quarta-feira, 28 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
SENHOR DA VIDA E DO AMOR...
Disseste-me Senhor, que orar é abrir o coração à Tua presença amorosa! Orar é entender os Teus sinais, perceber a dimensão do Teu Reino, é numa palavra: reconhecer a Tua Omnipotência e o nosso nada.... É procurar-te nos muitos sinais que vais apresentando aos que te amam.
Hoje, Senhor da Vida, o Teu sinal foi de prova, com sabor amargo, esse fel que se experimenta nos dissabores do tempo e que aos poucos transformas na doçura que tens preparada para nós.
São tantas as vezes em que procuro sinais capazes de ser interpretados à luz da minha razão, mas não pode ser assim. Tudo tem de ser iluminado pela Luz e pela Sabedoria do teu Espírito.
Hoje, o sinal do Teu amor para comigo chamou-se morte desta vida terrena, onde superabundaram as lágrimas, mas que aos poucos a resposta ao porquê, vai-se aclarando e a Fé vai ficando mais fortalecida e a escuridão vai-se dissipando, para dar de novo lugar à Luz...
Hoje, o sinal do Teu amor para comigo chamou-se morte desta vida terrena, onde superabundaram as lágrimas, mas que aos poucos a resposta ao porquê, vai-se aclarando e a Fé vai ficando mais fortalecida e a escuridão vai-se dissipando, para dar de novo lugar à Luz...
Como é difícil adequar a minha vontade, à Tua vontade!
A minha vida à Tua Vida!
O meu pensar ao teu pensar!
É precisamente na obscuridade da vida que Te manifestas, é aí que resides, é aí que mostras os mais belos sinais da Tua beleza inconfundível!
Que sinal foi o Teu, quando passaste na vida dos que amamos neste mundo e viviam só para o Teu serviço? Aí estás Tu! Aí devo reconhecer-Te mesmo com o coração a sangrar, aí fico sem palavras e parece que a Tua Luz, por instantes se apagou da minha lâmpada!
Como criança mimada ao colo da Mãe, assim me encontro reclamando resposta aos porquês e esperando a tão ansiosa carícia do Teu amor!
Nada pode ser como desejo, mas só um único desejo deve florescer do meu tão angustiado pensamento: O que Tu queres, seja feito... Satisfaça-se apenas a Tua Vontade e não a minha!
Foste um semeador generoso, foste semeando aos poucos e depois na hora certa vieste colher o fruto de quem procurou viver só para Ti, servindo com simplicidade, com alegria, com humildade e sobriedade. O fruto da sua entrega é ofertado no altar do sacrifício e Tu vais aceitá-Lo com a maior das alegrias e com um amor que não tem medida, é Infinito!
Com a serenidade da oferta que faço da irmã que escondeste da minha visão humana, tudo o mais Te entrego, sem pedir nada em troca.
Que o deserto da vida que nos prova até à última gota de sangue, nos traga de volta a frescura da tua Vida, a Tua água fecundante e transparente, para continuar a entoar o mais belo hino de Vitória da Vida sobre a morte, porque Tu vives em nós e o presente que levaste para junto de Ti, continua vivo no meu coração.
Obrigada pela sinal da Tua generosidade e amor para comigo ao deixares que tivesse experimentado a Tua doçura na vida da irmã Casimira.
Obrigada pela sinal da Tua generosidade e amor para comigo ao deixares que tivesse experimentado a Tua doçura na vida da irmã Casimira.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
SENHOR DO DESERTO...
Senhor do Deserto,
Durante quarenta dias foste posto à prova no deserto!
prova-me Senhor, neste tempo da vida que me dás para viver com mais profundidade o amor à Tua Palavra, ao Próximo e a Ti de uma forma especial.
Não deixes que satanás me tente, deixando escapar das minhas mãos e do coração a Tua presença.
Que o ministério que me confias, seja vivido na maior simplicidade e humildade...
Que saiba lavar sempre os pés aos irmãos em atitude de serviço...
Que viva com esplendor a gozo a aliança selada conTigo...
Afasta de mim os fantasmas interiores que tornam o meu caminho impossível.
Senhor, dá-me o dom de viver conscientemente esta Quaresma que me impulsiona para uma maior vivência da minha Fé, do meu amor e da minha entrega...
Guia-me, conduz-me e o deserto da vida será o paraíso...
Faz-me viver contigo e brote em mim o desejo ardente de viver a Tua Palavra,
de me deixar empapar por ela, para que seja ela o motor de arranque para prosseguir a subida ao monte
onde Te escutarei, onde contemplarei o teu Rosto, onde serei tentada, onde sentirei a Tua força para resistir ao mal e procurar sempre e em todas as coisas o bem...
Contigo refaço o meu caminho de encontro...
Contigo aprendo a viver a caridade...
Contigo descubro abeleza da justiça e da verdade...
Contigo saboreio a doçura do amor...
Contigo avanço na descoberta sábia de amar e servir com o coração...
Rasga o meu coração, faz-me de novo, atrai-me para Ti, brote nas veias do meu coração o sangue da paz, do perdão, do acolhimento, da reconciliação, da comunhão e da liberdade...
Que eu escute a Tua Palavra, que eu a acolha, que viva com liberdade a minha Obediência e cumpra em cada situação a Tua mensagem que me salva, renova e ampara..
Durante quarenta dias foste posto à prova no deserto!
prova-me Senhor, neste tempo da vida que me dás para viver com mais profundidade o amor à Tua Palavra, ao Próximo e a Ti de uma forma especial.
Não deixes que satanás me tente, deixando escapar das minhas mãos e do coração a Tua presença.
Que o ministério que me confias, seja vivido na maior simplicidade e humildade...
Que saiba lavar sempre os pés aos irmãos em atitude de serviço...
Que viva com esplendor a gozo a aliança selada conTigo...
Afasta de mim os fantasmas interiores que tornam o meu caminho impossível.
Senhor, dá-me o dom de viver conscientemente esta Quaresma que me impulsiona para uma maior vivência da minha Fé, do meu amor e da minha entrega...
Guia-me, conduz-me e o deserto da vida será o paraíso...
Faz-me viver contigo e brote em mim o desejo ardente de viver a Tua Palavra,
de me deixar empapar por ela, para que seja ela o motor de arranque para prosseguir a subida ao monte
onde Te escutarei, onde contemplarei o teu Rosto, onde serei tentada, onde sentirei a Tua força para resistir ao mal e procurar sempre e em todas as coisas o bem...
Contigo refaço o meu caminho de encontro...
Contigo aprendo a viver a caridade...
Contigo descubro abeleza da justiça e da verdade...
Contigo saboreio a doçura do amor...
Contigo avanço na descoberta sábia de amar e servir com o coração...
Rasga o meu coração, faz-me de novo, atrai-me para Ti, brote nas veias do meu coração o sangue da paz, do perdão, do acolhimento, da reconciliação, da comunhão e da liberdade...
Que eu escute a Tua Palavra, que eu a acolha, que viva com liberdade a minha Obediência e cumpra em cada situação a Tua mensagem que me salva, renova e ampara..
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
PALAVRA E PARTILHA...
Em tempo de graça, Deus concede-nos o espaço próprio para o encontro com Ele.
Descobrindo a Sua Vontade e os caminhos novos para uma exigência nova de seguimento...
Caminhamos, subimos o Tabor e no deserto, aí o encontramos e refizemos a nossa vida com Ele. Treze junioras em caminhada... Juntas com a Ir. Glória reviraram as pregas da Bíblia e toca de descobrir as maravilhas da riqueza da Palavra que se fez Carne e veio Habitar entre nós...
Em tempo de graça, Deus concede-nos o espaço próprio para o encontro com Ele.
Descobrindo a Sua Vontade e os caminhos novos para uma exigência nova de seguimento...
Caminhamos, subimos o Tabor e no deserto, aí o encontramos e refizemos a nossa vida com Ele. Treze junioras em caminhada... Juntas com a Ir. Glória reviraram as pregas da Bíblia e toca de descobrir as maravilhas da riqueza da Palavra que se fez Carne e veio Habitar entre nós...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
TODOS TE PROCURAM
No Domingo passado o Teu convite para a oração, para a missão e serviço, continuam a ser para mim a chave de uma vida plena e cheia de sentido. O equilíbrio vital para a missão é a Oração que me dá acesso à Morada segura com o Mestre e me impele para o anúncio do Reino.
Uma misteriosa combinação de movimento, nunca dentro sem estar fora e nunca fora sem estar dentro. O Evangelho propaga-se através do movimento, criatividade e clareza de vida.
Senhor, a Tua presença me anima e é capaz de curar as minhas muitas feridas e expulsar os muitos demónios que existem dentro da minha pequenez.
Toma a minha mão, faz-me reviver da minha debilidade, acompanha todos os que Te procuram e dá-me momentos fortes de presença e encontro Contigo.
O ritmo da purificação continua ao longo da semana com as tuas imensas curas. Fazes um convite sério a quem te segue, de não ser hipócrita, nem viver de tradições. Convidas, sim, a viver a Lei do Teu amor e a inovação e gratidão no Teu serviço.
Basta tocar-Te e serei curada. Como tem de ser grande a minha Fé! Mas ... Há falhas e grandes dificuldades... Há impurezas... Há exterioridade...Há um coração habitado por estranhos... Preciso de travar constantemente o meu combate espiritual, para viver de acordo com a Tua norma de vida e nada mais...
E que tal, essa de obedecer sempre à Vontade do Pai? nem sei que dizer. Mas aceito que é mesmo isso que preciso: descobrir a cada momento a Tua vontade salvadora e amar cada vez a Obediência sem limites, sem obstáculos, sem questões, sem dúvidas, mas apenas com muito AMOR.
Permite-me Senhor interpretar a Tua Palavra, saborear a mensagem, perceber a Tua missão, converter-me por inteiro a Ti. Tu és a Palavra em quem acredito, Tu és a saliva que abre os meus olhos, Tu és o toque de magia que me salva e faz viver de novo! Tu estás comigo ao longo das minhas horas, multiplicas o Teu Corpo para não desfalecer de fome, Tu estás sempre comigo, Tu acolhes-me com amor e docilidade.
Obrigada pela Tua Palavra ao longo desta semana, pelas chamadas fortes de atenção à forma como vivo o Teu seguimento, a descobrir que preciso dos Teus remédios para me curar, a perceber que só Tu me podes restituir a vida.
Hoje, começo de novo mais uma semana descobrindo-Te compassivo e misericordioso, aquele a quem repito: Se quiseres podes curar-me...
A Tua resposta vai fortalecer a minha caminhada, pois terei sempre presente a Tua Palavra: "Quero! fica limpa".
Que o Teu toque cure as feridas do meu coração. Queres que toque também as feridas dos meus irmãos? Então faça-se apenas o que queres em mim e nada mais preciso para ser feliz.
Mensagem do Papa Bento XVI da Quaresma - 2012
«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e
às boas obras»
(Heb 10, 24)
Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir
mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo
propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o
nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela
oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a
alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados
num breve texto bíblico tirado da Carta
aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao
amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde
o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote,
que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é
uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos
aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos
firmemente «a profissão da nossa esperança»
(v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem
em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta
evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com
os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25).
Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento
precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao
outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1.
«Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o
verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar
atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo
no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu,
que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e
cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave
que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do
irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo
também noutro trecho da mesma Carta
aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o
Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da
nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a
estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino
dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença,
o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito
pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama
cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda»
dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações
caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor
ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como
eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em
muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado
pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente
do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a
compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo
de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise
de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no
monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou
para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece
que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário
reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que
suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a
responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro,
desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer
dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o
perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual»,
que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas
parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se
pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o
levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos
salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um
homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de
fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos,
deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e
compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo
irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também
o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos
ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve
estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do
pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do
sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para
a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não
o compreende» (Prov 29,
7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes
de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro
com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de
salvação e de bem-aventurança.
O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui,
igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um
aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em
vista a salvação eterna. De
forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o
bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade
espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não
o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não
só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu
destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te
amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo
e ele aumentará o seu saber» (Prov 9,
8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a
correcção fraterna – elenchein
– é o mesmo que indica a
missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz
condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera
entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É
importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados
diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por
respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de
alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a
verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca
há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo
amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz
o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós,
que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha
para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de
individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna,
para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos
nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1
Jo 1, 8). Por isso, é um
grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si
mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do
Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece,
que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com
cada um de nós.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
1ª Carta aos Coríntios 9,16-19.22-23.
Irmãos: Anunciar o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!
Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado.
Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.
De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número.
Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo.
E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante.
Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado.
Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.
De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número.
Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo.
E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Cristo Nossa Luz, consagra-nos para o Seu serviço
A Igreja celebra o dia do Consagrado.
Em Benguela teve um particular sabor, pois no Vale do Cavaco, as Servas Franciscanas Reparadoras, viveram um dia diferente, tendo como motivo de uma celebração revestida com muita dignidade e brilho, a comunidade de Santo António, onde fez a sua primeira profissão a Noviça Lídia Sinalã, chegada da sua formação feita em Moçambique.
Porque motivo não se fazia em casa e não na Igreja Paroquial? Lá se acatou a Obediência, fazendo uma celebração mais simples, embora com muitos convidados à mistura. Dos amigos da Congregação ninguém soube, pois então teríamos que abrir mão de muita coisa e não dava.
O Espírito do Senhor, foi transformando os corações e as palavras são poucas para tanto empenho da parte de todas para que tudo estivesse à altura de uma celebração da Congregação, que afinal já foi jubilar!
O coro das irmãs, aspirantes e seminaristas dos pobres Servos, orientados pela Ir. Laurinda Ngueve, tornaram harmoniosa a nossa celebração.
Presidiu a ela o nosso amigo da primeira hora, D. Óscar Lino Braga, Bispo emérito de Benguela, que estreava um lindo paramento vindo de Portugal para estas ocasiões. Este já de estola preparada para concelebrar, fica a saber que D. Eugénio não podia vir, pois estava doente. Não é que na noite anterior a irmã Maria dos Anjos lhe telefona e ele ao saber da presença de D. Eugénio na celebração, afirmou que o lugar dele não lhe retirava a alegria de estar connosco nesse dia em que também ele celebrava 37 anos de episcopado. Mas D. Eugénio ficou doente, sem voz e não pode estar, enviou o seu Vigário Geral. Eram dez os sacerdotes presentes e uma dezena de irmãs vindas de outras Congregações a saber: FMM, Doroteias, Santíssimo Salvador e Filhas da Virgem das Dores. Estavam os Pobres Servos e também os Saletinos.
Consciente, com alegria, serenidade e disponibilidade na entrega, assim se mostrou a jovem Lídia que emitia os seus votos de: Pobreza, Castidade e Obediência, na Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras.
A liturgia do dia era bem própria para a entrega da vida ao Senhor, tendo-O como modelo de entrega, de serviço e realização da Vontade do Pai. Ele a Luz verdadeira que veio ao Mundo para iluminar a nossa vida.
Na homilia, o Prelado, fez uma referência muito forte à vivência dos Votos e mencionou a importância da Obediência como o cerne para podermos viver em pobreza e castidade. Uma obediência por amor e de livre vontade. Quando fazemos a vontade de Deus, deixamos que Ele nos consagre, nada temos a temer. O nosso caminhar tem de ter a marca das Bem- Aventuranças e o amor nunca se questiona, daí que o compromisso assumido em Igreja e em comunidade também não se põe em dúvida, aceita-se, ama-se e vive-se.
Os pais da Lídia, até este momento numa linha de separação conjugal, estavam felizes, mesmo não concordando muito com esta decisão, pois ela remou sempre contra a vontade dos pais e avançou. Na sua ida para Moçambique sempre pensaram que tinha ido fazer estudos, só que nem imaginavam que estudos eram.
O Senhor prega assim umas partidas também à família e depois tudo se vai aceitando, mas com muita calma e sem pressas, nem imposições.
Graças a Deus e às irmãs, foi-nos apresentado um almoço de festa com muito requinte. Não deixando de ter de se pedir à comunidade do Lobito as toalhas brancas e outras coisas necessárias, tudo se tinha em casa. Aos poucos vai-se tendo um bocadinho de tudo. A louça, as toalhas, os talheres, travessas, copos e mais algumas alfaias de mesa, já vieram de Portugal, vamo-nos ajudando desta forma, sendo solidárias nas pequenas coisas.
O bolo foi confeccionado nas Monjas do Mosteiro da Mãe de Deus, aqui muito nossas vizinhas. Estava bom, bem como outras sobremesas bem frescas e apetitosas confeccionadas em casa e vindas de pessoas amigas.
Todos comeram e ficaram saciados. A alegria estava presente no rosto de cada uma das vinte e seis irmãs presentes, nos sacerdotes e familiares da irmã. Mas também se fazia sentir o cansaço físico das que ficaram toda a noite a pé para que tudo estivesse em ordem.
Por todas as irmãs que neste dia celebram a sua entrega ao Senhor, entoei uma prece apenas no íntimo do coração. Por aquelas que continuam a manter viva a sua lâmpada, sendo luz para o mundo, dou graças ao Deus da Luz. Pelas que foram testemunhas desta Luz, Cristo, resta-nos a gratidão. Às que caminhamos nesta Igreja peregrina, basta-nos alimentar a Fé em Jesus Cristo Palavra e Pão. Os caminhos da fidelidade, são os nossos caminhos, Cristo Luz do Mundo ilumine a nossa vida e nos torne fortes, firmes e fiéis ao Carisma que abraçamos.
TEDEUM LAUDAMUS, pelo dom da vocação Eucarística e Franciscana
A todas um abraço de Paz e Bem, do outro lado do Atlântico, com o calor de cada Serva Franciscana
Ir. Glória
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Senhor da Conversão
Preparo interiormente o meu coração para acolher as Tuas fortes investidas ao meu estado dormente constante. Tu o Senhor da conversão, limpa as escamas dos meus olhos, converte-me, faz com que repita do mais fundo da alma: tudo sobra, tudo é lixo, só a Fé em Ti me basta, pois és o Senhor da minha vida.
Cair ou não do cavalo, pode ou não fazer sentido, mas preciso sim, de reverter a minha vida, de cair, mas de voltar a erguer-me sem demora nem desânimo.
Batiza-me de novo, purifica tudo o que deixa a minha vida meia morta, sem vida.
Senhor da conversão, que eu saiba anunciar a beleza da Tua mensagem, que seja a nova evangelizadora dos meus dias. Que o testemunho seja mais convincente, mais claro e transparente.
Que na estrada das minhas misérias constantes, Te encontre e viva de Ti e só para Ti.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
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