de estar com Deus e fazer a sua vontade.
5) Contemplar a Palavra: Desta etapa a pessoa não é dona. É um momento que pertence a Deus e sua presença misteriosa, sim, mas sempre presença. É um momento no qual se permanece em silêncio diante de Deus. Se ele o conduzirá à contemplação, louvado seja Deus! Se ele lhe dará apenas a tranqüilidade de uns momentos de paz e silêncio, louvado seja Deus! Se para você será um momento de esforço para ficar na presença de Deus, louvado seja Deus!

6) Conservar a Palavra de Deus na vida: Leve a Palavra de Deus e o fruto desta oração para a sua vida. Produza os frutos da Palavra de Deus semeada no seu coração, frutos como: paz, sorriso, decisão, caridade, bondade, etc... Não se preocupe se alguma coisa não for bem, um dos frutos da Palavra de Deus é a noção do erro e a conversão pela sua misericórdia. O importante é que a semente da Palavra de Deus produza frutos, se 30, 60 ou 100 por um... o importante é que produza, e que o Povo de Deus possa ser alimentado pelos testemunhos de fé, esperança e amor na vivência de um cristianismo sincero.

Termine com a oração do Pai Nosso, consciente de querer viver a mensagem do Reino de Deus e fazer a sua vontade.
Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
 
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”
11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nenhum sinal vos será dado a não ser o de Jonas


Sinal de Jonas (Mt 12,38-42; Mc 8,11-12) 
29Como as multidões afluíssem em massa, começou a dizer:
«Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas.
 30Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração.
 31A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão!
32Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.»




domingo, 9 de outubro de 2011

Como o Pai me enviou...

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL 2011




«Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21)

Por ocasião do Jubileu do Ano 2000, o Venerável João Paulo II, no início de um novo milénio da era cristã, afirmou com força a necessidade de renovar o empenho de levar a todos o anúncio do Evangelho «com o mesmo entusiasmo dos cristãos da primeira hora» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 58). É o serviço mais precioso que a Igreja pode prestar à humanidade e a cada pessoa que está em busca das razões profundas para viver em plenitude a própria existência. Por isso, o mesmo convite ressoa todos os anos na celebração do Dia Missionário Mundial. Com efeito, o anúncio incessante do Evangelho vivifica também a Igreja, o seu fervor, o seu espírito apostólico, renova os seus métodos pastorais a fim de que sejam cada vez mais apropriados às novas situações — inclusive as que exigem uma nova evangelização — e animados pelo impulso missionário: «A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade cristãs, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos também encontrará inspiração e apoio, no empenho pela missão universal» (João Paulo II, Enc. Redemptoris missio, 2).
Ide e anunciai
Este objectivo reaviva-se continuamente através da celebração da liturgia, em especial da Eucaristia, que se conclui sempre evocando o mandato de Jesus ressuscitado aos Apóstolos: «Ide...» (Mt 28, 19). A liturgia é sempre uma chamada «do mundo» e um novo início «no mundo» para testemunhar o que se experimentou: o poder salvífico da Palavra de Deus, o poder salvífico do Mistério pascal de Cristo. Todos aqueles que encontraram o Senhor ressuscitado sentiram a necessidade de O anunciar aos outros, como fizeram os dois discípulos de Emaús. Eles, depois de ter reconhecido o Senhor ao partir o pão, «partiram imediatamente, voltaram para Jerusalém e encontraram reunidos os onze» e contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho (Lc 24, 33-35). O Papa João Paulo II exortava a estarmos «vigilantes e prontos para reconhecer o seu rosto e correr a levar aos nossos irmãos o grande anúncio: “Vimos o Senhor”!» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 59).

A todos
Todos os povos são destinatários do anúncio do Evangelho. A Igreja «por sua natureza é missionária, visto que, segundo o desígnio de Deus Pai, tem a sua origem na missão do Filho e na missão do Espírito Santo» (Conc. Ecum. Vat. II, Decr. Ad gentes, 2). Esta é «a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar» (Paulo vi, Exort. ap. Evangelii nutiandi, 14). Consequentemente, nunca pode fechar-se em si mesma. Enraíza-se em determinados lugares para ir além. A sua acção, em adesão à palavra de Cristo e sob a influência da sua graça e caridade, faz-se plena e actualmente presente a todos os homens e a todos os povos para os conduzir rumo à fé em Cristo (cf. Ad gentes, 5).