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quinta-feira, 25 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Papa Francisco, ao chegar ao Brasil:
«Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.
Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”
Saúdo com deferência a Senhora Presidenta e os ilustres membros do seu Governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o Senhor Governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na Sede do Governo, e o Senhor Prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao Governo Brasileiro, as demais Autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Santo Padre: O mistério pascal é o coração palpitante da missão da Igreja
O Papa Francisco presidiu, na manhã deste domingo, na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística de encerramento do "Dia dos seminaristas, noviços, noviças e todos os que estão no caminho vocacional".
O evento, promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, no âmbito do Ano da Fé, reuniu de 04 a 07 deste mês, em Roma, milhares de seminaristas, noviços e noviças de vários países.
"Vocês são seminaristas, noviços e noviças, jovens em caminhada vocacional, vindos dos diversos cantos do mundo. Vocês representam a juventude da Igreja. Se a Igreja é a Esposa de Cristo, de certo modo vocês representam o seu tempo de noivado, a primavera da vocação, o período da descoberta, do discernimento, da formação. E é um período muito belo, em que se lançam as bases do futuro", disse Francisco.
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Cordial encontro do Papa com jovens em caminho de formação. Quatro "pilares" essenciais: vida espiritual, intelectual, apostólica, comunitária
Quatro os “pilares” indispensáveis para a formação dos futuros padres e pessoas consagradas, segundo o Papa Francisco: vida espiritual, vida intelectual, vida apostólica e vida comunitária. Foi um caloroso encontro o que teve encontro sábado à tarde, na Sala Paulo VI, do Vaticano, com uns seis mil jovens, rapazes e raparigas em fase de discernimento vocacional e mesmo de formação para o ministério e a vida consagrada, vindos a Roma em peregrinação, no contexto do Ano da Fé, provenientes de 66 diversos países. O Papa Francisco recordou que os sacerdotes, as religiosas e os religiosos têm de procurar a “fecundidade pastoral” capaz de dar alegria e pediu-lhes que não sejam “estéreis”.Evocando experiências pessoais de vida, com bom humor e numa linguagem coloquial, o Papa apresentou temáticas relacionadas com a vida sacerdotal e consagrada. Antes de mais a alegria: é a alegria que deve caracterizar a vida dos sacerdotes, das religiosas e dos religiosos. Quando não deixam transparecer esta alegria, tal mostra que existe uma vida de verdadeira doação, com o que representa de “paternidade e a maternidade pastoral”. “Quando um padre não é pai da sua comunidade e quando uma irmã não é mãe de todos aqueles com quem trabalha, torna-se triste”, afirmou o Papa.
sábado, 22 de junho de 2013
Papa Francisco: devemos servir a Palavra de Deus, não a idolatria da riqueza e as preocupações do mundo
2013-06-22 Rádio Vaticana
O Pontífice ressaltou que a nossa vida se fixa em três pilares: Eleição, Aliança e Promessa, acrescentando que devemos confiar-nos ao Pai no viver o presente sem ter medo daquilo que acontecerá. Concelebrada, entre outros, pelo Bispo de Santa Clara, em Cuba, Dom Arturo González, a missa teve a participação de um grupo de funcionários dos Museus Vaticanos.
"Ninguém pode servir a dois senhores." O Santo Padre desenvolveu a sua homilia partindo das palavras de Jesus que, no Evangelho deste sábado, se detém sobre o tema das riquezas e das preocupações. Jesus, disse o Papa, tem "uma ideia clara sobre isso": são "as riquezas e as preocupações do mundo" que sufocam a Palavra de Deus, esses são os espinhos que sufocam a semente caída na terra, dos quais se fala na Parábola do Semeador:
"As riquezas e as preocupações do mundo – explica-nos aí – sufocam a Palavra de Deus e não a deixam crescer. E a Palavra morre, porque não é custodiada: é sufocada. Nesse caso se serve à riqueza ou se serve à preocupação, mas não à Palavra de Deus. E também isso tem um sentido temporal, porque a Parábola é de certo modo construída – o discurso de Jesus na Parábola – no tempo, não é mesmo? Não se preocupem com o amanhã, do que fazer amanhã... E também a Parábola do Semeador é construída no tempo: semeia, depois vem a chuva e cresce. O que faz em nós, o que fazem as riquezas e o que fazem as preocupações? Simplesmente nos tomam o tempo."
Toda a nossa vida, ressaltou o Papa, está fundada em três pilares: um no passado, um no presente e outro no futuro. O pilar do passado, explicou, "é o da eleição do Senhor".
De fato, cada um de nós pode dizer que o Senhor me elegeu, me amou", "me disse 'venha'" e com o Batismo "elegeu-me para caminhar nesta estrada, a estrada cristã".
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Papa italiano apresentou-se ao mundo a 21 de junho de
1963
Lisboa, 21 jun 2013 (Ecclesia) – Paulo VI, Giovanni
Battista Montini(1897-1978), foi eleito como sucessor de João XXIII há 50 anos,
data que se assinala hoje, evocando o Papa que viria concluiu o Concílio
Vaticano II e seria o primeiro a visitar Fátima.
O então cardeal Montini era arcebispo de Milão há mais
de oito anos e tinha servido a Santa Sé na Secretaria de Estado nos
pontificados de Pio XI e Pio XII.
António Matos Ferreira, diretor do Centro de Estudos
de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, recorda em texto
publicado no Semanário ECCLESIA que o Papa Paulo VI, eleito a 21 de junho de
1963, era já “um eclesiástico amplamente conhecido e respeitado”, que tinha
acompanhado “gerações fortemente laicais e inspiradoras de novas formas de
vivência eclesial e pastoral”.
“O pontificado de Paulo VI assumiu e interpretou as
expectativas de uma modernidade motivada por confrontos ideológicos, mas também
galvanizada pela necessidade de fazer surgir um mundo novo (melhor) empenhado
na justiça, na paz e na cooperação e participação democráticas”, refere o
especialista.
Segundo Matos Ferreira, o Papa italiano não só
garantiu a prossecução do II Concílio do Vaticano “dentro do paradigma da
renovação e do dar voz à diversidade da experiência cristã”, mas também “apoiou
a ampliação desta perspetiva conciliar, não sem ter que lidar com conflitos,
hesitações e, desde cedo, com a pluralidade e a divergência de interpretações”.
“No período das três sessões conciliares que lhe coube
levar a cabo para concluir o Concílio, Paulo VI marcou a imagem da sua época
através de gestos, de modo a introduzir novos patamares de consciência entre os
católicos da época, acentuando um forte sentido de colegialidade”, observa.
Apesar de “muitas perplexidades e sentimentos
dolorosos” diante dos acontecimentos do mundo e da Igreja na época, acrescenta
o historiador, “Paulo VI deu continuidade a uma renovação da função petrina
como realidade primeiramente espiritual, despojada e de serviço”.
Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini nasceu
a 26 de setembro de 1897 na Lombardia, Itália, e foi ordenado padre em 1920,
tendo entrado ao serviço diplomático da Santa Sé.
Nomeado arcebispo de Milão em 1953, foi criado cardeal
em dezembro de 1958, por João XXIII.
Entre 1964 e 1970, Paulo VI fez nove viagens internacionais,
as primeiras de um Papa moderno, incluindo a passagem por Fátima a 13 de maio
de 1967.
O Papa italiano escreveu sete encíclicas, entre as
quais a ‘Humanae vitae’ (1968), sobre a regulação da natalidade, e a ‘Populorum
progressio’ (1967), sobre o desenvolvimento dos povos; assinou ainda a
exortação apostólica ‘Evangelii nuntiandi’ (1975), sobre a evangelização no
mundo contemporâneo, e discursou na sede da Organização das Nações Unidas, em
Nova Iorque, a 4 de outubro de 1965.
Paulo VI morreu no dia 6 de agosto de 1978.
Para recordar o Papa Montini, o jornal do Vaticano,
‘L'Osservatore Romano’, realizou um número especial de cem páginas a cores, com
fotografias e imagens raras, um perfil biográfico, alguns textos seus e um
inédito do cardeal Joseph Ratzinger, o Papa emérito Bento XVI.
O 50.º aniversário da eleição de Paulo VI está em
destaque na mais recente edição do Semanário ECCLESIA.
Francisco
deixa alertas
contra carreirismo e
aburguesamento na Igreja
Papa encontrou-se com os seus representantes
diplomáticos em todo o mundo e deixou indicações para a escolha de novos bispos
Cidade do Vaticano, 21 jun 2013 (Ecclesia) – O Papa
deixou hoje no Vaticano alertas contra o carreirismo e a “burguesia” na vida da
Igreja Católica, ao receber mais de 100 núncios (embaixadores) da Santa Sé,
incluindo o representante diplomático em Portugal.
Francisco desafiou os presentes a não “ceder ao
espírito do mundo, que leva a agir para a própria realização e não para a
glória de Deus”, à “espécie de burguesia do espírito e da vida que leva a
acomodar-se, a procurar uma vida confortável e tranquila”.
Depois de elogiar os núncios pela sua dedicação,
apesar da vida “difícil, muitas vezes em locais de conflito”, o Papa deixou
indicações sobre a “delicada missão de realizar os inquéritos para as nomeações
episcopais”.
“Estai atentos para que os candidatos sejam pastores
próximos das pessoas: este é o primeiro critério”, observou, antes de alertar
para a mentalidade de “príncipes” que leva alguns a ser “ambiciosos” e a
procurar o episcopado.
Fome no mundo: não bastam
"promessas" nem "boa vontade"
Papa Francisco recebe em audiência os
participantes da 38ª Sessão da FAO e recomenda o exemplo do Bom Samaritano
CIDADE DO
VATICANO, 20 de Junho de 2013
As soluções
possíveis para a crise econômica e alimentar são muitas e "não se limitam
ao aumento da produção", afirmou o papa Francisco na manhã de hoje, ao
receber em audiência, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, os
participantes da 38ª Sessão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação
e Agricultura (FAO), que acontece em Roma de 15 a 22 de junho.
O fato de ainda
existirem milhões de pessoas passando fome "é um verdadeiro
escândalo", afirma o papa. É preciso que "todos se beneficiem dos
frutos da terra" de modo mais justo e igualitário.
O compromisso
com os pobres e famintos do mundo, disse Francisco, não pode ser tratado
"só com boa vontade" ou, pior ainda, com "promessas" que,
muitas vezes, não são honradas. Nem a crise atual pode se tornar uma
"desculpa" para a inação: ela não será superada se "as situações
e condições de vida não forem levadas em consideração através do parâmetro da
pessoa humana e da sua dignidade".
No contexto
internacional atual, a pessoa e a sua dignidade não podem ser apenas um
"simples reclame", e sim "pilares sobre os quais construir
regras comuns e estruturas que, superando o pragmatismo e os dados meramente
técnicos, sejam capazes de eliminar as divisões e preencher as lacunas".
Devem ser
superados "os míopes interesses econômicos e as lógicas do poder de
poucos", que produzem "efeitos desagregadores na sociedade". É
necessário, ainda, combater a corrupção, que "produz privilégios para
alguns e injustiça para muitos".
Para rezar o pai-nosso: coração em paz com os irmãos
Papa Francisco
na homilia: um Deus Pai,
não um deus cósmico. Oração não é magia.
não um deus cósmico. Oração não é magia.
CIDADE DO VATICANO, 20 de Junho de 2013

Para rezar o pai-nosso, precisamos ter o coração em paz com os nossos
irmãos. É o que foi destacado nesta manhã pelo papa Francisco na missa da Casa
Santa Marta. O papa ressaltou que acreditamos em um Deus que é Pai, que está
muito perto de nós, que não é anónimo, que não é "um Deus cósmico".
“A oração não é magia”, mas um “confiar-se ao abraço do Pai”. O papa
concentrou a homilia na oração do pai-nosso, que Jesus ensinou aos discípulos e
da qual fala o evangelho de hoje. Jesus nos dá um conselho na oração: "Não
desperdicem palavras, não façam mero barulho", o barulho "do mundano,
da vaidade", disse o papa. "A oração não é uma coisa mágica, não se
faz magia com a oração. Me disseram que, quando você procura um curandeiro, ele
diz um monte de palavras para curar. Mas aquilo é pagão. O que Jesus nos ensina
é: não temos que ir até Ele com muitas palavras, porque Ele já sabe tudo”. E
completa: “A primeira palavra é pai, esta é a chave da oração. Sem dizer, sem
escutar essa palavra, não se pode orar".
"A quem eu devo orar? Ao Deus Todo-Poderoso? Distante demais. A quem
devo orar? Ao Deus cósmico? Um tanto comum nos dias de hoje, não é? Orar ao
Deus cósmico, não? Essa cultura politeísta, que tem essa cultura light… Nós
temos que rezar ao nosso Pai! É uma palavra forte: Pai. Temos que orar àquele
que nos gerou, que nos deu a vida. Ele não deu a vida ‘a todos’: todos é muito
anônimo. Ele deu a vida a você, a mim. E também orar para aquele que nos
acompanha no caminho: que conhece toda a nossa vida. Tudo: o que é bom e o que
não é tão bom assim. Ele sabe tudo. Se não começamos a oração com essa palavra,
dita não dos lábios para fora, mas de dentro do coração, então não podemos orar
‘em cristão’".
terça-feira, 18 de junho de 2013
Jesus é o
"tudo" e é disto que deriva a sua magnanimidade
Homilia do Santo Padre Francisco na missa diária
celebrada na capela da Casa Santa Marta
ROMA, 17 de
Junho de 2013 - Para os cristãos, Jesus é o "tudo" e é disto que
deriva a sua magnanimidade: esta foi a mensagem enfatizada pelo papa Francisco
na missa desta manhã na Casa Santa Marta.
O papa reiterou
que a justiça trazida por Jesus é superior à dos escribas, ao “olho por olho,
dente por dente”. Na missa, que foi concelebrada pelo cardeal Attilio Nicora,
estavam presentes, entre outros, os funcionários da Autoridade de Informação
Financeira e um grupo de funcionários dos Museus do Vaticano, acompanhados pelo
diretor administrativo, dom Paolo Nicolini. Também participou da missa o
cardeal arcebispo de Manila, Luis Antonio Tagle.
"Se alguém
te bater na face direita, oferece-lhe também a outra". O papa Francisco
centrou a homilia nestas palavras perturbadoras de Jesus aos discípulos. Esse
tapa, observou o pontífice, já "se tornou um clássico para ridicularizar
os cristãos". Na vida, afinal, a "lógica do dia-a-dia" nos diz que
"devemos lutar, devemos defender o nosso espaço" e, se nos derem um
tapa, "vamos devolver dois, para nos defender". Além disso,
prosseguiu Francisco, “quando eu aconselho os pais sobre como repreender seus
filhos, sempre alerto: ‘Mas nunca batam na face deles’, porque ‘a face é a
dignidade’. Jesus, no entanto, nos surpreende: depois de falar sobre oferecer a
outra face, ele nos ensina a entregar também o nosso manto, a despojar-nos de
tudo”.
Vamos em busca
das 99 ovelhas perdidas
Na abertura do
Congresso da Diocese de Roma,
o Papa Francisco convida a não ceder
à "deusa
lamentação"
ROMA, 17 de Junho de 2013
O Papa Francesco abriu hoje o
Congresso da Diocese de Roma sobre o tema Eu não tenho vergonha do evangelho.
O evento inaugurado na Sala Paulo VI, no Vaticano, continuará terça-feira na
Catedral de São João de Latrão e terminará quarta-feira nas diversas paróquias
da diocese.
A Sala Paulo VI, que normalmente hospeda a Audiência de quarta-feira, de
repente, revelou-se demasiado pequena para a quantidade de ouvintes.
Participaram do encontro pelo menos quinze mil pessoas.
Francisco recordou que "alguns cristãos parecem devotos da deusa
lamentação" e sublinhou que "o mundo é mundo, o mesmo de cinco
séculos" e que é necessário "dar um testemunho forte e ir em
frente", mas também "suportar as coisas que não podem mudar". O
Santo Padre convidou "com coragem e paciência a sairmos de nós mesmos e ir
ao encontro da comunidade para convidar as pessoas”.
E acrescentou: "Seja em todos os lugares portadores da palavra de
vida, em seus bairros, onde as pessoas estiverem", e recordou a figura do
Bom Pastor, que deixa as noventa e nove ovelhas para procurar a perdida.
"Queridos irmãos, temos uma e noventa e nove estão desaparecidas,
vamos buscá-las", peçamos "a graça de sair para anunciar o
Evangelho", porque "é mais fácil ficar em casa com uma ovelha,
escová-la, acariciá-la". Então, exclamou: "Mas o Senhor nos
quer, nós sacerdotes, e também vocês, cristãos, pastores, e não ‘escovadores’
de ovelhas ...".
O Papa concluiu dizendo que "Deus nos dá esta graça gratuitamente, e
nós gratuitamente devemos dar".
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Missa do Papa
em Santa Marta
O nada e o tudo do cristão
«O nada é semente de guerra, sempre; porque é semente de egoísmo. O tudo é
Jesus». É na compreensão correcta deste binómio que se fundam a mansidão e a
magnanimidade, que distinguem o cristão, disse o Papa Francisco na manhã de 17
de Junho, durante a missa na capela da Domus Sanctae Marthae, concelebrada
entre outros pelo cardeal Attilio Nicora, presidente da Agência de informação
financeira (Aif); estavam presentes alguns dos seus colaboradores e um grupo de
empregados dos Museus do Vaticano.
Comentando as leituras do dia – tiradas da segunda carta de são Paulo aos
Coríntios (6, 1-10) e do Evangellho de Mateus (5, 38-42) – o Pontífice meditou
sobre o significado de «um clássico» dos ensinamentos evangélicos, ou seja, o
sentido do que Jesus diz a propósito da bofetada recebida no rosto, à qual o
cristão responde oferecendo a outra face, algo que vai contra a lógica do
mundo, disse o Papa, segundo a qual a uma ofensa é preciso responder com uma
reacção igual e contrária, porque «devemos defender-nos, devemos lutar, devemos
defender o nosso lugar. E se alguém nos dá uma bofetada, nós daremos duas, para
nos defender. Esta é a lógica normal, não é?».
Deus leva à vida ao passo que seguir
os ídolos leva à morte
Homilia do Papa Francisco pronunciada na
Santa Missa
por ocasião da Jornada pela Vida
CIDADE DO
VATICANO, 16 de Junho de 2013
Às 10:30 de hoje, XI Domingo do Tempo Comum, na Praça de São Pedro, o
Santo Padre Francisco celebrou a missa pela Jornada Evangelium Vitae, por
ocasião do Ano da Fé. Apresentamos a seguir o texto da homilia pronunciada pelo
Papa após a leitura do Santo Evangelho.
Amados irmãos e
irmãs!
Esta celebração
tem um nome muito belo: o Evangelho da Vida. Com esta Eucaristia, no Ano da Fé, queremos agradecer ao Senhor pelo dom da vida, em todas as suas
manifestações, e ao mesmo tempo queremos anunciar o Evangelho da Vida.
Partindo da Palavra
de Deus que escutámos, gostava de vos propor simplesmente três pontos de
meditação para a nossa fé: primeiro, a Bíblia revela-nos o Deus Vivo, o Deus
que é Vida e fonte da vida; segundo, Jesus Cristo dá a vida e o Espírito Santo
mantém-nos na vida; terceiro, seguir o caminho de Deus leva à vida, ao passo
que seguir os ídolos leva à morte.
1. A primeira
leitura, tirada do Segundo Livro de Samuel, fala-nos de vida e de morte. O rei
David quer esconder o adultério cometido com a esposa de Urias, o hitita, um
soldado do seu exército, e, para o conseguir, manda colocar Urias na linha da
frente para ser morto em batalha. A Bíblia mostra-nos o drama humano em toda a
sua realidade, o bem e o mal, as paixões, o pecado e as suas consequências.
Quando o homem quer afirmar-se a si mesmo, fechando-se no seu egoísmo e
colocando-se no lugar de Deus, acaba por semear a morte. Exemplo disto mesmo é
o adultério do rei David. E o egoísmo leva à mentira, pela qual se procura
enganar a si mesmo e ao próximo. Mas, a Deus, não se pode enganar, e ouvimos as
palavras que o profeta disse a David: Tu praticaste o mal aos olhos do Senhor
(cf. 2 Sam 12, 9).
O rei vê-se confrontado com as suas obras
de morte– na verdade o que ele fez é uma obra de morte, não de vida! –,
compreende e pede perdão: «Pequei contra o Senhor» (v. 13); e Deus
misericordioso, que quer a vida e sempre nos perdoa, perdoa-lhe, devolve-lhe a
vida; diz-lhe o profeta: «O Senhor perdoou o teu pecado. Não morrerás». Que
imagem temos de Deus? Quem sabe se nos aparece como um juiz severo, como alguém
que limita a nossa liberdade de viver?! Mas toda a Escritura nos lembra que
Deus é o Vivente, aquele que dá a vida e indica o caminho da vida plena.
Penso
no início do Livro do Génesis: Deus plasma o homem com o pó da terra,
insufla nas suas narinas um sopro de vida e o homem torna-se um ser vivente
(cf. 2, 7). Deus é a fonte da vida; é devido ao seu sopro que o
homem tem vida, e é o seu sopro que sustenta o caminho da nossa existência
terrena. Penso também na vocação de Moisés, quando o Senhor Se apresenta como o
Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, como o Deus dos viventes; e, quando enviou
Moisés ao Faraó para libertar o seu povo, revela o seu nome: «Eu sou aquele que
sou», o Deus que Se torna presente na história, que liberta da escravidão, da
morte e traz vida ao povo, porque é o Vivente. Penso também no dom dos Dez
Mandamentos: uma estrada que Deus nos indica para uma vida verdadeiramente
livre, para uma vida plena; não são um hino ao «não» – não deves fazer isto, não
deves fazer aquilo, não deves fazer aqueloutro… Não! – São um hino ao «sim» dito
a Deus, ao Amor, à vida. Queridos amigos, a nossa vida só é plena em
Deus,porque só Ele é o Vivente!
domingo, 16 de junho de 2013
Papa convida
humanidade a acolher Deus que liberta dos ídolos e escravidões
Cidade do Vaticano, 16 jun 2013 (Ecclesia) – O Papa
presidiu hoje no Vaticano à missa conclusiva da jornada mundial «Evangelho da
Vida», que reuniu dezenas de milhares de pessoas, pedindo que a humanidade
acolha a mensagem de Deus e renuncie aos “ídolos”.
“Digamos sim ao amor e não ao egoísmo, digamos sim à
vida e não à morte, digamos sim à liberdade e não à escravidão dos numerosos
ídolos do nosso tempo; numa palavra, digamos sim a Deus, que é amor, vida e
liberdade, e jamais desilude”, declarou, na homilia da missa que decorreu na
Praça de São Pedro.
Francisco recordou as ideologias e lógicas que “põem
obstáculos à vida, que não a respeitam, porque são ditadas pelo egoísmo, o
interesse pessoal, o lucro, o poder, o prazer”.
“É a persistente ilusão de querer construir a cidade
do homem sem Deus, sem a vida e o amor de Deus: uma nova Torre de Babel; é
pensar que a rejeição de Deus, da mensagem de Cristo, do Evangelho da vida leve
à liberdade, à plena realização do homem”, observou, perante uma multidão que
incluía cerca de 35 mil motards reunidos em Roma para um encontro que celebra o
110.º aniversário da marca Harley-Davidson.
“Quando o homem quer afirmar-se a si mesmo, fechando-se
no seu egoísmo e colocando-se no lugar de Deus, acaba por semear a morte”,
acrescentou.
O Papa frisou que a celebração «Evangelium Vitae», o
Evangelho da Vida, inserida no calendário do Ano da Fé (outubro de
2012-novembro de 2013) quis “agradecer ao Senhor pelo dom da vida”.
“Amados irmãos e irmãs, consideremos Deus como o Deus
da vida, consideremos a sua lei, a mensagem do Evangelho como um caminho de
liberdade e vida. O Deus Vivo faz-nos livres”, pediu Francisco.
sábado, 15 de junho de 2013
Reconhecer-se com sinceridade
Como frágeis e pecadores
CIDADE DO VATICANO, 14 de Junho de 2013
A única maneira
de receber verdadeiramente o dom da salvação de Cristo é reconhecer-se com
sinceridade como frágeis e pecadores, evitando toda forma de autojustificação.
Esta foi uma das ideias desenvolvidas na homilia do papa Francisco na missa
desta manhã, na capela da Casa Santa Marta.
Com o papa,
concelebraram o prefeito e secretário da Congregação para o Clero, cardeal Mauro
Piacenza, e o arcebispo Celso Morga, acompanhados pelos presbíteros e pelo
pessoal do dicastério. De acordo com a Rádio Vaticano, também estiveram
presentes o cardeal Giuseppe Bertello, o bispo de Humahuaca, na
Argentina, dom Pedro Olmedo Rivero, e o bispo emérito de Daet, Filipinas, dom
Benjamin Almoneda.
Somos pecadores
Consciente de
ser um frágil recipiente de barro, o guardião de um grande tesouro recebido de
forma totalmente gratuita: este é o seguidor de Cristo perante o Senhor.
Francisco concentra a sua reflexão na Carta de Paulo aos cristãos de Corinto,
mediante a qual ele explica que o "poder extraordinário" da fé é obra
de Deus, vertida em homens pecadores, como em "vasos de barro". Mas
da relação "entre a graça e o poder de Jesus Cristo" e nós, pobres
pecadores, brota "o diálogo da salvação." Esse diálogo, acrescenta o
papa, deve evitar, no entanto, qualquer "autojustificação; (...) deve ser
feito do jeito que nós somos".
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Junho de 1963: A dor e o júbilo na colina do
Vaticano
Quando se celebra o cinquentenário da morte de João XXIII e o mesmo número
de anos da eleição de Paulo VI, duas palavras atravessam a memória dos
cristãos: dor e júbilo. Dois conceitos que marcaram o mundo católico, e não só,
no mês de junho de 1963.
Quando se celebra o cinquentenário
da morte de João XXIII e o mesmo número de anos da eleição de Paulo VI, duas
palavras atravessam a memória dos cristãos: dor e júbilo. Dois conceitos que
marcaram o mundo católico, e não só, no mês de junho de 1963.
Com a morte do Papa que convocou o
II Concílio do Vaticano, a tristeza invadiu todos os continentes. O homem que
escreveu a encíclica «Pacem in Terris» foi “o amigo do homem actual” e deixou
uma “carta aberta ao universo” (Urbano Duarte, Elogio fúnebre pronunciado na Sé
Nova de Coimbra, durante as exéquias solenes da diocese, na tarde de 11 de
Junho de 1963) (In: Revista Estudos – órgão do CADC, Junho de 1963, nº 418).
A «Pacem in Terris» é um diálogo com
todos os homens, convidando-os a colaborar no sentido de que se estabeleça a
paz entre eles e as nações. “É o código dos direitos do homem, agora sem
suspeita subversiva, porque selado pelo anel do pescador”, referiu Urbano
Duarte. Antes da referida encíclica de João XXIII, os textos pontifícios
situavam-se “dentro da igreja” e a sua “influência nos acontecimentos externos
verificava-se por acção indirecta”. A «Pacem in Terris» abre confiadamente a
porta da Igreja, para que a voz do Papa seja “escutada” não apenas pelos
cristãos, mas por todos os homens. A todos, o Papa que faleceu a 03 de junho de
1963 se dirige com simplicidade, “sem argúcias habilidosas, sem avisos nem
anátemas de severo mentor.” (In: Revista Estudos – órgão do CADC, Junho de
1963, nº 418).
Não falem mal uns dos outros
Homilia do Papa
Francisco na missa desta manhã na capela da Casa Santa Marta
CIDADE DO VATICANO, 13 de Junho de 2013
Que Deus nos
conceda a graça de prestar atenção aos comentários que fazemos sobre os outros:
esta foi a ideia central da homilia do papa Francisco na missa desta manhã, na
Casa Santa Marta.
O papa fez a
homilia em espanhol, com a presença dos funcionários das embaixadas e
consulados da Argentina na Itália e junto à FAO. “Desde o dia 26 de fevereiro
que eu não celebrava a missa em espanhol", disse o papa. "Estou muito
feliz", completou, e agradeceu aos participantes pelo trabalho que fazem em
prol do seu país.
"Que a sua
justiça seja maior que a dos fariseus": Francisco explicou sua homilia
partindo da exortação que Jesus fez aos discípulos. Palavras que vêm depois das
bem-aventuranças e depois de Jesus afirmar que não veio para dissolver a lei,
mas para levá-la a cumprimento. A reforma de Cristo, destacou o papa, "é
uma reforma que não rompe, uma reforma na continuidade: da semente até o
fruto". Aquele que "entra na vida cristã tem exigências superiores às
dos outros; não tem vantagens superiores", advertiu.
Jesus menciona
algumas dessas necessidades e toca em particular "no tema da relação
negativa com os irmãos". Quem fala mal dos outros, diz Jesus, "merece
o inferno". Se no seu coração existe "algo de negativo" no
tocante ao seu irmão, então "existe algo que não funciona. Você tem que se
converter, tem que mudar". E mais: "A ira é um insulto contra o
irmão, é algo que o mata”. Francisco observou também que, em especial na
tradição latina, existe uma certa "criatividade maravilhosa" para
inventar qualificativos: "Quando esse apelido é amistoso, tudo bem; o
problema é quando existe o outro tipo de apelidos”, quando acontece “o
mecanismo do insulto, uma forma de denegrir os outros”.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
O QUE QUER DIZER POVO DE DEUS?
Catequese do Papa Francisco na Audiência
Geral dessa quarta-feira.
ROMA, 12 de
Junho de 2013
Publicamos a
seguir a catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral da Quarta-feira,
na Praça de São Pedro:
Queridos irmãos
e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria
de concentrar-me brevemente sobre um dos termos com o qual o Concílio Vaticano
II definiu a Igreja, aquele do “Povo de Deus” (cfr. Const. Dog. Lumen Gentium,
9; Catecismo da Igreja Católica, 782). E o faço com algumas perguntas, sobre as
quais cada um poderá refletir.
1. O que
significa dizer ser “Povo de Deus”? Antes de tudo quer dizer que Deus não
pertence propriamente a algum povo; porque Ele nos chama, convoca-nos,
convida-nos a fazer parte do seu povo, e este convite é dirigido a todos, sem
distinção, porque a misericórdia de Deus “quer a salvação para todos” (1 Tm 2,
4). Jesus não diz aos Apóstolos e a nós para formarmos um grupo exclusivo, um
grupo de elite. Jesus diz: ide e fazei discípulos todos os povos (cfr Mt 28,
19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, “não há judeu nem grego…
pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gal 3, 28). Gostaria de dizer também a
quem se sente distante de Deus e da Igreja, a quem está temeroso ou
indiferente, a quem pensa não poder mais mudar: o Senhor chama também você a
fazer parte do seu povo e o faz com grande respeito e amor! Ele nos convida a
fazer parte deste povo, povo de Deus.
2. Como
tornar-se membros deste povo? Não é através do nascimento físico, mas através
de um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer
do alto, da água e do Espírito para entrar no Reino de Deus (cfr Jo 3, 3-5). É
através do Batismo que nós somos introduzidos neste povo, através da fé em
Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e crescer em toda a nossa vida.
Perguntamo-nos: como faço crescer a fé que recebi no Batismo? Como faço crescer
esta fé que eu recebi e que o povo de Deus possui?
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Deus é mais forte do que o mal
Papa Francisco convida quem está longe da Igreja a aproximar-se dela e pede «portas abertas»
Cidade do Vaticano, 12 jun 2013 (Ecclesia) – O Papa convidou hoje os católicos a professarem a convicção de que Deus é “mais forte” do que o mal e colocou as dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro a repetirem essa frase.
“À nossa volta, basta abrir um jornal, vemos que há presença do mal, o diabo atua, mas gostaria de dizer em voz alta: Deus é mais forte. Quero acrescentar que a realidade, às vezes sombria, marcada pelo mal, pode mudar, se nós levarmos em primeiro lugar a luz do Evangelho”, declarou Francisco, na catequese da audiência pública semanal.
terça-feira, 11 de junho de 2013

Papa afirma que uma Igreja rica «envelhece» e perde vida
Francisco convida a anunciar mensagem cristã com gratuidade e pobreza
Cidade do Vaticano, 11 jun 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a Igreja Católica deve evitar as riquezas para se manter fiel à sua missão e não se reduzir a uma ONG como outras.
“Quando encontramos apóstolos que querem fazer uma Igreja rica e uma Igreja sem a gratuidade do louvor, a Igreja envelhece, a Igreja torna-se uma ONG, a Igreja não tem vida”, alertou, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.
Para Francisco, a Igreja não é uma ONG, mas “outra coisa, mais importante” e a pobreza deve ser um sinal da “gratuidade” que está na sua origem.
“O anúncio do Evangelho deve seguir pela estrada da pobreza”, acrescentou o Papa, frisando que é esta atitude que leva os católicos a evitar a tentação de se tornarem “organizadores, empresários”.
Francisco admitiu que algumas das obras da Igreja são “complexas”, mas disse que é preciso cuidar delas “com coração de pobreza, não com coração de investimento”.
“São Pedro não tinha uma conta no banco e quando teve de pagar os seus impostos, o Senhor mandou ao mar para pescar e encontrar a moeda dentro do peixe”, referiu.
Jesus, prosseguiu, disse aos seus discípulos que não procurassem “ouro nem prata” e pediu que anunciassem a sua mensagem gratuitamente.
“A pregação evangélica nasce da gratuidade, do espanto da salvação que chega e aquilo que recebo gratuitamente devo oferecê-lo gratuitamente”, observou.
O Papa advertiu, por outro lado, para o risco do “proselitismo” quando a Igreja cede à “tentação” de procurar forças fora da gratuidade.
Nesse sentido, a intervenção citou Bento XVI para afirmar que “a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”.
Levemos Deus ao mundo
e o mundo a Deus
Mensagem do
papa Francisco no encerramento do congresso eucarístico alemão
ROMA, 10 de Junho de 2013
“Todos nós temos o compromisso de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus”, declarou o papa Francisco na mensagem que foi lida
ontem pela manhã, antes da missa de encerramento do Congresso Eucarístico
Nacional alemão, realizado na cidade de Colônia com o tema “Senhor, a quem
iremos?”, do qual participaram tanto católicos alemães quanto fiéis de países
vizinhos.
A celebração
eucarística foi presidida pelo cardeal Paul Josef Cordes, presidente emérito do
Conselho Pontifício “Cor Unum” e enviado especial do santo padre.
“Senhor, a quem
iremos?” é a pergunta do apóstolo Pedro, porta-voz dos seguidores fiéis,
perante a incompreensão de muitas pessoas que escutavam Jesus e queriam se
aproveitar dele por egoísmo. Ao nos fazermos esta pergunta, escreve o papa na
mensagem, embora ela “talvez seja mais titubeante em nossa boca do que nos
lábios de Pedro, a nossa resposta, como a do apóstolo, só pode ser a pessoa de
Jesus”, que “viveu há dois mil anos”, mas a quem “podemos encontrar também no
nosso tempo quando escutamos a sua Palavra e quando estamos perto dele, de modo
único, na eucaristia”.
Daí o convite
de Francisco: “Não vamos deixar a nossa santa missa cair numa rotina
superficial! Que ela seja cada vez mais profunda para nós!” O papa explica que
é precisamente a sua profundidade o que nos insere na imensa obra de salvação
de Cristo, para afinarmos a nossa “visão espiritual” graças ao seu amor. E
acrescenta que é preciso “aprender a viver a missa”, como pedia o beato João
Paulo II, “recordando que, para isto, contamos com o auxílio da adoração
perante o Senhor eucarístico no tabernáculo e com o recebimento do sacramento
da reconciliação”.
As bem-aventuranças
são os novos mandamentos
Papa Francisco:
a verdadeira liberdade é a "liberdade do Espírito Santo", que exige
"a abertura do coração"
CIDADE DO VATICANO, 10 de Junho de 2013
Mais uma vez, o papa Francisco se concentra no verdadeiro significado da
liberdade para os cristãos. Na missa matinal celebrada na Casa Santa Marta, o
papa começou a homilia com as palavras de São Paulo, que, na primeira leitura
de hoje (2 Cor 1,1-7), fala de "consolação" para os cristãos do seu
tempo, chamados a evangelizar em meio a um clima de perseguição.
A consolação, disse o Santo Padre, é "a presença de Deus em nosso
coração", onde nosso Senhor só pode entrar se lhe abrirmos a porta, ou
seja, mediante a nossa "conversão". Encontrar Jesus e segui-lo
implica uma "mudança de vida", que torna "necessária uma força
especial de Deus".
Viver "na consolação do Espírito Santo" é uma das condições
necessárias para a "salvação", acrescentou o papa, recordando que
aqueles que vivem "na consolação do espírito do mundo" se enquadram
claramente no "pecado".
Entre o pecado e a salvação é impossível "negociar", frisou. Não
por acaso, o evangelho nos recorda que "não se pode servir a dois
senhores". A abertura ao "Espírito do Senhor" nos leva às
bem-aventuranças, o tema do evangelho de hoje (cf. Mt 5,1-12a).
As bem-aventuranças, disse Francisco, "não podem ser entendida apenas
com a inteligência humana": para compreendê-las, é necessário ter "um
coração aberto" à "consolação do Espírito Santo". Sem essa
predisposição da alma, as bem-aventuranças podem parecer "bobas"; no
entanto, elas são "novos mandamentos".
domingo, 9 de junho de 2013
Palavras do
Papa Francisco durante o Angelus
CIDADE DO VATICANO, 09 de Junho de 2013
Publicamos aqui as palavras que o Santo Padre pronunciou às 12h de
hoje aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São
Pedro antes da habitual oração do Angelus.
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O mês de junho é tradicionalmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, a
mais alta expressão humana do amor divino. Precisamente sexta-feira passada, de
fato, celebramos a Solenidade do Sagrado Coração de Cristo, e esta festa dá o
tom para todo o mês. A piedade popular valoriza muito os símbolos, e o Coração
de Jesus é o símbolo por excelência da misericórdia de Deus; mas não é um
símbolo imaginário, é um símbolo real, que representa o centro, a fonte de onde
jorrou a salvação para toda a humanidade.
Nos Evangelhos encontramos várias referências ao Coração de Jesus, por
exemplo, na passagem onde Cristo mesmo diz: "Vinde a mim, todos os que
estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração "(Mt 11, 28-29). Chave, então, é a narração da morte de Cristo
segundo João. Este evangelista de fato testemunha o que viu no Calvário, ou
seja, que um soldado, quando Jesus já estava morto, perfurou o seu lado com a
lança e daquela ferida saiu sangue e água (cf. Jo 19, 33-34). João reconheceu
naquele sinal, aparentemente aleatório, o cumprimento das profecias: do coração
de Jesus, Cordeiro imolado na cruz, jorra para todos os homens o perdão e a
vida.
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