sexta-feira, 14 de junho de 2013

Não falem mal uns dos outros
Homilia do Papa Francisco na missa desta manhã na capela da Casa Santa Marta
CIDADE DO VATICANO, 13 de Junho de 2013

Que Deus nos conceda a graça de prestar atenção aos comentários que fazemos sobre os outros: esta foi a ideia central da homilia do papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta.
O papa fez a homilia em espanhol, com a presença dos funcionários das embaixadas e consulados da Argentina na Itália e junto à FAO. “Desde o dia 26 de fevereiro que eu não celebrava a missa em espanhol", disse o papa. "Estou muito feliz", completou, e agradeceu aos participantes pelo trabalho que fazem em prol do seu país.
"Que a sua justiça seja maior que a dos fariseus": Francisco explicou sua homilia partindo da exortação que Jesus fez aos discípulos. Palavras que vêm depois das bem-aventuranças e depois de Jesus afirmar que não veio para dissolver a lei, mas para levá-la a cumprimento. A reforma de Cristo, destacou o papa, "é uma reforma que não rompe, uma reforma na continuidade: da semente até o fruto". Aquele que "entra na vida cristã tem exigências superiores às dos outros; não tem vantagens superiores", advertiu.
Jesus menciona algumas dessas necessidades e toca em particular "no tema da relação negativa com os irmãos". Quem fala mal dos outros, diz Jesus, "merece o inferno". Se no seu coração existe "algo de negativo" no tocante ao seu irmão, então "existe algo que não funciona. Você tem que se converter, tem que mudar". E mais: "A ira é um insulto contra o irmão, é algo que o mata”. Francisco observou também que, em especial na tradição latina, existe uma certa "criatividade maravilhosa" para inventar qualificativos: "Quando esse apelido é amistoso, tudo bem; o problema é quando existe o outro tipo de apelidos”, quando acontece “o mecanismo do insulto, uma forma de denegrir os outros”.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O QUE QUER DIZER POVO DE DEUS?
Catequese do Papa Francisco na Audiência Geral dessa quarta-feira.

ROMA, 12 de Junho de 2013
Publicamos a seguir a catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral da Quarta-feira, na Praça de São Pedro: 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de concentrar-me brevemente sobre um dos termos com o qual o Concílio Vaticano II definiu a Igreja, aquele do “Povo de Deus” (cfr. Const. Dog. Lumen Gentium, 9; Catecismo da Igreja Católica, 782). E o faço com algumas perguntas, sobre as quais cada um poderá refletir.

1. O que significa dizer ser “Povo de Deus”? Antes de tudo quer dizer que Deus não pertence propriamente a algum povo; porque Ele nos chama, convoca-nos, convida-nos a fazer parte do seu povo, e este convite é dirigido a todos, sem distinção, porque a misericórdia de Deus “quer a salvação para todos” (1 Tm 2, 4). Jesus não diz aos Apóstolos e a nós para formarmos um grupo exclusivo, um grupo de elite. Jesus diz: ide e fazei discípulos todos os povos (cfr Mt 28, 19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, “não há judeu nem grego… pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gal 3, 28). Gostaria de dizer também a quem se sente distante de Deus e da Igreja, a quem está temeroso ou indiferente, a quem pensa não poder mais mudar: o Senhor chama também você a fazer parte do seu povo e o faz com grande respeito e amor! Ele nos convida a fazer parte deste povo, povo de Deus.

2. Como tornar-se membros deste povo? Não é através do nascimento físico, mas através de um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer do alto, da água e do Espírito para entrar no Reino de Deus (cfr Jo 3, 3-5). É através do Batismo que nós somos introduzidos neste povo, através da fé em Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e crescer em toda a nossa vida. Perguntamo-nos: como faço crescer a fé que recebi no Batismo? Como faço crescer esta fé que eu recebi e que o povo de Deus possui?

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Deus é mais forte do que o mal

Papa Francisco convida quem está longe da Igreja a aproximar-se dela e pede «portas abertas»

Cidade do Vaticano, 12 jun 2013 (Ecclesia) – O Papa convidou hoje os católicos a professarem a convicção de que Deus é “mais forte” do que o mal e colocou as dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro a repetirem essa frase.
“À nossa volta, basta abrir um jornal, vemos que há presença do mal, o diabo atua, mas gostaria de dizer em voz alta: Deus é mais forte. Quero acrescentar que a realidade, às vezes sombria, marcada pelo mal, pode mudar, se nós levarmos em primeiro lugar a luz do Evangelho”, declarou Francisco, na catequese da audiência pública semanal.

terça-feira, 11 de junho de 2013



Papa afirma que uma Igreja rica «envelhece» e perde vida

Francisco convida a anunciar mensagem cristã com gratuidade e pobreza

Cidade do Vaticano, 11 jun 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a Igreja Católica deve evitar as riquezas para se manter fiel à sua missão e não se reduzir a uma ONG como outras.
“Quando encontramos apóstolos que querem fazer uma Igreja rica e uma Igreja sem a gratuidade do louvor, a Igreja envelhece, a Igreja torna-se uma ONG, a Igreja não tem vida”, alertou, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.
Para Francisco, a Igreja não é uma ONG, mas “outra coisa, mais importante” e a pobreza deve ser um sinal da “gratuidade” que está na sua origem.
“O anúncio do Evangelho deve seguir pela estrada da pobreza”, acrescentou o Papa, frisando que é esta atitude que leva os católicos a evitar a tentação de se tornarem “organizadores, empresários”.
Francisco admitiu que algumas das obras da Igreja são “complexas”, mas disse que é preciso cuidar delas “com coração de pobreza, não com coração de investimento”.
“São Pedro não tinha uma conta no banco e quando teve de pagar os seus impostos, o Senhor mandou ao mar para pescar e encontrar a moeda dentro do peixe”, referiu.
Jesus, prosseguiu, disse aos seus discípulos que não procurassem “ouro nem prata” e pediu que anunciassem a sua mensagem gratuitamente.
“A pregação evangélica nasce da gratuidade, do espanto da salvação que chega e aquilo que recebo gratuitamente devo oferecê-lo gratuitamente”, observou.
O Papa advertiu, por outro lado, para o risco do “proselitismo” quando a Igreja cede à “tentação” de procurar forças fora da gratuidade.
Nesse sentido, a intervenção citou Bento XVI para afirmar que “a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”.

Levemos Deus ao mundo 
e o mundo a Deus
Mensagem do papa Francisco no encerramento do congresso eucarístico alemão
ROMA, 10 de Junho de 2013


“Todos nós temos o compromisso de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus”, declarou o papa Francisco na mensagem que foi lida ontem pela manhã, antes da missa de encerramento do Congresso Eucarístico Nacional alemão, realizado na cidade de Colônia com o tema “Senhor, a quem iremos?”, do qual participaram tanto católicos alemães quanto fiéis de países vizinhos.
A celebração eucarística foi presidida pelo cardeal Paul Josef Cordes, presidente emérito do Conselho Pontifício “Cor Unum” e enviado especial do santo padre.
“Senhor, a quem iremos?” é a pergunta do apóstolo Pedro, porta-voz dos seguidores fiéis, perante a incompreensão de muitas pessoas que escutavam Jesus e queriam se aproveitar dele por egoísmo. Ao nos fazermos esta pergunta, escreve o papa na mensagem, embora ela “talvez seja mais titubeante em nossa boca do que nos lábios de Pedro, a nossa resposta, como a do apóstolo, só pode ser a pessoa de Jesus”, que “viveu há dois mil anos”, mas a quem “podemos encontrar também no nosso tempo quando escutamos a sua Palavra e quando estamos perto dele, de modo único, na eucaristia”.
Daí o convite de Francisco: “Não vamos deixar a nossa santa missa cair numa rotina superficial! Que ela seja cada vez mais profunda para nós!” O papa explica que é precisamente a sua profundidade o que nos insere na imensa obra de salvação de Cristo, para afinarmos a nossa “visão espiritual” graças ao seu amor. E acrescenta que é preciso “aprender a viver a missa”, como pedia o beato João Paulo II, “recordando que, para isto, contamos com o auxílio da adoração perante o Senhor eucarístico no tabernáculo e com o recebimento do sacramento da reconciliação”.

As bem-aventuranças 
são os novos mandamentos

Papa Francisco: a verdadeira liberdade é a "liberdade do Espírito Santo", que exige "a abertura do coração"

CIDADE DO VATICANO, 10 de Junho de 2013


Mais uma vez, o papa Francisco se concentra no verdadeiro significado da liberdade para os cristãos. Na missa matinal celebrada na Casa Santa Marta, o papa começou a homilia com as palavras de São Paulo, que, na primeira leitura de hoje (2 Cor 1,1-7), fala de "consolação" para os cristãos do seu tempo, chamados a evangelizar em meio a um clima de perseguição.
A consolação, disse o Santo Padre, é "a presença de Deus em nosso coração", onde nosso Senhor só pode entrar se lhe abrirmos a porta, ou seja, mediante a nossa "conversão". Encontrar Jesus e segui-lo implica uma "mudança de vida", que torna "necessária uma força especial de Deus".
Viver "na consolação do Espírito Santo" é uma das condições necessárias para a "salvação", acrescentou o papa, recordando que aqueles que vivem "na consolação do espírito do mundo" se enquadram claramente no "pecado".
Entre o pecado e a salvação é impossível "negociar", frisou. Não por acaso, o evangelho nos recorda que "não se pode servir a dois senhores". A abertura ao "Espírito do Senhor" nos leva às bem-aventuranças, o tema do evangelho de hoje (cf. Mt 5,1-12a).
As bem-aventuranças, disse Francisco, "não podem ser entendida apenas com a inteligência humana": para compreendê-las, é necessário ter "um coração aberto" à "consolação do Espírito Santo". Sem essa predisposição da alma, as bem-aventuranças podem parecer "bobas"; no entanto, elas são "novos mandamentos".

domingo, 9 de junho de 2013


O Senhor nos olha com misericórdia
Palavras do Papa Francisco durante o Angelus
CIDADE DO VATICANO, 09 de Junho de 2013

Publicamos aqui as palavras que o Santo Padre pronunciou às 12h de hoje aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro  antes da habitual oração do Angelus.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O mês de junho é tradicionalmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, a mais alta expressão humana do amor divino. Precisamente sexta-feira passada, de fato, celebramos a Solenidade do Sagrado Coração de Cristo, e esta festa dá o tom para todo o mês. A piedade popular valoriza muito os símbolos, e o Coração de Jesus é o símbolo por excelência da misericórdia de Deus; mas não é um símbolo imaginário, é um símbolo real, que representa o centro, a fonte de onde jorrou a salvação para toda a humanidade.
Nos Evangelhos encontramos várias referências ao Coração de Jesus, por exemplo, na passagem onde Cristo mesmo diz: "Vinde a mim, todos os que estais cansados ​​e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração "(Mt 11, 28-29). Chave, então, é a narração da morte de Cristo segundo João. Este evangelista de fato testemunha o que viu no Calvário, ou seja, que um soldado, quando Jesus já estava morto, perfurou o seu lado com a lança e daquela ferida saiu sangue e água (cf. Jo 19, 33-34). João reconheceu naquele sinal, aparentemente aleatório, o cumprimento das profecias: do coração de Jesus, Cordeiro imolado na cruz, jorra para todos os homens o perdão e a vida.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Francisco: "Hipocrisia 
é linguagem de corruptos; 
cristãos falam 
com verdade e amor".

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Os cristãos não usam uma linguagem “socialmente educada”, tendente à hipocrisia, mas são porta-vozes da verdade do Evangelho com a mesma transparência das crianças. Este foi o ensinamento proposto por Francisco na homilia proferida na manhã desta terça-feira, 04, na Capela da Casa Santa Marta. 
A cena evangélica do tributo a César e do questionamento de fariseus a Cristo sobre a legitimidade daquele tributo forneceu ao Papa a ocasião de continuar a reflexão feita já na homilia desta segunda-feira, 03. A intenção com que se aproximam de Jesus é a de “fazê-lo cair na armadilha”. 
“Quando perguntam, com palavras macias, açucaradas, se é lícito ou não pagar impostos a César, eles tentam demonstrar-se amigos, mas é tudo falso!” – prosseguiu o Papa, explicando que “eles não amam a verdade, mas somente a si mesmos e assim, tentam enganar, envolver os outros na mentira. Têm o coração mentiroso, não podem dizer a verdade”. 
“É esta a linguagem da corrupção, da hipocrisia. Quando Jesus diz a seus discípulos, diz que seu modo de falar deve ser ‘sim, sim’ ou ‘não, não’, porque a hipocrisia não fala a verdade, porque a verdade não está nunca sozinha: está sempre com o amor. Não há verdade sem amor”. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013


Papa Francisco: 
"Corruptos fazem muito mal à Igreja. 
Santos são a luz"

“Pecadores, corruptos e santos”: Papa Francisco centrou neste trinômio a homilia da missa celebrada esta segunda-feira, 03, na Casa Santa Marta. O Papa ressaltou que os corruptos fazem muito mal à Igreja porque são adoradores de si mesmos. Os santos, ao contrário, fazem muito bem: são a luz na Igreja. 

A homilia foi inspirada, como sempre, na leitura do Evangelho que narra a parábola dos vinhateiros maldosos, o que deu a ocasião ao Papa para aprofundar a questão dos “três modelos de cristãos que existem na Igreja: pecadores, corruptos e santos”.
“Não precisamos falar muito dos pecadores, porque sabemos bem como são, já que todos nós o somos. Se algum de nós não se sente pecador, procure um bom ‘médico espiritual’, porque alguma coisa está errada”. 
Em seguida, Francisco definiu os corruptos, citando novamente a parábola: “Ela – prosseguiu – nos fala daqueles que querem tomar conta da vinha e perderam o relacionamento com o dono dela, aquele que nos chamou com amor, que zela por nós e nos dá a liberdade. Estas pessoas se sentiram autônomas de Deus. Estes eram pecadores como todos nós, mas deram um passo avante como se fossem acostumados no pecado, que não precisassem de Deus! E como não podem negá-lo, criaram um Deus especial: eles mesmos. São os corruptos”. 


















João XXIII: Papa Francisco
homenageia homem de paz
Missa no Vaticano assinalou 50 anos
da morte de Angelo Roncalli

Cidade do Vaticano, 03 jun 2013 
O Papa disse hoje no Vaticano que João XXIII, falecido há 50 anos, no dia 3 de junho, foi um homem “capaz de transmitir paz” e construir amizades, mesmo em ambientes distantes do catolicismo.
“Precisamente nestes ambientes, ele mostrou-se um eficaz tecedor de relações e um válido promotor da unidade, dentro e fora da comunidade eclesial, aberto ao diálogo com cristãos de outras Igrejas, com representantes do mundo judaico e muçulmano e com muitos outros homens de boa vontade”, declarou Francisco, perante milhares de pessoas reunidas na Basílica de São Pedro, após uma missa que assinalou o 50.º aniversário da morte do Papa italiano.
João XXIII, afirmou, tinha uma “paz natural, serena, cordial”, que após a sua eleição pontifícia se “manifestou ao mundo inteiro e recebeu o nome da bondade”.
O Papa destacou o percurso diplomático de Angelo Roncalli ao longo de quase 30 anos, “muitas vezes em contacto com ambientes e mundos muito distantes do universo católico no qual nasceu e se formou”.
A missa desta tarde foi presidida por D. Francesco Beschi, bispo de Bérgamo, terra natal de Angelo Roncalli, que viria a ser eleito, em 1958, como sucessor de Pio XII, assumindo o nome de João XXIII.
“O mundo inteiro tinha reconhecido no Papa João um pastor e um pai. Pastor porque era pai”, disse Francisco, após a cerimónia, evocando os momentos de “comoção” que antecederam a morte de João XXIII.
O Papa que convocou e iniciou os trabalhos do Concílio Vaticano II foi lembrado como alguém que chegou ao “coração de pessoas muito diferentes, mesmo de muitos não cristãos”.
Para Francisco, o segredo desta ligação esteve no lema episcopal de Angelo Roncalli, “Oboedientia et pax”, obediência e paz.
O Beato João XXIII “transmitia paz porque tinha um espírito profundamente pacificado, fruto de um longo e comprometido trabalho sobre si próprio, do qual ficaram muitos traços no Diário da Alma”, que Roncalli começou a escreve ainda como seminarista.
“Vemo-lo, dia após dia, atento em reconhecer e mortificar os desejos que vinham do próprio egoísmo, a discernir as inspirações do Senhor”, relatou o atual Papa, de 76 anos.

domingo, 2 de junho de 2013

Creio na Eucaristia

Refrão: Creio, Senhor!
Creio, Senhor,
mas aumentai a minha fé!


Creio na Eucaristia,
Sacramento de Cristo Ressuscitado
fonte de um Mundo novo,
alimento pascal de um Povo
a caminho do Reino do Pai,
força dos baptizados
que já não acreditam na fatalidade do mal e da crise.

Creio na Eucaristia,
Sacramento do amor livremente  oferecido,
fonte de toda a vida que se entrega,
alimento da comunidade que aprende a amar
e a crescer sempre no amor,
força das testemunhas do poder escondido do amor
que transforma o mundo.

Creio na Eucaristia,
Sacramento da Unidade,
fonte da fraternidade universal,
alimento de um Povo unido na diversidade,
força dos promotores e testemunhas
de uma Igreja fraterna e solidária.

Creio na Eucaristia,
Sacramento da Libertação,
fonte da nova liberdade do ser humano,
alimento de um Povo que constrói
um Mundo de paz e de justiça,
força das testemunhas que rejeitam toda a alienação
que fere o coração de Deus
e a dignidade do ser humano.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

O Senhor sempre nos dá o que pedimos, mas ao modo divino
Homilia do Papa Francisco na casa Santa Marta - 29 de Maio de 2013 –
“O Senhor nos dá a graça, mas ao seu modo divino”, disse o Santo Padre na homilia desta manhã na Casa Santa Marta, na qual estavam presentes funcionários do Governatorado Vaticano.
Lembrando um momento particular da sua vida, o Papa disse que certa vez passava por uma escuridão interior e precisava de uma Graça especial de Deus. Foi pregar exercícios espirituais a umas irmãs e, no último dia, veio uma irmã de 80 anos se confessar, “mas com os olhos claros, luminosos”. Depois da confissão deu-lhe como penitência pedir a Deus a graça que ele estava precisando, porque “se você pedir a Deus, com certeza Ele te dará”, disse à irmã. Ela, depois de um momento de silêncio, falou assim: “Com certeza que Deus te dará a Graça, mas não se engane, te dará essa Graça ao modo divino”.
“Isso me fez tanto bem. Escutar que o Senhor sempre nos dá o que lhe pedimos, mas ao modo divino. E o modo divino é esse até o final. O modo divino envolve a cruz, não por masoquismo: não, não! Por amor. Por amor até o final!”
A liturgia de hoje narra aquela cena de Jesus subindo a Jerusalém com os discípulos e anunciando-lhes a sua paixão, morte e ressurreição. E nesse caminho de fé, os discípulos quiseram ficar na metade do caminho discutindo entre si “como arrumar a Igreja, como arrumar a salvação”. João e Thiago até chegaram a pedir para sentar-se à direita e outro à esquerda, gerando mais discussão sobre quem era mais importante na Igreja. “A tentação dos discípulos – diz o Papa – é a mesma de Jesus no deserto quando o demônio lhe propôs outro caminho”. A tentação de fazer tudo rápido, milagres, até mesmo de ser “um paraquedista sem paraquedas”. É a tentação de Pedro, quando num determinado momento não aceita a paixão de Jesus.
“É a tentação de um cristianismo sem cruz. Um cristianismo à metade do caminho”, que “é a tentação do triunfalismo. Nós queremos o triunfo agora, sem ir à cruz, um triunfo mundano, um triunfo racional”.


A Igreja é a família na qual se ama e se é amado
Catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral de hoje
CIDADE DO VATICANO, 29 de Maio de 2013

A Audiência Geral desta manhã aconteceu às 10h30 na Praça de São Pedro, onde o Santo Padre Francisco se encontrou com grupos de peregrinos e fieis da Itália e de outros países. No seu discurso em língua italiana, o papa começou um novo ciclo de catequeses sobre o Mistério da Igreja, partindo das expressões dos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II. O tema de hoje: "A Igreja: família de Deus". Oferecemos a tradução do discurso do Papa.
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Quarta-feira passada destaquei o vínculo profundo entre o Espírito Santo e a Igreja. Hoje eu gostaria de começar algumas catequeses sobre o mistério da Igreja, mistério que todos nós vivemos e do qual fazemos parte. Gostaria de fazer com expressões bem presentes nos textos do Concílio Ecumênico Vaticano II.
Hoje, a primeira: a Igreja como Família de Deus
Nos últimos meses, mais de uma vez eu fiz referência à parábola do filho pródigo, ou melhor, do pai misericordioso (cf. Lc 15, 11-32). O filho mais novo sai da casa de seu pai, desperdiça tudo e decide voltar porque percebe que cometeu um erro, mas já não se considera digno de ser filho e pensa poder ser acolhido como servo. O pai, em vez disso, corre para encontrá-lo, abraça-o, e lhe restitui a dignidade de filho e faz festa. Esta parábola, como outras no Evangelho, mostra bem o desígnio de Deus para a humanidade.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Papa fala na Igreja como «obra de Deus»

Papa fala na Igreja como «obra de Deus»
Não ao carreirismo na Igreja
Exortação do Papa Francisco na missa diária
celebrada na capela da Casa Santa Marta
ROMA, 28 de Maio de 2013

O anúncio’ de Jesus não é um revestimento, uma pintura, mas entra no coração e nos transforma. Foi o que disse Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta. Ele reiterou que seguir Jesus não significa ter mais poder, porque o Seu caminho é o da Cruz. 
Da Missa, concelebrada pelo Monsenhor Rino Fisichella e Monsenhor José Octavio Ruiz Arenas, presidente e secretário do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, participou um grupo de sacerdotes do mesmo dicastério.
Conforme relatado pela Rádio Vaticano, também participou da missa um grupo de funcionários da central termoelétrica e do laboratório de carpintaria do Governatorato do Vaticano, acompanhado pelo engenheiro Pier Carlo Cuscianna, diretor dos Serviços Técnicos do Governatorato.
Qual será a nossa recompensa por te seguir? O Papa Francisco iniciou sua homilia a partir da pergunta que Pedro faz a Jesus e, afinal, refere-se à vida de cada cristão.E Jesus responde que aqueles que o seguirem terão “muitas coisas boas”, mas sofrerão “perseguição”.O caminho do Senhor, continuou ele, "é um caminho de abaixamento, um caminho que termina na Cruz”.
Por isso, acrescentou, "sempre haverá dificuldades", "perseguições". Sempre será porque “Ele fez esse caminho antes” de nós.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Temos que nos despir da "cultura do bem-estar", que nos deixa preguiçosos, egoístas e pouco corajosos

CIDADE DO VATICANO, 27 de Maio de 2013
Bem-estar, fascínio, riqueza. Conceitos que, na vida cotidiana, nos atraem a ponto de ser considerados valores, mas que, na vida cristã, impedem a missão fundamental: seguir Jesus Cristo.
O papa Francisco segue adiante na formação das consciências, tarefa que ele começou há mais de dois meses com as homilias na Casa Santa Marta, e agora a enriquece com um novo elemento: ajudar-nos a entender quais são os obstáculos que nos impedem de seguir Jesus, para nos livrarmos desses impedimentos. Hoje ele abordou, em particular, a "cultura do bem-estar" e o "fascínio do provisório".
Estas foram as duas expressões centrais da homilia desta manhã, na missa concelebrada com o cardeal Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon. Participaram da celebração dom Zygmunt Zimowski, os membros do Conselho Pontifício para os Agentes de Saúde e um grupo de colaboradores dos Serviços Financeiros do governatorato vaticano.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Oração pelo bom êxito do Capítulo

Senhor Jesus, rezamos-te nesta hora,
As nossas esperanças e aspirações.
Rezamos-Te nesta hora, o nosso desejo de renovação
Do Carisma que depositaste em nossas vidas.
Concede-nos a alegria de experimentar o dom do serviço
À Tua Igreja, como discípulas do Teu Reino…

Envia-nos o teu Espírito de sabedoria e fortaleza,
Para que juntas construamos caminhos novos de fraternidade.
Fortalece a nossa Fé, torna-nos fiéis servidoras da Tua Palavra.
Envia-nos a testemunhar com simplicidade e humildade
O Evangelho da caridade.
Isto, te pedimos, por intercessão de Maria a Imaculada Conceição;
Dos nossos fundadores 
e de todas as irmãs que nos precederam 
no caminho da Fé.


Oremos para que estes mafiosos se convertam a Deus e louvemos ao Senhor pelo luminoso testemunho de Pe. Giuseppe Puglisi"
Palavras do Papa durante a oração do Angelus de hoje na praça de São Pedro
CIDADE DO VATICANO, 26 de Maio de 2013 
De regresso da visita pastoral à Paróquia romana dos santos Elizabete e Zacarias, às 12h, o Santo Padre Francisco apareceu na janela do seu escritório no Palácio Apostólico Vaticano para recitar a oração do Angelus com os fieis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro. Publicamos a seguir as palavras do Papa antes da oração mariana: 

Queridos irmãos e irmãs!
Bom dia! Esta manhã eu fiz a minha primeira visita a uma paróquia da Diocese de Roma. Agradeço ao Senhor e vos peço para orar pelo meu serviço pastoral na Igreja de Roma, que tem a missão de presidir a caridade universal.
Hoje é o domingo da Santíssima Trindade. A luz do tempo Pascal e de Pentecostes renove a cada ano em nós a alegria e o esplendor da fé: reconhecemos que Deus não é algo vago, o nosso Deus não é um Deus “spray”, é concreto, não é abstrato, mas tem um nome: “Deus é amor”. Não é um amor sentimental, emocional, mas o amor do Pai, que é a fonte de toda a vida, o amor do Filho que morreu na cruz e ressuscitou, o amor do Espírito que renova o homem e o mundo. E pensar que Deus é amor nos faz muito bem, porque nos ensina a amar, a nos doar uns aos outros como Jesus se doou a nós e caminha conosco. Jesus caminha conosco na estrada da vida.

sábado, 25 de maio de 2013

"Cristãos de museu" que perderam o sal de Cristo
Homilia do papa Francisco na missa da Casa Santa Marta
CIDADE DO VATICANO, 23 de Maio de 2013
Depois de abordar os "cristãos de sala", o papa Francisco alerta agora para outro risco que os seguidores de Cristo correm: tornar-se "cristãos de museu", aqueles cristãos "insípidos", que perderam o "sal da fé, da esperança e da caridade" que tinham recebido de Jesus Cristo.
Como vem acontecendo toda manhã, na missa celebrada em sua residência, o papa fez uma homilia que soa como uma exortação ao povo de Deus para não esquecer as graças recebidas. Na missa desta manhã, estava presente um grupo de padres e de colaboradores leigos da Congregação para as Igrejas Orientais, cujo presidente, cardeal Leonardo Sandri, concelebrou com o papa juntamente com o cardeal Angelo Sodano e com o arcebispo de La Paz, Edmundo Abastoflor Montero.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cristãos de museu" que perderam o sal de Cristo
Homilia do papa Francisco na missa da Casa Santa Marta
CIDADE DO VATICANO, 23 de Maio de 2013
Depois de abordar os "cristãos de sala", o papa Francisco alerta agora para outro risco que os seguidores de Cristo correm: tornar-se "cristãos de museu", aqueles cristãos "insípidos", que perderam o "sal da fé, da esperança e da caridade" que tinham recebido de Jesus Cristo.
Como vem acontecendo toda manhã, na missa celebrada em sua residência, o papa fez uma homilia que soa como uma exortação ao povo de Deus para não esquecer as graças recebidas. Na missa desta manhã, estava presente um grupo de padres e de colaboradores leigos da Congregação para as Igrejas Orientais, cujo presidente, cardeal Leonardo Sandri, concelebrou com o papa juntamente com o cardeal Angelo Sodano e com o arcebispo de La Paz, Edmundo Abastoflor Montero.
"Sal" foi a palavra-chave desta homilia do papa; o sal que Cristo deu a cada cristão e que traz valor agregado para a sua vida e para a vida dos outros. Este sal é a "fé", explicou o papa, a certeza do amor de Jesus Cristo, manifestado na sua morte e ressurreição para a salvação da humanidade.
Por isso é preciso cuidar para que este sal "não se torne insípido, não perca a sua força". Até porque, acrescentou Francisco, este presente não nos é dado "para ser guardado", já que "o sal só faz sentido quando é usado para dar sabor às coisas".

terça-feira, 21 de maio de 2013


A ORAÇÃO FAZ MILAGRES

CIDADE DO VATICANO, 20 de Maio de 2013 

Uma oração valente, humilde e forte consegue milagres: esta é a ideia principal que o papa apresentou na manhã de hoje, durante a missa celebrada na Casa Santa Marta. Participaram alguns funcionários da Rádio Vaticano, acompanhados pelo diretor, o pe. Federico Lombardi, SJ.
A liturgia do dia apresenta a passagem do evangelho em que os discípulos não conseguem curar uma criança. O próprio Jesus precisa intervir e se queixa da falta de fé dos presentes. Ao pai do menino, que pede ajuda, ele responde que "tudo é possível para aquele que crê".
Conforme o relato da Rádio Vaticano, Francisco ensinou que também os que querem amar Jesus acabam muitas vezes não se arriscando muito na fé, nem se confiando totalmente a Ele: "Mas por que essa falta de fé? Eu acredito que é o coração que não se abre, o coração fechado, o coração que quer ter tudo sob controle".
É um coração, portanto, que “não passa o controle para Jesus”, disse o papa. E quando os discípulos perguntam a Cristo por que não conseguiram curar o jovem, o Senhor diz que aquela "espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum jeito, a não ser pela oração".
"Todos nós temos um pouco de incredulidade no nosso interior". É necessária “uma oração forte, e esta oração humilde e forte faz com que Jesus consiga realizar o milagre. A oração para pedir um milagre, “para pedir uma ação extraordinária”, continua o papa, “deve ser uma oração que envolve, que envolve a nós todos”.

domingo, 19 de maio de 2013


Cristãos guiados pela verdade inspirada
pelo Espírito Santo
Catequese do Papa Francisco durante a Audiência Geral de hoje
Cidade do Vaticano, 15 de Maio de 2013


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de refletir sobre a ação que o Espírito Santo realiza ao guiar a Igreja e cada um de nós à Verdade. Jesus mesmo diz aos discípulos: o Espírito Santo "vos guiará à toda a verdade" (Jo 16, 13), sendo ele mesmo "o Espírito de Verdade" (cf. Jo 14, 17; 15, 26; 16, 13).
Vivemos em uma época na qual as pessoas são céticas em relação à verdade. Bento XVI tem falado muitas vezes do relativismo, da tendência a acreditar que não há nada de definitivo e pensar que a verdade seja dada pelo consentimento ou por aquilo que nós queremos. Surge a pergunta: existe realmente “a” verdade? O que é “a” verdade? Podemos conhecê-la? Podemos encontrá-la? Aqui me vem à mente a pergunta do Procurador romano Pôncio Pilatos quando Jesus lhe revelou o sentido profundo da sua missão: "O que é a verdade?" (Jo 18,37.38). Pilatos não consegue compreender que “a” Verdade está diante dele, não consegue ver em Jesus o rosto da verdade, que é o rosto de Deus. No entanto, Jesus é justamente isso: a Verdade, que, na plenitude dos tempos, “se fez carne” (Jo 1,1.14), veio em meio a nós para que a conhecêssemos. A verdade não é compreendida como uma coisa, a verdade é encontrada. Não é uma possessão, é um encontro com uma Pessoa.
Mas quem nos faz reconhecer que Jesus é "a" Palavra de verdade, o Filho unigênito de Deus Pai? São Paulo ensina que "ninguém pode dizer" Jesus é o Senhor!" senão pela ação do Espírito Santo "(1 Cor 12, 3). É apenas o Espírito Santo, o dom de Cristo Ressuscitado, que nos faz reconhecer a Verdade. Jesus define-o “Paráclito”, ou seja “aquele que vem em nosso auxílio”, que está do nosso lado para sustentar-nos neste caminho de conhecimento; e, durante a Última Ceia, Jesus assegura aos discípulos que o Espírito Santo ensinará todas as coisas, lembrando-lhes as suas palavras (cf. Jo 14,26).