domingo, 2 de junho de 2013

Creio na Eucaristia

Refrão: Creio, Senhor!
Creio, Senhor,
mas aumentai a minha fé!


Creio na Eucaristia,
Sacramento de Cristo Ressuscitado
fonte de um Mundo novo,
alimento pascal de um Povo
a caminho do Reino do Pai,
força dos baptizados
que já não acreditam na fatalidade do mal e da crise.

Creio na Eucaristia,
Sacramento do amor livremente  oferecido,
fonte de toda a vida que se entrega,
alimento da comunidade que aprende a amar
e a crescer sempre no amor,
força das testemunhas do poder escondido do amor
que transforma o mundo.

Creio na Eucaristia,
Sacramento da Unidade,
fonte da fraternidade universal,
alimento de um Povo unido na diversidade,
força dos promotores e testemunhas
de uma Igreja fraterna e solidária.

Creio na Eucaristia,
Sacramento da Libertação,
fonte da nova liberdade do ser humano,
alimento de um Povo que constrói
um Mundo de paz e de justiça,
força das testemunhas que rejeitam toda a alienação
que fere o coração de Deus
e a dignidade do ser humano.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

O Senhor sempre nos dá o que pedimos, mas ao modo divino
Homilia do Papa Francisco na casa Santa Marta - 29 de Maio de 2013 –
“O Senhor nos dá a graça, mas ao seu modo divino”, disse o Santo Padre na homilia desta manhã na Casa Santa Marta, na qual estavam presentes funcionários do Governatorado Vaticano.
Lembrando um momento particular da sua vida, o Papa disse que certa vez passava por uma escuridão interior e precisava de uma Graça especial de Deus. Foi pregar exercícios espirituais a umas irmãs e, no último dia, veio uma irmã de 80 anos se confessar, “mas com os olhos claros, luminosos”. Depois da confissão deu-lhe como penitência pedir a Deus a graça que ele estava precisando, porque “se você pedir a Deus, com certeza Ele te dará”, disse à irmã. Ela, depois de um momento de silêncio, falou assim: “Com certeza que Deus te dará a Graça, mas não se engane, te dará essa Graça ao modo divino”.
“Isso me fez tanto bem. Escutar que o Senhor sempre nos dá o que lhe pedimos, mas ao modo divino. E o modo divino é esse até o final. O modo divino envolve a cruz, não por masoquismo: não, não! Por amor. Por amor até o final!”
A liturgia de hoje narra aquela cena de Jesus subindo a Jerusalém com os discípulos e anunciando-lhes a sua paixão, morte e ressurreição. E nesse caminho de fé, os discípulos quiseram ficar na metade do caminho discutindo entre si “como arrumar a Igreja, como arrumar a salvação”. João e Thiago até chegaram a pedir para sentar-se à direita e outro à esquerda, gerando mais discussão sobre quem era mais importante na Igreja. “A tentação dos discípulos – diz o Papa – é a mesma de Jesus no deserto quando o demônio lhe propôs outro caminho”. A tentação de fazer tudo rápido, milagres, até mesmo de ser “um paraquedista sem paraquedas”. É a tentação de Pedro, quando num determinado momento não aceita a paixão de Jesus.
“É a tentação de um cristianismo sem cruz. Um cristianismo à metade do caminho”, que “é a tentação do triunfalismo. Nós queremos o triunfo agora, sem ir à cruz, um triunfo mundano, um triunfo racional”.


A Igreja é a família na qual se ama e se é amado
Catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral de hoje
CIDADE DO VATICANO, 29 de Maio de 2013

A Audiência Geral desta manhã aconteceu às 10h30 na Praça de São Pedro, onde o Santo Padre Francisco se encontrou com grupos de peregrinos e fieis da Itália e de outros países. No seu discurso em língua italiana, o papa começou um novo ciclo de catequeses sobre o Mistério da Igreja, partindo das expressões dos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II. O tema de hoje: "A Igreja: família de Deus". Oferecemos a tradução do discurso do Papa.
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Quarta-feira passada destaquei o vínculo profundo entre o Espírito Santo e a Igreja. Hoje eu gostaria de começar algumas catequeses sobre o mistério da Igreja, mistério que todos nós vivemos e do qual fazemos parte. Gostaria de fazer com expressões bem presentes nos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II.
Hoje, a primeira: a Igreja como Família de Deus
Nos últimos meses, mais de uma vez eu fiz referência à parábola do filho pródigo, ou melhor, do pai misericordioso (cf. Lc 15, 11-32). O filho mais novo sai da casa de seu pai, desperdiça tudo e decide voltar porque percebe que cometeu um erro, mas já não se considera digno de ser filho e pensa poder ser acolhido como servo. O pai, em vez disso, corre para encontrá-lo, abraça-o, e lhe restitui a dignidade de filho e faz festa. Esta parábola, como outras no Evangelho, mostra bem o desígnio de Deus para a humanidade.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Papa fala na Igreja como «obra de Deus»

Papa fala na Igreja como «obra de Deus»
Não ao carreirismo na Igreja
Exortação do Papa Francisco na missa diária
celebrada na capela da Casa Santa Marta
ROMA, 28 de Maio de 2013

O anúncio’ de Jesus não é um revestimento, uma pintura, mas entra no coração e nos transforma. Foi o que disse Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta. Ele reiterou que seguir Jesus não significa ter mais poder, porque o Seu caminho é o da Cruz. 
Da Missa, concelebrada pelo Monsenhor Rino Fisichella e Monsenhor José Octavio Ruiz Arenas, presidente e secretário do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, participou um grupo de sacerdotes do mesmo dicastério.
Conforme relatado pela Rádio Vaticano, também participou da missa um grupo de funcionários da central termoelétrica e do laboratório de carpintaria do Governatorato do Vaticano, acompanhado pelo engenheiro Pier Carlo Cuscianna, diretor dos Serviços Técnicos do Governatorato.
Qual será a nossa recompensa por te seguir? O Papa Francisco iniciou sua homilia a partir da pergunta que Pedro faz a Jesus e, afinal, refere-se à vida de cada cristão.E Jesus responde que aqueles que o seguirem terão “muitas coisas boas”, mas sofrerão “perseguição”.O caminho do Senhor, continuou ele, "é um caminho de abaixamento, um caminho que termina na Cruz”.
Por isso, acrescentou, "sempre haverá dificuldades", "perseguições". Sempre será porque “Ele fez esse caminho antes” de nós.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Temos que nos despir da "cultura do bem-estar", que nos deixa preguiçosos, egoístas e pouco corajosos

CIDADE DO VATICANO, 27 de Maio de 2013
Bem-estar, fascínio, riqueza. Conceitos que, na vida cotidiana, nos atraem a ponto de ser considerados valores, mas que, na vida cristã, impedem a missão fundamental: seguir Jesus Cristo.
O papa Francisco segue adiante na formação das consciências, tarefa que ele começou há mais de dois meses com as homilias na Casa Santa Marta, e agora a enriquece com um novo elemento: ajudar-nos a entender quais são os obstáculos que nos impedem de seguir Jesus, para nos livrarmos desses impedimentos. Hoje ele abordou, em particular, a "cultura do bem-estar" e o "fascínio do provisório".
Estas foram as duas expressões centrais da homilia desta manhã, na missa concelebrada com o cardeal Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon. Participaram da celebração dom Zygmunt Zimowski, os membros do Conselho Pontifício para os Agentes de Saúde e um grupo de colaboradores dos Serviços Financeiros do governatorato vaticano.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Oração pelo bom êxito do Capítulo

Senhor Jesus, rezamos-te nesta hora,
As nossas esperanças e aspirações.
Rezamos-Te nesta hora, o nosso desejo de renovação
Do Carisma que depositaste em nossas vidas.
Concede-nos a alegria de experimentar o dom do serviço
À Tua Igreja, como discípulas do Teu Reino…

Envia-nos o teu Espírito de sabedoria e fortaleza,
Para que juntas construamos caminhos novos de fraternidade.
Fortalece a nossa Fé, torna-nos fiéis servidoras da Tua Palavra.
Envia-nos a testemunhar com simplicidade e humildade
O Evangelho da caridade.
Isto, te pedimos, por intercessão de Maria a Imaculada Conceição;
Dos nossos fundadores 
e de todas as irmãs que nos precederam 
no caminho da Fé.


Oremos para que estes mafiosos se convertam a Deus e louvemos ao Senhor pelo luminoso testemunho de Pe. Giuseppe Puglisi"
Palavras do Papa durante a oração do Angelus de hoje na praça de São Pedro
CIDADE DO VATICANO, 26 de Maio de 2013 
De regresso da visita pastoral à Paróquia romana dos santos Elizabete e Zacarias, às 12h, o Santo Padre Francisco apareceu na janela do seu escritório no Palácio Apostólico Vaticano para recitar a oração do Angelus com os fieis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro. Publicamos a seguir as palavras do Papa antes da oração mariana: 

Queridos irmãos e irmãs!
Bom dia! Esta manhã eu fiz a minha primeira visita a uma paróquia da Diocese de Roma. Agradeço ao Senhor e vos peço para orar pelo meu serviço pastoral na Igreja de Roma, que tem a missão de presidir a caridade universal.
Hoje é o domingo da Santíssima Trindade. A luz do tempo Pascal e de Pentecostes renove a cada ano em nós a alegria e o esplendor da fé: reconhecemos que Deus não é algo vago, o nosso Deus não é um Deus “spray”, é concreto, não é abstrato, mas tem um nome: “Deus é amor”. Não é um amor sentimental, emocional, mas o amor do Pai, que é a fonte de toda a vida, o amor do Filho que morreu na cruz e ressuscitou, o amor do Espírito que renova o homem e o mundo. E pensar que Deus é amor nos faz muito bem, porque nos ensina a amar, a nos doar uns aos outros como Jesus se doou a nós e caminha conosco. Jesus caminha conosco na estrada da vida.

sábado, 25 de maio de 2013

"Cristãos de museu" que perderam o sal de Cristo
Homilia do papa Francisco na missa da Casa Santa Marta
CIDADE DO VATICANO, 23 de Maio de 2013
Depois de abordar os "cristãos de sala", o papa Francisco alerta agora para outro risco que os seguidores de Cristo correm: tornar-se "cristãos de museu", aqueles cristãos "insípidos", que perderam o "sal da fé, da esperança e da caridade" que tinham recebido de Jesus Cristo.
Como vem acontecendo toda manhã, na missa celebrada em sua residência, o papa fez uma homilia que soa como uma exortação ao povo de Deus para não esquecer as graças recebidas. Na missa desta manhã, estava presente um grupo de padres e de colaboradores leigos da Congregação para as Igrejas Orientais, cujo presidente, cardeal Leonardo Sandri, concelebrou com o papa juntamente com o cardeal Angelo Sodano e com o arcebispo de La Paz, Edmundo Abastoflor Montero.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cristãos de museu" que perderam o sal de Cristo
Homilia do papa Francisco na missa da Casa Santa Marta
CIDADE DO VATICANO, 23 de Maio de 2013
Depois de abordar os "cristãos de sala", o papa Francisco alerta agora para outro risco que os seguidores de Cristo correm: tornar-se "cristãos de museu", aqueles cristãos "insípidos", que perderam o "sal da fé, da esperança e da caridade" que tinham recebido de Jesus Cristo.
Como vem acontecendo toda manhã, na missa celebrada em sua residência, o papa fez uma homilia que soa como uma exortação ao povo de Deus para não esquecer as graças recebidas. Na missa desta manhã, estava presente um grupo de padres e de colaboradores leigos da Congregação para as Igrejas Orientais, cujo presidente, cardeal Leonardo Sandri, concelebrou com o papa juntamente com o cardeal Angelo Sodano e com o arcebispo de La Paz, Edmundo Abastoflor Montero.
"Sal" foi a palavra-chave desta homilia do papa; o sal que Cristo deu a cada cristão e que traz valor agregado para a sua vida e para a vida dos outros. Este sal é a "fé", explicou o papa, a certeza do amor de Jesus Cristo, manifestado na sua morte e ressurreição para a salvação da humanidade.
Por isso é preciso cuidar para que este sal "não se torne insípido, não perca a sua força". Até porque, acrescentou Francisco, este presente não nos é dado "para ser guardado", já que "o sal só faz sentido quando é usado para dar sabor às coisas".

terça-feira, 21 de maio de 2013


A ORAÇÃO FAZ MILAGRES

CIDADE DO VATICANO, 20 de Maio de 2013 

Uma oração valente, humilde e forte consegue milagres: esta é a ideia principal que o papa apresentou na manhã de hoje, durante a missa celebrada na Casa Santa Marta. Participaram alguns funcionários da Rádio Vaticano, acompanhados pelo diretor, o pe. Federico Lombardi, SJ.
A liturgia do dia apresenta a passagem do evangelho em que os discípulos não conseguem curar uma criança. O próprio Jesus precisa intervir e se queixa da falta de fé dos presentes. Ao pai do menino, que pede ajuda, ele responde que "tudo é possível para aquele que crê".
Conforme o relato da Rádio Vaticano, Francisco ensinou que também os que querem amar Jesus acabam muitas vezes não se arriscando muito na fé, nem se confiando totalmente a Ele: "Mas por que essa falta de fé? Eu acredito que é o coração que não se abre, o coração fechado, o coração que quer ter tudo sob controle".
É um coração, portanto, que “não passa o controle para Jesus”, disse o papa. E quando os discípulos perguntam a Cristo por que não conseguiram curar o jovem, o Senhor diz que aquela "espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum jeito, a não ser pela oração".
"Todos nós temos um pouco de incredulidade no nosso interior". É necessária “uma oração forte, e esta oração humilde e forte faz com que Jesus consiga realizar o milagre. A oração para pedir um milagre, “para pedir uma ação extraordinária”, continua o papa, “deve ser uma oração que envolve, que envolve a nós todos”.

domingo, 19 de maio de 2013


Cristãos guiados pela verdade inspirada
pelo Espírito Santo
Catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral de hoje
Cidade do Vaticano, 15 de Maio de 2013


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de refletir sobre a ação que o Espírito Santo realiza ao guiar a Igreja e cada um de nós à Verdade. Jesus mesmo diz aos discípulos: o Espírito Santo "vos guiará à toda a verdade" (Jo 16, 13), sendo ele mesmo "o Espírito de Verdade" (cf. Jo 14, 17; 15, 26; 16, 13).
Vivemos em uma época na qual as pessoas são céticas em relação à verdade. Bento XVI tem falado muitas vezes do relativismo, da tendência a acreditar que não há nada de definitivo e pensar que a verdade seja dada pelo consentimento ou por aquilo que nós queremos. Surge a pergunta: existe realmente “a” verdade? O que é “a” verdade? Podemos conhecê-la? Podemos encontrá-la? Aqui me vem à mente a pergunta do Procurador romano Pôncio Pilatos quando Jesus lhe revelou o sentido profundo da sua missão: "O que é a verdade?" (Jo 18,37.38). Pilatos não consegue compreender que “a” Verdade está diante dele, não consegue ver em Jesus o rosto da verdade, que é o rosto de Deus. No entanto, Jesus é justamente isso: a Verdade, que, na plenitude dos tempos, “se fez carne” (Jo 1,1.14), veio em meio a nós para que a conhecêssemos. A verdade não é compreendida como uma coisa, a verdade é encontrada. Não é uma possessão, é um encontro com uma Pessoa.
Mas quem nos faz reconhecer que Jesus é "a" Palavra de verdade, o Filho unigênito de Deus Pai? São Paulo ensina que "ninguém pode dizer" Jesus é o Senhor!" senão pela ação do Espírito Santo "(1 Cor 12, 3). É apenas o Espírito Santo, o dom de Cristo Ressuscitado, que nos faz reconhecer a Verdade. Jesus define-o “Paráclito”, ou seja “aquele que vem em nosso auxílio”, que está do nosso lado para sustentar-nos neste caminho de conhecimento; e, durante a Última Ceia, Jesus assegura aos discípulos que o Espírito Santo ensinará todas as coisas, lembrando-lhes as suas palavras (cf. Jo 14,26).

sábado, 18 de maio de 2013

A gift to Fr. José

A gift to Fr. José


Pedro era um pecador, mas não um corrupto
Francisco na sua homilia na Santa Marta convida a deixar 
que Jesus nos encontre
CIDADE DO VATICANO, 17 de Maio de 2013 
 Ser pecadores não é o problema central, o problema é não deixar-se transformar no amor do encontro com Cristo, porque Pedro era um pecador, mas não um corrupto, pecadores sim, todos: corruptos, não. Este foi o tema central da homilia da missa diária do Papa Francisco na capela da sua residência em Santa Marta, transmitida pela Rádio Vaticano.
No evangelho do dia Jesus ressuscitado pergunta três vezes a Pedro se o ama. “É um diálogo de amor entre o Senhor e seu discípulo” indica Francisco e lembra dos encontros que Pedro teve com Jesus. Começando com o ‘Segue-me” ao ‘Te chamarás Cefas, Pedra’, ao ‘Afásta-te de mim, Satanás”, “humilhação que Pedro aceita”, diz o Papa.

sexta-feira, 17 de maio de 2013


Se incomodamos, sigamos adiante!
Homilia do Papa Francisco na casa Santa Marta
CIDADE DO VATICANO, 16 de Maio de 2013
A Igreja tem tanta necessidade do fervor apostólico que nos impulsiona para a frente no anúncio de Jesus". É o que destacou, esta manhã, o Papa Francisco na Missa na casa Santa Marta. O Papa também pediu para tomar cuidado com o ser "cristãos superficiais” sem a coragem também de "incomodar as coisas muito tranquilas". Na missa, concelebrada com o cardeal Peter Turkson e mons. Mario Toso, presidente e secretário de "Justiça e Paz", participou um
grupo de funcionários do departamento e da Rádio Vaticana.
Toda a vida de Paulo foi "uma batalha campal", uma "vida com muitas provas". Papa Franscisco centrou a sua homilia no Apóstolo dos gentios, que, segundo ele, passa a sua vida de “perseguição em perseguição”, mas não se desanima. O destino de Paulo, destacou, “é um destino com muitas cruzes, mas segue adiante; ele olha para o Senhor e segue adiante”:
“Paulo incomoda: é um homem que com a sua pregação, com o seu trabalho, com a sua atitude incomoda, porque precisamente anuncia Jesus Cristo e o anúncio de Jesus Cristo às nossas comodidades, tantas vezes às nossas estruturas cômodas – também cristãs, não? - Incomoda. O Senhor sempre quer que sigamos adiante, mais adiante, mais adiante... Que nós não nos refugiemos numa vida tranquila ou nas estruturas caducas, coisas assim, não? O Senhor ... E Paulo, anunciando o Senhor, incomodava. Mas ele seguia adiante, porque ele tinha em si aquela atitude tão cristã que é o zelo apostólico. Tinha precisamente o fervor apostólico. Não era um homem de convenção. Não! A verdade: avante! O anúncio de Jesus Cristo: avante!”

quinta-feira, 16 de maio de 2013


Sacerdotes "pastores" a serviço do rebanho e não "lobos vorazes" tentados pelo dinheiro e pela vaidade
Missa na Casa Santa Marta: papa pede orações por bispos e padres, para não sucumbirem às tentações e para orientarem o ministério ao crescimento do povo de Deus


Quando um bispo ou um padre trilha a estrada da vaidade, ele entra no espírito de carreirismo e faz muito mal à Igreja. Faz um papel ridículo, se gaba, gosta de aparecer, todo-poderoso... E as pessoas não gostam disso".
Muito mais que mero catecismo! As palavras do papa Francisco, hoje, na missa celebrada na Casa Santa Marta, são duras e abordam uma das doenças que mais maltratam quem está dentro ou fora da Igreja: o padre que não se comporta como padre, mas cede à tentação do dinheiro e da vaidade. A homilia do pontífice, pronunciada diante de alguns funcionários da Rádio Vaticano, não pretende ser uma condenação, mas um apelo amoroso para que padres e bispos fiquem sempre a serviço do povo de Deus e para que o povo ore por eles.
As palavras do papa se inspiram na passagem que ele descreve como uma das "mais belas páginas do Novo Testamento", a dos Atos dos Apóstolos em que Paulo exorta os "anciãos" da Igreja de Éfeso a serem pastores atentos aos "lobos vorazes", e, assim, a velar por si mesmos e pelo rebanho (At 20,28-30).
É uma recomendação, essa do apóstolo, "cheia de ternura, de amor pastoral", destacou o papa, enfatizando "uma relação de proteção e de amor entre Deus e o pastor e entre o pastor e o povo". Porque, explicou o pontífice, "no fim das contas, um bispo não é bispo para si mesmo, mas para o povo. E um padre não é padre para si mesmo, é padre para o povo: para servi-lo, para fazê-lo crescer, para pastorear o povo, o seu rebanho, não é mesmo? Para defendê-lo dos lobos".
"É bonito pensar assim", exclamou o papa Francisco, acrescentando: "Nessa estrada, quando o bispo age assim, temos um belo relacionamento com o povo [...] E quando o sacerdote tem esse belo relacionamento com o povo, temos o amor entre eles, um amor verdadeiro, e a Igreja se torna unida".

Cristãos guiados pela verdade
inspirada pelo Espírito Santo

Catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral 


Publicamos a seguir a catequese realizada esta manhã pelo Papa Francisco durante a tradicional Audiência Geral da quarta-feira, tida na Praça de São Pedro.
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
hoje gostaria de refletir sobre a ação que o Espírito Santo realiza ao guiar a Igreja e cada um de nós à Verdade. Jesus mesmo diz aos discípulos: o Espírito Santo "vos guiará à toda a verdade" (Jo 16, 13), sendo ele mesmo "o Espírito de Verdade" (cf. Jo 14, 17; 15, 26; 16, 13).
Vivemos em uma época na qual as pessoas são céticas em relação à verdade. Bento XVI tem falado muitas vezes do relativismo, da tendência a acreditar que não há nada de definitivo e pensar que a verdade seja dada pelo consentimento ou por aquilo que nós queremos. Surge a pergunta: existe realmente “a” verdade? O que é “a” verdade? Podemos conhecê-la? Podemos encontrá-la? Aqui me vem à mente a pergunta do Procurador romano Pôncio Pilatos quando Jesus lhe revelou o sentido profundo da sua missão: "O que é a verdade?" (Jo 18,37.38). Pilatos não consegue compreender que “a” Verdade está diante dele, não consegue ver em Jesus o rosto da verdade, que é o rosto de Deus. No entanto, Jesus é justamente isso: a Verdade, que, na plenitude dos tempos, “se fez carne” (Jo 1,1.14), veio em meio a nós para que a conhecêssemos. A verdade não é compreendida como uma coisa, a verdade é encontrada. Não é uma possessão, é um encontro com uma Pessoa.

quarta-feira, 15 de maio de 2013



O Espírito Santo é quem nos faz fugir da
 vaidade de achar-nos o prêmio 
Nobel da Santidade
Homilia do Papa Francisco na Casa Santa Marta


Na primeira leitura da liturgia de hoje São Paulo se surpreendeu ao encontrar alguns discípulos que lhe disseram “Nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo!”. Assim como no passado, ainda hoje “O Espírito Santo é um pouco o desconhecido da nossa fé”, disse o Papa Francisco na homilia dessa manhã na Casa Santa Marta.
“Hoje, muitos cristãos não sabem quem seja o Espírito Santo, como seja o Espírito Santo. E algumas vezes se escuta: ‘Mas, eu me viro bem com o Pai e com o Filho, porque rezo o Pai Nosso ao Pai, comungo com o Filho, mas com o Espírito Santo não sei o que fazer...’ Ou te dizem: ‘O Espírito Santo é a pomba, que nos dá sete presentes’. Mas assim o Espírito Santo está sempre no final e não encontra um bom lugar na nossa vida”.
Porém, o Espírito Santo é um “Deus ativo em nós” que “acorda a nossa memória”. O mesmo Jesus nos disse que o Espírito que o Pai enviará em seu nome “vos lembrará tudo o que vos disse”. Para um cristão, ficar sem memória é algo perigoso:
“Um cristão sem memória não é um verdadeiro cristão: é um homem ou uma mulher que, prisioneiros da conjuntura, do momento; não tem história. Tem, mas não sabe como interpretar a história. E é justo o Espírito que lhe ensina como ter a história. A memória da história ... quando na Carta aos Hebreus o autor diz: ‘Lembrai-vos dos vossos Pais na Fé’ – memória; ‘lembrai-vos dos primeiros dias da vossa fé, como fostes corajosos’ – memória. Memória da nossa vida, da nossa história, memória do momento que tivemos a graça de encontrar-nos com Jesus; memória de tudo o que Jesus nos disse”.

O egoísta é um traidor

Advertência do Papa Francisco durante a missa 
celebrada na capela da Casa Santa Marta
Precisamos de um “coração aberto”, que seja capaz de amar, afirmou o Papa Francisco na homilia da missa celebrada esta manhã na capela da Casa Santa Marta. O Papa advertiu para a atitude de egoísmo que, como aconteceu com Judas, leva ao isolamento da própria consciência e, por fim, à traição.
A Missa foi concelebrada pelo Arcebispo de Medellín, Dom Ricardo Antonio Tobón Restrepo, participaram funcionários dos Museus Vaticanos e alunos do Pontifício Colégio Português, conforme informa a Rádio Vaticana.
Se verdadeiramente queremos seguir Jesus, devemos “viver a vida como dom “que se “dá aos outros” e “não um dom para se conservar” - destacou. Papa Francisco prosseguiu falando do contraste entre o caminho do amor e o do egoísmo.

terça-feira, 14 de maio de 2013


Vem aí a Solenidade do Espírito

Atos 19, 1-8; João 16, 29-33


Estamos na semana que nos prepara para a solenidade do Espírito Santo. Na leitura dos Atos proposta em nossa liturgia de hoje diz-se que Paulo encontrou  discípulos que, ao abraçarem a fé, não haviam recebido o Espírito  Santo, mas simplesmente recebido o  batismo de João. Depois de batizá-los no Senhor Jesus, “Paulo impôs-lhes as mãos e sobre eles desceu o Espírito Santo. Começaram, então, a falar em línguas e a profetizar”.
Aprofundando o tema:
● “O Senhor prometera de nos enviar o Paráclito (o Espírito Santo) que nos “adapta a  Deus”. Com efeito, a farinha seca não pode sem água se transformar em massa, da mesma forma, nós, não podemos nos tornar um com Jesus sem que a água venha do céu. A terra árida, se não recebe a água, não frutifica; da mesma forma que somos lenha seca não teríamos produzido o fruto da vida sem a água livremente concedida do alto.  Nossos corpos receberam pela água do batismo a unidade que nos torna incorruptíveis:  nossas almas receberam o Espírito Santo” (Sto. Irineu de Lião).

A oração «faz-nos sair de nós», lembra papa

«A oração dirigida ao Pai em nome de Jesus faz-nos sair de nós mesmos», afirmou o papa este sábado no Vaticano, a propósito de uma passagem bíblica sobre a Ascensão, solenidade que os católicos em Portugal assinalam este domingo.
Na missa a que presidiu na Casa de Santa Marta, onde reside, Francisco sublinhou que Cristo entra no «santuário do céu», deixando aberta a «porta», que é ele mesmo, a todos os que se lhe dirigem, refere a página da Rádio Vaticano.
Cristo, salientou o papa, apela continuamente à «confiança na sua paixão», na «sua vitória sobre a morte» e nas «suas chagas», resultantes da crucificação.
«Onde está a escola onde se ensina a conhecer as chagas de Jesus, estas chagas sacerdotais, de intercessão? Trata-se de um outro êxodo de nós mesmos para as chagas dos nossos irmãos: dos nossos irmãos e das nossas irmãs carenciadas», apontou.
Rezar implica atenção aos outros, vincou: «Se não conseguimos sair de nós mesmos em direção ao irmão que precisa, o doente, o ignorante, o pobre, o maltratado, se não conseguimos sair de nós mesmos para essas chagas, nunca aprenderemos a liberdade que nos leva à outra saída de nós mesmos, para as chagas de Jesus».
«São duas as saídas de nós mesmos: uma para as chagas de Jesus, a outra para as chagas dos nossos irmãos e irmãs. E esta é a estrada que Jesus quer na nossa oração», disse Francisco.

Papa Francisco diz que «vida cómoda» faz mal e sublinha que pobres são «a carne de Cristo»

O papa afirmou este domingo que a «vida cómoda» e o «aburguesamento do coração» são nocivos porque paralisam o agir humano e frisou que «os pobres, os abandonados, os doentes» e «os marginalizados» constituem «a carne de Cristo».
As palavras de Francisco foram proferidas no Vaticano, na missa em que canonizou (declarou santos) as religiosas Laura Montoya e María Guadalupe García Zavala, bem como os mártires de Otranto, atual Itália, 813 fiéis decapitados por Otomanos em 1480 ao recusaram renegar a fé.
A homilia salientou o exemplo da mexicana Guadalupe Zavala: «[Amar] não é fechar-se em si mesmo, nos próprios problemas, nas próprias ideias, nos próprios interesses, nesse pequeno mundo que nos faz tanto mal, mas sair e ir ao encontro de quem tem necessidade de atenção, compreensão e ajuda, levando-lhe a calorosa proximidade do amor de Deus através de gestos concretos de delicadeza e afeto sincero».
Por seu lado a colombiana Laura Montoya ensina os fiéis a «vencer a indiferença e o individualismo que corrói as comunidades cristãs», assim como a «acolher todos sem preconceitos» e «discriminação», propondo-lhes o que é «mais valioso» no cristianismo, que não são as «obras» ou «organizações», mas «Cristo e o seu Evangelho».
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A confiança em Deus, frisou o papa, amplia os horizontes da existência: «[É a fé] que nos faz ver mais além dos limites no nosso olhar humano, mais além da vida terrena».
«Conservemos a fé que recebemos e que é o nosso verdadeiro tesouro, renovemos a nossa fidelidade ao Senhor, inclusivamente no meio dos obstáculos e incompreensões. Deus não deixará que nos faltem as forças nem a serenidade», afirmou.
Ao evocar os mártires de Otranto, o papa rezou pelos cristãos sujeitos à violência, «agora e em tantas partes do mundo», dando-lhes forças para serem «fiéis» e «responder ao mal com o bem».
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Quase a terminar a intervenção, Francisco pediu aos católicos para se questionarem sobre a sua fidelidade a Cristo: «Sou capaz de fazer ver a minha fé com respeito, mas também com valentia? Estou atento aos outros? Dou-me conta de quem está necessitado? Vejo os outros como irmãos e irmãs que devo amar?».


Papa aconselha humildade a quem se julga merecedor do «Prémio Nobel da Santidade» e diz que um cristão sem «memória» é «idólatra»

O papa destacou esta segunda-feira o papel da «memória» na vida cristã, ligando a recordação de Deus ao Espírito Santo, que a Igreja Católica evoca de maneira particular no próximo domingo de Pentecostes.
«A memória também faz bem quando alguém sente um pouco de vaidade e se julga um pouco um Prémio Nobel da Santidade: “[Diz Deus]: Recorda-te de onde te fui buscar: dos confins do rebanho”», disse Francisco na missa a que presidiu no Vaticano, refere o portal de notícias da Santa Sé.
A consciência de Deus na vida do crente é essencial para ele se compreender quem é e de quem depende: «A memória é uma graça grande, e quando um cristão não tem memória – é duro, isto, mas é a verdade – não é cristão: é idólatra».

domingo, 12 de maio de 2013



"A Ascensão não indica a ausência de Jesus, mas nos diz que Ele está vivo no meio de nós"

Catequese do Papa Francisco na Audiência Geral de hoje

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No Credo, nós encontramos a afirmação de que Jesus "subiu ao céu, sentou à direita do Pai". A vida terrena de Jesus culmina com o evento da Ascensão, que é quando Ele passa deste mundo ao Pai, e é levantado à sua direita. Qual é o significado deste evento? Quais são as consequências para a nossa vida? O que significa contemplar Jesus sentado à direita do Pai? Deixemo-nos guiar pelo evangelista Lucas.
Começamos a partir do momento em que Jesus decide embarcar na sua última peregrinação a Jerusalém. São Lucas nota: “Quando se completaram os dias de sua assunção, ele tomou resolutamente o caminho de Jerusalém” (Lc 9, 51). Enquanto "sobe" para a Cidade Santa, onde cumprir-se-á o seu “êxito” desta vida, Jesus já vê a meta, o Céu, mas sabe bem que o caminho que o leva à glória do Pai passa por meio da Cruz, por meio da obediência ao plano divino de amor pela humanidade. O Catecismo da Igreja Católica afirma que “a elevação na Cruz significa e anuncia a elevação da Ascensão ao céu” (n. 662). Também nós temos que ter claro, na nossa vida cristã, que entrar na glória de Deus exige a fidelidade cotidiana à sua vontade, também quando requer sacrifício, requer às vezes mudar os nossos programas. A Ascensão de Jesus concretamente acontece no Monte das Oliveiras, perto do lugar onde tinha se retirado em oração antes da paixão para permanecer em profunda união com o Pai: mais uma vez vemos que a oração nos dá a graça de viver fieis ao projeto de Deus.

Do céu desceu, para o céu subiu.

Solenidade da Ascensão do Senhor
Atos 1, 1-11; Efésios 1, 17-23; Lucas 24, 46-53


A nossa reflexão de hoje  é - nos oferecida por  Santo Agostinho:
Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu;  suba também com ele o nosso coração.
Ouçamos as palavras do Apóstolo:  “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está  Cristo sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres” (Cl 3, 1-2).  E assim como ele subiu sem se afastar de nós, também  nós subimos com ele, embora ainda não tenha se realizado em nosso corpo o que nos está prometido.

sábado, 11 de maio de 2013


A felicidade é uma "virtude peregrina" que caminha com Jesus
Papa Francisco: a felicidade é uma graça para pedir a Deus, maior e mais profunda do que a simples alegria
A felicidade cristã, já presente em vários discursos dos dois primeiros meses do pontificado do papa Francisco, foi o foco da homilia do Santo Padre nesta manhã.
A costumeira missa na Casa Santa Marta foi concelebrada com o arcebispo de Mérida, Baltazar Enrique Cardozo, e com o abade primaz dos beneditinos, Notker Wolf. Também participaram da missa alguns funcionários da Rádio Vaticano, acompanhados pelo diretor, pe. Federico Lombardi.
"O cristão é um homem feliz, é uma mulher feliz", disse Francisco na homilia. A felicidade é diferente e maior que a alegria: "Alegrar-nos é bom", observou o papa, mas a felicidade é "algo mais profundo", que "não vem de razões conjunturais" nem "do momento" .
A alegria, quando se torna um estereótipo que queremos viver o tempo todo, "se transforma em superficialidade" ou até em “leviandade”, eliminando a "sabedoria cristã" e nos tornando um pouco "bobos" e "ingênuos" .
Já a felicidade é um "dom de Deus" que "nos enche por dentro". É uma "unção do Espírito" e reside na "certeza de que Jesus está conosco e com o Pai".
Mas como manter sempre essa felicidade, como “armazená-la”? Esta questão já nasce falha, argumentou o papa, porque “se quisermos manter a felicidade só para nós, ela vai acabar adoecendo e o nosso coração ficará murcho”. Não transmitiremos mais a felicidade, mas apenas uma "melancolia que não é saudável".

sexta-feira, 10 de maio de 2013


Da esterilidade vocacional à castidade frutífera
Exortação do papa Francisco às superioras gerais evoca as palavras de São Jerônimo em sua carta sobre a virgindade
Em seu discurso às religiosas participantes da Assembleia Plenária da União Internacional das Superioras Gerais, o papa Francisco as instou a viver uma "castidade frutífera", que gere filhos espirituais na Igreja. “A religiosa consagrada é mãe, deve ser mãe e não ‘tia’! Desculpem-me por falar assim, mas é importante essa maternidade da vida consagrada, essa fecundidade! Esta alegria da fecundidade espiritual deve animar a sua existência. Sejam mães, sejam a figura de Maria Mãe e da Igreja Mãe. Não podemos entender Maria sem a sua maternidade, nem a Igreja sem a sua maternidade. E vocês são ícones de Maria e da Igreja”.
A exortação do papa lembra o que São Jerônimo identificou, no ano de 383, em sua XXII Carta sobre a Virgindade, como causa da "esterilidade vocacional", indicando também as maneiras de superá-la:
"Se entre as tuas companheiras há algumas de condição servil, não as menosprezes, não te portes como patroa. Não pertenceis todas ao mesmo Esposo? Não cantais em coro os salmos a Cristo? Não comeis juntas do seu Corpo? Por que, então, vos sentais em mesas diferentes? Em vez disto, suscitai novas vocações! É uma honra para as virgens atraírem outras companheiras para a sua vida".

quarta-feira, 8 de maio de 2013



Papa reitera às religiosas: "O verdadeiro poder é o serviço"



Delegações de religiosas de todo o mundo foram recebidas pelo Papa na manhã desta quarta-feira na Sala Paulo VI, no Vaticano. As 800 irmãs, delegadas de 1900 diferentes Congregações, se reuniram nos últimos dias na Assembleia Plenária da União Internacional das Superioras Gerais, em Roma. Com elas, estava também o Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica, a quem Papa Francisco agradeceu logo no início de seu discurso. Dom João esteve domingo, 05, na Assembléia, participando de um debate e celebrando uma missa para as irmãs.

“Centralidade de Cristo, autoridade como serviço de amor, e ouvir a Mãe-Igreja”. Estas foram as três principais indicações sugeridas pelo Papa às religiosas, ao se dirigir a elas. 

“O que seria da Igreja sem vocês? Faltaria o carinho, a maternidade, a ternura, a intuição das mães. Queridas irmãs, disse Francisco, fiquem certas de que eu as acompanho de perto, rezo por vocês, mas por favor, rezem também por mim!”, pediu. 

Em sua fala, o Papa também lembrou que “adorar e servir são dois comportamentos que não se separam, mas caminham sempre juntos; e disse que obediência é ouvir a vontade de Deus e aceitar que a obediência passe através das mediações humanas”. 

“Lembrem-se que a relação autoridade/obediência se insere no contexto maior do mistério da Igreja e constitui uma atuação especial de sua função mediadora”. 



Outra questão recomendada para a reflexão das religiosas foi a pobreza, que – disse – não è a pobreza teórica:

“A pobreza teórica não nos interessa, a pobreza se aprende tocando a carne de Cristo pobre”; e insistiu na necessidade de que as religiosas sejam espiritualmente fecundas e neste sentido, ‘sejam mães’ e não ‘solteironas’. 

Na íntegra o discurso do Papa Francisco na Audiência Geral desta semana


O Santo Padre Francisco, na manhã desta quarta-feira, com a Praça de São Pedro repleta de fiéis e peregrinos de todo o mundo, deu a sua catequese semanal. Retomando o tema das catequeses sobre o Ano da fé, hoje o Papa falou sobre o Espírito Santo. Publicamos a seguir o texto integral das suas palavras: 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! 

O tempo Pascal que estamos vivendo com alegria, guiados pela liturgia da Igreja, é por excelência o tempo do Espírito Santo dado "sem medida" (cf. Jo 3:34) por Jesus crucificado e ressuscitado. Este tempo de graça acaba com a festa de Pentecostes, quando a Igreja revive a efusão do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos reunidos em oração no Cenáculo. 

Mas quem é o Espírito Santo? No Credo professamos com fé: "Creio no Espírito Santo, que é Senhor e dá a vida". A primeira verdade a qual aderimos no Credo é que o Espírito Santo é Kyrios, Senhor. Isto significa que Ele é verdadeiramente Deus, como o é o Pai e o Filho, objeto, de nossa parte, do mesmo ato de adoração e de glorificação que dirigimos ao Pai e ao Filho. O Espírito Santo, de fato, é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade; é o grande dom do Cristo Ressuscitado que abre a nossa mente e o nosso coração à fé em Jesus como o Filho enviado do Pai e que nos guia à amizade, à comunhão com Deus. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013


Anunciar, testemunhar, adorar"

Homilia do Papa Francisco pronunciada na Celebração Eucarística do III Domingo de Páscoa


Apresentamos a Homilia do Papa Francisco pronunciada na Celebração Eucarística do III Domingo de Páscoa, 14 de abril, na Basílica de São Paulo Fora de Muros.

Amados irmãos e irmãs!
É uma alegria para mim celebrar a Eucaristia convosco nesta Basílica. Saúdo o Arcipreste, Cardeal James Harvey, e agradeço-lhe as palavras que me dirigiu; juntamente com ele, saúdo e agradeço às várias Instituições, que fazem parte desta Basílica, e a todos vós. Encontramo-nos sobre o túmulo de São Paulo, um Apóstolo humilde e grande do Senhor, que O anunciou com a palavra, testemunhou com o martírio e adorou com todo o coração. É precisamente sobre estes três verbos que queria reflectir à luz da Palavra de Deus que escutámos: anunciar, testemunhar, adorar.
1. Na primeira Leitura, impressiona a força de Pedro e dos outros Apóstolos. À ordem de não falar nem ensinar no nome de Jesus, de não anunciar mais a sua Mensagem, respondem com clareza: «Importa mais obedecer a Deus do que aos homens». E nem o facto de serem flagelados, ultrajados, encarcerados os deteve. Pedro e os Apóstolos anunciam, com coragem e desassombro, aquilo que receberam: o Evangelho de Jesus. E nós? Somos nós capazes de levar a Palavra de Deus aos nossos ambientes de vida? Sabemos falar de Cristo, do que Ele significa para nós, em família, com as pessoas que fazem parte da nossa vida diária? A fé nasce da escuta, e fortalece-se no anúncio.


Reflexão - Jo 6, 35-40
A fé em Jesus Cristo é fundamental para a compreensão da eucaristia e para que se possa desfrutar deste sacramento, fundamental para a nossa vida espiritual, uma vez que ele é fonte de vida eterna. A vontade do Pai, ao enviar Jesus, é que todas as pessoas acreditem que Jesus é o seu enviado, o seu Filho amado, para que possam ser salvos por ele, e assim não se perca nenhum dentre os seus filhos e filhas. E, para que ninguém se perca, o Pai concede a quem vê e crê no seu Filho a vida eterna. É preciso que as pessoas vejam Jesus, creiam nele, participem da eucaristia, o sacramento do penhor da vida eterna, para que Jesus as ressuscite no último dia.