domingo, 6 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
Evangelho segundo S. João 14,7-14.
Naquele tempo, disse Jesus
aos seus discípulos: «Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai.
E já O conheceis, pois estais a vê-lO.»
Disse-lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!»
Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e não me ficaste a
conhecer, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, 'mostra-nos
o Pai'?
Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As coisas que Eu vos digo não
as manifesto por mim mesmo: é o Pai, que, estando em mim, realiza as suas
obras.
Crede-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim; crede, ao menos, por causa
dessas mesmas obras.
Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim também fará as obras que Eu
realizo; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai,
e o que pedirdes em meu nome Eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a
glória do Pai.
Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei.»
terça-feira, 1 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Evangelho segundo S. João 10,1-10.
Naquele tempo, disse Jesus:
«Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no redil das
ovelhas, mas sobe por outro lado, é um ladrão e salteador. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas.A esse o porteiro abre-a e as ovelhas escutam a sua voz. E ele chama as suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes e fá-las sair.
Depois de tirar todas as que são suas, vai à frente delas, e as ovelhas seguem-no, porque reconhecem a sua voz.
Mas, a um estranho, jamais o seguiriam; pelo contrário, fugiriam dele, porque não reconhecem a voz dos estranhos.»
Jesus propôs-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que lhes dizia.
Então, Jesus retomou a palavra: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas.
Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes prestaram atenção.
Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem.
O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
domingo, 29 de abril de 2012
João 10,11-18.
Naquele tempo, disse Jesus:
«Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, e o que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o
lobo e abandona as ovelhas e foge e o lobo arrebata-as e espanta-as, porque é mercenário e não lhe importam as ovelhas.
Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-me, assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e ofereço a minha vida pelas
ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também estas Eu preciso de
as trazer e hão-de ouvir a minha voz; e haverá um só rebanho e um só pastor. É por isto que meu Pai me tem amor: por Eu oferecer a minha vida, para a
retomar depois. Ninguém ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer
e poder de a retomar. Tal é o encargo que recebi de meu Pai.»
percorre as ravinas
para chegar até à ovelha perdida. Mesmo que a encontre em mau estado, não Se
encoleriza mas, tocado pela compaixão, põe-na aos ombros e, com a Sua própria
fadiga, cura a ovelha fatigada (cf. Lc 15,4ss).
É com razão que Cristo proclama: Eu Sou o Bom Pastor, «procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente (Ez 34,16). Eu vi o rebanho dos homens acabrunhado pela doença; vi os meus cordeiros irem para onde moram os demónios; vi o Meu rebanho despedaçado pelos lobos. Vi tudo isto e não foi do alto. Foi por isso que tomei a mão dissecada pelo mal como se tivesse sido mordida por um lobo; libertei aqueles que a febre tinha aprisionado; ensinei a ver aquele que tinha os olhos fechados desde o seio da sua mãe; retirei Lázaro do túmulo onde jazia já há quatro dias (Mc 3,5; 1,31; Jo 9; 11). «Porque Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas Suas ovelhas».
Os profetas conheceram este pastor visto que, bem antes da Sua Paixão, já Ele anunciava o que estaria para vir: «Foi maltratado, mas humilhou-se e não abriu a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53,7). Como uma ovelha, o pastor expôs a sua garganta pelas suas ovelhas. [...] Pela Sua morte, remediou a morte; pelo Seu túmulo, esvaziou os túmulos. [...]
Os túmulos estão tristes e a prisão está fechada enquanto o pastor, descido da cruz, não vem trazer às Suas ovelhas encarceradas a alegre notícia da libertação. Vemo-Lo nos infernos, onde dá a ordem de libertação (1Pe 3,19); vemo-Lo chamar de novo as Suas ovelhas, chamá-las como as chamou da morada dos mortos para a vida. «O bom pastor dá a vida pelas Suas ovelhas.» É assim que Ele Se propõe ganhar a afeição das Suas ovelhas e aquelas que sabem ouvir a Sua voz amam a Cristo.
Comentário
ao Evangelho do dia feito por : Basílio de Seleuceia - Oratio 26
«Eu sou o bom pastor; conheço as Minhas ovelhas e as
Minhas ovelhas conhecem-Me»
Olhemos para o nosso pastor: Cristo. [...] Ele
alegra-Se com as Suas ovelhas que estão perto de Si e vai à procura das que se
perderam. Não Lhe fazem medo as montanhas nem as florestas;
percorre as ravinas
para chegar até à ovelha perdida. Mesmo que a encontre em mau estado, não Se
encoleriza mas, tocado pela compaixão, põe-na aos ombros e, com a Sua própria
fadiga, cura a ovelha fatigada (cf. Lc 15,4ss).É com razão que Cristo proclama: Eu Sou o Bom Pastor, «procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente (Ez 34,16). Eu vi o rebanho dos homens acabrunhado pela doença; vi os meus cordeiros irem para onde moram os demónios; vi o Meu rebanho despedaçado pelos lobos. Vi tudo isto e não foi do alto. Foi por isso que tomei a mão dissecada pelo mal como se tivesse sido mordida por um lobo; libertei aqueles que a febre tinha aprisionado; ensinei a ver aquele que tinha os olhos fechados desde o seio da sua mãe; retirei Lázaro do túmulo onde jazia já há quatro dias (Mc 3,5; 1,31; Jo 9; 11). «Porque Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas Suas ovelhas».
Os profetas conheceram este pastor visto que, bem antes da Sua Paixão, já Ele anunciava o que estaria para vir: «Foi maltratado, mas humilhou-se e não abriu a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53,7). Como uma ovelha, o pastor expôs a sua garganta pelas suas ovelhas. [...] Pela Sua morte, remediou a morte; pelo Seu túmulo, esvaziou os túmulos. [...]
Os túmulos estão tristes e a prisão está fechada enquanto o pastor, descido da cruz, não vem trazer às Suas ovelhas encarceradas a alegre notícia da libertação. Vemo-Lo nos infernos, onde dá a ordem de libertação (1Pe 3,19); vemo-Lo chamar de novo as Suas ovelhas, chamá-las como as chamou da morada dos mortos para a vida. «O bom pastor dá a vida pelas Suas ovelhas.» É assim que Ele Se propõe ganhar a afeição das Suas ovelhas e aquelas que sabem ouvir a Sua voz amam a Cristo.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
S. João 6,44-51.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode
vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair; e Eu hei-de ressuscitá-lo no
último dia.
Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Todo aquele que
escutou o ensinamento que vem do Pai e o entendeu vem a mim. Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em
Deus: esse é que viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram.
Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá. Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá
eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, Doutora da Igreja
Caminho de Perfeição, cap. 33-34 (Obras completas, Edições Carmelo, 2000)
«Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele,
não morrerá»
Vendo o bom Jesus a necessidade, buscou um meio
admirável por onde nos mostrou o máximo de amor que nos tem, e em Seu nome e no
de Seus irmãos fez esta petição: «O pão nosso de cada dia nos dai hoje» (Mt
6,11). [...] Era mister vermos o Seu [amor] para despertarmos, e isto não uma
vez, mas cada dia; por isso Se deve ter determinado a ficar connosco. [...]
Tenho reparado que só nesta petição duplica as palavras, porque diz primeiro e
pede que Lhe deis este pão de cada dia, e torna a dizer: «dai-no-lo hoje,
Senhor». Põe-Se diante de Seu Pai, como a dizer-Lhe: já que uma vez no-Lo deu
para que morresse por nós, já que é «nosso», não no-Lo torne a tirar, mas O
deixe servir cada dia, até se acabar o mundo. [...] O Ele ser nosso cada dia é
porque O possuímos aqui na terra e O possuiremos também no céu, se nos
aproveitarmos bem da Sua companhia. [...]
O dizer «hoje» me parece que é para um dia, isto é, enquanto durar o mundo, e
não mais. E é bem verdade que é um só dia! [...] E assim Lhe diz Seu Filho que,
pois não é mais que um dia, Lho deixe passar em servidão; e que Sua Majestade
já no-Lo deu e enviou ao mundo só por Sua vontade, que Ele quer agora por Sua
própria vontade não nos desamparar, mas ficar-Se aqui connosco para maior
glória de Seus amigos e pena de Seus inimigos.
Que agora novamente não pede mais que «hoje» ao dar-nos este Pão sacratíssimo; Sua Majestade no-Lo deu para sempre, como já disse, este mantimento e maná da humanidade, que O achamos como queremos; e, a não ser por nossa culpa, não morreremos de fome, pois de todos os modos e maneiras que a alma quiser comer, achará no Santíssimo Sacramento sabor e consolação.
Que agora novamente não pede mais que «hoje» ao dar-nos este Pão sacratíssimo; Sua Majestade no-Lo deu para sempre, como já disse, este mantimento e maná da humanidade, que O achamos como queremos; e, a não ser por nossa culpa, não morreremos de fome, pois de todos os modos e maneiras que a alma quiser comer, achará no Santíssimo Sacramento sabor e consolação.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
São
Nersès Snorhali (1102-1173), patriarca arménio
Jesus, Filho único do Pai, §§ 150-161
Jesus, Filho único do Pai, §§ 150-161
«É Meu Pai que vos dá o verdadeiro pão vindo do céu»
Para os Hebreus, abriste o mar em dois, bem visível
(Ex 14);
E, para mim, trevas profundas.
Nessa altura, engoliste o Faraó;
Agora, o príncipe deste mundo, autor da morte (Jo 12,31; 8,44).
Para eles, foste uma nuvem protectora durante o dia
E de noite, uma coluna de fogo (cf. Ex 13,21).
Para mim, a luz é o conhecimento do Teu Filho, o Verbo,
E a minha protecção é o Espírito Santo.
Nesse tempo, deste o maná perecível,
E os que o comeram estão mortos;
Hoje, é o Teu corpo celeste
Que dá a vida aos que O comem.
Eles beberam a água que jorrou do rochedo (Ex 17),
E eu bebi o sangue do Teu lado, meu rochedo (Jo 16,34; Sl 18,3).
Eles viram suspensa a serpente de bronze (Nm 21,9),
E eu vi-Te na cruz, a Ti que és a vida.
A eles, deste-lhes a lei de Moisés,
Escrita em tábuas de pedra;
E a mim, a sabedoria do Teu Espírito,
O Teu divino Evangelho.
É por isso que será exigido de mim,
Para o bem, muito mais do que será exigido deles. [...]
Mas Tu, que Te tornaste o seu expiador,
Oh meu Senhor, cheio de piedade, Filho único do Pai. [...]
Não me impeças, como à maior parte deles,
De entrar na Tua Terra Prometida,
Mas, com os dois que nela entraram (Dt 1,36; 31,3),
Introduz-me na Tua pátria celeste.
E, para mim, trevas profundas.
Nessa altura, engoliste o Faraó;
Agora, o príncipe deste mundo, autor da morte (Jo 12,31; 8,44).
Para eles, foste uma nuvem protectora durante o dia
E de noite, uma coluna de fogo (cf. Ex 13,21).
Para mim, a luz é o conhecimento do Teu Filho, o Verbo,
E a minha protecção é o Espírito Santo.
Nesse tempo, deste o maná perecível,
E os que o comeram estão mortos;
Hoje, é o Teu corpo celeste
Que dá a vida aos que O comem.
Eles beberam a água que jorrou do rochedo (Ex 17),
E eu bebi o sangue do Teu lado, meu rochedo (Jo 16,34; Sl 18,3).
Eles viram suspensa a serpente de bronze (Nm 21,9),
E eu vi-Te na cruz, a Ti que és a vida.
A eles, deste-lhes a lei de Moisés,
Escrita em tábuas de pedra;
E a mim, a sabedoria do Teu Espírito,
O Teu divino Evangelho.
É por isso que será exigido de mim,
Para o bem, muito mais do que será exigido deles. [...]
Mas Tu, que Te tornaste o seu expiador,
Oh meu Senhor, cheio de piedade, Filho único do Pai. [...]
Não me impeças, como à maior parte deles,
De entrar na Tua Terra Prometida,
Mas, com os dois que nela entraram (Dt 1,36; 31,3),
Introduz-me na Tua pátria celeste.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Evangelho segundo S. João 6,22-29.
Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os
seus discípulos viram-n'O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a
multidão que ficara do outro lado do lago reparou que ali não estivera mais do
que um barco, e que Jesus não tinha entrado no barco com os seus discípulos,
mas que estes tinham partido sozinhos.
Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades até ao lugar onde tinham
comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças.
Quando viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão subiu
para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus.
Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando chegaste
cá?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me, não
por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos
saciastes.
Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá
a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que Deus, o Pai,
confirma com o seu selo.»
Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?»
Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»
domingo, 22 de abril de 2012
«Porque surgem tais dúvidas nos vossos corações?»
Esta passagem do Evangelho
[...] mostra-nos, verdadeiramente, Quem é Cristo e, verdadeiramente, quem é a
Igreja [...], para que compreendamos bem que Esposa o Divino Esposo escolheu e
Quem é o Esposo desta santa Esposa. [...] Nesta página podemos ler a sua
certidão de casamento. [...]
Aprendestes que Cristo era o Verbo, a Palavra de Deus, unida a uma alma humana e a um corpo humano. [...] Aqui, os discípulos julgaram ver um espírito; não acreditavam que o Senhor tivesse um corpo verdadeiro. Mas, como o Senhor conhecia o perigo de tais pensamentos, apressou-Se a arrancá-los dos seus corações [...]: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações? Vede as Minhas mãos e os Meus pés: sou Eu mesmo.
Tocai-Me e
olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.» E
tu, a esses mesmos pensamentos loucos, contrapõe, com firmeza, a regra da fé
que recebeste. [...] Cristo é verdadeiramente o Verbo, o Filho único, igual ao
Pai, unido a uma alma verdadeiramente humana e a um corpo livre de todo o
pecado. Foi esse corpo que morreu, esse corpo que ressuscitou, esse corpo que
foi pregado na cruz, esse corpo que foi deposto no túmulo, esse corpo que está
sentado nos céus.
Nosso Senhor queria persuadir os discípulos de que Aquilo que
viam era verdadeiramente osso e carne. [...] Porque me quis Ele convencer desta
verdade? Porque sabia até que ponto me é benéfico acreditar e quanto tenho a
perder se não acreditar. Acreditai, pois, vós também: Ele é o Esposo!
Escutemos agora o que se diz a respeito da Esposa [...]: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar de entre os mortos ao terceiro dia; que havia de ser anunciada, em Seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém.» Eis a Esposa [...]: A Igreja espalhou-se por toda a terra e tomou no seu seio todos os povos. [...] Os Apóstolos viram a Cristo e acreditaram na Igreja que não viram. Nós, no entanto, vemos a Igreja; acreditemos, portanto, em Jesus Cristo, que não vemos: ligando-nos, assim, ao que vemos, chegaremos Àquele que ainda não vemos.
Evangelho segundo S. Lucas 24,35-4
Naquele
tempo, os discípulos de Emaús contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho
e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão. Enquanto isto diziam,
Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!»
Dominados pelo espanto e
cheios de temor, julgavam ver um espírito.
Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações?
Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações?
Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.»
Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.
E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?»
Deram-lhe um bocado de peixe assado;e, tomando-o, comeu diante deles.
Depois, disse-lhes: «Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos.»
Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras
e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia; que havia de ser anunciada, em seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas.
sábado, 21 de abril de 2012
Santa Teresa-Benedita da Cruz [Édith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Poesia: paráfrase ao Salmo 45
Quando as tempestades rebentam
Tu és, Senhor, a nossa força.
Louvar-Te-emos, Deus de fortaleza,
Nosso constante refúgio.
Aguentamos firme junto de Ti,
Em Ti pondo toda a nossa confiança,
Seja a terra abalada,
Esteja o mar encapelando.
Podem as ondas altear e reventar
Podem as montanhas mover-se;
A alegria iluminar-nos-á,
A Cidade de Deus dá-Te graças,
Tens nela a Tua morada,
Preservas a sua santa paz.
E um poderoso rio protege
A sublime morada de Deus.
Agitam-se os povos, em loucura,
Desmorona-se o poder das nações,
Eis que Ele eleva a voz,
A terra ruge, estremecendo,
Mas o Senhor está connosco,
Deus, Senhor dos Exércitos,
Tu és para nós luz e salvação,
Nada temeremos.
Vinde todos, vinde contemplar
Os prodígios do Seu poder:
Todas as guerras se dissipam,
A corda do arco afrouxa.
Lançai no braseiro de fogo
O escudo e a arma de guerra.
Deus, o Senhor dos Exércitos,
Está connosco e socorre-nos na tribulação.
Poesia: paráfrase ao Salmo 45
«O barco chegou imediatamente à terra para onde iam»
Tu és, Senhor, a nossa força.
Louvar-Te-emos, Deus de fortaleza,
Nosso constante refúgio.
Aguentamos firme junto de Ti,
Em Ti pondo toda a nossa confiança,
Seja a terra abalada,
Esteja o mar encapelando.
Podem as ondas altear e reventar
Podem as montanhas mover-se;
A alegria iluminar-nos-á,
A Cidade de Deus dá-Te graças,
Tens nela a Tua morada,
Preservas a sua santa paz.
E um poderoso rio protege
A sublime morada de Deus.
Agitam-se os povos, em loucura,
Desmorona-se o poder das nações,
Eis que Ele eleva a voz,
A terra ruge, estremecendo,
Mas o Senhor está connosco,
Deus, Senhor dos Exércitos,
Tu és para nós luz e salvação,
Nada temeremos.
Vinde todos, vinde contemplar
Os prodígios do Seu poder:
Todas as guerras se dissipam,
A corda do arco afrouxa.
Lançai no braseiro de fogo
O escudo e a arma de guerra.
Deus, o Senhor dos Exércitos,
Está connosco e socorre-nos na tribulação.
S. João 6,16-21
Ao cair da
tarde, os seus discípulos desceram até ao lago
e, subindo para um barco, foram atravessando o lago em direção a Cafarnaum.
Já tinha escurecido e Jesus ainda não fora ter com eles. Soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se.
Já tinha escurecido e Jesus ainda não fora ter com eles. Soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se.
Depois de terem remado mais ou menos uma légua, avistaram Jesus que se aproximava do barco, caminhando sobre o lago, e tiveram medo.
Mas Ele disse-lhes: «Sou Eu, não tenhais medo!»
Quiseram recebê-lo logo no
barco, e o barco chegou imediatamente à terra para onde iam.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Senhor da sensibilidade...
Aqui me tens, Senhor. Como o
menino dos pães e dos peixes. Confio em Ti e tudo Te ofereço com o pouco que
tenho, pois tudo é pertença Tua.
No meio da multidão
faminta, eu também tenho fome. Fome da Tua Palavra, do teu amor, da tua
bondade.
Um pequeno cesto, mas
grande na simplicidade e capaz de conter tanta generosidade! Ofereceu tudo
quanto tinha! Traz-me à memória a Tua afirmação: “ quem não for como as
crianças, não entrará no Reino dos Céus…”
É mesmo assim? Nem sabes
como tem de ser longa a minha peregrinação! Nem calculas a quantidade de
sacrifício que necessito de fazer, para ser realmente como as crianças:
simples, humilde e livre de preconceitos e de todo o tipo de cadeias que me
estrangulam e roubam a vida…
Deixa-me ao menos
oferecer-Te este momento de encontro contigo, mesmo que seja breve. Quero oferecer-te
as minhas preces, o meu trabalho oculto, os pães da minha vida por inteiro, de
forma a que se partam e sejam distribuídos pelos irmãos.
Desejo ser como esse menino
do Evangelho, quero confiar, quero experimentar a ternura do poder oferecer-te
o nada da minha vida. Ajuda-me a não procurar ocasiões extraordinárias para te entregar
o que tenho e o que sou, mas seja o oculto e o silêncio a dar-te o melhor que
tenho sem barulhos nem palmas nem glórias.
Sei que para Ti não existe
pobreza, pois Tu és riqueza infinita e tudo podes fazer quando há disposição
interior e o coração bate mais forte por Ti, o amor eterno e supremo que me faz
viver confiante, atenta e disponível para Te levar de alma e coração aos que
ainda clamam pelo Pão da Tua Palavra e do Teu Mistério de Amor…
S. João 6,1-15
Naquele
tempo, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que
realizava em favor dos doentes.
Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos.
Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?»
Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus.
Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?»
Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe:
«Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.»
Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
«Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?»
Jesus disse: «Fazei sentar as pessoas.» Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram.
Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca».
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Deus dá-nos as Suas graças segundo as necessidades
que temos. Deus é uma fonte à qual todos vão buscar água segundo as suas
necessidades.
Como uma pessoa que precisa de seis baldes e traz seis; de três, três; um pássaro que não precise mais do que um golo e é isso que toma; ou um peregrino que sacia a sede com uma mão cheia de água. Acontece-nos o mesmo em relação a Deus.
Como uma pessoa que precisa de seis baldes e traz seis; de três, três; um pássaro que não precise mais do que um golo e é isso que toma; ou um peregrino que sacia a sede com uma mão cheia de água. Acontece-nos o mesmo em relação a Deus.
Devemos sentir uma profunda emoção quando nos fidelizamos à leitura de um
capítulo do Novo Testamento e produzimos os correspondentes actos: de adoração,
adorando a palavra de Deus e a Sua verdade; entrando nos sentimentos com os
quais Nosso Senhor os pronunciou e aceitando essas verdades; decidindo praticar
essas mesmas verdades. [...] Devemos sobretudo evitar ler por uma questão de
estudo, dizendo: «Esta passagem vai servir-me para esta ou aquela prédica», mas
ler apenas para nosso desenvolvimento.
Não nos devemos sentir desencorajados se, depois de o ler várias vezes, um mês, dois meses, seis meses, não nos sentimos tocados. Acontece que um dia veremos uma pequena luz, noutro dia uma maior, e uma maior ainda quando tivermos necessidade dela. Uma só palavra é capaz de nos converter; basta uma.
Não nos devemos sentir desencorajados se, depois de o ler várias vezes, um mês, dois meses, seis meses, não nos sentimos tocados. Acontece que um dia veremos uma pequena luz, noutro dia uma maior, e uma maior ainda quando tivermos necessidade dela. Uma só palavra é capaz de nos converter; basta uma.
S. João 3,31-36
Aquele que vem do Alto está acima de tudo. Quem é da
terra à terra pertence e fala da terra. Aquele que vem do Céu está acima de
tudo e dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu
testemunho. Quem aceita o seu testemunho reconhece que Deus é verdadeiro; pois
aquele que Deus enviou transmite as palavras de Deus, porque dá o Espírito sem
medida.
O Pai ama o Filho e tudo
põe na sua mão.
Quem crê no Filho tem a
vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a
ira de Deus.
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