segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os diversos cantos na Eucaristia


1) O “canto de abertura”Deus caminha ao nosso encontro: esse é o sentido da procissão de entrada. Em diversas passagens bíblicas vemos o povo de Deus caminhar, seja em busca da terra prometida, seja em busca de libertação. Ora a caminho de Jerusalém, ora ao encontro de Jesus. É por isso, que na pessoa do sacerdote, aclamamos a Cristo que vem ao nosso encontro, com toda a sua majestade, seu poder e autoridade, para celebrarmos juntos os Mistérios do sacrifício da Missa. O canto de abertura (ou de entrada) está inserido nos ritos iniciais e cumpre o papel de criar comunhão. Uma de suas funções é a de acompanhar a procissão do sacerdote e não para acolher ou receber o sacerdote, pois é este quem acolhe a todos os presentes na assembléia para participarem do grande sacrificio da Santa Missa. Toda a assembléia reunida canta a alegria festiva de reunir-se com os irmãos. Seu mérito é o de convocar a assembléia e, pela fusão de vozes, juntar os corações ao encontro com do Cristo ressuscitado. Este canto tem que deixar a assembléia num estado de ânimo apropriado para a escuta da palavra de Deus, além de deixar claro que festa ou Mistério do tempo litúrgico irá ser celebrado. Todo o povo deve estar envolvido na execução desta canção. Este canto não deve ser longo e deve terminar quando o sacerdote chegar ao altar.

A Função do Salmista


Ir.Miria T.Kolling
Por ser de suma importância o ministério litúrgico do salmista, ele merece um artigo à parte.
Tão importante quanto a do leitor, que proclama a Palavra de Deus, a função de cantar o Salmo de resposta, após a primeira leitura, é também um gesto sacramental, sinal sensível da presença de Deus.
É uma leitura-proclamação, que deve ser cantada de preferência, como um prolongamento meditativo da leitura proclamada. O salmista coloca-se a serviço de Deus, emprestando-lhe sua voz, sua comunicação, seus gestos, sua pessoa.
E coloca-se a serviço da comunidade reunida em assembléia para ouvir a Palavra. Trata-se, portanto, de um conjunto de atitudes a serem assumidas por quem canta o salmo, para que seja expressão do Deus vivo que fala à comunidade, e ao mesmo tempo, resposta orante do povo à Palavra ouvida: o modo como se dirige ao ambão, seu olhar, seus movimentos, sua dicção, o tom e a modulação da voz, enfim todo o modo de cantar e de ser, toda a postura do corpo. Movido(a) pelo Espírito, o(a) salmista proclama com os lábios e o coração a mensagem do texto bíblico, para que o povo escute e acolha o que a Igreja lhe diz naquele dia.
Da parte da assembléia, ela deve ter "os olhos fixos" em quem proclama cantando o Salmo (Lc 4, 20), sem acompanhá-lo, assim como as demais leituras, pelo folheto ou mesmo pela Bíblia. Ele deve ser proclamado do Lecionário Dominical, nossa "Bíblia Litúrgica", segundo Dom Clemente Isnard.

Como saborear a celebração Eucarística

Na liturgia, como na vida, nós nos comunicamos através de sinais e símbolos, o que faz parte do nosso ser corpóreo e humano. A liturgia é feita com “sinais sensíveis”, usados de forma simbólica, e que penetram nossos sentimentos, nossa afetividade, nossa consciência, atingindo nosso ser inteiro... Pe. Libânio, em seu belo livro “Como saborear a celebração eucarística?”, da Editora Paulus, bem nos diz: “Como pessoas em comunhão com o divino, com o memorial da Páscoa de Jesus, carecemos da ponte do simbolismo... A liturgia lança ponte entre Deus e nós. Move-nos até Deus e faz que Deus desça até nós.”
Assim, quanto mais aprofundarmos o conhecimento e a vivência do mistério eucarístico, melhor compreenderemos o sentido do símbolo, mais ele nos falará ao coração e nos ajudará a ir do visível ao mistério invisível e maior de Deus, conduzindo-nos para dentro do próprio Jesus Cristo, nossa páscoa, que celebramos na liturgia.

A força da Eucaristia

A força da Eucaristia

O povo de Deus me pergunta muito como e porque nascem os meus cantos, o que é uma curiosidade interessante, sobretudo em se tratando da música para o culto, para a liturgia. Quando lhes conto das minhas experiências de vida e de Deus que se fazem música, ficam tocados e cantam de modo diferente, como que encarnando os mesmos sentimentos que me inspiraram ao rezar o meu canto, ao cantar a minha prece. Como cada experiência é irrepetível, também cada canto é como um filho único, com uma história particular. 

O canto depois do Vaticano II

O canto após o Concílio Vaticano II Foi exatamente no desejo de volta às fontes, visando a participação ativa e consciente do povo na liturgia, que se realizou o Concílio Vaticano II, precedido pelo Movimento Bíblico e Litúrgico, após longo período em que a música se reduziu ao canto gregoriano e à polifonia sacra, silenciando o canto do povo. Aconteceu então o Concílio Vaticano II, um “Novo Pentecostes”, inspirado pelo Espírito Santo ao bondoso Papa João XXIII, em 1962. Ele trouxe à luz a “Sacrosanctum Concilium”, Constituição sobre a Sagrada Liturgia, primeiro documento conciliar, cujo “ponto de partida já não é a música sacra, mas o mistério da salvação celebrado pela Igreja como um acontecimento vivo que santifica os homens e contribui para o culto que se presta ao Pai.”(“A Liturgia da Igreja – Teologia, História, Espiritualidade e Pastoral”, de Julián López Martín – Paulinas Editora) O ponto culminante da história da salvação e, pois, o centro da vida e da liturgia cristã, é o Mistério Pascal de Jesus Cristo – sua vida, paixão, morte e ressurreição, de onde nasceu a Igreja, comunidade dos que celebram essa Páscoa. Nossa referência, pois, é a Liturgia de Cristo, que prestou o culto perfeito ao Pai. 

A música na Bíblia...

A música na Bíblia... Como linguagem da comunicação, manifestação dos sentimentos e mais alta expressão da alma, a música é tão antiga quanto a humanidade. Para alguns autores, é anterior à palavra, e só pode ser de origem divina. Não há povo, desde a antiguidade, onde não se encontrem manifestações musicais, uma vez que o próprio homem é um ser musical. Seu instrumento primeiro e natural é a voz, que produz o som, acompanhada do ritmo, no gesto de bater as mãos... De modo que o culto pela música sempre acompanhou os povos desde os tempos mais antigos, através do som e do ritmo, os dois elementos fundamentais da música, evoluindo aos poucos para a fabricação de instrumentos e para o canto, uníssono e coral. O povo de Israel sempre usou o canto e a música nas festas e celebrações religiosas. A Bíblia faz centenas de referências à música e ao canto, presentes na vida e caminhada do povo desde sua origem - o Gênesis, que cita Jubal, o primeiro a tocar o Kinnôr, espécie de harpa, até seu destino final glorioso narrado no Apocalipse, com o som de trombetas acompanhando o cântico novo dos redimidos pelo Sangue do Cordeiro... Um canto para celebrar a ação salvífica de Deus em sua história; um canto como sinal e instrumento do mistério; um canto para transmitir uma mensagem e solenizar as festas; um canto feito clamor jubiloso ou triste lamento, unido à poesia e à dança, em geral acompanhado de instrumentos diversos.

Vida de oração Litúrgica...

Instrumentistas e instrumentos musicais
Já sabemos que na liturgia a música serve de apoio, está a serviço da Palavra de Deus, da oração, do culto. Cantando, nós proclamamos o mistério pascal de Jesus Cristo e fazemos memória de sua morte e ressurreição. Assim o fizeram os primeiros cristãos, cantando seus salmos, hinos bíblicos e cânticos espirituais. Assim o fazemos nós, celebrando nossa fé, até que o Senhor venha em sua glória.
Por isso, a voz humana tem sempre a primazia sobre os instrumentos; a música vocal é mais importante que a instrumental, por ser palavra cantada, voz que reza, implora, louva, agradece, pede perdão, se alegra, aclama e dá graças...
No início do cristianismo, durante os primeiros séculos, com algumas exceções, não havia o uso de instrumentos, justamente para não distrair os fiéis ou lembrar os cultos pagãos. Neste sentido diz São Jerônimo: “Quem poderá encontrar o temor a Deus onde soam os tambores, grita a flauta, trina a lira e ressoa o címbalo?...” (Manual de Liturgia II – CELAM, Editora Paulus).
Mais tarde, os instrumentos começaram a ser admitidos, dando-se especial destaque ao órgão, instrumento litúrgico por excelência, por criar um clima de festa e alegria, solenizando os atos litúrgicos e favorecendo o canto da comunidade. Além do órgão, outros foram acrescentados, porque “podem ajudar com eficácia a conseguir a finalidade da música sagrada, desde que nada tenham de profano, de barulhento, de rumoroso, coisas essas que não se harmonizam com a função sagrada ou com a seriedade do lugar”, conforme Pio XII no documento Musicae Sacrae Disciplina ( nr. 29).

A beleza no Canto Liturgico


Ir. Miria Therezinha Kolling, icm*
1. Introdução

Ouvindo, como ouço no momento, o mundialmente famoso grupo vocal The Swingle Singers, que interpreta a música sacra, quase divina, dos nossos geniais compositores clássicos, cantando-os a oito vozes, dou-me conta, uma vez mais, de que a música é mesmo “mediadora da transcendência”, a linguagem do belo, o caminho privilegiado para chegar a Deus, Beleza infinita! Deixo-me impregnar por essa música reveladora do cantar do céu e abro o coração ao Espírito-Amor, ele que, no dizer de santo Inácio de Antioquia, é como a cítaraque toca as cordas do nosso coração e nos faz vibrar em sintonia com o Divino Músico, em unidade com os irmãos. E deixo-me comover às lágrimas, como santo Agostinho, ao ouvir os cânticos da igreja de santo Ambrósio, em Milão, no início da sua conversão, “não tanto pelo canto quanto pelo que vem cantado, se a execução é feita por uma bela voz e com adequada modulação”.


Não, a música não é só expressão dos sentimentos nem tem como finalidade apenas o prazer estético, nosso deleite humano, ao ser concebida como o conjunto de sons ordenados entre si, arte pela arte. Para nós, cristãos, ela é, sim, linguagem do sagrado, mediação para nos abrirmos ao infinitamente Outro, um meio de comunicação que favorece nosso encontro com aquele que é o Criador de toda a beleza, com o Salvador que re-criou o belo, o justo e o verdadeiro com seu mistério pascal e com o Santo Espírito, sopro de vida e unidade que habita nosso interior, fazendo-nos participar da comunhão trinitária de Deus. Assim, pela música, chegamos ao coração de Deus e Deus desce a nós, uma vez que Cristo, o divino músico, expressão do canto de Deus, pela sua encarnação, nos veio trazer o canto do céu, ensinando-nos a fazer da vida e do mundo a grande sinfonia do amor sob a sua perfeita regência.

domingo, 18 de setembro de 2011

Quem tem ouvidos oiça...

Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram.
 
6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia humidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”.
Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir ouça”.

9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. Jesus respondeu: 10“A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam”.
11A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem.

13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ensina e recomenda estas coisas...

Leitura da 1ª Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 2censina e recomenda estas coisas. 3Quem ensina doutrina estranhas e discorda das palavras salutares de nosso Senhor Jesus Cristo e da doutrina conforme à piedade, 4é um obcecado pelo orgulho, um ignorante que morbidamente se compraz em questões e discussões de palavras. Daí é que nascem invejas, contendas, insultos, suspeitas, 5porfias de homens com mente corrompida e privados da verdade, que fazem da piedade assunto de lucro.

6Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, mas quando acompanhada do espírito de desprendimento. 7Porque nada trouxemos ao mundo como tampouco nada poderemos levar. 8Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos. 9Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, 10porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviaram da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos.11Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas. 


Hoje em meu coração ressoou a Palavra de Paulo. Mudei de nome, e no nada da vida recolhi a mensagem tão repleta de ensinamentos.
Como senti na pele a expressão: "Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas... procura a justiça, a mansidão, a firmeza, a fé e o amor..."
Ensina-me Senhor a erguer-me e a combater o combate da Fé, ajuda-me a conquistar a vida eterna, ensina-me a alegria de viver na verdade e no amor o testemunho deste combate que travo diariamente na minha vida.
Subo e desço, corro e caio!...
Penso que caminhando para o alto, chego mais depressa junto de Ti...
Quando caio, alguém me levanta encoraja e dá ânimo.
Aceita as minhas negligencias, os meus fracassos. Soa aos meus ouvidos que fui chamada a viver uma vida testemunhal, a sentir a alegria da abnegação  e do enriquecer conTigo, a minha riqueza, a palma das minhas vitórias e o louro das minhas conquistas, concretizadas na meta que pretendo alcançar dia a dia com a força do Teu amor.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Devoção a Nossa Senhora das Dores

DEVOÇÃO A Nª SENHORA DAS DORES

Foi o Papa Pio X que fixou a data definitiva de 15 de Setembro, conservada no novo calendário litúrgico, que mudou o título da festa, reduzida a simples memória: não mais Sete Dores de Maria, mas menos especificadamente e mais oportunamente: Virgem Maria Dolorosa. Com este título nós honramos a dor de Maria aceita na redenção mediante a cruz. É junto à Cruz que a Mãe de Jesus crucificado torna-se a Mãe do corpo místico nascido da Cruz, isto é, nós somos nascidos, enquanto cristãos, do mútuo amor sacrifical e sofredor de Jesus e Maria. Eis porque hoje se oferece à nossa devota e afetuosa meditação a dor de Maria. Mãe de Deus e nossa.
A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores da Co-redentora, correspondentes a outros tantos episódios narrados pelo Evangelho: a profecia do velho Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus aos doze anos durante a peregrinação à Cidade Santa, o caminho de Jesus para o Gólgata, a crucificação, a Deposição da cruz, a sepultura, portanto, somos convidados hoje a meditar estes episódios mais importantes que os evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mãe das Dores - Pieta

Deus amou de tal modo o mundo...

Jo 3,13-17
Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu.
- Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.

Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.
A plenitude da condição humana
Este texto do evangelho é parte do discurso de Jesus, em continuidade com o diálogo com Nicodemos, apresentado pelo evangelista João. Jesus revela que a plenitude da condição humana não resulta da observância da Lei, mas passa pelo renascer no Espírito, no dom do amor, pelo qual se chega à vida eterna. O Filho do Homem desceu do céu para revelar seu amor ao mundo e será "levantado". O Filho do Homem é Jesus solidário com a humanidade. "Levantado" significa a humanidade elevada em sua dignidade por Jesus, e, também, Jesus levantado na cruz. A serpente de bronze atribuída a Moisés tornou-se objeto de idolatria e foi destruída pelo rei Ezequias (2Rs 18,4).
João a associa com a cruz de Jesus. A cruz é a expressão do poder da morte ao alcance dos chefes deste mundo. A lembrança de Jesus na cruz nos faz conscientes de que os chefes do mundo, ainda hoje, têm este poder de morte e o exercem, enlouquecidos por suas ambições. 
A humanidade é exaltada pelo dom da vida eterna na encarnação de Jesus, comunicando a todos seu amor libertador, pelo que foi crucificado.
 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não chores...

Jesus ressuscita o filho de uma viúva


Pouco tempo depois Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão foram com ele. Quando ele estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro. O defunto era filho único de uma viúva, e muita gente da cidade ia com ela. Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse:
- Não chore.

Então ele chegou mais perto e tocou no caixão. E os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse:

- Moço, eu ordeno a você: levante-se!

O moço sentou-se no caixão e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe. Todos ficaram com muito medo e louvavam a Deus, dizendo:

- Que grande profeta apareceu entre nós! Deus veio salvar o seu povo!
Essas notícias a respeito de Jesus se espalharam por todo o país e pelas regiões vizinhas.

Prática amorosa e misericordiosa de Jesus

Com a expressão "em seguida", Lucas articula a cura do servo do centurião com esta cura do filho da viúva. Uma grande multidão com Jesus e seus discípulos aproxima-se de uma cidade amuralhada. Ao chegarem à porta, encontram outra grande multidão que sai da cidade para enterrar um morto. É a corrente da vida que vem inundar a cidade dos mortos. Esta narrativa de milagre diferencia-se da cura do servo do centurião romano, que a antecede.
No caso do centurião a cura do servo resultou da "tão grande fé" por ele manifestada. Neste caso do filho da viúva de Naim, é Jesus quem toma a iniciativa. Jesus se faz próximo da viúva, com um gesto de misericórdia característica nas narrativas de Lucas. É a prática inspirada pela parábola do samaritano que cuida do homem espancado à beira da estrada (cf. 3 out). É a prática amorosa e misericordiosa de Jesus que lança sementes de fé entre todos aqueles que passaram a glorificar a Deus.




domingo, 11 de setembro de 2011

O amor e a misericórdia de Deus

Jesus havia orientado os discípulos para a prática do perdão e reconciliação em caso de ofensa entre irmãos (Mt 18,15 - cf. 4set.). Encontramos esta orientação também no evangelho de Lucas (Lc 17,3-4 - cf. 7 nov.) de maneira simples, provavelmente mais fiel à fala de Jesus. Aí Jesus fala em perdoar sete vezes, o número sete significando a plenitude, sem limites. No texto de hoje, Mateus elabora o diálogo entre Pedro e Jesus, jogando com os números sete e setenta, reforçando o caráter ilimitado do perdão. Mateus prima por associar os acontecimentos às escrituras. Pode-se ver aí uma alusão a Gen 4,24: "se Caim é vingado sete vezes, Lamec o será setenta e sete vezes" (ou "setenta vezes sete", conforme a tradução). Fica assim acentuada a contraposição entre a vingança e o perdão. Mateus articula a incitação à prática do perdão com uma parábola narrativa que lhe é exclusiva. As parábolas em geral são ditos breves relacionados com acontecimentos comuns da vida.
As parábolas narrativas, por outro lado, caracterizam-se por uma complexidade maior, em um texto mais longo e bem detalhado. Elas são mais encontradas em Mateus e Lucas. Têm a particularidade de, quase sempre, envolverem os personagens em uma relação de poder e submissão, característicos da sociedade opressora vigente. Pelas imagens de violência que frequentemente usam, chegam até a chocar pelo contraste destas imagens com as propostas de mansidão e paz características do Reino. Podemos até ver nelas, uma certa ironia implícita da sociedade na qual vigoram as relações de poder e opressão. Porém, deste terreno impróprio procura-se extrair uma mensagem positiva. Nesta parábola de hoje, o rei resolveu ajustar contas com os servos. O ajuste seria cruel. Porém um servo que lhe devia uma quantia enorme lhe implora e ele se comove e perdoa.
O servo perdoado vai e sufoca sem compaixão alguém que lhe devia uma quantia irrisória. O rei sabendo disto entrega o servo aos carrascos. A conclusão é escatológica: o castigo para quem não perdoar o irmão. Mais positiva é a visão de que pertencemos a Deus (segunda leitura) e assim devemos viver e morrer para ele, unidos a Jesus. Na primeira leitura, no livro do Eclesiástico, escrito sob a influência da cultura grega cerca de um a dois séculos antes de Jesus, temos um texto bem inspirado sobre o perdão, que se aproxima das palavras de Jesus e cuja síntese encontramos na oração do Pai Nosso: "Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido". O amor e a misericórdia de Deus seduzem e atraem os corações movendo-os à conversão.




Perdoar sempre...

Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou:

- Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?
- Não! - respondeu Jesus. - Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes. Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor."

- O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: "Pague o que me deve!"

- Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo."

- Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: "Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você."

- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.

E Jesus terminou, dizendo:

- É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.

sábado, 10 de setembro de 2011

  Frutos  bons

O "Sermão da Planície", no evangelho de Lucas, que corresponde ao "Sermão da Montanha", em Mateus, é encerrado com estas três parábolas sobre árvores e frutos e sobre o tesouro do coração. Elas apontam para a conversão, para a renovação da vida pessoal. Pela conversão a pessoa abandona falsos valores oferecidos pelo mundo dos poderosos e adere ao projeto de vida de Jesus. É a casa construída sobre a rocha. Uma vida colocada a serviço do próximo, com seus frutos de amor e de misericórdia permanece para toda a eternidade. A comparação com as árvores e seus frutos é facilmente compreendida e muito sugestiva. Contudo não se trata de chegar à conclusão dualista de que as pessoas separam-se em boas e más, mas, sim, concluir que cada um deve encher seu coração de coisas boas para que seus frutos sejam bons.

A árvore boa dá bons frutos...

Lc 6,43-49
- A árvore boa não dá frutas ruins, assim como a árvore que não presta não dá frutas boas. Pois cada árvore é conhecida pelas frutas que ela produz. Não é possível colher figos de espinheiros, nem colher uvas de pés de urtiga. A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio.
- Por que vocês me chamam "Senhor, Senhor" e não fazem o que eu digo? Eu vou mostrar a vocês com quem se parece a pessoa que vem e ouve a minha mensagem e é obediente a ela. Essa pessoa é como um homem que, quando construiu uma casa, cavou bem fundo e pôs o alicerce na rocha. O rio ficou cheio, e as suas águas bateram contra aquela casa; porém ela não se abalou porque havia sido bem construída. Mas quem ouve a minha mensagem e não é obediente a ela é como o homem que construiu uma casa na terra, sem alicerce. Quando a água bateu contra aquela casa, ela caiu logo e ficou totalmente destruída.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Senhor da doçura...

Senhor da doçura

Tudo é sinal do Teu amor! Tudo é dom! Tudo é resposta de amor ao amor que totalmente se nos dá! Tudo se transforma porque em cada sinal, em cada gesto de amor, esconde-se
A beleza do Teu amor sumamente infinito. És o Senhor da doçura, do amor e do perdão. Os teus caminhos são sempre novos! Prefiro ser sempre Tua peregrina, pois em cada passo medido e calculado encontro um coração doce, carregado de amor, que olha para o nada que sou e teimosamente quer transformar tudo em riqueza. Sou fruto de um amor desmedido. Olho surpreendida o teu parar diante de mim para me aceitares, para me abraçares, para perdoares tantos sinais da minha infidelidade.
Sabes bem, que não sou nada, sem a experiência deste amor que se doa incondicionalmente. Sei Senhor, que posso dizer -te que és admirável, que és a sabedoria que necessito, a razão que me faz falta, e o fogo que preciso para me purificar,
Tu, és ânimo quando desanimo, Tu, és a palavra certa quando não tenho palavras, Tu, és o acolhimento quando me sinto desprotegida, Tu, a minha rocha, Tu, o meu refúgio, Tu a minha âncora e a minha segurança.

A Ti, ofereço o meu caminhar de peregrina, busco trilhar contigo um caminho novo, feito de amor, de serenidade, de doçura e de paz, um caminho sereno feito serenidade em Ti! O desejo de mudança vai crescendo, o anseio do encontro faz-se impulso, e então sou apenas um vaso envelhecido, quebrado, desmaiado pelo tempo, mas, Tu queres-me um vaso novo, e eu quero ser nova em Ti, quero que as Tuas mãos de artista me façam de novo me proporcionem beleza e brilho interior.

Com a força dos Teus dons, sou uma nova criatura, com a doçura do Teu amor, respiro amor, e ofereço-o como Tu queres que eu faça em cada dia da minha existência! Toma-me só para Ti! Enche-me dos Teus preciosos dons! Acolhe-me com tantos nadas que sou! Aceita-me por inteiro, sem nada guardar para mim.

Tira os ciscos que me cegam e são impedimento para gozar da Tua bondade e da doçura do Teu coração. Faz brotar do meu coração o desejo de crescer nas sendas da humildade. Deixa-me palmilhar rotas novas para que em mim tudo seja transformado. Na cana que voa ao vento, na doçura do favo do mel, no fervilhar do mosto, na aurora de um sol que teima em brilhar com fulgor, brilha também Tu em mim, adoça a minha vida para que o amargo se transforme em doçura de vida.




O cisco ou a trave no olho
Lucas reúne, na segunda metade do capítulo 6 de seu evangelho, após a proclamação das bem-aventuranças, várias sentenças de Jesus veiculadas na tradição das comunidades. Compõe, assim, um discurso, à semelhança do Sermão da Montanha, de Mateus. No texto de hoje temos duas sentenças correlacionadas entre si. A referência a "parábola", na introdução do texto parece vincular-se à parábola das duas casas, narrada mais adiante (vv. 43-49).
Na primeira sentença temos as duas interrogações sobre o cego que guia outro cego. É possível que, originalmente, fosse dirigida aos fariseus tidos como guias de uma doutrina que desorientava o povo. Lucas, aqui, a estaria aplicando também aos discípulos, os quais deveriam entender melhor a missão de Jesus. Ao estarem bem formados não deverão pretender ser maior do que Jesus. A segunda interrogação é feita com uma comparação usando o exagero: o cisco ou a trave no olho. Em vez de ficar procurando defeitos nos irmãos, é importante que faça a sua própria autocrítica. Assim, com humildade, se está preparado para, com lucidez e amor, se fazer a correção fraterna do irmão.

Tira primeiro a trave do teu olho...

E Jesus fez estas comparações:
 - Um cego não pode guiar outro cego. Se fizer isso, os dois cairão num buraco. Nenhum aluno é mais importante do que o seu professor. Porém, quando tiver terminado os estudos, o aluno ficará igual ao seu professor.
 - Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: "Me deixe tirar esse cisco do seu olho", se você não repara na trave que está no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Por Ele fostes Ressuscitados...

Carta aos Colossenses 2,6-18.

Irmãos: Do mesmo modo que recebestes Cristo Jesus, o Senhor, continuai a caminhar nele: enraizados e edificados nele, firmes na fé, tal como fostes instruídos, transbordando em acção de graças.
Olhai que não haja ninguém a enredar-vos com a filosofia, o que é vazio e enganador, fundado na tradição humana ou nos elementos do mundo, e não em Cristo.
Porque é nele que habita realmente toda a plenitude da divindade e nele vós estais repletos de tudo, Ele que é a cabeça de todo o Poder e Autoridade.
Foi nele que fostes circuncidados com uma circuncisão que não é feita por mão humana: fostes despojados do corpo carnal, pela circuncisão de Cristo.
Sepultados com Ele no Baptismo, foi também com Ele que fostes ressuscitados, pela fé que tendes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.
A vós, que estáveis mortos pelas vossas faltas e pela incircuncisão da vossa carne, Deus deu-vos a vida juntamente com Ele: perdoou-nos todas as nossas faltas,
anulou o documento que, com os seus decretos, era contra nós; aboliu-o inteiramente, e cravou-o na cruz.

Depois de ter despojado os Poderes e as Autoridades, expô-los publicamente em espectáculo, e celebrou o triunfo que na cruz obtivera sobre eles.
Por isso, não vos deixeis condenar por ninguém, no que toca à comida e à bebida, ou a respeito de uma festa, de uma Lua-nova ou de um sábado.
Tudo isto não é mais que uma sombra das coisas que hão-de vir; a realidade está em Cristo. Não vos deixeis inferiorizar por quem quer que seja que se deleite com práticas de humildade ou culto dos anjos. É gente que, dando toda a atenção às suas visões, em vão se gloria com a sua inteligência carnal.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Aleluia...

Levanta-te...

Lc 6,6-11

Num outro sábado Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita aleijada. Alguns mestres da Lei e alguns fariseus ficaram espiando Jesus com atenção para ver se ele ia curar alguém no sábado. Pois queriam arranjar algum motivo para o acusar de desobedecer à Lei. Mas Jesus conhecia os pensamentos deles e por isso disse para o homem que tinha a mão aleijada:
- Levante-se e fique em pé aqui na frente.
O homem se levantou e ficou em pé. Então Jesus disse:
- Eu pergunto a vocês: o que é que a nossa Lei diz sobre o sábado? O que é permitido fazer nesse dia: o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer?
Jesus olhou para todos os que estavam em volta dele e disse para o homem:
- Estenda a mão!
O homem estendeu a mão, e ela sarou. Aí os mestres da Lei e os fariseus ficaram furiosos e começaram a conversar sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

sábado, 3 de setembro de 2011

Tu me sondas...

Salmo 27 Por João Paulo II

Minha Luz e Salvação

Sínodo sobre Nova Evangelização


SÍNODO DOS BISPOS

XIII ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

A NOVA EVANGELIZAÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DA FÉ CRISTÃ

LINEAMENTA

Índice
Prefácio
Introdução

1. A urgência de uma nova evangelização
2. O dever de evangelizar
3. Evangelização e discernimento
4. Evangelizar no mundo de hoje a partir dos seus desafios
Perguntas
Primeiro Capítulo
Tempo de “nova evangelização”
5. “Nova Evangelização”: o significado de uma definição
6. Os cenários da nova evangelização
7. Encarar como cristãos os novos cenários
8. “Nova Evangelização” e demanda de espiritualidade
9. Novas formas de ser Igreja
10. Primeira evangelização, cura pastoral, nova evangelização
Perguntas
Segundo Capítulo
Proclamar o Evangelho de Jesus Cristo.
11. Objectivo da transmissão da fé: o encontro e a comunhão com Cristo
12. A Igreja transmite a féque vive
13. Palavra de Deus e transmissão da fé
14. A pedagogia da fé
15. As Igrejas locais como agentes da transmissão
16. Apresentar razões: o estilo da proclamação
17. Os frutos da transmissão da fé
Perguntas
Capítulo Três
Iniciação à experiência cristã
18. A iniciação cristã, processo de evangelização
19. Primeiro anúncio e necessidade de novas formasde discurso sobre Deus
20. Iniciar àfé, educar para a verdade
21. O objectivo de uma “ecologia da pessoa humana”
22. Evangelizadores e educadores porque testemunhas
Perguntas
Conclusão
23. O Pentecostes, fundamento da “nova evangelização”
24. A “nova evangelização”, visão para a Igreja de hoje e de amanhã
25. A alegria de evangelizar

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Pacem

Trilha sonora do Gladiador

Eu sei em quem acreditei...

Relaxar... com o mar...

Rezar com a música

No peito levo uma cruz...

Vinho novo em odres novos...

Lc 5,33-39
Algumas pessoas disseram a Jesus:
- Os discípulos de João Batista jejuam muitas vezes e fazem orações, e os discípulos dos fariseus fazem o mesmo. Mas os discípulos do senhor não jejuam.
Jesus respondeu:
- Vocês acham que podem obrigar os convidados de uma festa de casamento a jejuarem enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!
Jesus fez também esta comparação:
- Ninguém corta um pedaço de uma roupa nova para remendar uma roupa velha. Se alguém fizer isso, estraga a roupa nova, e o pedaço de pano novo não combina com a roupa velha. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Não. Vinho novo deve ser posto em odres novos. E ninguém quer vinho novo depois de beber vinho velho, pois diz: "O vinho velho é melhor."

Oração
Pai, abre meu coração para acolher a novidade trazida por Jesus, sem querer deturpá-la com meus esquemas mesquinhos e contaminá-la com o egoísmo e o pecado.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011




O sucesso da missão implica em docilidade à Palavra

O chamado de Jesus a seus primeiros discípulos é descrito de maneira diversa por cada evangelista. Em Marcos e Mateus, o chamado se dá quando Jesus caminhava à beira-mar e vê dois irmãos, Simão e André, que do barco lançavam a rede ao mar, e em seguida Tiago e João que consertavam as redes em seu barco. No evangelho de João, Jesus chama os seus discípulos dentre os discípulos de João Batista, na ocasião de seu batizado. Em Lucas o chamado acontece após uma prédica de Jesus às multidões, a beira mar, e uma pesca milagrosa. Esta pesca milagrosa se assemelha à pesca milagrosa com Jesus ressuscitado, no fim do evangelho de João (cf. 29 abr.).
Jesus chama os discípulos como cooperadores na sua missão, os quais, com desprendimento, põem-se a seguir Jesus. O sucesso da missão implica no abandono e na docilidade à palavra de Jesus.

Lançarei as redes...

Certo dia Jesus estava na praia do lago da Galiléia, e a multidão se apertava em volta dele para ouvir a mensagem de Deus. Ele viu dois barcos no lago, perto da praia. Os pescadores tinham saído deles e estavam lavando as redes. Jesus entrou num dos barcos, o de Simão, e pediu que ele o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se e começou a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão:

- Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e os seus companheiros joguem as redes para pescar.


Simão respondeu:


- Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer.


Quando eles jogaram as redes na água, pescaram tanto peixe, que as redes estavam se rebentando. Então fizeram um sinal para os companheiros que estavam no outro barco a fim de que viessem ajudá-los. Eles foram e encheram os dois barcos com tanto peixe, que os barcos quase afundaram. Quando Simão Pedro viu o que havia acontecido, ajoelhou-se diante de Jesus e disse:

- Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador!

Simão e os outros que estavam com ele ficaram admirados com a quantidade de peixes que haviam apanhado. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão, também ficaram muito admirados. Então Jesus disse a Simão:

- Não tenha medo! De agora em diante você vai pescar gente.

Eles arrastaram os barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Boa Nova do Reino...


Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo, com muita febre. Intercederam a Jesus por ela. Então, Jesus se inclinou sobre ela e, com autoridade, mandou que a febre a deixasse. A febre a deixou, e ela, imediatamente, se levantou e pôs-se a servi-los. Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes, com diversas enfermidades, os levavam a Jesus. E ele impunha as mãos sobre cada um deles e os curava. De muitas pessoas saíam demônios, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" Ele os repreendia, proibindo que falassem, pois sabiam que ele era o Cristo. De manhã, bem cedo, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, tendo-o encontrado, tentavam impedir que ele as deixasse. Mas ele disse-lhes: "Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, pois é para isso que fui enviado". E ele ia proclamando pelas sinagogas da Judéia.

A ação libertadora de Jesus
Lucas reproduz, de maneira um pouco desencontrada, uma narrativa que já se encontrava no evangelho de Marcos. Em Marcos Jesus já havia chamado seus quatro primeiros discípulos, particularmente Pedro (Simão), em cuja casa ele entra. No evangelho de Lucas Jesus entra em casa de Pedro, sem contudo tê-lo chamado ainda. Também, em lugar de mencionar a Galiléia como sendo o espaço da proclamação de Jesus, Lucas a troca pela Judéia.
A ação libertadora de Jesus, curando os doentes e expulsando os demônios, se faz tanto no ambiente doméstico da "casa" como em ambiente público, entre as multidões. Enquanto que em Marcos esta ação libertadora de Jesus resulta de seu ensino, em Lucas ela é apresentada como manifestação de poder milagroso messiânico.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Oração com que o Papa consagrou jovens ao Coração de Jesus
Na vigília da JMJ em Cuatro Vientos
Senhor Jesus Cristo, Irmão, Amigo e Redentor do Homem,
olhai com amor os jovens aqui reunidos
e abri para eles a fonte eterna da vossa misericórdia,
que mana do vosso Coração aberto na Cruz.
Dóceis ao vosso chamado,
eles vieram para estar convosco e adorar-vos.
Com ardente oração, eu os consagro ao vosso Coração,
para que, enraizados e edificados em Vós,
sejam sempre vossos,na vida e na morte.
Que jamais se afastem de Vós!
Outorgai-lhes um coração semelhante ao vosso,
manso e humilde, para que escutem a vossa vontade
e sejam, no meio do mundo, louvor da vossa glória,
de maneira que todos os homens,
contemplando as suas obras, deem glória ao Pai,
com quem viveis feliz para sempre,
na unidade do Espírito Santo,
pelos séculos dos séculos.
Amém.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pela Verdade...


De fato, Herodes tinha mandado prender João... por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado. Pois João vivia dizendo a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher do teu irmão". Por isso, Herodíades lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não conseguia, pois Herodes temia João, sabendo que era um homem justo e santo. Por ocasião de seu aniversário, Herodes ofereceu uma festa para os proeminentes da corte, os chefes militares e os grandes da Galiléia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e a seus convidados. O rei, então, disse à moça: "Pede-me o que quiseres, e eu te darei"... Ela saiu e perguntou à mãe: "Que devo pedir?" A mãe respondeu: "A cabeça de João Batista"... O rei... mandou um carrasco cortar e trazer a cabeça de João. O carrasco... trouxe-a num prato e ela a entregou à sua mãe. Quando os discípulos de João ficaram sabendo, vieram e pegaram o corpo dele e o puseram numa sepultura.

domingo, 28 de agosto de 2011

Oremos pelo nosso Bispo D. José

Se alguém quiser seguir-me...

A partir de então, Jesus começou a mostrar aos discípulos que era necessário ele ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar. Então Pedro o chamou de lado e começou a censurá-lo: "Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!" Jesus, porém, virou-se para Pedro e disse: "Volte para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!" Então Jesus disse aos discípulos: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. De fato, que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida? Ou que poderá alguém dar em troca da própria vida? Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta...