O Espírito Santo é quem nos faz fugir da
vaidade de achar-nos o prêmio
Nobel da Santidade
Homilia do Papa
Francisco na Casa Santa Marta
Na primeira leitura da liturgia de hoje
São Paulo se surpreendeu ao encontrar alguns discípulos que lhe disseram “Nem
sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo!”. Assim como no passado,
ainda hoje “O Espírito Santo é um pouco o desconhecido da nossa fé”, disse o
Papa Francisco na homilia dessa manhã na Casa Santa Marta.
“Hoje, muitos cristãos não sabem quem seja
o Espírito Santo, como seja o Espírito Santo. E algumas vezes se escuta: ‘Mas,
eu me viro bem com o Pai e com o Filho, porque rezo o Pai Nosso ao Pai, comungo
com o Filho, mas com o Espírito Santo não sei o que fazer...’ Ou te dizem: ‘O
Espírito Santo é a pomba, que nos dá sete presentes’. Mas assim o Espírito
Santo está sempre no final e não encontra um bom lugar na nossa vida”.
Porém, o Espírito Santo é um “Deus ativo
em nós” que “acorda a nossa memória”. O mesmo Jesus nos disse que o Espírito
que o Pai enviará em seu nome “vos lembrará tudo o que vos disse”. Para um
cristão, ficar sem memória é algo perigoso:
“Um cristão sem memória não é um
verdadeiro cristão: é um homem ou uma mulher que, prisioneiros da conjuntura,
do momento; não tem história. Tem, mas não sabe como interpretar a história. E
é justo o Espírito que lhe ensina como ter a história. A memória da história
... quando na Carta aos Hebreus o autor diz: ‘Lembrai-vos dos vossos Pais na
Fé’ – memória; ‘lembrai-vos dos primeiros dias da vossa fé, como fostes corajosos’
– memória. Memória da nossa vida, da nossa história, memória do momento que
tivemos a graça de encontrar-nos com Jesus; memória de tudo o que Jesus nos
disse”.











