segunda-feira, 6 de agosto de 2012


Tema: A fuga de Santa Clara

Aproximava-se a solenidade de Ramos, quando a jovem, de fervoroso coração, foi ter com o homem de Deus, Francisco de Assis, para saber e como devia fazer para mudar de vida. Ordeno-lhe o pai Francisco, que no dia da festa, bem vestida e elegante fosse receber a palma no meio da multidão e que, de noite, deixando o acampamento trocasse as alegrias mundanas pelo luto da Paixão do Senhor.

Quando chegou o Domingo, a jovem fez o que Francisco pediu. Aconteceu um oportuno presságio: os outros se apressaram a pegar os ramos, mas Clara ficou parada em seu lugar por recato, e o Pontífice desceu os degraus, aproximou-se dela e lhe colocou a palma nas mãos. De noite, dispondo-se a cumprir a ordem do santo, empreendeu a ansiada fuga em discreta companhia.

Não querendo sair pela porta habitual, com as próprias mãos abriu outra obstruída por pesados troncos e pedras, com uma força que lhe pareceu extraordinária.

E assim abandonando o lar, a cidade e os familiares, correu a Santa Maria da Porciúncula, onde os frades, que diante do altar de Deus faziam uma santa vigília, receberam com tochas a virgem Clara ( ... ) Com os cabelos cortados pela mão dos frades, abandonou seus ornatos variados.

Mal a notícia chegou a seus familiares, e eles, com o coração dilacerado, reprovaram a ação e os projetos da moça. Juntaram-se e correram ao lugar para tentar conseguir o impossível. ( ... ) Mas ela segurou as toalhas do altar e mostrou a cabeça tonsurada, garantindo que jamais poderiam afastá-la do serviço de Cristo. 
Fontes Clarianas. Fontes históricas. Legenda Santa Clara 7-8. Pág. 34-35

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