quarta-feira, 7 de maio de 2014


MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O 51º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

11 DE MAIO DE 2014 - IV DOMINGO DE PÁSCOA

Vocações, testemunho da verdade



Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (...). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a acção eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.

El Papa Francisco en la homilía: la Iglesia es testimonio, l


Reconhecido milagre por intercessão de Paulo VI

Reconhecido milagre por intercessão de Paulo VI

terça-feira, 6 de maio de 2014

"Comunicação a serviço de uma autêntica

cultura do encontro"

Texto completo da mensagem do Papa Francisco para a XLVIII Jornada Mundial das Comunicações Sociais, que acontecerá domingo, 1 de junho de 2014

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.
Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.
No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correcta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído.

Missa em Santa Marta Quem tem lugar na Igreja

Missa em Santa Marta Quem tem lugar na Igreja

Missa em Santa Marta Qual o testemunho do cristão

Missa em Santa Marta Qual o testemunho do cristão

quinta-feira, 24 de abril de 2014


Papa: evitar ser "cristãos morcegos", que têm medo da alegria da Ressurreição


O Evangelho proposto pela liturgia do dia narra a aparição de Cristo ressuscitado aos discípulos. Na saudação de paz, ao invés de se alegrarem, eles ficam tomados de “espanto e temor”, imaginando ver um espírito. Jesus tenta explicar a eles que o que veem é a realidade, convidando-os a tocarem o seu corpo. Mas – observou o Papa – os discípulos, por causa da alegria, não podiam acreditar:
“Esta é uma doença dos cristãos. Temos medo da alegria. É melhor pensar: ‘Sim, sim, Deus existe, mas está lá; Jesus ressuscitou, mas está lá’. Um pouco de distância. Temos medo da proximidade de Jesus, porque isso nos dá alegria. E assim se explicam os muitos cristãos de funeral, não? Aos quais parece que a vida é um funeral contínuo. Preferem a tristeza, e não a alegria. Movem-se melhor não na luz da alegria, mas nas sombras, como aqueles animais que só conseguem sair à noite, mas à luz do dia não veem nada. Como os morcegos. E com um pouco de senso de humor, podemos dizer que existem cristãos morcegos, que preferem as sombras à luz da presença do Senhor”. 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

"Ungidos com o óleo da alegria" - Homilia do Papa na Missa Crismal - 17.04.2014

"Ungidos com o óleo da alegria" - Homilia do Papa na Missa Crismal - 17.04.2014

Reflexão Espiritual

Paulo VI, Carta Encíclica “Mysterium Fidei” sobre o Culto da Sagrada Eucaristia
Sempre a Igreja Católica conservou religiosamente, como tesouro preciosíssimo, o mistério inefável da fé que é o dom da Eucaristia, recebido do seu Esposo, Cristo, como penhor de amor imenso. [...] No Mistério Eucarístico é representado de modo admirável o Sacrifício da Cruz, consumado uma vez para sempre no Calvário; e que nele se relembra perenemente a sua eficácia salutar na remissão dos pecados que todos os dias cometemos.

Nosso Senhor Jesus Cristo, ao instituir o Mistério Eucarístico, sancionou com o seu sangue o Novo Testamento de que é Mediador, do mesmo modo que Moisés sancionara o Velho com o sangue dos vitelos. Segundo contam os Evangelistas, na última Ceia, "tomou um pão, deu graças, partiu e distribui-o a eles, dizendo, 'isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória'. E, depois de comer, fez o mesmo com o cálice, dizendo: 'Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós"'. E mandando aos Apóstolos que fizessem isto em sua memória, mostrou a vontade de que este Mistério se renovasse. [...]

De outro modo... Cristo está presente à sua Igreja enquanto ela prega, sendo o Evangelho, assim anunciado, Palavra de Deus, que é anunciada em nome de Cristo, Verbo de Deus Encarnado. […] Além disso, de modo ainda mais sublime, está Cristo presente à sua Igreja enquanto esta, em seu nome, celebra o Sacrifício da Missa e administra os Sacramentos. […] Esta presença... é substancial, quer dizer, por ela está presente, de fato, Cristo completo, Deus e homem. [...] Convertida a substância ou natureza do pão e do vinho, no Corpo e no Sangue de Cristo, nada fica do pão e do vinho, além das espécies; debaixo destas, está Cristo completo, presente na sua "realidade" física, mesmo corporalmente, se bem que não do mesmo modo como os corpos se encontram presentes localmente. Por isso, tanto recomendaram os Santos Padres que os fiéis, ao considerarem este augustíssimo Sacramento, não se fiassem nos sentidos, que testemunham as propriedades do pão e do vinho, mas sim nas palavras de Cristo, que têm poder de mudar, transformar e "transubstanciar" o pão e o vinho no seu Corpo e Sangue; na verdade, como repetem os mesmos Padres, a força que opera este prodígio é a própria força de Deus Onipotente, que no princípio do tempo criou do nada todo o universo. [...]

A Santíssima Virgem Maria, de quem Cristo Senhor Nosso tomou a Carne que neste Sacramento, sob as espécies do pão e do vinho, "está presente, se oferece e se recebe"...interceda junto do Pai das Misericórdias, para que a fé comum e o culto eucarístico produzam e façam prosperar a unidade perfeita de comunhão entre todos os cristãos.

Na Quinta-feira Santa, Papa insiste em pedir 'alegria' aos sacerdotes

Na Quinta-feira Santa, Papa insiste em pedir 'alegria' aos sacerdotes

Missa da quinta-feira santa na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém

Missa da quinta-feira santa na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém

O Papa Francisco durante a missa crismal comemora a instituição do sacerdócio

O Papa Francisco durante a missa crismal comemora a instituição do sacerdócio

Papa Francisco: Beijar a cruz e agradecer | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Papa Francisco: Beijar a cruz e agradecer | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

quarta-feira, 16 de abril de 2014

QUINTA-FEIRA SANTA



Textos: Êxodo 12, 1-8. 11-14; 1 Coríntios 11, 23-26; João 13, 1-15.
Pe. Antonio Rivero L.C. Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no seminário diocesano Maria Mater Ecclesiae de são Paulo (Brasil).

Ideia principal: Dia do Amor feito entrega e presentes.

Resumo da mensagem: na primeira Páscoa cristã, Deus Pai por amor nos entrega generosamente o seu Filho-Cordeiro imaculado e imolado para a nossa salvação (primeira leitura). Jesus por amor nos entrega o sacerdócio, a Eucaristia e o mandamento do amor (evangelho e segunda leitura). Somente precisamos de mãos e coração para receber estes presentes maravilhosos, agradecer com amor e corresponder com a nossa entrega.

Pontos da ideia principal:
Em primeiro lugar, nesta Santa Missa Vespertina da Ceia do Senhor a Igreja comemora aqueles momentos nos quais Cristo nos deu as máximas provas do seu amor, oferecendo a sua vida por nós. Com esta celebração começa o solene Tríduo Pascal, onde o mistério infinito do Amor de Deus pela humanidade caída se desprende diante dos nossos olhos e nos convida à gratidão, à adoração, à reparação e à imitação. Este amor se faz entrega e presente: o presente do sacerdócio ministerial, o presente da Eucaristia e o presente do mandamento novo do amor.
Em segundo lugar, o que simbolizam esses três presentes? No lavatório é o amor que se humilha. Na Eucaristia é o amor que se imola, isto é, se partilha, se compartilha e se reparte, perpetuando o sacrifício de Cristo na cruz. No sacerdócio é o amor que se faz visível e se prolonga em homens de carne e osso, aos quais Jesus faz “outros Cristos” para que o representem e se configuram com Ele, que é Cabeça e Pastor.

Finalmente, diante do presente do lavatório e do mandamento do amor, só me resta deixar que Cristo lave os meus pés e a minha consciência e me abaixar para lavar os pés dos meus irmãos com a caridade. Diante do presente da Eucaristia, somente resta agradecer, receber a Eucaristia com um coração limpo e fazer-nos eucaristias vivas para os nossos irmãos, para que a nossa vida seja uma Eucaristia permanente, isto é, uma imolação constante pelos demais, uma presencia consoladora para os demais e um fator de unidade com os demais. Diante do presente do Sacerdócio, somente resta rezar a Deus para que mande santos sacerdotes à sua Igreja que sejam “outros Cristos”.  

Para refletir: como estou tratando o mandamento do amor: com delicadeza ou piso esse mandamento com meu egoísmo e soberba? Como vivo a Eucaristia: com fervor, limpeza interior e adoração? Peço a Deus que tenha piedade de nós enviando santas e abundantes vocações ao sacerdócio?

Catolicismo e arte sacra: Evocação de Bento XVI no seu 87.º aniversário | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Catolicismo e arte sacra: Evocação de Bento XVI no seu 87.º aniversário | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

domingo, 13 de abril de 2014

Francisco: "Quem sou eu diante do meu Senhor?

Francisco: "Quem sou eu diante do meu Senhor?

DOMINGO DE RAMOS

Senhor, diante dos gritos de “hossana”, não Te vanglorias,

Tens o olhar colocado na missão que o Pai Te confiou.

Diante do grito: “ crucifica-o”, não resiste, nem recuas...

Despojas-Te de Ti e fazes-Te obediente até à morte e morte de Cruz.

Dás-nos a Tua vida, o Teu Espírito e alentas a nossa difícil peregrinação.

No meu coração nem sei que sentimentos ter!

Palmas? Aclamações? Ânimo?

O que me diz a Tua imolação livre e amorosa?

Resta-me saber que a Tua vida salvou a humanidade!

Escuto com alguma tristeza este: “ crucifica-o”

mas esqueço que sou eu a afirmá-lo

Tantas vezes com a minha vida, com as minhas infidelidades.

Das palmas do “hosana” à crueldade da Cruz!

Não reages, sofres no silêncio, perdoas mesmo aos que Te insultam...

O patíbulo da Cruz já está preparado e eu reforço-o com minhas negações...

Sobres para morrer, mas a Tua morte é salvação para toda a humanidade.

A ponte do “hosana” dos aplausos, dos sucessos e a ponte do “crucifica-o”

Como reagir? Com os Teus sentimentos?

Com a Tua paciência? Com a Tua gratidão

Elevando sempre o olhar para o Céu?

Nem sempre perdoo-o, nem sempre ofereço o meu melhor

Nem sempre aproveito a união com os Teus sacrifícios.

Sou dos que te louvam e dos que Te crucificam!

Que personagem vou escolher para viver esta semana?

Pedro, Judas, os soldados, Pilatos, Herodes,

Simão de Cirene, os fariseus e sumo sacerdotes,

Maria, João...?

O que vou preferir na minha oração,

O “Hosana” ou o “Crucifica-o”?

Saiba colocar-me em Tua presença e no silêncio

Adorador deixar que sejas Tu a orientar a minha vida

E a dizer-me que ela sem cruz, não tem valor...

Tu reinarás, Tu vencerás, Tu nos salvarás...

 



Vaticano: Papa inicia Semana Santa com apelos a exame de consciência sobre atitude de cada católico face a Jesus

Vaticano: Papa inicia Semana Santa com apelos a exame de consciência sobre atitude de cada católico face a Jesus

sábado, 12 de abril de 2014

Domingo de Ramos

Das FMM




Texto completo da quinta pregação do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. - ROMA, 11 de Abril de 2014

Quinta Pregação de Quaresma
São Gregório Magno e o entendimento espiritual das Escrituras

Em um esforço por colocar-nos na escola dos Padres para dar um novo impulso e profundidade à nossa fé, não pode faltar uma reflexão sobre o modo em que eles liam a Palavra de Deus. Será o Papa São Gregório Magno a guiar-nos à “inteligência espiritual” e a um renovado amor pelas Escrituras.

Aconteceu no mundo moderno, em relação à Escritura, a mesma coisa que aconteceu com a pessoa de Jesus. A busca do exclusivo sentido histórico e literal da Bíblia que dominou nos últimos dois séculos partia dos mesmos pressupostos e levou aos mesmos resultados da pesquisa sobre o Jesus histórico diferente do Cristo da fé. Jesus era reduzido a um homem extraordinário, um grande reformador religioso, mas nada mais; a Escritura era reduzida a um livro excelente, até mesmo o mais interessante do mundo, mas um livro como os outros, que devia ser estudado com os meios com os quais se estudam todas as grandes obras da antiguidade. Hoje se está indo inclusive além. Um certo ateísmo militante maximalista, anti-judaico e anti-cristão, tem a Bíblia, especialmente o Antigo Testamento, como um livro "cheio de abominações", que deve ser retirado das mãos dos homens de hoje.

Nesse assalto às Escrituras, a Igreja opõe a sua doutrina e a sua experiência. Na Dei Verbum, o Vaticano II reafirmou a perene validade das Escrituras, como palavra de Deus à humanidade; a liturgia da Igreja a coloca em um lugar de honra em cada celebração sua; tantos estudiosos, na crítica mais atual, unem também a fé mais convicta no valor transcendente da palavra inspirada. A prova talvez mais convincente é, no entanto , a da experiência . O argumento  que, como vimos, levou à afirmação da divindade de Cristo em Nicéia, em 325 e pelo Espírito Santo em Constantinopla no 381, se aplica plenamente também à Escritura: nela experimentamos a presença do Espírito Santo, Cristo ainda nos fala, o seu efeito em nós é diferente do de qualquer outra palavra; portanto não pode ser simples palavra humana.

1. O velho se torna novo

O propósito da nossa reflexão é ver como os Padres nos podem ajudar a reencontrar aquela virgindade de escuta, aquele frescor e liberdade ao aproximar-se da Bíblia que permitem experimentar a força divina que emana dela. O Padre e Doutor da Igreja que escolhemos como guia, eu disse, é São Gregório Magno, mas para poder compreender a sua importância neste campo temos que voltar para as fontes do rio do qual ele próprio faz parte e traçar, pelo menos no geral, o seu percurso antes de chegar até ele.

Na leitura da Bíblia, os Padres só fazem continuar na mesma linha começada por Jesus e pelos apóstolos, e só esse dado nos deveria fazer mais cautelosos ao julgá-los. Uma rejeição radical da exegese dos Padres significaria uma rejeição da exegese do próprio Jesus e dos apóstolos. Jesus, aos discípulos de Emaús, explica tudo aquilo que se referia a ele nas Escrituras; afirma que as Escrituras falam dele, que Abraão viu o seu dia; muitos gestos e palavras de Jesus se dão “para que sejam cumpridas as Escrituras”; os primeiros dois apóstolos dizem dele: “Achamos aquele de quem Moisés e os profetas escreveram" (Jo 1 , 45).

Missa em Santa Marta O demónio sem dúvida

Missa em Santa Marta O demónio sem dúvida

Missa em Santa Marta A ditadura do pensamento único

Missa em Santa Marta A ditadura do pensamento único

quinta-feira, 10 de abril de 2014


Audiência Geral: Papa Francisco explica
o dom da sabedoria
Texto completo da catequese

CIDADE DO VATICANO, 09 de Abril de 2014

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Iniciamos hoje um ciclo de catequeses sobre os dons do Espírito Santo. Vocês sabem que o Espírito Santo constitui a alma, a seiva vital da Igreja e de cada cristão: é o amor de Deus que faz do nosso coração a sua morada e entra em comunhão conosco. O Espírito Santo está sempre conosco, está sempre em nós, no nosso coração.

O próprio Espírito é “o dom de Deus” por excelência (cfr Jo 4, 10), é um presente de Deus e à sua volta comunica a quem o acolhe diversos dons espirituais. A Igreja identifica sete, número que simbolicamente diz plenitude, completude; são aqueles que se aprendem quando nos preparamos ao sacramento da Confirmação e que invocamos na antiga oração chamada “Sequência ao Espírito Santo”. Os dons do Espírito Santo são: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus

1. O primeiro dom do Espírito Santo, segundo este elenco, é então a sabedoria. Mas não se trata simplesmente da sabedoria humana, que é fruto do conhecimento e da experiência. Na Bíblia conta-se que Salomão, no momento da sua coroação como rei de Israel, tinha pedido o dom da sabedoria (cfr 1 Re 3, 9). E a sabedoria é justamente isso: é a graça de poder ver cada coisa com os olhos de Deus. É simplesmente isso: é ver o mundo, ver as situações, as conjunturas, os problemas, tudo, com os olhos de Deus. Esta é a sabedoria. Algumas vezes vemos as coisas segundo o nosso prazer ou segundo a situação do nosso coração, com amor ou com ódio, com inveja… Não, estes não são os olhos de Deus. A sabedoria é aquilo que faz o Espírito Santo em nós a fim de que nós vejamos todas as coisas com os olhos de Deus. É este o dom da sabedoria.

2. E obviamente isto deriva da intimidade com Deus, da relação íntima que nós temos com Deus, da relação de filhos com o Pai. E o Espírito Santo, quando nós temos esta relação, nos dá o dom da sabedoria. Quando estamos em comunhão com o Senhor, é como se o Espírito Santo transfigurasse o nosso coração e o fizesse perceber todo o seu calor e a sua predileção.

Igreja tem de dar tempo a quem procura Deus, diz bispo do Porto | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Igreja tem de dar tempo a quem procura Deus, diz bispo do Porto | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

sábado, 5 de abril de 2014



É possível ter Jesus como amigo porque, tendo ressuscitado, ele está vivo, está ao meu lado
Na quarta pregação da Quaresma Pe. Cantalamessa fala do dogma cristológico e do desejo de Jesus de ser nosso amigo
Por Laura Guadalupe
ROMA, 04 de Abril de 2014 Existem várias vias de acesso ao mistério de Cristo. Padre Raniero Cantalamessa, na sua quarta pregação de Quaresma, continua o caminho traçado da Tradição da Igreja: o “dogma cristológico”, compreendido como “as verdades fundamentais sobre Cristo, definidos nos primeiros concílios ecumênicos, especialmente no de Calcedônia”. Em definitiva tais verdades, continua o Capuchinho, “se reduzem aos seguintes três pilares: Jesus Cristo é verdadeiro homem, é verdadeiro Deus, é uma só pessoa”.

O pregador da Casa Pontifícia escolhe São Leão Magno para entrar nas profundezas do mistério cristológico. De fato, ele foi o papa reinante no momento em que a teologia latina e aquela grega se encontraram. São Leão Magno não se limitou a transmitir a fórmula de Tertulliano, que tinha escrito: “Vemos duas naturezas, não confusas, mas unidas em uma pessoa, Jesus Cristo, Deus e homem”. Foi mais longe, adaptando a fórmula “aos problemas que surgiram nesse meio tempo, entre o concílio de Éfeso do 431 àquele de Calcedônia do 451”.

Padre Cantalamessa observa que o pensamento cristológico do Papa Leão, exposto no Tomus ad Flavianum, encontra-se no cerne da definição de Calcedônia. Cita, portanto, o ponto em que se declara: "Ensinamos por unanimidade que deve-se reconhecer o único e mesmo Filho Senhor nosso Jesus Cristo, perfeito na divindade e sempre o mesmo perfeito na humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem [...], gerado antes dos séculos pelo Pai segundo a divindade e nos últimos tempos, por nós homens e para a nossa salvação, gerado por Maria Virgem segundo a humanidade; subsistente nas duas naturezas de modo inconfuso, imutável, indivisível, inseparável, não sendo de forma alguma suprimida a diferença das naturezas por causa da união, pelo contrário, permanecendo preservada a propriedade tanto de uma quanto da outra natureza, elas combinam para formar uma só pessoa e hipóstase”

Na fórmula de Calcedônia, diz o capuchinho, "repousa toda a doutrina cristã da salvação”. De fato, "só se Cristo é homem como nós, o que ele faz, nos representa e nos pertence, e somente se ele mesmo é Deus, aquilo que faz tem um valor infinito e universal”, tanto que, como se canta no Adoro te devote, “somente uma gota do sangue que derramou salva o mundo todo do pecado”. É este um tema sobre o qual o oriente e o ocidente são unânimes.


Texto completo da quarta pregação de Advento do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap.
São Leão Magno e a fé em Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem
Por Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap
ROMA, 04 de Abril de 2014  1. Oriente e ocidente unânimes sobre Cristo
Existem vários caminhos, ou métodos, para aproximar-se à pessoa de Jesus. Pode-se, por exemplo, partir diretamente da Bíblia e, também neste caso, é possível seguir várias vias: a via tipológica, seguida na mais antiga catequese da Igreja, que explica Jesus à luz das profecias e das figuras do Antigo Testamento; a via histórica, que reconstrói o desenvolvimento da fé em Cristo a partir das várias tradições, autores e títulos cristológicos, ou dos diversos ambientes culturais do Novo Testamento. Pode-se, pelo contrário, partir das perguntas e dos problemas do homem de hoje, ou até mesmo da própria experiência de Cristo, e, de tudo isso, chegar à Bíblia. Todos esses são caminhos amplamente explorados.

A Tradição da Igreja elaborou, bem rápido, uma via de acesso ao mistério de Cristo, um modo seu de recolher e organizar os dados bíblicos relativos a ele, e esta via se chama o dogma cristológico, a via dogmática. Por dogma cristológico compreendo as verdades fundamentais sobre Cristo, definidos nos primeiros concílios ecumênicos, especialmente o de Calcedônia, que, em substância, se resumem nesses três pilares: Jesus Cristo é verdadeiro homem, é verdadeiro Deus, é uma só pessoa.

São Leão Magno é o Padre que eu escolhi para introduzir-nos nas profundidades deste mistério. Por um motivo bem específico. Na teologia latina estava pronta por dois séculos e meio a fórmula da fé em Cristo que se tornara o dogma de Calcedônia. Tertuliano tinha escrito: “Vemos duas naturezas, não confusas, mas unidas em uma pessoa, Jesus Cristo, Deus e homem[1]”. Depois de muita pesquisa, os autores gregos chegam, por conta própria, a uma formulação idêntica em substância; mas não porque eles tenham se atrasado ou perdido tempo, e sim porque só agora era possível dar àquela fórmula o seu verdadeiro significado, tendo eles evidenciado, enquanto isso, todas as implicações e resolvido as dificuldades.

O Papa São Leão Magno é aquele que gerenciou o momento em que as duas correntes do rio – aquela latina e aquela grega – se uniram e com a sua autoridade de bispo de Roma favoreceu o acolhimento universal. Ele não se contenta em simplesmente transmitir a fórmula herdada por Tertuliano e retomada por Agostinho, mas a adapta aos problemas que apareceram nesse ínterim, entre o concílio de Éfeso do 431 e aquele de Calcedônia do 451. Eis, em grandes linhas, o seu pensamento cristológico, como foi exposto no famoso Tomus ad Flavianum[2].

O profeta luta contra quem
engaiola o Espírito Santo

Francisco lembra-nos que anunciar o Evangelho
acarreta perseguições e incompreensões

Quando anunciamos o Evangelho, enfrentamos a perseguição, recordou o papa Francisco na homilia da missa desta manhã, celebrada na capela da Casa Santa Marta. O pontífice reiterou que há hoje mais mártires do que nos primeiros tempos da Igreja e instou os fiéis a não terem medo das incompreensões nem das perseguições.

O Santo Padre desenvolveu a homilia com base na primeira leitura da missa, uma passagem do livro da Sabedoria. Ele destacou que os inimigos de Jesus preparam armadilhas, trabalham "com calúnias, matam a boa fama". É como se eles preparassem "o caldo para destruir o Justo", que se opõe às suas ações. Ao longo da história da salvação, observou Francisco, "os profetas sempre foram perseguidos" e o próprio Jesus o declara aos fariseus. Sempre, "na história da salvação, no tempo de Israel, inclusive na Igreja, os profetas foram perseguidos". Perseguidos porque dizem: "Vocês erraram de caminho! Voltem para os caminhos de Deus!". E isto "desagrada às pessoas que têm o poder do mau caminho".

"O Evangelho de hoje é claro, não é? Jesus se escondia, nos últimos dias, porque ainda não tinha chegado a sua hora. Mas Ele sabia qual ia ser o seu fim, como ia ser o seu fim. E Jesus é perseguido desde o princípio: recordamos que, no início da sua pregação, ele volta para a sua cidade, vai à sinagoga e prega; imediatamente, depois de uma grande admiração, eles começam: 'Mas este nós sabemos de onde veio. Ele é um dos nossos. Com que autoridade ele vem nos ensinar? Onde é que ele estudou?'. Tentam desqualificá-lo! É sempre o mesmo discurso, não é? 'Mas este nós sabemos de onde é!’ Só que Cristo, quando vier, ninguém saberá de onde é! Eles tentam desqualificar o Senhor, desqualificar o profeta para minar a sua autoridade!".

sexta-feira, 4 de abril de 2014


A oração é uma luta com Deus, travada com liberdade e insistência, como um diálogo sincero com um amigo. Este é o tipo de oração que muda o nosso coração, porque nos faz saber melhor como Deus é realmente. Esta foi a ideia central do Santo Padre na homilia desta quinta-feira, na missa celebrada na Casa Santa Marta.

Francisco recordou o diálogo de Moisés no monte Sinai, quando Deus quis castigar o seu povo por ter criado um ídolo: o bezerro de ouro. E Moisés rezou com força para que o Senhor “repensasse”. "Esta oração é uma verdadeira luta com Deus. E Moisés fala livremente diante do Senhor e nos ensina como rezar, sem medo, livremente, e com insistência. Moisés insiste. É valente. A oração também tem que ser um 'negociar com Deus', com 'argumentações'", afirmou o papa. Moisés acaba convencendo Deus: a leitura nos diz que "o Senhor se arrependeu do mal com que tinha ameaçado o seu povo". Mas, perguntou o Santo Padre, "quem foi que mudou mesmo? Nosso Senhor mudou? Eu acho que não".

Francisco explicou: "Quem mudou foi Moisés, porque Moisés achava que Deus ia fazer aquilo, que Deus ia destruir o seu povo, e ele procura, na sua memória, a lembrança do quanto Deus tinha sido bom com o seu povo, como o tinha livrado da escravidão no Egito e levado para uma terra prometida. E, com esses argumentos, ele tenta ‘convencer’ a Deus, mas, neste processo de reflexão, é ele quem reencontra a memória do seu povo, é ele quem encontra a misericórdia de Deus. E Moisés, que tinha medo, medo que Deus fizesse aquilo, no fim desce do monte com algo grandioso no coração: nosso Deus é misericordioso! Deus sabe perdoar. Deus pode ‘voltar atrás’ nas suas decisões. É um Pai".

Francisco observou que Moisés sabia de tudo isso, "mas sabia mais ou menos obscuramente; e na oração, ele reencontra [essa sabedoria]. É isto o que a oração faz em nós: ela muda o nosso coração".

O Santo Padre completou: "A oração muda o nosso coração. Ela nos faz entender melhor como é o nosso Deus. Mas por isso é importante falar com Ele não com palavras vazias; Jesus diz: 'não como fazem os pagãos'. Não, não. Falar com a realidade: 'Olha, Senhor, eu tenho este problema, na família, com o meu filho, com isso, com aquilo... O que é que eu posso fazer? Mas olha, você não pode me deixar assim'! Isto é oração! Mas essa oração exige muito tempo! Sim, ela exige tempo".

«A oração muda-nos o coração», diz papa Francisco | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

«A oração muda-nos o coração», diz papa Francisco | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

terça-feira, 1 de abril de 2014


Angelus: Papa Francisco alerta sobre o perigo da cegueira interior

Antes de rezar o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa comentou o Evangelho do dia

CIDADE DO VATICANO, 31 de Março de 2014 - Antes de rezar a oração do Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro neste domingo, 30 de março, o Papa Francisco falou da passagem evangélica que retrata a cura, realizada por Jesus,  do homem cego. Eis o texto na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia

O Evangelho de hoje nos apresenta o episódio do homem cego de nascença, ao qual Jesus doa a visão. A longa história começa com um cego que começa a ver e se fecha – é curioso isto – com as supostas pessoas que veem que continuam a permanecer cegas na alma. O milagre é narrado por João em apenas dois versículos, porque o evangelista quer atrair a atenção não sobre o milagre, mas sobre o que acontece depois, sobre as discussões que suscita; também sobre as fofocas, tantas vezes uma obra boa, uma obra de caridade suscita fofocas e discussões, porque há alguns que não querem ver a verdade. O evangelista João quer atrair a atenção sobre isso que acontece também nos nossos dias quando se faz uma obra boa. O cego curado primeiro é interrogado pela multidão atônita – viram o milagre e o interrogam – depois pelos doutores da lei; e estes interrogam também seus pais. Ao final, o cego curado  chega à fé, e esta é a maior graça que lhe é feita por Jesus: não somente de ver, mas de conhecê-Lo, vê-Lo como “luz do mundo” (Jo 9, 5).

Enquanto o cego se aproximava gradualmente da luz, os doutores da lei, ao contrário, caíam sempre mais em sua cegueira interior. Fechados em suas presunções, acreditam já ter a luz; e por isso não se abrem à verdade de Jesus. Fizeram de tudo para negar a evidência. Colocaram em dúvida a identidade do homem curado; depois negaram a ação de Deus na cura, adotando como desculpa que Deus não age de sábado; chegaram até a duvidar que aquele homem tivesse nascido cego. O seu fechamento à luz torna-se agressivo e acaba na expulsão do homem curado do templo.

Homilia do papa: Francisco alerta sobre os cristãos errantes

O Santo Padre nos pede confiar nas promessas de Deus

Este foi o ensinamento que o papa Francisco extraiu das leituras da missa de hoje e apresentou em sua homilia na capela da Casa Santa Marta.

Há cristãos que confiam nas promessas de Deus e as seguem ao longo da vida. Há outros cuja vida de fé fica estancada. Outros ainda têm a certeza de estar progredindo, mas, na verdade, só fazem “turismo existencial”. O papa distinguiu três tipos de crentes, que têm como comum denominador o fato de saberem que a vida cristã é um percurso, mas que divergem no modo de segui-lo ou que não o seguem de forma nenhuma.

Inspirando-se na passagem de Isaías, da primeira leitura, Francisco explicou que Deus sempre “promete antes de pedir”. E acrescentou que a promessa de Deus é a de uma vida nova, de uma vida de alegria. Este é “o fundamento principal da virtude da esperança: confiar nas promessas de Deus”, sabendo que Ele jamais “decepciona”, já que a essência da vida cristã é “caminhar rumo às promessas”.

Há também os cristãos que sofrem “a tentação de parar”: “Há tantos cristãos parados! Tantos que têm uma esperança frágil! Eles acreditam, sim, que existe o céu e que tudo vai dar certo. É bom que eles acreditem, mas eles não vão atrás! Cumprem os mandamentos, os preceitos: tudo, tudo… Mas ficam parados. Nosso Senhor não pode transformá-los em fermento no povo, porque eles não caminham. E isto é um problema: os cristãos parados. Depois, há outros que erram de caminho: todos nós, de vez em quanto, erramos de caminho, já sabemos disso. O problema não é errar de caminho; o problema é não voltar atrás quando nos damos conta”.

O modelo de quem crê e segue o que a fé indica é o funcionário do rei descrito no Evangelho, que pede a Jesus a cura de um filho doente e não duvida nem mesmo por um instante em ir para casa quando o Mestre lhe assegura que o pedido já está atendido. Oposto a esse homem, afirmou o Santo Padre, temos o grupo “talvez mais perigoso”, o daqueles que “enganam a si mesmos: os que caminham, mas não seguem o caminho”.

“São os cristãos errantes: eles dão voltas e mais voltas, como se a vida fosse um turismo existencial, sem meta, sem levar as promessas a sério. Aqueles que dão voltas e se enganam, porque dizem: ‘Eu estou caminhando!’. Não, você não está caminhando: você está só dando voltas. Os errantes… Nosso Senhor nos pede para não parar, para não errar de caminho e não ficar dando voltas pela vida. Dar voltas pela vida... Ele nos pede para olhar para as promessas, para irmos em frente como aquele homem: aquele homem acreditou na palavra de Jesus! A fé nos coloca no caminho das promessas. A fé nas promessas de Deus”.

Papa Francisco apela à conversão dos cristãos «turistas existenciais» | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Papa Francisco apela à conversão dos cristãos «turistas existenciais» | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Jesus, uma boa notícia | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Jesus, uma boa notícia | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pobreza espiritual, caminho de vida | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Pobreza espiritual, caminho de vida |

Quaresma: Espiritualidade e missão segundo o papa Francisco | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Quaresma: Espiritualidade e missão segundo o papa Francisco | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Nesta Quaresma aprende a ser pobre

Uma das bem-aventuranças de Jesus, que no Evangelho de Mateus é a primeira (5, 3), diz: «Bem-aventurados os pobres em espírito porque é deles o Reino de Deus».

Uma bem-aventurança é um horizonte. A nossa vida precisa de horizonte. Às vezes parece que a nossa existência acaba nos nossos sapatos, que é a única coisa que vemos quando se tem a cabeça virada para baixo. Não nascemos para viver a olhar para os sapatos, mas para o futuro. Precisamos de sentir que há um projeto, que somos projetados mais além, que tudo não acaba aqui e agora, que o que fazemos não acaba numa tarefa mas é um diálogo com o que está mais longe.

sábado, 8 de março de 2014

I domingo da Quaresma Imprimir e-mail
Ano A
Mt 4,1-11
9 março 2014
de ENZO BIANCHI
 
 

O primeiro domingo da Quaresma apresenta-nos em cada ano litúrgico a narração das tentações de Jesus. Jesus foi  tentado pelo demónio, desde o seu nascimento até à sua morte, como qualquer outro ser humano, frágil, débil, mortal  (cf. Heb 4,15). Mas, neste caso, o Evangelista procura sintetizar num só quadro a relação entre Jesus e o demónio, resumindo em três tentações todas as outras vividas por Jesus, de acordo com um esquema já conhecido de Israel e presente no Antigo Testamento. Um esquema que, para lá do que dele se possa dizer, corresponde àquilo que as ciências humanas, hoje, dizem das paixões, das libidines fundamentais, presentes em cada pessoa. 
A humanidade, representada por Adão e Eva, foi tentada pelo diabo através de um "fruto" que tem significado, não por aquilo que é, mas pelo poder que exerce: "vendo... que o fruto da árvore devia ser bom para comer...", libido amandi, “...de atraente aspeto”, libido possidendi, “...precioso para esclarecer a inteligência”, libido dominandi (Gen 3,6). E, assim, enganada pela sedução da antiga serpente - o adversário, o demónio, Satanás, o príncipe deste mundo - a humanidade aceita ser tentada e conhece o mal e as suas consequências (cf. Gen 3,7). As mesmas seduções repetem-se no deserto de Israel, ao povo de Deus, que, também neste caso, cedeu às tentações.

CONFESIÓN Y ANUNCIO DE LA FE EN EL SIGLO XXI: Relectura de la encíclica “Lumen Fidei” para la Vida Consagrada

CONFESIÓN Y ANUNCIO DE LA FE EN EL SIGLO XXI: Relectura de la encíclica “Lumen Fidei” para la Vida Consagrada

Cerca de tí, Señor (al atardecer del día de santa Cecilia)

Cerca de tí, Señor (al atardecer del día de santa Cecilia)

“ACEDIA”: “TRISTEZA SIN ESPERANZA” QUE SOCAVA “EL GOZO DEL EVANGELIO”

“ACEDIA”: “TRISTEZA SIN ESPERANZA” QUE SOCAVA “EL GOZO DEL EVANGELIO”

“Não me agrada uma certa mitologia do Papa Francisco” « Franciscanos.org.br

“Não me agrada uma certa mitologia do Papa Francisco” « Franciscanos.org.br

sábado, 1 de março de 2014


VIII Domingo do Tempo Comum – Ano A

1ª Leitura: Is 49,14-15
Sl 61
2ª Leitura: 1Cor 4,1-5
Evangelho: Mt 6, 24-34

Confiança em Deus

A Tua Palavra é determinante para a nossa vida. Não dás hipótese de seguir dois caminhos paralelos. Só Tu e mais nada. O Teu Reino não admite divisões, exige sim a suprema liberdade, num desprendimento interior grande diante de todo o resto que o mundo nos oferece.Tu convidas a arrancar do nosso coração tudo o que impede a proximidade contigo. Tu convidas a ter plena confiança em Ti.

Não me esquecerei de ti

O teu amor é eterno. Não esqueces as promessas feitas ao Teu povo. És um Deus fiel que ama e perdoa. Só em Ti encontramos repouso, Tu o rochedo da nossa salvação. “Não me esquecerei de Ti.” É verdade em Ti encontramos todo o bem que prolonga a nossa vida que é protegida por Ti e quanto mais rica for em doação, mais valiosa é a Teus olhos. Ensinas-nos a  jogar-nos com toda a confiança nos Teus braços: o Teu amor não desiste de cuidar de nós.

Olhai os líriros do campo… Não vos preocupeis como amanhã…

Apresentas-nos a hipocirisia como perigo para o discípulo que só se preocupa em cumprir a lei. O teu reino exige decisões radicais. Impões o desapego aos tesouros da terra. Daí a não preocupação com o amanhã, mas apenas com o Teu Reino. Dizes-nos que devemos apenas viver preocupados com o Reino de Deus e a sua justiça. Porque nos preocupamos tanto? Cada dia já traz a sua ocupação e nada mais nos deve ocupar a não ser o bem dos outros.

Há algo que esquecemos tantas vezes! Procurar fazer a vontade de Deus. Este deve ser o desejo que preside a todas as nossas ocupações e se assim o fizermos sentiremos a felicidade porque vivemos uma vida desprendida apena confiante na providência divina. Devemos procurar em primeiro lugar o que Deus deseja e o amanhã Ele dirá. Ensinas-nos a liberdade e a simplicidade no serviço do Teu Reino.

Quem procurar estar ao serviço do Teu Reino receberá como graça de Deus as coisas necessárias para viver. A confiança na Tua Providência não é alienante, mas libertadora! Não tira a nossa responsabilidade, mas dá-nos mais liberdade e coragem para assumir a nossa responsabilidade na construção do Reino. Quanto mais confiamos em Ti, tanto mais cresce a nossa responsabilidade.

Livres para o Teu Reino.

Senho, estás presente, não nos deixas sós. Aceita a nossa oferta como gesto de amor. Nada somos, queremos confiar na Tua providência, queremos crescer sem vivermos apegados às coisas passageiras. Nas Tuas mãos depositamos este nada que somos para que faças de nós o que quiseres, criaturas livres para o Teu Reino.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014


VI Domingo do Tempo Comum – Ano A

Ser fiel depende de ti... da tua vontade...

 

1ª Leitura: Si 15,15-20
Sl 118
2ª Leitura
: 1Cor 2,6-10
Evangelho:  Mt 5, 17-37



É imensa a Tua Sabedoria…
A Tua sabedoria Senhor é incomparável, o Teu poder é imenso. Conheces o nosso ser e sabes tudo a nosso respeito. Guardar os Teus preceitos, perscrutar a Tua Vontade, traz-nos felicidade. Somos ditosos porque os Teus mandamentos fazem as nossas delícias.

Mostra-nos com a Tua vida, que a plenitude da Palavra completa-se no amor. As Tuas normas são úteis para rever e iluminar a nossa vida, a nossa vocação e missão.