sexta-feira, 20 de abril de 2012

Senhor da sensibilidade...


Aqui me tens, Senhor. Como o menino dos pães e dos peixes. Confio em Ti e tudo Te ofereço com o pouco que tenho, pois tudo é pertença Tua.
No meio da multidão faminta, eu também tenho fome. Fome da Tua Palavra, do teu amor, da tua bondade.

Um pequeno cesto, mas grande na simplicidade e capaz de conter tanta generosidade! Ofereceu tudo quanto tinha! Traz-me à memória a Tua afirmação: “ quem não for como as crianças, não entrará no Reino dos Céus…”

É mesmo assim? Nem sabes como tem de ser longa a minha peregrinação! Nem calculas a quantidade de sacrifício que necessito de fazer, para ser realmente como as crianças: simples, humilde e livre de preconceitos e de todo o tipo de cadeias que me estrangulam e roubam a vida…

Deixa-me ao menos oferecer-Te este momento de encontro contigo, mesmo que seja breve. Quero oferecer-te as minhas preces, o meu trabalho oculto, os pães da minha vida por inteiro, de forma a que se partam e sejam distribuídos pelos irmãos.

Desejo ser como esse menino do Evangelho, quero confiar, quero experimentar a ternura do poder oferecer-te o nada da minha vida. Ajuda-me a não procurar ocasiões extraordinárias para te entregar o que tenho e o que sou, mas seja o oculto e o silêncio a dar-te o melhor que tenho sem barulhos nem palmas nem glórias.

Sei que para Ti não existe pobreza, pois Tu és riqueza infinita e tudo podes fazer quando há disposição interior e o coração bate mais forte por Ti, o amor eterno e supremo que me faz viver confiante, atenta e disponível para Te levar de alma e coração aos que ainda clamam pelo Pão da Tua Palavra e do Teu Mistério de Amor…

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