quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Missão, dom e mistério do amor de Deus...

Na vivência do Jubileu, a nossa meta é sermos as Novas Evangelizadoras do hoje da nossa história...
Um Carisma plantado em Angola! O encanto da missão por onde passaram as servas franciscanas...
Experimentar a missão é mistério e dom de Deus em nós...
Fortalecidas pela Palavra caminhamos entre alegrias e dores entre luzes e sombras...
Sejamos missionárias com alma e coração....

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ABERTURA DO CINQUENTENÁRIO DE PRESENÇA MISSIONÁRIA EM ANGOLA

50 Anos de labor missionário
“Quando eu for bispo de Silva Porto, quero-vos a trabalhar na minha diocese”
Foi assim que há 50 anos D. Manuel António Pires, bispo de Silva Porto, atual Kuito-Bié, se expressava aos superiores da então jovem Congregação das SFRJS, nascida na diocese de Bragança – Portugal. O ideal missionário estava vivo no coração e na alma dos fundadores, mais concretamente na alma de D. Abílio Vaz das Neves, que tinha vivido apaixonadamente este ideal na Índia.
No capítulo geral de 13 de agosto de 1962, é dada uma resposta favorável a D. Manuel e dele saíram as escolhidas que iriam formar o grupo da primeira fundação missionária das Servas Franciscanas Reparadoras. Foram elas as irmãs: S. Paulo, a quem o Senhor ainda conserva a vida, com 90 anos e que todos bem conhecem como a “nossa mãe”, a ir. Anunciação Xavier, aqui presente connosco e em missão em Moçambique, a Ir. Nazaré, que o Senhor já chamou a si, a ir. Fátima Ferreira aqui presente e em missão no Brasil, e a ir. Rosa Félix, aqui presente e em missão permanente em angola. A imposição do crucifixo missionário foi um momento impar jamais vivido, pois nesse mesmo dia, 4 de Outubro de 1962, estava sepultada a primeira superiora geral e fundadora da Congregação, ir. Maria do Santíssimo Sacramento. Presidiu à celebração D. Abílio e D. Manuel Pires, que passava por Portugal rumo à celebração do Concílio Ecuménico Vaticano II.
Unidas à Igreja na celebração do Ano da Fé, e no jubileu da abertura do Concílio, estamos aqui, também nós, filhas da Igreja, a celebrar o nosso jubileu, com o povo desta diocese que tão amavelmente nos acolheu. Narra a cronista daquela época, a ir. S. Paulo, que a 27 de Outubro o navio levantou as amarras e partiu mar fora… Chegaram à “querida missão” de Nova Sintra, atual Catabola, faz precisamente hoje, 50 anos, era dia 11 de Novembro de 1962. Eram aguardadas por duas irmãs de S. José de Cluny, que lhe passariam o testemunho e por dois sacerdotes espiritanos: P. Guilherme e P. Lucas.
Foi-lhes entregue a missão do internato Artur de Paiva, aqui doariam suas vidas ajudando outras vidas a crescer. O acolhimento foi para além das espectativas, com elas fica a madre Teresa para as orientar nos primeiros dias. Tudo era desconhecido, a novidade marcava cada passo das novas inquilinas. Tudo era novo: as irmãs, o clima, a paisagem, as pessoas, os costumes, a cultura, a casa e a língua que não percebiam. Em todos os espaços respirava-se a novidade. Com elas estava Aquele que é sempre novo e as fortalecia na tarefa que Ele próprio lhes confiava: Cristo. Dinamizavam a catequese, a liturgia, todos os atos de piedade, foram professoras e tudo iam fazendo, com simplicidade e humildade, mesmo sentindo a dificuldade da comunicação.
As irmãs distinguiam-se das outras pessoas apenas pela gratuidade do seu amor, da sua entrega que é sinal da solidariedade de Deus no meio do seu povo. Segundo as palavras do profeta Isaías (9,1-3) estamos aqui para nos convencermos de que o nosso mundo é o lugar onde todos caminhamos nas trevas, nas sombras e na luz…
A luz é de esperança, e nós queremos ser profetas de esperança para quantos, ontem e hoje, continuam a precisar da nossa ajuda. A esperança é como uma faísca de vida que pode transformar as trevas na beleza da luz que recai sobre todos nós, como o brilho de Deus, o fogo do Espírito. Juntos esperamos o recomeço de uma nova vida!
Queridos amigos e queridas irmãs: a lâmpada de Deus ainda não se apagou. O nosso olhar tem de ser positivo e repleto de esperança e de vida. Há vidas que continuam a esperar e a suspirar por nós. Alguém escreveu uma expressão muito bonita que diz: “ Eu te ajudarei, meu Deus, para que não te apagues em mim…” A ternura da mulher e irmã, é fonte de coragem e de fé. É assim que descrevo as cinco transmissoras do Carisma neste país e no meio deste povo: mulheres de coragem, de fortaleza e de fé. Foi o bem que invadiu o coração das que num ápice da sua entrega, disseram sim e foram e são o jasmim perfumado que é odor das que hoje continuam a oferecer as suas vidas como suave incenso a consumir-se diante do altar do Senhor.
50 anos de vida, de graça, de fé, de esperança e de uma caridade infinda! Ultrapassaram-se as dores, as sombras, os medos e passaram com imensa alegria a serem portadoras da mensagem do Evangelho. O fogo do Espírito pairava sobre cada uma e em comunhão faziam o discernimento do bem que deviam fazer sempre em qualquer situação. Obrigada, irmãs por esse sinal do amor de Deus, que nos congrega aqui, hoje, na memória feliz da Congregação que iniciou a sua peregrinação missionária convosco e que dá continuidade ao carisma, nas que hoje o abraçam com o mesmo amor e fidelidade.
50 anos de profecia e evangelização. Somos nós a mensageiras da paz e do Bem pregado por Francisco de Assis nosso pai espiritual. Desejamos ser para vós, caros cristãos desta diocese, luz nas trevas, fogo que arde e se consome em amor pela Igreja, pelo Carisma e pelo próximo.
Um provérbio africano diz: “ A fama fica, ainda que a pessoa já se tenha ido embora”… Como não fazer memória neste momento de quantas passaram por este espaço de missão? Porque não lembrar o sofrimento que trespassou tantas vezes a sua alma e o coração?
Marcam-se caminhos diferentes na vida do cristão. Nem todos estamos revestidos da mesma coragem e fé, umas no céu a viver este momento de graça, outras, que, continuam a ser sinais de esperança e fé, espalhando o perfume do amor e da alegria por onde passam e vivem.
50 anos de vida em que fazemos memória do coração, onde somos convidadas a ser profetas da verdade, da justiça, da paz e do amor. O nosso amor universal, reveste-se da força do alto, o nosso estar com e para os pobres é a razão da nossa missão. O fogo que nos empurra a brilhar como chama preciosa na sociedade em que vivemos é Jesus Cristo o Homem sempre Novo. É Ele que nos impulsiona a sermos sal e luz do mundo. Em nós arde o impulso da caridade que deve brilhar em tudo quanto somos e realizamos. Tudo se queima devagar! A nossa vida é lâmpada que brilha mergulhada no azeite do amor de Deus para connosco.
Com as fragilidades e limites da vida, avançamos e queremos como Servas Franciscanas Reparadoras, continuar a fazer brilhar o amor de Deus em vossos corações. Queremos ser portadoras de esperança e entre vós e para vós, fazer sempre o bem. Fazer o bem com o coração agradecido e fortalecido sempre pelo nosso viver fraterno, pelo testemunho de vida, pela comunhão, que faz germinar, crescer e amar.
A nossa vida é para o serviço. O nosso coração é para o amor… a nossa vida é para vós… quando servimos, quando amamos, quando choramos, quando lutamos, quando somos confrontadas com a nossa verdade íntima, descobrimos que os nossos caminhos tem de ser percorridos pela justiça, pela paz, pela alegria e pela verdade sem limites. É assim que vivemos a familiaridade de Deus e somos por Ele impulsionadas a gritar ao mundo inteiro a nossa riqueza de viver para Cristo e para os irmãos.
50 anos
Esta data, é o anúncio do hoje de Deus no hoje do mundo, questionando pela novidade do Evangelho, que não é novo mas que abre perspetivas novas de uma missão sem fim! O labor feito com audácia, o anúncio que proclama os valores de uma cultura tão nobre, torna-nos capazes de fazer resplandecer a luz no meio da noite. As irmãs espalhadas pelas dez comunidades deste país, servindo com ardor e entusiasmo na educação, na saúde, no serviço da Igreja local, faz-nos respirar o mesmo espírito que moveu o coração das cinco primeiras flores plantadas num canteiro de Angola, num jardim chamado Nova Sintra.
Toda a nossa vida vive-se em função do estímulo, do acolhimento, da solidariedade, da inspiração, da paz, da humildade e simplicidade. Queremos ser em toda a parte a voz dos sem voz, a força dos desfalecidos, a paz dos perturbados, a esperança dos desanimados e o amor dos desamados…
Deixai que partilhe convosco caros amigos, caras irmãs, uma imagem evangélica muito especial: A Unção de Betânia, onde duas irmãs e seu irmão se comprometem a honrar e a fazer festa ao seu amigo. Os papéis são partilhados, mas uma só coisa é evidente: as suas economias servem para comprar um perfume raro de alto preço. Nós irmãs, no meio de vós, povo de Angola, tão generoso e acolhedor para connosco, somos convidadas a tornar as nossas comunidades na Betânia do hoje da nossa vida, onde estamos para servir, amar, acolher, fazendo festa e renunciando ao bem-estar pessoal, sempre em favor dos irmãos, oferecendo-lhe o perfume da nossa vida, sendo cada vez mais fraternas, pacíficas e felizes na prática da caridade.
Este ano de graça é vivido sob o lema: “Enviadas a testemunhar o Evangelho da Caridade”. Vivermos este jubileu ao longo do ano 2013, é motivo de alegria e de um redobrado compromisso evangélico.
Foram duas as irmãs que este ano em diversas datas fizeram a sua profissão perpétua, a ir. Cristina Nangolo, ao serviço do carisma nesta comunidade e nesta paróquia celebra os seus 25 anos de consagração religiosa, tudo é para nós momento de profunda gratidão ao Senhor da Vida e da Vocação.
A diocese do Kuito que nos acolheu em primeiro lugar há 50 anos, seja abençoada pelo Senhor, que as famílias vivam a alegria do amor e da fidelidade, que os jovens e as crianças cresçam em sabedoria e graça, que o dom ao sacerdócio seja uma graça  para esta Igreja local, e que a vida consagrada seja sinal do amor de Deus presente no meio deste povo simples, humilde e amável.
Radicadas no Carisma que nos une, continuaremos a dar um ar novo e privilegiado à missão pondo a render os talentos que o Senhor nos confere, para o bem do ser humano. Com o que somos e temos, ajudaremos a Igreja a ser sinal do amor de Deus no lugar onde nos encontrarmos. Com coragem e determinação, queremos continuar a servir e a amar a Igreja de Angola e o povo irmão deste país maravilhoso.
Um obrigado do coração aos senhores Bispos das dioceses onde prestamos o nosso humilde serviço, pelo acolhimento, pela estima e pelo reconhecimento do Carisma que anima o nosso ser.
Às entidades políticas aqui presentes, a nossa gratidão pela presença e pela estima para com as irmãs a servir nesta província do kuito. A nossa solidariedade é muitas vezes fortalecida com o vosso desejo de fomentar o bem. Contamos sempre com a vossa colaboração. Este espaço do Lar de Kamacupa fica à espera da vossa ajuda.
Aos cristãos aqui presentes. Continuem a contar com a nossa ajuda e com a partilha da nossa fé. Vamos juntos, amar mais a Igreja e vivermos com mais intensidade o mandamento do amor que nos foi dado por Cristo como forma de vida. Obrigada pela vossa tão grande simpatia e confiança.
Num itinerário de memória vivida com gratidão, pelas irmãs que foram vida a jorrar, pelas que continuam a ser fonte a matar a sede, pelas que bebem dessa fonte e regam a vida com amor, entrega, sacrifício, felicidade e fidelidade, um louvor eterno ao Senhor e que seja Ele o motor do nosso ser e fazer, sendo luzeiros no mundo, sal da terra e instrumentos de Paz e Bem.
Felicidades, para todos e um bem-haja.

sábado, 27 de outubro de 2012


PROCLAMAÇÃO DO ANO JUBILAR 2012/2013

      Queridas irmãs!
Bendito seja o Deus que nos escolheu em Jesus Cristo para vivermos
o dom da fraternidade, sendo no mundo instrumentos de Paz e Bem.

Eis que é chegado o momento em que, com imensa alegria e esperança, me dirijo ao coração de cada uma para, por meio destas simples e humildes letras, fazer o anúncio oficial deste ano jubilar da Congregação, que se reveste de um tríplice significado: Ano jubilar da Igreja na celebração dos cinquenta anos de abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II; cinquenta anos marcam a vida da Congregação, no envio das cinco primeiras irmãs, Anunciação, Fátima, Nazaré, S. Paulo e Rosa Félix, para a missão em Angola, a 4 de Outubro de 1962. Nesta mesma data, nascia para uma vida nova a Ir. Maria do Santíssimo Sacramento, primeira Superiora Geral da mesma e oficialmente a sua fundadora.

O anúncio é feito sob o lema: “ Enviadas a testemunhar o Evangelho da Caridade”, tema que nos orientará na reflexão, na oração e na experiência fraterna de vida que construímos em comunhão. As celebrações jubilares iniciarão a 11 de Novembro de 2012 em Angola e nos outros locais no dia 4 de Outubro, dia do Pai S. Francisco. 
O jubileu será vivido ao longo do ano 2013 e terá um dos seus pontos altos na celebração do XVI Capítulo Geral, Intermédio e no encerramento das celebrações jubilares em toda a Congregação, a 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, nossa Padroeira.

Dom Filippo Santoro: Um bom exemplo de fé, vale mais do que mil palavras

Padre Sinodal, Arcebispo de Taranto, conta sua experiência
 Falta menos de uma semana para a conclusão da XIII assembléia do Sínodo dos Bispos dedicada a Nova Evangelização para a transmissão da fé. Muitas idéias emergiram da assembléia, sobretudo a de dar vida a uma evangelização que envolva todos os âmbitos e aspectos do ser humano, colhendo os desafios da sociedade de hoje. Sobre isto falou a ZENIT, Dom Filippo Santoro, arcebispo de Taranto, nomeado Padre Sinodal por Bento XVI.

Do Sínodo emerge uma Igreja viva e confiante no futuro

Cardeal Betori, apresentou aos jornalistas, juntamente com o nomeado cardeal Dom Tagle e o arcebispo Carrè, a mensagem final do Sínodo dos Bispos


Uma mensagem de comunhão que reflete uma Igreja viva, pronta para enfrentar os desafios e problemas do nosso tempo. Assim, o Cardeal Giuseppe Betori, arcebispo de Florença, apresentou hoje pela manhã na Santa Sé, a mensagem final do Sínodo sobre a Nova Evangelização, com o arcebispo de Manila, Mons. Luis Antonio Tagle, rescentemente nomeado cardeal pelo Papa e o arcebispo de Montpellier, secretário-geral do Sínodo, o arcebispo Pierre Marie Carré.

Dar-se as mãos ou levantar os braços durante o Pai Nosso?

Responde o padre Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

Muitas pessoas dizem que não devemos dar-nos as mãos quando rezamos a oração do Senhor, porque não é uma oração comunitária, mas uma oração ao “Pai Nosso”. Alguns sacerdotes explicaram que já que a Santa Sé nunca especificou o tema, então estamos livres para fazer como quisermos. Pode-se recitar o Pai Nosso de mãos dadas ou não? Qual é o modo no qual a tradição católica romana convida a recitar a oração do Senhor durante a Missa? - T.P., Milford, Maine.

O Santo Padre nos chamou à desmundanização

Arcebispo de Madri propõe exame de consciência e conversão do coração Cardeal Antonio María Rouco Varela


 Reproduzimos o pronunciamento do Card. Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri, Presidente da Conferência Episcopal da Espanha, na 11ª congregação geral do Sínodo dos Bispos, em 15 de outubro de 2012.
É imprescindível conhecer o “Sitz im Leben” da Nova Evangelização, se queremos realizá-la de modo correto. O secularismo é, possivelmente, o seu sinal mais característico. A história da secularização, começada no século XVII, culmina no século XX com o postulado da “morte de Deus” e com a exaltação do “super-homem”.

Evangelização: Uma Resposta à "sede" dos homens de todo tempo e lugar

Publicada a Mensagem do Sínodo dos Bispos ao Povo de Deus

A Mensagem final da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã foi apresentada nesta manhã na sala de imprensa do Vaticano. O texto foi dividido em 14 pontos.
O documento abre com uma referência ao encontro de Jesus com a Samaritana junto do poço, trazendo a ânfora vazia (cf. Jo 4:5-42): é uma referência para a "sede" dos homens de todos os tempos, muitos “são os poços”, mas é preciso "discernir " para não correr o risco de ruinosas desilusões.
Reconhecendo Cristo como o único portador da "água que dá a vida verdadeira e eterna" e convertendo-se, a mulher samaritana "tornou-se mensageira da salvação e conduz para Jesus toda a cidade”.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


"Eles consumiram a sua existência na consagração total a Deus"

Homilia de Bento XVI na Missa de canonização de sete novos Santos

O Filho do homem veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos (cf. Mc 10,45)

Venerados irmãos,

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje a Igreja escuta mais uma vez estas palavras de Jesus, pronunciadas durante o caminho rumo a Jerusalém, onde devia cumprir-se o seu mistério de paixão, morte e ressurreição. São palavras que manifestam o sentido da missão de Cristo na terra, marcada pela sua imolação, pela sua doação total. Neste terceiro domingo de outubro, no qual se celebrar o Dia Mundial das Missões, a Igreja as escuta com uma intensidade particular e reaviva a consciência de viver totalmente em um perene estado de serviço ao homem e ao Evangelho, como Aquele que se ofereceu a si mesmo até o sacrifício da vida.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


A nova evangelização como testemunho

O reitor da Pontifícia Universidade Lateranense, Mons. Dal Covolo, esboça um primeiro informe do Sínodo


 “O diálogo entre a fé e a cultura no ensino". Este é, de acordo com Dom Enrico dal Covolo, a característica distintiva das escolas e das universidades católicas. Um diálogo - confirma o Reitor da Pontifícia Universidade Lateranense - "inesgotável entre a ciência de Deus e as ciências humanas, junto com uma síntese teológica assimilada essencialmente, e coerentemente testemunhada pelos formadores. Porque este é o ponto realmente crucial: hoje muitos são professores (inclusive eu ...) - admite - mas muito poucos são testemunhas da fé e do encontro verdadeiro com Jesus Cristo".
A fé cristã, operante na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida.

Catequese de Bento XVI na Audiência Geral de quarta- feira

Publicamos a seguir a catequese realizada por Bento XVI durante a Audiência Geral desta quarta-feira, dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
O Ano da Fé. Introdução.
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje vou apresentar o novo ciclo de catequese, que se desenvolve durante todo o Ano de Fé inaugurado recentemente e que interrompe - por este período - o ciclo dedicado à escola de oração. Com a Carta Apostólica Porta Fidei convoquei este Ano especial, para que a Igreja renove o entusiasmo de crerem Jesus Cristo, o único salvador do mundo, reaviva a alegria de andar no caminho que nos indicou, e testemunhe de maneira concreta a força transformadora da fé.
As nossas paróquias serão as pedras angulares das comunidades eucarísticas do futuro"

Sínodo: arcebispo de Dublin reflete sobre as problemáticas da juventude e da educação

Publicamos abaixo a intervenção de dom Diarmuid Martin, arcebispo de Dublin, durante a décima quarta congregação geral do Sínodo dos Bispos, ocorrida em 16 de outubro de 2012.

O desafio da linguagem é especialmente percebido em países onde a língua dominante é o inglês, e é caracterizado por filosofias linguísticas com conhecidos desafios epistemológicos. Há também um desafio adicional para a linguagem cotidiana, não apenas da mídia, mas de uma cultura da manipulação da linguagem e da gestão da informação, em que o significado dos termos é alterado e manipulado para fins comerciais, ideológicos e políticos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Momentos importantes do Concílio Vaticano II

Entrevista com Mons Vitaliano Mattioli


Estamos comemorando os 50 anos do Concílio Vaticano II e nos perguntamos: como é que esse evento foi vivido pela geração que o presenciou?
Mons. Vitaliano era seminarista em Roma naquele então. ZENIT o entrevistou para que nos contasse em primeira pessoa a sua experiência desse grande evento que marcou profundamente a história da Igreja contemporânea.
Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma, Itália, em 1938 e realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e na Escola Clássica Apollinaire de Roma e Redator da revista "Palestra del Clero". Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.

Bento XVI: "Sempre haverá novos despertares para o cristianismo"

Entrevista inédita com o Santo Padre no filme Bells of Europe, apresentado ontem à noite após a sessão sinodal

Ontem, segunda-feira, 15 de outubro, após a sessão sinodal, foi apresentado a alguns padres sinodais o filme Bells of Europe [Sinos da Europa], sobre a relação entre o cristianismo, a cultura europeia e o futuro do continente.
O filme apresenta trechos de uma série de entrevistas originais exclusivas com as maiores personalidades religiosas cristãs, incluindo o papa Bento XVI, o patriarca ecumênico Bartolomeu I, o patriarca de Moscou, Kirill, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, o ex-presidente da Federação das Igrejas Evangélicas na Alemanha, Wolfgang Huber, e outras personalidades da política e da cultura.
O fio condutor da produção vem do som dos sinos dos diversos cantos do continente e da fusão de um sino na antiga fundição de Agnone. A trilha sonora traz músicas do famoso compositor estoniano Arvo Pärt, que, também entrevistado no filme, explica como se inspirou precisamente no tilintar dos sinos.
Realizado pelo Centro Televisivo Vaticano a partir de uma concepção do pe. Germano Marani e com o apoio de várias outras instituições, entre as quais a Fundação Gregoriana, o filme já está disponível para a RAI Cinema, que detém os direitos de transmissão televisiva e de distribuição doméstica.
Um fascículo com os textos completos das entrevistas realizadas no filme, em italiano e em inglês, foi distribuído a todos os participantes do sínodo. Destaque para a ampla entrevista, até agora inédita, com o Santo Padre Bento XVI, que reproduzimos a seguir.