quarta-feira, 13 de julho de 2011

EU TE BENDIGO, Ó PAI...

Mateus 11,25-27.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»


FIXEMOS O NOSSO OLHAR EM CRISTO…

Conta-se que Ciro, rei da Pérsia, durante uma de suas campanhas venceu e aprisionou um príncipe da Líbia. O príncipe foi levado ao rei vencedor juntamente com sua esposa e filhos.

Ciro perguntou-lhes:

- Que me dás se te conceder a liberdade?

- A metade do meu reino – foi a resposta.

- E se der a liberdade, também, a teus filhos?

- Entrego-te, nesse caso, a outra metade do meu reino.

- Que me darás, então, pela liberdade de tua esposa? – Tornou o rei persa.

O príncipe percebeu que tinha agido precipitadamente ao oferecer tudo o que tinha, esquecido de sua companheira; depois de meditar um momento declarou com firmeza:

- Entrego-me a mim mesmo pela liberdade de minha esposa.

O grande rei ficou tão surpreso ao ouvir esta resposta que concedeu liberdade a toda a família sem exigir resgate nem fiança.

Ao regressar a casa, perguntou o príncipe à sua esposa se não havia reparado na fisionomia serena e altiva do soberano persa.

A delicada esposa respondeu:

- Não olhei absolutamente para nada, porque tinha os meus olhos fixos naquele que estava disposto a dar-se a si mesmo pela minha liberdade.

Felizes seríamos se esta resposta pudesse ser a confissão dos nossos corações ao nos referirmos a Cristo! Esforcemo-nos para que os nossos olhos estejam sempre fixos naquele que, não somente estava disposto a entregar-se por nós, mas que realmente sacrificou sua vida para salvar-nos. Que nossa atenção se fixe em Cristo de tal modo que não tenhamos ocasião de olhar para o mundo, nem para as faltas e defeitos de nossos irmãos. Certo é que se assim o fizermos seremos transformados, como diz São Paulo, à imagem de Sua glória.




terça-feira, 12 de julho de 2011

AI DE TI...

Mateus 11,20-24.

Naqueles dias, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: «Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós.
E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo.
Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria. Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti.»

domingo, 10 de julho de 2011

A SEMENTE É A PALAVRA DE DEUS...

Evangelho segundo S. Mateus 13,1-23.
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se à beira-mar. Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia. Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas: «O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas.

Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda; mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram. Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas. Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta. Aquele que tiver ouvidos, oiça!»
Aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-lhe: «Porque lhes falas em parábolas?» Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado. Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender.
Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar. Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.» «Escutai, pois, a parábola do semeador.
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto.
que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»

Ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem»

Arrancada uma árvore, cortada até pela sua base e depois feito o transplante - o salgueiro, por exemplo -, ela rebenta e volta a florir; e não voltará à vida um homem arrancado ao solo? Colhidas as sementes, repousam e descansam nos celeiros e voltarão a viver depois da primavera; e não voltará à vida o homem depois de ceifado e lançado aos celeiros da morte? Cortado e transplantado um ramo ou um rebento de vide, ganha vida e dá fruto; e não há-de voltar a levantar-se o homem que caiu, para quem tudo foi criado?

Considerai agora o que se passa à nossa volta. Contemplai o panorama deste vasto universo: é semeado o trigo ou outro cereal, cai ao chão, apodrece, e já não serve para moer. Mas renasce desse apodrecimento, e cresce, e multiplica-se. Foi semeado um só grão e dá vinte, ou trinta, ou mais. Ora, para quem foi ele criado? Não foi para nosso uso? Não é para si próprias que as sementes saem do nada. Por isso, aquilo que foi criado para nós morre e renasce, e nós, para quem este prodígio acontece todas as vezes, seríamos nós excluídos deste benefício? Como deixaremos então de crer na ressurreição?



sexta-feira, 8 de julho de 2011

EIS QUE VOS ENVIO AO MEIO DOS LOBOS....

Quando nos envias para a missão, não podemos deixar de lado a sabedoria que nos vem do Alto. Precisamos da sabedoria da coragem, da simplicidade, que implica a fidelidade até ao fim. Precisamos da prudência de forma a não criar o conflito que destoi e rouba a Paz.
Tu, Senhor, conduzes a barca do nosso destino, e sabes que o sofrimento por vezes traz força e maturação. Precisamos de ser perseverantes, capazes de lutar contra as dificuldades.
Precisamos de sair ao encontro dos que estão afastados, dos que até são capazes de nos vender. Atreladas ao Teu carro, avançamos para a longa viagem que tem o nome de missão.
Se nos perseguirem, nada temos a temer, pois vais connosco, se nos levarem aos tribunais, Tu serás o nosso Juíz, Se nos açoitarem, Tu, aliviarás a nossa dor, se nos entregarem às autoridades, Tu serás o nosso defenso.
Com o Teu Espírito, tudo se realizará, com a força da Tua Palavra, ensinaremos nas praças e cuidaremos de dar mais testemunho de vida. O Espírito da verdade nos conduzirá, há-de lembrar-nos de todas as coisas que nos falas e ensinas. Tu nos conduzirás à Terra Prometida e derramarás sobre nós a Tua benção. A Tua proteção dar-nos-á a coragem necessária para Te anunciar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

RECEBESTES DE GRAÇA, DAI DE GRAÇA

S. Mateus 10,7-15.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento. Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes. Ao entrardes numa casa, saudai-a. Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós.
Se alguém não vos receber nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo: No dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma e de Gomorra do que para aquela cidade.»

 Senhor da Tolerância

Rezo-Te nesta manhã as manifestações de alegria do Teu Reino. Nele, sinto-me confortada e ao mesmo tempo sacudida para cuidar com esmero o meu testemunho que deve ser mais fecundo, mais perseverante, cativante e convincente. Contigo, também me comovo face aos sentimentos de nobreza vindos dos irmãos que me dás. Mantenho no meu íntimo o amor que sempre perdoa, une e congrega.
És um Deus próximo, és doador de todos os dons e graças. O serviço e o bem comum devem ser objectos da minha entrega. Hoje és para mim o Senhor da tolerância que em Ti é desconcertante. Se Te pedir que me faças também tolerante como Tu, é porque necessito deste dom. Preciso de deixar de lado tudo o que é impedimento ao Teu seguimento e ao anúncio da Tua Palavra. Quero ser instrumento de libertação, quero viver o desapego para descobrir em cada hora a importância do que significa comprometer-me com o Teu Reino. Que em meu coração e em meus lábios nunca brotem palavras impensadas e que o sim, viva sempre em mim. Capaz de correr montes e vales, quero sair ao encontro da felicidade.
Rezo mais uma vez a Tua proximidade, a Tua paz, a Tua serenidade, a Tua tolerância. Rezo em cada instante da minha vida as Tuas maravilhas. Rezo a alegria de me sentir curada e purificada por Ti. A Tua Palavra sempre me seduz. Quando percebo a grandeza do: “Recebestes de graça, dai de graça”, nada, mais posso querer a não ser realizar este preceito na vida. O Teu convite ao desprendimento, faz-me rezar profundamente este não ter nada, este dar a vida sem nada esperar em troca. A Tua Palavra, faz-me rezar a minha pobreza e exclamar: Nada quero ter de próprio, mas Tudo é Teu e dos irmãos.
Olho a Tua hospitalidade, respiro a Tua paz e assim refaço o Teu convite e na minha mochila vai apenas o vocábulo: serviço, dom, doação, hospitalidade e serenidade. Rezo-Te a alegria de saber que vives em mim e que nas canseiras e labutas diárias, Tu estás por perto. Se na vida surgirem as contrariedades, e a escuridão tomar conta de mim, vem depressa curar-me e purificar-me, expulsando esse maligno que tenta minar a minha fé.
Que a minha vida sinta a epifania do Teu Reino que é Verdade, Justiça, Amor, Paz e Perdão. Com um simples olhar, contemplo José e seus irmãos. Mas que quadro! Mas que exemplo de vida! Nele fica a leitura imediata dos Teus sentimentos para comigo.
Sinto a Tua proximidade, o Teu abraço, as Tuas lágrimas, o Teu perdão que confere vida em abundância, a Tua humildade, a Tua pobreza, e a simplicidade que impulsionam para a luta porque renovada por Ti.
Vivendo cada vez mais a Tua Palavra, releio com amor os Teus Mistérios, esforço-me para possas realizar em mim os Teus planos. Rezo-Te neste dia para que imprimas em mim a Tua Luz e Força para ser como Tu: Tolerante, desprendida e pacífica.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

IDE.. PROCLAMAI O REINO DO CÉU...

S. Mateus 10,1-7.

Naquele tempo, Jesus chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.
São estes os nomes dos doze Apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que o traiu. Jesus enviou estes doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: «Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto
.
Senhor da bondade
Hoje, rezo a Tua bondade, a Tua clemência e a realidade que vivo ao sentir-me enviada por Ti para a missão. Compreendo aos poucos a Tua Palavra e sei que nunca me abandonas e no justo momento antes que o perigo surja, Tu, estás lá com a Tua providencia. Hoje, rezo-Te a predilecção que tens por mim, pois, sabes, que necessito da Tua ternura incondicional que me enriquece, me dá graça e me faz mais acolhedora da Tua Palavra Salvadora.
Sou grão de trigo amontoado no celeiro, pronto a ser esmagado para dar vida. Reconheço-Te como o meu Senhor e o meu Deus, mas tenho momentos de uma fraqueza sem explicação. Só em Ti me sinto forte e segura para dar passos ainda que pequenos. Mas também reconheço que mesmo olhando para a minha fraqueza, Tu me envias em missão e o imperativo do anúncio, é urgente e percebo que é a máxima do ser Tua discípula, esse grãozinho que rola e brilha com o ouro da caridade, da verdade, da justiça e da humildade. Os entre laços da minha história precisam de adaptação a cada situação particular do nada que sou.
É tempo de Te procurar, é tempo de escancarar o celeiro do coração, é tempo de viver uma realidade nova, mais fogosa e operante no anúncio alegre da Tua Palavra. É tempo de me deixar encontrar por Ti. Abrir as mãos e repetir: Eis-me para o que Te aprouver. É tempo de maturar na Fé, é tempo de respirar o ar purificador de momentos cinzentos e carbonizados pelos desencantos da vida.
O Teu Reino caminha, eu caminho, a passo lento mas com ritmo ofegante e com um forte desejo de alcançar a meta. O Teu Reino avança fortalecido pelo Espírito que repousa sobre mim e me pede insistentemente que abra as portadas da minha casa fechada ao SENHORIO que bate e deseja entrar.
Senhor da bondade, não Te canses de me convocar, de me procurar, de me oferecer a vida em abundância essa, mesma, que brota da Tua Palavra, qual Fonte de água Viva. Tremo  ao pensar que hoje, entrarei num caminho de mais exigência e a terra estrangeira surge, o sol ardente queima e nem uma migalha sobra para dar vida à minha tão pobre vida! Do Egipto para Canaã, é uma vida que parece não ter fim, mas é o caminho certo para a felicidade.
Faz-me trigo novo, celeiro escancarado, convertido em amor para os irmãos. Faz do meu coração o grão de trigo do Teu Reino que no tempo da vida, vai dar fruto e rebentar em vida nova.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A MESSE É GRANDE...

S. Mateus 9,32-38.
Naquele tempo, apresentaram a Jesus um mudo, possesso do demónio.
Depois que o demónio foi expulso, o mudo falou; e a multidão, admirada, dizia: «Nunca se viu tal coisa em Israel.» Os fariseus, porém, diziam: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios.»

Jesus percorria as cidades e as aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.»

Senhor da Misericórdia...

A vida é um mistério! Tanta canseira, tanta escravidão do tempo, tanto desamor! A vida, por vezes, apresenta-se enigmática, sem soluções à vista para dar respostas que permaneçam e marquem definitivamente a humanidade. Sabes, Senhor, hoje, olho-Te como o Senhor da bondade, da misericórdia. Esse Teu compadecer-se da multidão porque estava cansada e abatida, é encantador! Dá-me a coragem para encontrar a minha felicidade nas Tuas Palavras de Consolação.
Gosto de pensar, que Tu, és o Senhor que abençoa e que entre mil sinais, surge o sinal do amor que não se iguala a nenhum outro… Mas deixa-me expressar o que sinto e onde me encontro no hoje da minha vida. Sabes, sou de novo Jacob.
Ontem contemplava, hoje luto e a minha luta acontece contigo, porque os temores e fracassos da vida, levam-me a questionar-Te seriamente porque me fazes estas coisas. Então a luta acontece, mas peço-Te que não me largues, mas em cada segundo da vida, me abençoes e protejas. Sei que tens um projecto sempre novo para mim.
Que o meu corpo descanse em Ti, que o meu coração bata por Ti, que o meu QI deixe que faças nele as Tuas passeatas de forma a corrigir o que está prestes a desviar-se, para que depois não fiquem cicatrizes, nem mazelas que o tornem cada vez mais apagado e sem criatividade. Põe no lugar o que está desarrumado, que o inútil se trone útil, o inflexível em flexível, as incertezas em certezas e factos concretos… Sei lá o que mais…
Senhor da Misericórdia,
quando estiver possuída pelo mal liberta-me dessa escravidão, afasta de mim o cansaço e as cadeias que roubam as oportunidades de viver um crescimento contínuo na linha do Teu seguimento.
Olha as multidões de novo. Sabias que estou lá?
Sabias que sou das que estão cansadas e abatidas?
Sabias que pareço mais uma ovelha sem guia?
Preciso da ventania do sopro divino que me faz tanta falta para sacudir o pó que pousa sobre mim.
A minha vida fica travada porque o travão do amor quebrou das tantas descidas e subidas que desfizeram a corrente do amor e rebentaram a força que ele tem sobre quem se deixa encantar por Ti.
 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

TEM CONFIANÇA...

Evangelho segundo S. Mateus 9,18-26.
Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d'Ele e disse: «A minha filha acaba de falecer. Mas, vem impor a mão sobre ela e viverá.» Jesus, levantando-se, seguiu o com os discípulos. Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto, pois pensava consigo: 'Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada. Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: «Filha, tem confiança, a tua fé te salvou.» E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada. Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse: «Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme.» Mas riam-se dele.  Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se. A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra.
Senhor da Confiança
Fico surpresa ao dar-me conta de que mais que nunca a estreiteza do meu coração é pequena para abarcar todos os Teus mistérios de amor! Fico atónita, sem perceber os Teus planos a meu respeito. Quero ser instrumento capaz de estabelecer a Paz e viver uma Fé adulta e madura contigo e com a humanidade que precisa de vida e de uma liberdade que não seja escravizante. Como é deslumbrante a Tua Palavra! És um Deus presente e sinto que me repetes como a Jacob: “Estou contigo… guardar-te-ei por onde quer que vás… nunca te abandonarei…” Não é sonho, é realidade e eu durmo em cima da pedra e também eu contemplo a Tua presença nessa escada maravilhosa de irmãos que me dás, sendo a muleta que me leva à santidade… Na travessia da minha vida descubro cada vez mais o Teu amor.
Torna-me livre, Senhor para transformar os meus lugares na Tua morada. Desventra o meu ser para que ele viva em sintonia com o Teu projecto salvador. Tu, és o agente principal da minha vida. Tu, és bênção para o meu nada…
Tu, és o senhor em quem confio inteiramente. À sombra das Tuas asas procuro abrigo, protecção e refúgio. Florescem viçosas as flores da Primavera, elas marcam o tempo fecundo da uma esperança sem fim, é o sonho e o sopro de uma vida nova, que respira um perfume que inebria.
Rezo neste dia a alegria de Te saber próximo. Peço-Te que me tornes próxima de quantos respiram o sopro da vida por Ti insuflada. Neste dia e sempre, impõe as Tuas mãos sobre a minha vida inerte sem coragem, nem força para levantar. Que eu nunca hesite no Teu amor que me inspira uma ternurenta confiança. Que o toque do Teu amor, imprima em mim a novidade da vida e curada de tantos males, me transforme em criatura nova.
Senhor, da confiança, os Teus mistérios consolam-me, apesar de nem sempre os assimilar e viver. Senhor da vida, à medida que o tempo passa, sinto-me no meio da multidão e procuro tocar a orla do Teu manto, para que pela Fé, me deixe curar por Ti. Preciso que me tomes pela mão e me reergas da preguiça da vida. Que em mim aconteça a explosão artística, que traz à minha visão as cores de uma harmonia infinda que me recordam festa, promessa e aliança.
Faz-me explodir de amor por Ti, hoje e sempre…


sexta-feira, 1 de julho de 2011

NA VOSSA LUZ VEREMOS A LUZ...

25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos peque­ninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde­ de coração, e vós encon­trareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Senhor, do coração rasgado,
No hoje das horas do meu dia, vai para Ti o pensamento do meu coração, que se mostra não tão aberto e rasgado como o Teu, mas nele palpita o desejo de Ter-Te como repouso e alento. Tu, Senhor, Manso e Humilde de coração, vens dar-me a lição do amor perene, vens para ser a Luz e a Fonte da minha vida, estás em mim, como o Senhor que eu procuro desde a aurora.

Deixa-me repousar no Teu coração de Pai. Um Pai que é misericórdia e bondade. Leva-me aos prados verdejantes e sacia a minha alma. Deixa-me encostar ao Teu cajado e repousar no Teu ombro e sempre que me extraviar, procura-me, carrega-me ao ombro e reconduz-me de novo à Tua casa, que é a Igreja.
Obrigado porque do Teu lado brotou sangue e água e daí nasceu a Igreja da qual eu sou uma pedrinha que quer ser viva.
A minha vida, o meu nada só são algo com a Tua sabedoria, com a Tua compreensão e acolhimento. No Infinito da Tua grandeza, brilha sempre um coração que não tem medida, porque a medida desse coração tem o nome do AMOR.
Coração de Jesus, fonte de vida e de amor, rever a minha vida pensando na imensidão do Teu amor, parece que nem há vocabulário para Te dizer tantas coisas e para rever tantas faltas, pedindo-Te apenas que reconvertas a minha vida, que me faças vaso novo, luz capaz de iluminar todas as gentes.
Dá-me um coração novo, grande para amar e forte para lutar e ser fiel ao Teu convite de amor.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

LEVANTA-TE E ANDA...

Evangelho segundo S. Mateus 9,1-8.

Depois disto, subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade.
Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.»
Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.»
Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: 'Os teus pecados te são perdoados’, ou: 'Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados disse Ele ao paralítico: 'Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.» E ele, levantando-se, foi para sua casa. Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.
«Levanta-te e anda»

«E se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais» (Rm 8,11). Agora é um corpo humano natural; depois será um corpo espiritual. Pois, «o primeiro homem, Adão, foi feito um ser vivente e o último Adão um espírito que vivifica» (1Cor 15,45). Eis a razão pela qual «Ele dará a vida aos vossos corpos mortais, por causa do Espírito que habita em vós».

Ah! Que feliz aleluia cantaremos então! Que segurança! Já não haverá adversário, nem inimigo; não perderemos nenhum amigo. Aqui na terra cantamos os louvores de Deus no meio das nossas preocupações; no céu, cantá-los-emos numa perfeita tranquilidade. Aqui cantamo-los em face da morte; no céu, teremos uma vida que não acaba. Aqui, na esperança; no céu, na realidade. Aqui, somos viajantes; lá, estaremos na nossa pátria. Cantemos portanto, desde agora, irmãos, não para saborear o repouso, mas para aligeirar o nosso trabalho. Cantemos como o fazem os viajantes.
Canta, mas sem parar de caminhar; canta para te reconfortares no meio das fadigas. Canta e caminha! O que quer dizer caminha? Segue em frente; faz progressos no bem.  Vai em frente, caminhando para o bem; avança na fé e na pureza de costumes. Canta e caminha! Não te extravies; não voltes atrás; não fiques parado. Voltemo-nos para o Senhor.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E VÓS QUEM DIZEIS QUE EU SOU?...

Pedro, Rocha
Paulo, Espada...
Pedro de redes nas mãos;
Paulo de Palavra em riste...
Pedro leva as Chaves, Paulo o mapa do mundo
e um peregrinar pelos caminhos da vida,
levando a Boa Nova aos que não a conhecem.
Mesmo cansado, não desiste, corre para a meta...
E em Cristo recebe o prémio da vitória...
Dois homens distintos, os dois seguiram  Jesus.
Com Pedro e Paulo, somos convidados a construir a Igreja, tendo como meta Cristo e o Seu Evangelho.
Todos somos herdeiros de Pedro e Paulo. No nosso sangue circula  o mesmo sangue de Pedro e de Paulo. Cabe-nos dar a vida por Jesus, exclamar também:"Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo"...

terça-feira, 28 de junho de 2011

SENHOR SALVA-NOS...

Evangelho  S. Mateus 8,23-27.
Depois subiu para o barco e os discípulos seguiram-no. Levantou-se, então, no mar, uma tempestade tão violenta, que as ondas cobriam o barco; entretanto, Jesus dormia. Aproximando-se dele, os discípulos despertaram-no, dizendo-lhe: «Senhor, salva-nos, que perecemos!» Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens de pouca fé?» Então, levantando-se, falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e sobreveio uma grande calma.
Os homens, admirados, diziam: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»
Senhor da serenidade!
Não se pode na vida acolher com reservas os Teus apelos. Não posso imprimir na minha vida situações fantasiosas. Preciso, Senhor, de certezas, de factos concretos confiando totalmente em Ti… É bonito o cenário que envolve este Teu acordar do merecido descanso! O lago de Genesaré, tranquilo, fecundo…. Mas, no cenário da vida surgem águas revoltas e águas pouco transparentes.
São, Senhor, as forças contraditórias do mundo que agitam a minha vida e a minha história. Navego na Tua barca, estás a meu lado, mas tenho alguns temores à mistura! A Tua presença na minha vida é tempestade que aos poucos renova o meu íntimo e nessa barca embalada pelo furor do vento, navego, esperando que me sacudas, me acordes e acendas a chama da minha Fé. Há chagas que só Tu, purificas, há escórias que só por Ti podem ser cuidadas. Há coisas velhas que só Tu, podes renovar. Só Tu, podes recuperar o irrecuperável.
Sacode-me, Senhor, provoca de vez enquanto umas tempestades fortes no meu espírito por vezes desorientado, cansado e necessitado de purificação. Do Teu ser Divino, brota renascido o futuro. A minha agitação inquieta obedece aos Teus desígnios, o Teu Espírito serena o meu coração. Contigo por perto, gozo da Tua Paz Infinita. Experimento a Tua misericórdia mesmo nas grandes tempestades. Preciso de perceber e aceitar a Tua presença em mim, porque dessa forma a minha Fé superará toda a incredulidade do meu coração.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

SEGUIR-TE-EI...

 S. Mateus 8,18-22.

Vendo Jesus em torno de si uma grande multidão, decidiu passar à outra margem.
Saiu-lhe ao encontro um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.» Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» Um dos discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» Jesus, porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.»

Senhor da provocação,
a tarefa que depositas no meu coração, requer interiorização séria, sacrifício e um verdadeiro desapego. São tantas as vezes que esqueço esse pormenor e entro na linha dos interesses mesquinhos e materialistas que afogam a vontade de viver o anúncio do Evangelho em total abandono. Será que a minha prece tem poder sobre o Teu coração?
Tu, esperas que seja capaz de enfrentar toda a insegurança que algumas vezes surge no respiro da minha vida! Sugeres-me tantas vezes que tenho de sentir a urgência da Missão! Como é agradável sentir a Tua mestria e perceber que és um perito em liberdade, pois a escolha que fazes e propões a cada um é estupenda! Mas fica sempre o sinal da exigência e seguir-Te é não olhar para trás, é oferecer-Te o coração por inteiro, sem resquícios de passado, mas com uma aposta séria no futuro que tem de ser lido com esperança, mas esse olhar tem de ser trespassado pela cruz.
Segue-me! É o convite contínuo!
Mas que faço aos montes, aos atalhos tenebrosos que surgem no peregrinar do meu tempo? Este tempo não é banal, passa na minha vida como a limpidez da água que jorra do regato onde bebo a frescura do Teu ser. É a Tua presença que corre nas minhas veias, que faz palpitar o meu coração, que torna intenso o perfume de quem carrega a cruz com leveza e amor.
Como é forte a Tua Palavra: … deixa que os mortos sepultem os seus mortos… Confesso que tenho de fazer uma pausa para assimilar esta verdade. Parece que dá temor, mas compreendo que tendo-Te por perto não há fobias.
Senhor, estou aqui com a verdade do meu ser, com o coração e a inteligência em equilíbrio para perceber profundamente o Teu convite, a Tua provocação.
Numa estrada sem fim, encontro a Tua Cruz e ela assinala positivamente os revezes e dificuldades da vida, mas dela brota apenas o amor, que me pede fidelidade ao seguimento, renunciando à minha vontade, morrendo interiormente, para dar espaço ao amor e ao convite: “Toma-a, segue-me, serei para sempre a tua fortaleza e iluminarei cada passo da tua caminhada…”



domingo, 26 de junho de 2011

QUEM VOS RECEBE, A MIM RECEBE...

Senhor, da minha geração.
Nada, mais posso dizer a não ser que fica no coração um profundo desejo de anunciar e proclamar a Tua fidelidade. Caminhar à Luz do Teu Rosto, faz as alegrias do coração de quem te serve.
“Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou…” Palavra exigente e difícil de descodificar. Sabes, o que acontece na nossa vida? Não há prioridades! E Tu, vens dizer-nos hoje, que nada devemos antepor ao Teu amor, à Tua Palavra, à Tua viva presença em nós! Tu, és o primeiro, vais à frente e nada te podemos antepor. Mas sabes das nossas limitações e isso acontece tantas vezes!
O teu caminho, tem um sinal que é obrigatório e nós recusamos constantemente. A Cruz. Tu és claro e afirmas: “ Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim…” O amor à Cruz tem de ser uma prioridade de vida para percorrer o caminho que traças para a nossa vida. Reclamo já, dizendo-Te que isto é complicado. Tudo fica tão escuro, que o brilho da luz, as cores do arco-íris nem se conseguem ver e elas falam de aliança eterna.
Também sabemos que se em tudo quanto fizermos colocarmos a marca do amor, há sempre algo de novidade e há palmas de vitória e ouro para as conquistas alcançadas.
Senhor dos meus dias, quero que prepares para mim na hora do encontro o prémio para o esforço realizado na prática do amor, da verdade, da justiça, da solidariedade e misericórdia… Que os meus actos nunca passem sem Te colocar em primeiro plano da minha vida.
Antes de avançar preciso de descansar em Ti, beber da água da Vida, encostar-me ao Teu cajado e sentir o Teu abraço carregado de afecto.
Quero que na minha vida, o compromisso seja acompanhado da fidelidade, o amor sempre auxiliado pela solidariedade e misericórdia, que tudo seja transformado em bênção para a humanidade dos muitos irmãos que nos dás.
Senhor do acolhimento, dá-me oportunidade para me purificar, para viver seriamente o caminho do discipulado, para viver abraçada à Cruz que me dás e nada, mas nada anteponha ao Teu amor.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

LUZ PARA ILUMINAR AS NAÇÕES...

Senhor das minhas provocações!
Hoje fico confundida com os Teus sinais de amor para com a humanidade! Sabes, fico baralhada com a Tua acção que passa para além do maravilhoso e magnífico! Isabel, Zacarias! Vestidos com sinais de fragilidade como: esterilidade, velhice e tantas outras! Para eles vem João, o menino da promessa, o comunicador do tempo Messiânico e é desta forma que tudo se transforma e tudo voltará a ser fecundo e a palavra faz-se ouvir de novo…
Um enviado para ser luz, para ser testemunho, para preparar caminhos de acolhimento do Messias que és Tu, o Senhor da Vida… O apelo à magia da PALAVRA feita CARNE, é o desvendar de sonhos e o acordar sob o sinal da ESPERANÇA…
Inconfundível é para mim a provocação de João e a ascese vivida como sinal da Tua presença nele. Tu, também nos provocas no quotidiano da nossa vida, pedes-nos que não fiquemos desanimados, não nos cansemos em vão, Tu, és a nossa força, justiça e recompensa… Queres que sejamos a Luz das nações como pregoeiras da Tua Boa Notícia. Bonito! Não basta ser serva, é preciso servir, é preciso restaurar o que está envelhecido, é necessário reaver o brilho que se recebe do Teu olhar fulgurante e provocador. É preciso dar testemunho de que o nosso coração vive encantado e comprometido com a Tua Palavra.
Na minha oração silenciosa, faço apenas uma recomendação. Aceita a ternura das minhas palavras que caladas ficam carregadas de afecto pelos que já receberam a Tua provocação, para que vivam alimentados e fortalecidos pela Tua Palavra Salvadora. Sejamos, nós esses sinais desconcertantes de fidelidade, de firmeza na Fé, de clareza na vivência do amor.
Que o encanto seja vivido no tempo e no espaço, onde na esplanada da vida se jogam as cores do arco-íris que revestem o mundo da beleza que nos lembra a tua aliança, a Tua amizade e o Teu amor sempre fecundo pela humanidade a quem continuas a pedir para ser nas trevas, a Luz e na guerra, a Paz.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

EU SOU O PÃO VIVO...

Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.»
Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!» Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»


quarta-feira, 22 de junho de 2011

REZANDO A EUCARISTIA...

ACAUTELAI-VOS... SER ÁRVORE BOA...

Acautelai-vos!...
Faltam-me mais uma vez as palavras para Te rezar nesta manhã com um sol a brilhar sem par e escuto o Teu: “ Acutelai-vos”! Repetes aos meus ouvidos palavras que trazem algum receio face à vida e tenho mesmo de voltar a dizer-Te que com tudo isto nem sei mesmo como me dirigir a Ti. O meu olhar interioriza a distância da proclamação da Tua Palavra e me deixa a pensar no potencial que ela tem hoje para a minha vida.
Tu, Senhor, sempre disposto a fazer aliança de amor connosco. Tu, o Senhor que pões também à prova a nossa Fé, pedes-nos para mantermos a firmeza da Fé como o Patriarca, de forma a produzirmos frutos de amor, de justiça e de caridade.
Abro minhas mãos e de repente elas se fecham, o que não deveria nunca acontecer. É essa cautela que me pedes: mãos abertas, coração rasgado para agir com solidariedade, com caridade e energia. Senhor, os nossos frutos têm que ser de amor, pois são estes os sinais mais eficazes que levamos para o mundo que nos rodeia, que hoje nos aclama, mas também nos enterra num lodo voraz onde ficamos atoladas. Não quero falhar. Porque se falhar tens direito a cortar-me e a deitar-me ao fogo.
A Fé e a confiança nos Teus apelos tornam- nos pessoas dispostas a trilhar o caminho da santidade e mesmo que retalhada pela dor, um único é o meu desejo: produzir frutos de vida.
À custa dos nossos abraços, das nossas canseiras, do nosso suor e do nosso rosto entristecido, os actos de amor de cada dia, são para Ti. As práticas interiores do coração voam para Ti, as mágoas e desolações pedem que as trates com cuidado.
Às vezes, fico a pensar nos meus afectos. Mas afinal Tu, és um Deus de afectos, de relação, de amor! Eles não podem morrer, eles são o sinal de que és um Deus Amor, presente em nós e nos irmãos a quem e para quem devemos encaminhar o afecto do coração.
Não quero perder o fôlego, quero orgulhar-me de ser árvore fecunda, capaz de gerar vida à minha volta. Quero dar-Te a oportunidade de a podares e limpares quando Te aprouver. Que no silêncio e no balbuciar das Tuas doces Palavras, eu escute e ame cada vez mais os Teus ensinamentos, que fortalecem a seiva da minha vida e me tornam árvore suculenta, frondosa e com vigor gerando vida onde for o lugar do encontro Contigo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

COMO É ESTREITA A PORTA...

Mateus 7,6.12-14.
«Não deis as coisas santas aos cães nem lanceis as vossas pérolas aos porcos, para não acontecer que as pisem aos pés e, acometendo-vos, vos despedacem.»
«Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.» «Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele.

Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!»
 
Nesta manhã, rezo-Te, Senhor da Palavra e do Amor. Sem limites, sem obstáculos e no calor da manhã que me dás, venho pedir-Te que preciso de eliminar da minha vida os males que são impedimento ao crescimento nas sendas do Teu amor. Manhã, tarde e noite são o tempo que me dás para não faltar ao amor fraterno que devo viver como irmã, como filha deste Pai que tanto ama os Seus filhos.
Querer na vida apenas fazer o bem de igual para igual, comprometendo-me é o caminho que me leva a percorrer o longo caminho, mesmo sabendo que a porta é estreita, mas tenho de passar por ela, tendo como objectivo o encontro contigo, e a perfeição da vida que me dás. O orvalho de cada manhã, é sinal da Tua beleza, é motivo de contemplação sem limites, é transparência do Teu amor.
Quero palmilhar o caminho que me ofereces para seguramente entrar por essa porta que é estreita, mas larga para os que fazem sacrifício e amam até não poder mais.

domingo, 19 de junho de 2011

PAI, FILHO, ESPIRITO SANTO...

2ª Carta aos Coríntios 13,11-13.
De resto, irmãos, sede alegres, tendei para a perfeição, confortai-vos uns aos outros, tende um mesmo sentir, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco.
Saudai-vos mutuamente com o ósculo santo. Saúdam-vos todos os santos.
A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.
Evangelho segundo S. João 3,16-18.

Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus.
Todo o que n'Ele crê [...] tenha a vida eterna»
 Insensatos, que não cessais de revelar-vos indiscretos na procura da Trindade, sem vos contentardes em acreditar tão-só que Ela existe, tal como vos orienta o Apóstolo, que diz: «quem se aproxima deDeus tem de acreditar que Ele existe e recompensa aqueles que O procuram» (Heb 11,6). Que ninguém se ocupe de questões supérfluas, mas se contente em apreender o conteúdo das Escrituras, [...] que dizem que o Pai é fonte — «o Meu povo abandonou-Me, a Mim, nascente de águas vivas» (Jr 2,13); «Abandonaste a fonte da sabedoria!» (Br 3,12) — e luz, segundo João: «Deus é luz» (1Jo 1,5). O Filho, com efeito, em relação a essa fonte, é rio, de acordo com o salmo: «Enches, a transbordar, o rio caudaloso» (Sl 65 /64,10), e em relação à luz é resplendor, quando Paulo diz que «é resplendor da Sua glória e imagem fiel da Sua substância» (Heb 1,3). Assim sendo, o Pai é luz, e o Filho o Seu resplendor. [...] E é no Filho que somos iluminados pelo Espírito, como diz também Paulo: «que o Pai vos dê o Espírito de sabedoria e vo-Lo revele, para o conhecerdes, e sejam iluminados os olhos do vosso coração» (Ef 1,17-18). É, porém, Cristo quem nos ilumina n'Ele quando somos iluminados pelo Espírito, pois a Escritura diz: «O Verbo era a Luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9). Para além disso, sendo o Pai fonte e Cristo rio, é dito igualmente que bebemos do Espírito: «e todos bebemos de um só Espírito» (1Cor 12,13). Dessedentados, pois, pelo Espírito, é de Cristo que bebemos, porquanto bebemos «de um rochedo espiritual que os seguia, e esse rochedo era Cristo» (1Cor 10,4).
Ora, sendo o Pai o «único Deus sábio» (Rm 16,27), o Filho é a Sua sabedoria, porque «Cristo é poder e sabedoria de Deus» (1 Cor 1,24). Por conseguinte, ao recebermos o Espírito de sabedoria, recebemos o Filho e adquirimos assim a Sua sabedoria. [...] O Filho é a vida, pois Ele disse: «Eu sou a Vida» (Jo 14,6). Mas também se diz na Escritura que somos vivificados pelo Espírito quando Paulo nos diz que «o Pai, que ressuscitou Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do Seu Espírito que habita em vós» (Rm 8,11). Mas ao sermos vivificados pelo Espírito, é Cristo que Se faz vida em nós: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2,20).