terça-feira, 4 de novembro de 2014

Rivalidade e vanglória são dois «carunchos» que enfraquecem a Igreja, sublinha papa Francisco
O papa Francisco afirmou hoje, na missa a que presidiu no Vaticano, que a rivalidade e a vanglória dentro das estruturas eclesiais são «dois carunchos que comem a consistência da Igreja».
Referindo-se à primeira leitura bíblica proclamada nas missas desta segunda-feira, Francisco , citado pela Rádio Vaticano, salientou que S. Paulo, numa das suas cartas, convida os Filipenses a nada fazer «por rivalidade ou vanglória», nem a «lutar uns contra os outros, nem sequer tornar-se notado, para se dar ares de ser melhor que os outros».
«Vê-se que esta não é apenas uma coisa do nosso tempo», mas vem de longe», apontou o papa, antes de questionar: «Quantas vezes nas nossas instituições, na Igreja, nas paróquias, por exemplo, nos organismos, encontramos isto? A rivalidade: o tornar-se notado», sublinhou.
No dia em que a Igreja evoca a memória de S. Martinho de Porres, o papa citou este religioso dominicano que viveu entre os séculos XVI e XVII: «A sua espiritualidade estava no serviço, porque sentia que todos os outros, mesmo os maiores pecadores, lhe eram superiores. Sentia-o verdadeiramente».
«Procurar o bem do outro. Servir os outros. Esta é a glória de um bispo, quando vê a sua Igreja assim: um mesmo sentir, a mesma caridade, permanecendo unânimes e concordes. Este é o ar que Jesus quer na Igreja. Podemos ter opiniões diferentes, está certo, mas sempre dentro deste ar, desta atmosfera: de humildade, caridade, sem desprezar ninguém», vincou.
Por isso, prosseguiu Francisco, é negativo quando nas instituições da Igreja, de uma diocese, se encontra quem «procura o seu interesse, não o serviço, não o amor»: «E isto é o que Jesus nos diz no Evangelho, não procurar o próprio interesse, não andar pelo caminho da retribuição».

«Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir», palavras de Jesus que se leem no Evangelho das missas de hoje. 

domingo, 2 de novembro de 2014

Ano A - 31.º domingo do Tempo Comum


Papa elogia Bento XVI pelo diálogo entre fé e ciência e sublinha que “big bang” pressupõe criação divina | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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«É tão feio um cristão hipócrita»: Papa critica quem se apega à letra da lei e ignora a lei do amor | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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A flor do mundo é a santidade | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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Papa Francisco: «Multidão» de pobres pede a Deus por «paz», «pão» e «trabalho» | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

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Paulo VI, uma luz que brilha sobre o cume do monte
Retrato do Papa Paulo VI, em vista da beatificação de 19 de outubro
Em 06 de agosto de 1978, domingo em que celebrávamos a festa da Transfiguração do Senhor, o Papa Paulo VI, às 21:40, na residência estiva de Castel Gandolfo, retornava à casa do Pai.
Assim, um místico do Islã fala sobre a morte de Paulo VI: "O Mensageiro de Deus subia todos os dias o monte santo, mas ontem, festa do monte santo, Deus lhe disse: não desça mais até os homens, mas permaneça aqui, na luz, comigo".
Poucos dias após sua eleição como Sumo Pontífice, que teve lugar dia 21 de junho de 1963, em um retiro espiritual, o Papa Paulo VI escreve: "A luz do castiçal queima e se consome sozinha. Mas tem uma função, a de iluminar os outros, a todos, se possível". Ele, o Papa “perito em humanidade" foi realmente luz que brilha no cume da montanha e ainda continua a ser, graças ao seu grande e sempre atual ensinamento.
Seu profundo amor por Cristo foi uma constante que animou sua rica espiritualidade e sua dolorosa e exigente ação pastoral. Ensinava que se deve conhecer Jesus para viver e sempre ser aluno em sua escola. Fez seu, o lema de Santo Ambrósio: "Cristo é tudo para nós". Sua alegria, sua paz profunda provinha da cruz e da ressurreição de Cristo.
Os problemas que o perseguiam e que se abatiam sobre os seus ombros, os problemas da Igreja e do mundo, o sofrimento do indivíduo e da humanidade eram enfrentados por ele com um forte senso de responsabilidade e dever, sempre com conhecimento e lucidez corajosos, com uma fé como rocha, inabalável, e à luz da esperança cristã.
Ele era um homem altamente contemplativo: a oração era como o húmus que tornava o solo fértil, onde crescia sua vida. Amou muito a Mãe de Deus. Em 21 de novembro de 1964, no contexto do Concílio Vaticano II, proclamou Maria "Mãe da Igreja", provocando o consentimento dos Padres conciliares, que se levantaram espontaneamente para aplaudir.
Há um título pelo qual é possível expressar o papel de Paulo VI na história da Igreja?
O Patriarca de Constantinopla, Atenágoras, em 05 de janeiro de 1964, quando se encontrou com o Papa na Terra Santa, não hesitou em chamá-lo de "Paulo II" pela forte afinidade entre o apóstolo dos gentios e Paulo VI. Em seguida, redescobrindo o grande valor de Paulo VI, pode-se chamá-lo de "primeiro Papa moderno". E mais:
"O Papa do diálogo”
"O Papa do Concílio Vaticano II"
"O Papa do ecumenismo"
"O Papa Peregrino"
"O Papa da civilização do amor"
"O Papa defensor da vida"
"O Papa dos tempos futuros"
"O Papa perito em humanidade"
"O Papa da Paz"
"O Papa da alegria"
"O Papa professor e testemunha"
"O Papa enamorado de Cristo e da Igreja"
Muitas idosas falam sobre Deus melhor do que os teólogos
Você pode passar a vida inteira mergulhado em textos teológicos e não ser capaz de encontrar respostas. Não é a sabedoria humana que dá autoridade e identidade a um cristão, mas o Espírito Santo. Excluir o recurso do Espírito Santo significa escorregar no espírito do mundo, que se utiliza dos títulos e não chega ao coração do povo.
Na homilia da Missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco explica que é Jesus quem primeiro, através do seu próprio exemplo, nos oferece um modelo de pregador fora do comum, porque a sua "autoridade" vem da "unção especial do Espírito Santo". Uma característica que deixava as pessoas espantadas, causando até escândalo.
Na primeira leitura de hoje, São Paulo diz: "pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana” (1 Cor 2, 13). O Santo Padre usa esta frase como prova do estilo de Jesus, e diz: "A pregação de Paulo não é porque ele fez um curso na Lateranense ou na Gregoriana... Não, não, não! A sabedoria humana, não! Mas ensinado pelo Espírito: Paulo pregava com a unção do Espírito, exprimindo coisas espirituais do Espírito em termos espirituais”. Além disso, acrescentou o Bispo de Roma, "o homem deixado às suas próprias forças não compreende as coisas do Espírito de Deus, o homem sozinho não pode entender isto".

domingo, 17 de agosto de 2014

Encontro com os Bispos da Ásia no Santuário de Haemi

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Santa Missa conclusiva da 6ª Jornada da Juventude Asiática no Castelo de Haemi

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CN Notícias: Rezem pela reunificação das Coreias, pede Papa aos jovens


Papa na Missa de Beatificação: nossa sociedade raramente escuta o grito dos pobres

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Comovido e angustiado pela tragédia humanitária no Iraque o Papa renova o seu apelo numa carta ao secretário-geral da Onu-Despertar das consciências

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Missão Coreia - «No dia da minha partida, convido-vos a unir-vos a mim em oração pela Coreia e por toda a Ásia»

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Sexta jornada asiática -Os jovens nas trilhas dos mártires

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

VISITA DO PAPA FRANCISCO À COREA DO SUL


De terra de Missão a Coréia é hoje uma terra de missionários

Discurso completo do papa Francisco aos bispos coreanos

SEUL, 14 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - Publicamos a seguir o texto completo do discurso do Papa Francisco dirigido aos bispos da Coreia, pronuncia durante a sua visita à sede da Conferência Episcopal do País Sudeste Asiático.
Queridos Irmãos Bispos!
Com grande afecto, a todos vos saúdo e agradeço a Dom Peter U-il Kang as palavras fraternas de boas-vindas que me dirigiu em vosso nome. É uma bênção para mim estar aqui e poder conhecer pessoalmente a vida dinâmica da Igreja na Coreia. A vós, como pastores, compete a tarefa de guardar o rebanho do Senhor. Sois os guardiões das maravilhas que Ele realiza no seu povo. Guardar é uma das tarefas confiadas especificamente ao Bispo: cuidar do povo de Deus. Hoje quero reflectir convosco, como irmão no episcopado, sobre dois aspectos centrais da guarda do povo de Deus neste país: ser guardiões da memória e guardiões da esperança.
Ser guardiões da memória. A beatificação de Paul Yun Ji-chung e dos seus companheiros é uma ocasião para agradecer ao Senhor que, a partir das sementes lançadas pelos mártires, fez brotar uma colheita abundante de graça nesta terra. Vós sois os descendentes dos mártires, herdeiros do seu heróico testemunho de fé em Cristo. Além disso, sois herdeiros de uma tradição extraordinária, que teve início e cresceu amplamente graças à fidelidade, perseverança e trabalho de gerações de leigos. É significativo que a história da Igreja na Coreia tenha começado por um encontro directo com a Palavra de Deus. Foi a beleza intrínseca e a integridade da mensagem cristã – o Evangelho e o seu apelo à conversão, à renovação interior e a uma vida de caridade – que impressionaram a Yi Byeok e aos nobres anciãos da primeira geração, sendo a essa mesma mensagem, à sua pureza, que a Igreja na Coreia olha, como num espelho, para se descobrir autenticamente a si mesma.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

LEITURA I – Is 55,10-11

Leitura do Livro de Isaías

Eis o que diz o Senhor:
“Assim como a chuva e a neve que descem do céu
não voltam para lá sem terem regado a terra,
sem a terem fecundado e feito produzir,
para que dê a semente ao semeador e o pão para comer,
assim a palavra que sai da minha boca
não volta sem ter produzido o seu efeito,
sem ter cumprido a minha vontade,
sem ter realizado a sua missão

O cardeal Baldisseri sobre os conteúdos da próxima assembleia extraordinária do Sínodo sobre a família

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XV DOMINGO DO TEMPO COMUM