sábado, 26 de outubro de 2013

Ter a coragem de chamar 
os pecados
 pelo seu nome perante o confessor
Homilia desta manhã na Missa celebrada pelo
Papa Francisco na Casa de Santa Marta

ROMA, 25 de Outubro de 2013
Ter a coragem de chamar os pecados pelo seu nome perante o confessor. Esta a ideia principal da homilia desta manhã na Missa celebrada pelo Papa Francisco na Casa de Santa Marta que foi inteiramente dedicada ao Sacramento da Reconciliação. Segundo o Santo Padre, para muitos adultos confessar os pecados perante um sacerdote é um esforço insustentável que pode transformar um momento de verdade num exercício de ficção. O Papa Francisco comentou a Carta de S. Paulo aos Romanos em que o Apóstolo admite publicamente perante toda a comunidade que na “sua carne não habita o bem” e ainda admitiu ser um “escravo” que não faz o bem que quer, mas cumpre o mal que não quer. O Papa diz-nos que esta é a luta dos cristãos:
“E esta é a luta dos cristãos. É a nossa luta de todos os dias. E nós nem sempre temos a coragem de falar como fala Paulo sobre esta luta. Sempre tentamos uma via de justificação: ‘Mas sim, somos todos pecadores. Dizemos assim, não é? Isto dizêmo-lo dramaticamente: é a nossa luta. E se nós não reconhecermos isto nunca poderemos ter o perdão de Deus.”

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Francisco na missa matutina: "A ganância destrói as relações. O dinheiro é importante para ajudar os outros"

Francisco na missa matutina: "A ganância destrói as relações. O dinheiro é importante para ajudar os outros"
O dinheiro serve, a avidez mata

O dinheiro serve para realizar muitas obras boas, para fazer progredir a humanidade, mas quando se torna a única razão de vida, destrói o homem e os seus vínculos com o mundo externo. Eis o ensinamento que o Papa Francisco tirou do trecho litúrgico do evangelho de Lucas (12, 13-21) durante a missa celebrada esta manhã, segunda-feira 21 de Outubro, em Santa Marta.
No início da homilia o Santo Padre recordou a figura do homem que pede a Jesus que intime ao seu irmão para dividir com ele a herança. Com efeito, para o Pontífice  o Senhor fala-nos através  desta personagem «da nossa relação com as riquezas e com o dinheiro». Um tema que não é só de há dois mil anos mas que se apresenta ainda hoje, todos os dias. «Quantas famílias destruídas – comentou – vimos por problemas de dinheiro: irmão contra irmão; pai contra filhos!». Porque a primeira consequência do apego ao dinheiro é a destruição do indivíduo e de quem lhe está próximo. «Quando uma pessoa é apegada ao dinheiro – explicou o bispo de Roma – destrói-se a si mesma, destrói a família».
Certamente, o dinheiro não deve ser exorcizado de modo absoluto. «O dinheiro – esclareceu o Papa Francisco – serve para realizar tantas coisas boas, tantas obras, para desenvolver a humanidade. O que deve ser condenado, ao contrário, é o seu uso exagerado. A este propósito o Pontífice repetiu as mesmas palavras pronunciadas por Jesus na parábola do «homem rico» contida no Evangelho: «Quem acumula tesouros para si, não se enriquece aos olhos de Deus». Por isso, a admoestação: «Prestai atenção e mantende-vos distantes de qualquer avidez», porque a avidez faz adoecer o homem, levando-o a um círculo vicioso no qual cada pensamento está «em função do dinheiro».
Para vencer os pecados da idolatria 
e da hipocrisia

Hipocrisia e idolatria «são pecados graves» que têm origens históricas, mas que ainda hoje se repetem com frequência, inclusive entre os cristãos. Superá-los é «muito difícil»: para o fazer «temos necessidade da graça de Deus». Foi a reflexão do Papa Francisco depois das leituras da missa celebrada na manhã de terça-feira, 15 de Outubro.

Os idólatras «não têm motivo algum de desculpa. Mesmo tendo conhecido Deus — realçou o bispo de Roma — não o glorificaram, nem lhe agradeceram como se fosse Deus». Mas qual é a estrada dos idólatras? São Paulo fala disto muito claramente aos romanos. É um caminho que desorienta: «perderam-se nos seus vãos raciocínios e a sua mente obtusa escureceu-se». A isto leva «o egoísmo do próprio pensamento, o pensamento omnipotente» que diz «o que eu penso é verdadeiro, eu penso a verdade, pratico a verdade com o meu pensamento». E precisamente enquanto se declaravam sábios, os homens dos quais são Paulo fala «tornaram-se insensatos. Trocaram a glória do Deus incorruptível por uma imagem e uma figura de homem corruptível, de pássaros, de quadrúpedes, de répteis».

sábado, 19 de outubro de 2013

DOMINGO XXIX COMUM  Ano C

"E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite…?” Lc 18, 7

Sem desfalecer

Há alguns anos um anúncio publicitário elogiava a duração de determinadas pilhas com um coelhito a tocar bateria, que no meio de outros láparos com o mesmo instrumento, se mantinha activo enquanto todos iam desistindo por falta de energia. “E dura, e dura, e dura…” era o slogan que ficava no ouvido. É curioso como em tantas coisas da vida, e algumas a que chamamos importantes, o comum é gastar-se a energia com o tempo, perder-se o encanto e o entusiasmo inicial. O certo é que é preciso recarregar as “pilhas”, renovar os compromissos, apontar para o essencial e assumir que há causas que não se podem abandonar, sob o risco de perdermos o mais importante. É aí que, como diz o meu amigo padre e desenhador José Luís Cortés, que os amigos são importantes: “As pilhas recarregam-se com uma “pilha” de amigos”!

Orar sem desfalecer” é um tema muito querido a São Lucas que o refere várias vezes. Mas a parábola de Jesus que hoje nos oferece aponta, sobretudo, a fome e sede de justiça que uma viúva (pobre ente os mais pobres) não se cansa de pedir a um juíz (“que não temia a Deus nem respeitava os homens”). E o tema da justiça é repetido quatro vezes no pequeníssimo relato. Não é um manual de oração o que Jesus oferece. Bem diferente de várias publicações “pseudo-religiosas”, que circulam pelos escaparates ou na internet, com orações para todas as circunstâncias, Jesus ensina a clamar pela justiça, a sintonizar com Deus por um projecto mais digno de sociedade. A oração de súplica encontra paralelo no clamor dos pobres, na perseverança em favor de quem é oprimido, e essa é uma causa que nenhum cristão pode abandonar. Daí que toda a oração tenha uma componente de transformação: da realidade, que desejamos mais justa e mais coerente com o próprio desejo de Deus; e de quem reza, que ao abrir-se a Deus reorienta as suas prioridades segundo o critério substancial do amor. Dizia o filósofo Platão: “Não há vento favorável para aquele que não sabe para onde vai”, e assim acontece para muitas realidades da sociedade, e também para quem faz da oração um auto-consolo ou uma alienação das responsabilidades, em vez de um diálogo que abre caminhos.

A perseverança é uma virtude que se cultiva. Muito diferente do fanatismo ou da intolerância, defeitos que endurecem e atrofiam o coração e a mente, a perseverança tem a sua força nas motivações. E quando o valor maior é a felicidade dos outros vale a pena lutar por ela. Revestida de sabedoria, apresentando objectivos realizáveis, e reconhecendo os pequenos progressos, ela lembra-nos que “o muito é sempre feito de pequenos poucos” (J.Luís Cortés).
Nestes dias de grande sofrimento económico e social é duro constatar que a perseverança parece ser exclusivamente da austeridade. Em que justiça poderemos encontrar motivações? Que perseverança nos é pedida? Que fé quer o Filho do Homem encontrar quando voltar, se não uma fé como a da viúva, comprometida na justiça e na verdade?
Padre Victor Gonçalves

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C
1ª Leitura: Ex 17, 8-13
Sl 120
2ª Leitura: 2Tm 3,14-4,2
Evangelho: Lc 18, 1-8

Segurando o bastão da vitória…
A força divina dá a vitória. O desânimo traz-nos derrota. A força do Senhor está presente na nossa vida, nos nossos combates. Erguer as mãos para o alto, fixar o olhar e o coração em Deus, é salutar, eis a lição da primeira leitura. Deus é justo, parcial, sempre presente na vida do seu povo, não cruza os braços, condu-lo, dá-lhe sempre força.
Deus é o nosso libertador Ele está vivo, actuante na história de cada um. Ele age no coração dos que são justos, e lutam pela verdade, pela paz e pela justiça de uma humanidade nova.

Insistir no anúncio da Palavra…
Paulo oferece-nos soluções para não perdermos a fé. A nossa oração deve ser persistente; Devemos não só guardar a fé, mas anunciar a Palavra oportuna e inoportunamente.Ter uma identificação cristã valorosa e exigente. Não andar com rodeios, ser claro na mensagem a transmitir. Nada de disfarces, insegurança, respeitos humanos e falsos pudores, mais que a exteriorização, vale a clareza, a paciência  e a convicção.  Aquele que evangeliza, deve amar profundamente a Palavra e anunciá-la com uma adqueda pedagogia pastoral, a Escritura é a fonte para toda a formação e educação cristã
.
Rezar sempre…sempre…
Insistir, pedir com determinação, sem cansar. É isto que devemos fazer diante do Senhor, pois Ele gosta de nos atender e encoraja-nos a não desistir, a ter fé. Hoje a nossa fé parece esmorecer, fraqueja com facilidade. As tentações da “civilização” abafam-nos e imperam em nós. Daí o evangelista acrescentar: “quando vier o Filho do Homem encontrará fé sobre a terra?” O Senhor pede-nos uma oração constante, sem nunca desistir, adverte o nosso coração pedagogicamente para insistir na necessidade de guardar intacta a nossa fé até que venha o Filho do Homem.
Por detraz da oração percebemos quem é Deus para nós, que planos tem para cada um. Precisamos de manter com Ele uma relação dialogante, intíma e de comunhão plena. Quando se ama não se corta a relação por um dez reis de nada. Esperamos que a ausência se torne presença e o amor se intensifique cada vez mais.

Palavra para a vida...
Ao longo desta semana procura rezar algumas frases da Palavra de Deus: “o Senhor vela pela tua vida…”; “proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina”; “…necessidade de orar sempre sem desanimar…”. Procurar transformá-las em atitudes e gestos de verdadeiro encontro com Deus.


“O Papa da liberdade de espírito e da razão cordial”, de Leonardo Boff

Uma das maiores conquistas da pessoa humana em seu processo de individuação é a liberdade de espírito. Liberdade de espírito é a capacidade de ser ser duplamente livre: livre das injunções, regras, normas e protocolos que foram inventados pela sociedade e pelas instituições para uniformalizar comportamentos e moldar personalidades segundo tais determinações. E significa, fundamentalmente, ser livre para ser autêntico, pensar com sua própria cabeça e agir consoante sua norma interior, amadurecida ao largo de toda vida, na resistência e na tensão com aqueles injunções.
E essa é uma luta titânica . Pois todos nascemos dentro de certas determinações que independem de nossa vontade seja na  família, na escola, na roda de amigos, na religião e na cultura que moldam nossos hábitos. Todas estas instâncias funcionam como superegos que podem ser limitadores e em alguns casos até castradores. Logicamente, estes limites desempenham uma função reguladora importante. Pelo fato de o rio possuir margens e limites é que ele chega ao mar. Mas estes podem também represar as águas que deveriam fluir. Então se esparram pelos lados e se transformam em charcos.
As atitudes e comportamentos surpreendentes do atual bispo de Roma, como gosta de se apresentar, comumente chamado  de Papa, Francisco, nos evocam esta categoria tão determinante da liberdade de espírito.

“O Reino de Deus está próximo de vós!” (Lc 10,9) 

Festa de São Lucas Evangelista 1ª Leitura: 2Tm 4, 10-17b Salmo: 144 (145) Evangelho: Lc 10, 1-9

É esta a afirmação que Jesus pede para que seus discípulos anunciem nas andanças. E a conhecemos graças a São Lucas, que hoje recordamos e agradecemos a Deus pelo seu importante papel na composição da Sagrada Escritura. O convite de Jesus estende-se a todos nós: quem quiser ser discípulo deve renunciar as comodidades e tomar a cruz. Entretanto, isso deve ser motivo de alegria para quem se propõe a tal missão. Esta felicidade leva à evangelização pelo testemunho. 
Percebamos que, segundo o Evangelho, somente duas frases devem ser anunciadas: “A paz esteja nesta casa” (v. 5) e “O Reino de Deus está próximo de vós” (v. 9). Por outro lado, há grandes ações: rezar, despojar-se e curar. É essa a missão cristã: assumir um compromisso por amor a Jesus, sem medo de servir, ser verdadeiro orante e, pelas obras e testemunho, conseguir curar as doenças do mundo. 
Levar amor onde há ódio, levar paz onde há guerra… O cristão deve ser como uma lâmpada de emergência: fica à disposição e quando se ausentar a luz, ele socorre os que estão na escuridão. - 
PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO NONO
Evangelho segundo Lucas 18, 1-8

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?».


Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos?

Antes de chegar a Jerusalém, Jesus conta aos seus discípulos a parábola do juiz e da viúva (Lucas 18, 1-8), uma pequena história tipicamente bíblica: a prova de força entre um juiz sem consciência e uma pobre viúva, arquétipo da pessoa indefesa e desamparada, que tem razão e, por isso, esgrime a sua única arma, a incansável inoportunidade. Com esta parábola, Lucas quer ilustrar um dos seus temas teológicos prediletos (a oração), ao mesmo tempo que faz o elogio da paciência ativa ou fidelidade perseverante, força invencível dos débeis que não se refugiam no desalento ou na resignação. O relato pode-se dividir em quatro partes: uma introdução; a parábola; a sua aplicação; e, por último, uma reflexão final. 

A introdução resume o tema fundamental deste ensinamento de Jesus, a perseverança na oração, com duas expressões: «orar sempre, sem desanimar» (versículo 1). A parábola põe em cena duas personagens: o juiz e a viúva que reclama justiça. Um é varão poderoso, iníquo e sem escrúpulos; ela é uma mulher pobre, indefesa e totalmente desprotegida. Graças unicamente à sua infatigável e inoportuna insistência, consegue que o juiz lhe faça justiça (versículos 2-5). Jesus utiliza esta história para fazer refletir sobre a eficácia da oração dirigida a Deus através de um argumento «a fortiori»: se um juiz iníquo e injusto está disposto a ceder perante a insistência de uma pobre viúva, quanto mais o fará o juiz justo e perfeito que é Deus (versículos 6-8a). Por outras palavras, o crente pode ter a certeza de que Deus escuta sempre a sua prece. A reflexão final convida a um exame de consciência (versículo 8b).
Os cristãos "discípulos da ideologia":
Uma doença grave. A cura é a oração
ROMA, 17 de Outubro

 No ‘caderno médico’ onde o Papa Francisco, através das homilias matutinas em Santa Marta, identifica a cada dia as ‘doenças’ que poderiam contagiar cada cristão, acrescenta hoje um novo vocábulo: ideologia. Se um cristão “se torna discípulo da ideologia, perdeu a fé” afirmou o Santo Padre na Missa de hoje. A ‘cura’ é a oração, acrescentou, e quando um cristão a abandona corre o risco de cair no moralismo e em uma atitude de isolamento.
Como sempre, uma frase do Evangelho é o ponto de partida para a homilia do Papa: "Ai de vós, legistas, porque tomastes a chave da ciência!”. A advertência de Cristo no Evangelho de Lucas (11, 47-54) vale muito bem, de acordo com o Papa, para o contexto atual: “Quando caminhamos pela rua e nos encontramos com uma igreja fechada, sentimos algo estranho”, porque “uma igreja fechada não se entende”, disse.
Às vezes, disse ele, "nos dão explicações” que nada mais são do que "desculpas" e "justificativas" que escondem a verdade, ou seja, de “que a igreja está fechada e as pessoas que passam na frente não podem entrar". Ou pior, que "o Senhor que está dentro não pode sair". "A imagem de encerramento" que Jesus retrata é, portanto, "a imagem daqueles cristãos que têm em mãos a chave, mas a levam embora, não abrem a porta” e que, não deixando entrar, “nem sequer eles entram”.
"Como é possível que um cristão caia nessa atitude de chave no bolso e porta fechada?", perguntou-se o Santo Padre. É a “falta de testemunho cristão” que faz isso. Um fato – observou – que se torna ainda mais grave “quando aquele cristão é um sacerdote, um bispo ou um Papa”.

domingo, 13 de outubro de 2013

Homilia do Papa na Santa missa 
da Jornada Mariana no Ano da Fé
ROMA, 13 de Outubro de 2013 - Publicamos a seguir o texto da homilia que o Papa Francisco pronunciou hoje na Santa Missa celebrada na praça de São Pedro por ocasião da Jornada Mariana no Ano da Fé.
Recitamos no salmo: «Cantai ao Senhor um cântico novo, porque Ele fez maravilhas» (Sl 97, 1).
Encontramo-nos hoje diante duma das maravilhas do Senhor: Maria! Uma criatura humilde e frágil como nós, escolhida para ser Mãe de Deus, Mãe do seu Criador.

Precisamente olhando Maria à luz das Leituras que acabámos de escutar, queria reflectir convosco sobre três realidades: a primeira, Deus surpreende-nos; a segunda, Deus pede-nos fidelidade; a terceira, Deus é a nossa força.
1. A primeira: Deus surpreende-nos. O caso de Naamã, comandante do exército do rei da Síria, é notável: para se curar da lepra, vai ter com o profeta de Deus, Eliseu, que não realiza ritos mágicos, nem lhe pede nada de extraordinário. Pede-lhe apenas para confiar em Deus e mergulhar na água do rio; e não dos grandes rios de Damasco, mas de um rio pequeno como o Jordão. É uma exigência que deixa Naamã perplexo e também surpreendido: Que Deus poderá ser este que pede uma coisa tão simples? A vontade primeira dele é retornar ao País, mas depois decide-se a fazê-lo, mergulha no Jordão e imediatamente fica curado (cf. 2Re 5,1-14). Vedes!? Deus surpreende-nos; é precisamente na pobreza, na fraqueza, na humildade que Ele Se manifesta e nos dá o seu amor que nos salva, cura, dá força. Pede somente que sigamos a sua palavra e tenhamos confiança n’Ele.
“Beata Maria Virgem de Fátima

com renovada gratidão pela tua presença materna
unimos a nossa voz àquela de todas as gerações
que te chamam beata.
Celebramos em ti as grandes obras de Deus,
que jamais se cansa de prostrar-se com misericórdia
sobre a humanidade, afligida pelo mal e ferida pelo pecado,
para curá-la e para salvá-la.

Acolhe com benevolência de Mãe
O ato de consagração que hoje fazemos com confiança,
diante desta tua imagem tão querida a nós.
Estamos certos de que cada um de nós é precioso aos teus olhos
e que nada é a ti estranho de tudo aquilo que habita em nossos corações.
Nos deixamos alcançar pelo teu dulcíssimo olhar
e recebemos o afago consolador do teu sorriso.

Protege a nossa vida entre os teus braços:
abençoa e reforça todo desejo de bem;
reaviva e alimenta a fé;
ampara e ilumina a esperança;
suscita e anima a caridade;
guia todos nós no caminho da santidade.

Ensina-nos o teu mesmo amor de predileção
Pelos pequenos e pelos pobres,
pelos excluídos e os sofredores,
pelos pecadores e os dispersos de coração:
reúne todos sob tua proteção
e os entrega ao teu Filho amado, o Senhor nosso Jesus.
Amém.
XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

«Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».

“Onde estão os outros nove”?

Eis a pergunta de Jesus, a esse único leproso, que se dá conta da graça recebida e volta para agradecer e seguir Jesus!

Hoje, somos convidados a projetar este sentimento de gratidão, para a esfera das nossas relações com os irmãos e com Jesus, sumo autor de todos os bens. No Evangelho, só um dos dez leprosos curados, volta para dizer “obrigado”.
A Palavra de Deus sugere-nos o exemplo, de alguém que sabe voltar atrás, para agradecer. Agradecer é,  dar graças. E dar graças, a Deus, «de Quem procede todo o dom perfeito» (Tg.1,17).
A quem dá, de graça, deve agradecer-se, com um gesto de graça sem qualquer recompensa, para que continue a ser de graça a graça recebida. A gratidão de quem recebe não pode anular a gratuidade de quem dá. A verdadeira gratidão une aquele que dá àquele que recebe, num amor gratuito, que não tem preço.
Ide mostrar-vos aos sacerdotes.
Aceitar as mediações de Deus, para que Ele possa chegar até mim e eu ir até Ele. «Ide mostrar-vos aos sacerdotes», disse Jesus. De facto, não é possível chegar à fé e ao contacto com Deus, sem passar pelo tacto das mãos ungidas do sacerdote, sem atravessar o limiar da Porta do Templo, sem aceitar a companhia de pecadores e irmãos, que  estão comigo no mesmo caminho de fé.  Não podemos percorrer sozinhas o caminho da fé.
Se a minha oração, consistir apenas em dizer «obrigado» já é bastante(Mestre Eckart, séc. XIV).

ORAÇÃO

Senhor se contigo morremos, contigo viveremos. Se contigo ficamos mais firmes, contigo reinaremos com mais certeza, pois tu és nosso Rei e Senhor. Nada é nosso tudo é pertença do teu amor infinito para com a humanidade por ti criada. Nada de Te negar, mas sim vivermos numa atitude de fé sem limites. Confirma –nos na fé e fortalece a nossa aliança para que se mantenha sempre  fiel ao teu amor. “Dilata Senhor o nosso coração para o louvor, “porque quando nos mostramos agradecidos por quanto recebemos, alargamos em nós próprios o espaço para receber um Dom ainda maior”.

domingo, 6 de outubro de 2013


Encontro com os jovens encerra visita do Papa a Assis « Franciscanos.org.br

Encontro com os jovens encerra visita do Papa a Assis « Franciscanos.org.br

“A paz franciscana não é um sentimento doce!” « Franciscanos.org.br

“A paz franciscana não é um sentimento doce!” « Franciscanos.org.br
XXVII DOMINGO COMUM
1ª Leitura: Hab 1,2-3;2,2-4
Sl 94
2ª Leitura: 2Tm 1,6-8.13-14
Evangelho:  Lc 17, 5-10
Aumenta a minha fé!
Repito com frequência.
Senhor aumenta a minha Fé.
Creio, mas a minha Fé sente-se debelitada.
Rezo-Te insistentemente, mas sei que não me basta,
Preciso de insistir no contacto com a Palavra,
Porque a minha Fé sem Palavra não sobrevive.
Sinto a minha fé enfraquecida, preciso experimentar o Teu amor.
Deixa-me repetir-Te: Aumenta a minha Fé!
Há em mim um espaço de confiança
Que me transporta ao desejo de Te saborear
Na Fé, na Esperança e no Amor.
Pela Fé abro-me ao infinito da profunda relação conTigo.
Pela Fé são mais fortes os laços que me prendem
E as relações humanas tornam-se mais paláveis…
Posso dizer que tudo vem do AMOR…
Aumenta a minha Fé! Torna a minha relação contigo mais madura…
Faz-me firme, leal e fiel no caminho da Fé.
A Tua resposta é uma admoestação para que viva da Fé,
Fé capaz de transpor montanhas…
Que eu saiba guardar com alegria o Evangelho
Que eu valorize a Fé e a fecunde na oração.
Quem viva em espírito de comunhão e serviço sendo serva fiel, simples e humilde…



Donovan | Brother Sun, Sister moon (Irmão Sol, Irmã Lua)


SÃO FRANCISCO DE ASSIS FILME COMPLETO DUBLADO EM PORTUGUES


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"O Senhor nos quer em uma Igreja que sabe abrir os braços para acolher a todos"
Texto completo da catequese da audiência geral. A Igreja nos faz encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na confissão e na eucaristia
ROMA, 02 de Outubro de 2013 - Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No “Credo”, depois de ter professado “Creio na Igreja una”, acrescentamos o adjetivo “santa”; afirmamos, isto é, a santidade da Igreja e esta é uma característica que já esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, os quais se chamavam simplesmente “os santos” (cfr At 9, 13. 32. 41; Rm 8, 27; 1 Cor 6, 1), porque tinham a certeza de que a ação de Deus, o Espírito Santo que santifica a Igreja.
Mas em que sentido a Igreja é santa se vemos que a Igreja histórica, em seu caminho ao longo dos séculos, teve tantas dificuldades, problemas, momentos sombrios? Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores? Homens pecadores, mulheres pecadoras, sacerdotes pecadores, irmãs pecadoras, bispos pecadores, cardeais pecadores, Papa pecador? Todos. Como pode ser santa uma Igreja assim?
Para responder à pergunta gostaria de guiar-me por um trecho da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que “Cristo amou a Igreja e doou a si mesmo por ela, para torná-la santa” (5, 25-26). Cristo amou a Igreja, doando todo a si mesmo na cruz. E isto significa que a Igreja é santa porque procede de Deus que é santo, lhe é fiel e não a abandona em poder da morte e do mal (cfr Mt 16, 18). É santa por que Jesus Cristo, o Santo de Deus (cfr Mc 1, 24), está unido de forma indissolúvel a esta (cfr Mt 28, 20); é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!

domingo, 29 de setembro de 2013

Reflexão para o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano C

Reflexão para o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano C
Francisco: "Se perdermos a memória de Deus também nós perdemos a consistência"
Homilia do Santo Padre na santa missa da Jornada dos catequistas
Na manhã desse domingo às 10.30 (hora de Roma), o santo padre celebrou a santa missa pela Jornada dos Catequistas, por ocasião do Ano da Fé, na praça de São Pedro. Publicamos a seguir a homilia:
1 . “Ai dos despreocupados de Sião e daqueles que se consideram tranquilos, ... deitados em leitos de marfim” (Am 6,1.4 ), comem, bebem, cantam, se divertem e não se preocupam com os problemas das outras pessoas.
Estas palavras do profeta Amós são duras, mas chamam a atenção sobre um perigo que todos nós corremos. O que é que este mensageiro de Deus denuncia, o que é que coloca diante dos olhos de seus contemporâneos e até mesmo diante de nossos olhos hoje? O risco do conforto, da comodidade, da mundanidade na vida e no coração, de colocar no centro da nossa vida o nosso bem-estar. É a mesma experiência do rico do Evangelho, que vestia roupas de luxo e todos os dias se dava abundantes banquetes; isto era importante para ele. E o pobre que estava à sua porta e não tinha nada para matar a fome? Não era problema dele, não lhe dizia respeito. Se as coisas, o dinheiro, a mundanidade se tornam o centro da vida, elas nos prendem, nos possuem e nós perdemos a nossa própria identidade de homens: olhem bem, o rico do Evangelho não tem nome, é simplesmente “um rico”. As coisas, o que possui, são o seu rosto, não tem outros.

O pobre Lázaro, o rico e a (in)justa distribuição da riqueza | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

O pobre Lázaro, o rico e a (in)justa distribuição da riqueza | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

sábado, 28 de setembro de 2013


XXVI Domingo do Tempo Comum

 
No mundo tão materialista e egoísta, o valor da generosidade perde espaço. O Evangelho deste Domingo, convida-nos a termos atitudes generosas com a vida, com os bens; ensina-nos a partilhar.
 
Não é uma condenação para os ricos e nem a salvação incondicional dos pobres. O que salvou Lázaro não foi somente a falta de bens, mas a sua humildade. Também o que condenou o rico não foi a posse dos seus bens em si mesmos, mas o mau uso deles: o esbanjamento, o egoísmo e o acumular.
 
 
O Papa, há poucos dias dizia: “às vezes também se serve os pobres, com arrogância. Algumas pessoas gabam-se, enchem a boca com os pobres; instrumentalizam os pobres, por interesses pessoais ou do próprio grupo (…) É um pecado grave, porque é ‘usar’ os necessitados, que são a carne de Jesus, para a ‘minha vaidade’. É um pecado grave! Seria melhor que estas pessoas ficassem em casa”!
A todos nós cabe semear a esperança, com obras concretas de solidariedade, ajudando quem mais precisa e no que é mais preciso, colaborando também nós, com as instituições públicas de apoio social, no respeito pelas respectivas competências! Apesar de tudo, o mais importante é que “não deixem que vos roubem a esperança. Pelo contrário: semeai-a!
Como gasto a minha vida? Onde está a minha riqueza e o que significa para mim a pobreza?
Cada minuto de nossa vida deve ser bem gasto, deve ser bem aproveitado. A cada instante podemos viver os verdadeiros valores ou deixar os dias passarem sem que a vida tenha seu êxito.
 
Para a vivência semanal
Na luz da fé, que vos abre ao amor de Deus, abri a todos um caminho de esperança!
 

Vaticano: Papa pede aos gendarmes que mantenham intrigas fora do Estado

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Catequese: Congresso internacional termina com apelos a renovação de linguagem e a «sério» catecumenato

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"A lista de Bergoglio": Testemunhas relatam ação do papa Francisco durante ditadura argentina | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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Evangelho e 2.ª leitura do 26.º Domingo: pistas para meditação | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A saudação de Paz e Bem « Franciscanos.org.br

A saudação de Paz e Bem « Franciscanos.org.br

O Crucifixo de São Damião « Franciscanos.org.br

O Crucifixo de São Damião « Franciscanos.org.br

Igreja católica, mãe de ternura e misericórdia | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Igreja católica, mãe de ternura e misericórdia | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Primeira encíclica do papa Francisco sublinha pertinência pública da fé, diz diretor da Pastoral da Cultura | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Primeira encíclica do papa Francisco sublinha pertinência pública da fé, diz diretor da Pastoral da Cultura | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

O novo papamóvel de Francisco | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

O novo papamóvel de Francisco | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Teresa Salgueiro interpreta "Cânticos da Tarde e da Manhã" nas bodas de ouro sacerdotais do bispo de Setúbal | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Teresa Salgueiro interpreta "Cânticos da Tarde e da Manhã" nas bodas de ouro sacerdotais do bispo de Setúbal | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
"A Igreja nunca fecha as portas e oferece sempre o perdão"
O pontífice convida a recordar que uma mãe 'nunca ensina o que está mal para os seus filhos', a ver os mandamentos de forma positiva e a não criar-nos ídolos materiais que depois nos escravizam
ROMA, 18 de Setembro de 2013

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje retorno ainda sobre a imagem da Igreja como mãe. Eu gosto tanto dessa imagem da Igreja como mãe. Por isto, quis retornar a ela, porque esta imagem me parece que nos diz não somente como é a Igreja, mas também qual face deveria ter sempre mais a Igreja, esta nossa mãe Igreja.
Gostaria de destacar três coisas, sempre olhando às nossas mães, a tudo aquilo que fazem, que vivem, que sofrem pelos próprios filhos, continuando aquilo que disse quarta-feira passada. Eu me pergunto: o que faz uma mãe?
1. Primeiro de tudo ensina a caminhar na vida, ensina a seguir bem na vida, sabe como orientar os filhos, procura sempre indicar o caminho certo na vida para crescerem e tornarem-se adultos. E o faz com ternura, com afeto, com amor, sempre também quando procura endireitar o nosso caminho porque nos dispersamos um pouco na vida ou tomamos caminhos que levam a um abismo. Uma mãe sabe o que é importante para que um filho caminhe bem na vida, e não aprendeu nos livros, mas aprendeu do próprio coração. A universidade das mães é o seu coração! Ali aprendem a levar adiante os próprios filhos.
A Igreja é uma mãe que só quer o bem dos filhos
Audiência geral: papa Francisco lembra que os dez mandamentos não são um "conjunto de nãos" 
e nos convida a "enxergá-los positivamente"


ROMA, 18 de Setembro de 2013 
Durante a audiência geral de hoje, na Praça de São Pedro, dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre o mistério da Igreja, o papa Francisco voltou a mencionar a imagem da "Igreja Mãe", já evocada na homilia de ontem na Casa Santa Marta.
“Eu realmente gosto dessa imagem”, disse o papa, “porque acho que ela não nos diz apenas como é a Igreja, mas também qual é o rosto que a Igreja deveria ter cada vez mais”.
O papa sublinhou alguns princípios que devem animar a educação dos filhos pela mãe. Primeiro, "ela ensina a caminhar pela vida", apontando o "caminho certo com ternura, com amor, com amor sempre, mesmo quando tenta endireitar o nosso caminho, porque saímos um pouco da rota na vida ou porque andamos na direção do abismo".
Toda mãe sabe também o que é importante para uma criança, não porque ela "aprendeu nos livros", mas porque "aprendeu com o coração".

domingo, 15 de setembro de 2013

A misericórdia é a verdadeira força que 
pode salvar o homem e o mundo
As palavras do papa Francisco no Angelus
CIDADE DO VATICANO, 15 de Setembro de 2013
Apresentamos as palavras pronunciadas pelo papa Francisco neste domingo, diante dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Angelus.  
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Na liturgia de hoje, lemos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a ovelha perdida, a moeda perdida, e a mais longa de todas as parábolas, típica de São Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho "pródigo" e o filho, que acredita ser o "justo", que crê ser santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, Deus é alegria. Interessante: Deus é alegria! E o que é a alegria de Deus? A alegria de Deus é perdoar, a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a ovelha; é a alegria de uma mulher que encontra novamente a sua moeda; é a alegria de um pai que acolhe novamente em casa, o filho que estava perdido, que era considerado morto e tornou a viver, voltou para casa. Aqui está todo o Evangelho! Aqui! Aqui está todo o Evangelho, todo o cristianismo! Mas não é sentimento, não é ser "bonzinho"! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do "câncer" que é o pecado, o mal moral, o mal espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história. Somente o amor pode fazer isso, e essa é a alegria de Deus!

Contemplar Jesus manso e sofredor

Contemplar Jesus manso e sofredor

Jesus é a esperança

Jesus é a esperança

Contemplar Jesus manso e sofredor

Contemplar Jesus manso e sofredor

Das maledicências ao amor pelo próximo

2013-09-14 L’Osservatore Romano

As tagarelices matam como e mais que as armas. Sobre este conceito o Papa Francisco voltou a falar na manhã de sexta-feira 13 de Setembro, na missa celebrada na capela de Santa Marta. Comentando as leituras do dia, tiradas da carta a Timóteo (1, 1-2. 12-14) e do Evangelho de Lucas (6, 39-42), o Pontífice realçou como o Senhor – depois de ter proposto, nos últimos dias, atitudes de mansidão, humildade e magnanimidade - «hoje nos fala do contrário», ou seja, de uma «atitude odiosa para com o próximo», a que temos quando nos tornamos «juízes do irmão».