sábado, 31 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
SENHOR DA VIDA E DO AMOR...
Disseste-me Senhor, que orar é abrir o coração à Tua presença amorosa! Orar é entender os Teus sinais, perceber a dimensão do Teu Reino, é numa palavra: reconhecer a Tua Omnipotência e o nosso nada.... É procurar-te nos muitos sinais que vais apresentando aos que te amam.
Hoje, Senhor da Vida, o Teu sinal foi de prova, com sabor amargo, esse fel que se experimenta nos dissabores do tempo e que aos poucos transformas na doçura que tens preparada para nós.
São tantas as vezes em que procuro sinais capazes de ser interpretados à luz da minha razão, mas não pode ser assim. Tudo tem de ser iluminado pela Luz e pela Sabedoria do teu Espírito.
Hoje, o sinal do Teu amor para comigo chamou-se morte desta vida terrena, onde superabundaram as lágrimas, mas que aos poucos a resposta ao porquê, vai-se aclarando e a Fé vai ficando mais fortalecida e a escuridão vai-se dissipando, para dar de novo lugar à Luz...
Hoje, o sinal do Teu amor para comigo chamou-se morte desta vida terrena, onde superabundaram as lágrimas, mas que aos poucos a resposta ao porquê, vai-se aclarando e a Fé vai ficando mais fortalecida e a escuridão vai-se dissipando, para dar de novo lugar à Luz...
Como é difícil adequar a minha vontade, à Tua vontade!
A minha vida à Tua Vida!
O meu pensar ao teu pensar!
É precisamente na obscuridade da vida que Te manifestas, é aí que resides, é aí que mostras os mais belos sinais da Tua beleza inconfundível!
Que sinal foi o Teu, quando passaste na vida dos que amamos neste mundo e viviam só para o Teu serviço? Aí estás Tu! Aí devo reconhecer-Te mesmo com o coração a sangrar, aí fico sem palavras e parece que a Tua Luz, por instantes se apagou da minha lâmpada!
Como criança mimada ao colo da Mãe, assim me encontro reclamando resposta aos porquês e esperando a tão ansiosa carícia do Teu amor!
Nada pode ser como desejo, mas só um único desejo deve florescer do meu tão angustiado pensamento: O que Tu queres, seja feito... Satisfaça-se apenas a Tua Vontade e não a minha!
Foste um semeador generoso, foste semeando aos poucos e depois na hora certa vieste colher o fruto de quem procurou viver só para Ti, servindo com simplicidade, com alegria, com humildade e sobriedade. O fruto da sua entrega é ofertado no altar do sacrifício e Tu vais aceitá-Lo com a maior das alegrias e com um amor que não tem medida, é Infinito!
Com a serenidade da oferta que faço da irmã que escondeste da minha visão humana, tudo o mais Te entrego, sem pedir nada em troca.
Que o deserto da vida que nos prova até à última gota de sangue, nos traga de volta a frescura da tua Vida, a Tua água fecundante e transparente, para continuar a entoar o mais belo hino de Vitória da Vida sobre a morte, porque Tu vives em nós e o presente que levaste para junto de Ti, continua vivo no meu coração.
Obrigada pela sinal da Tua generosidade e amor para comigo ao deixares que tivesse experimentado a Tua doçura na vida da irmã Casimira.
Obrigada pela sinal da Tua generosidade e amor para comigo ao deixares que tivesse experimentado a Tua doçura na vida da irmã Casimira.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
SENHOR DO DESERTO...
Senhor do Deserto,
Durante quarenta dias foste posto à prova no deserto!
prova-me Senhor, neste tempo da vida que me dás para viver com mais profundidade o amor à Tua Palavra, ao Próximo e a Ti de uma forma especial.
Não deixes que satanás me tente, deixando escapar das minhas mãos e do coração a Tua presença.
Que o ministério que me confias, seja vivido na maior simplicidade e humildade...
Que saiba lavar sempre os pés aos irmãos em atitude de serviço...
Que viva com esplendor a gozo a aliança selada conTigo...
Afasta de mim os fantasmas interiores que tornam o meu caminho impossível.
Senhor, dá-me o dom de viver conscientemente esta Quaresma que me impulsiona para uma maior vivência da minha Fé, do meu amor e da minha entrega...
Guia-me, conduz-me e o deserto da vida será o paraíso...
Faz-me viver contigo e brote em mim o desejo ardente de viver a Tua Palavra,
de me deixar empapar por ela, para que seja ela o motor de arranque para prosseguir a subida ao monte
onde Te escutarei, onde contemplarei o teu Rosto, onde serei tentada, onde sentirei a Tua força para resistir ao mal e procurar sempre e em todas as coisas o bem...
Contigo refaço o meu caminho de encontro...
Contigo aprendo a viver a caridade...
Contigo descubro abeleza da justiça e da verdade...
Contigo saboreio a doçura do amor...
Contigo avanço na descoberta sábia de amar e servir com o coração...
Rasga o meu coração, faz-me de novo, atrai-me para Ti, brote nas veias do meu coração o sangue da paz, do perdão, do acolhimento, da reconciliação, da comunhão e da liberdade...
Que eu escute a Tua Palavra, que eu a acolha, que viva com liberdade a minha Obediência e cumpra em cada situação a Tua mensagem que me salva, renova e ampara..
Durante quarenta dias foste posto à prova no deserto!
prova-me Senhor, neste tempo da vida que me dás para viver com mais profundidade o amor à Tua Palavra, ao Próximo e a Ti de uma forma especial.
Não deixes que satanás me tente, deixando escapar das minhas mãos e do coração a Tua presença.
Que o ministério que me confias, seja vivido na maior simplicidade e humildade...
Que saiba lavar sempre os pés aos irmãos em atitude de serviço...
Que viva com esplendor a gozo a aliança selada conTigo...
Afasta de mim os fantasmas interiores que tornam o meu caminho impossível.
Senhor, dá-me o dom de viver conscientemente esta Quaresma que me impulsiona para uma maior vivência da minha Fé, do meu amor e da minha entrega...
Guia-me, conduz-me e o deserto da vida será o paraíso...
Faz-me viver contigo e brote em mim o desejo ardente de viver a Tua Palavra,
de me deixar empapar por ela, para que seja ela o motor de arranque para prosseguir a subida ao monte
onde Te escutarei, onde contemplarei o teu Rosto, onde serei tentada, onde sentirei a Tua força para resistir ao mal e procurar sempre e em todas as coisas o bem...
Contigo refaço o meu caminho de encontro...
Contigo aprendo a viver a caridade...
Contigo descubro abeleza da justiça e da verdade...
Contigo saboreio a doçura do amor...
Contigo avanço na descoberta sábia de amar e servir com o coração...
Rasga o meu coração, faz-me de novo, atrai-me para Ti, brote nas veias do meu coração o sangue da paz, do perdão, do acolhimento, da reconciliação, da comunhão e da liberdade...
Que eu escute a Tua Palavra, que eu a acolha, que viva com liberdade a minha Obediência e cumpra em cada situação a Tua mensagem que me salva, renova e ampara..
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
PALAVRA E PARTILHA...
Em tempo de graça, Deus concede-nos o espaço próprio para o encontro com Ele.
Descobrindo a Sua Vontade e os caminhos novos para uma exigência nova de seguimento...
Caminhamos, subimos o Tabor e no deserto, aí o encontramos e refizemos a nossa vida com Ele. Treze junioras em caminhada... Juntas com a Ir. Glória reviraram as pregas da Bíblia e toca de descobrir as maravilhas da riqueza da Palavra que se fez Carne e veio Habitar entre nós...
Em tempo de graça, Deus concede-nos o espaço próprio para o encontro com Ele.
Descobrindo a Sua Vontade e os caminhos novos para uma exigência nova de seguimento...
Caminhamos, subimos o Tabor e no deserto, aí o encontramos e refizemos a nossa vida com Ele. Treze junioras em caminhada... Juntas com a Ir. Glória reviraram as pregas da Bíblia e toca de descobrir as maravilhas da riqueza da Palavra que se fez Carne e veio Habitar entre nós...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
TODOS TE PROCURAM
No Domingo passado o Teu convite para a oração, para a missão e serviço, continuam a ser para mim a chave de uma vida plena e cheia de sentido. O equilíbrio vital para a missão é a Oração que me dá acesso à Morada segura com o Mestre e me impele para o anúncio do Reino.
Uma misteriosa combinação de movimento, nunca dentro sem estar fora e nunca fora sem estar dentro. O Evangelho propaga-se através do movimento, criatividade e clareza de vida.
Senhor, a Tua presença me anima e é capaz de curar as minhas muitas feridas e expulsar os muitos demónios que existem dentro da minha pequenez.
Toma a minha mão, faz-me reviver da minha debilidade, acompanha todos os que Te procuram e dá-me momentos fortes de presença e encontro Contigo.
O ritmo da purificação continua ao longo da semana com as tuas imensas curas. Fazes um convite sério a quem te segue, de não ser hipócrita, nem viver de tradições. Convidas, sim, a viver a Lei do Teu amor e a inovação e gratidão no Teu serviço.
Basta tocar-Te e serei curada. Como tem de ser grande a minha Fé! Mas ... Há falhas e grandes dificuldades... Há impurezas... Há exterioridade...Há um coração habitado por estranhos... Preciso de travar constantemente o meu combate espiritual, para viver de acordo com a Tua norma de vida e nada mais...
E que tal, essa de obedecer sempre à Vontade do Pai? nem sei que dizer. Mas aceito que é mesmo isso que preciso: descobrir a cada momento a Tua vontade salvadora e amar cada vez a Obediência sem limites, sem obstáculos, sem questões, sem dúvidas, mas apenas com muito AMOR.
Permite-me Senhor interpretar a Tua Palavra, saborear a mensagem, perceber a Tua missão, converter-me por inteiro a Ti. Tu és a Palavra em quem acredito, Tu és a saliva que abre os meus olhos, Tu és o toque de magia que me salva e faz viver de novo! Tu estás comigo ao longo das minhas horas, multiplicas o Teu Corpo para não desfalecer de fome, Tu estás sempre comigo, Tu acolhes-me com amor e docilidade.
Obrigada pela Tua Palavra ao longo desta semana, pelas chamadas fortes de atenção à forma como vivo o Teu seguimento, a descobrir que preciso dos Teus remédios para me curar, a perceber que só Tu me podes restituir a vida.
Hoje, começo de novo mais uma semana descobrindo-Te compassivo e misericordioso, aquele a quem repito: Se quiseres podes curar-me...
A Tua resposta vai fortalecer a minha caminhada, pois terei sempre presente a Tua Palavra: "Quero! fica limpa".
Que o Teu toque cure as feridas do meu coração. Queres que toque também as feridas dos meus irmãos? Então faça-se apenas o que queres em mim e nada mais preciso para ser feliz.
Mensagem do Papa Bento XVI da Quaresma - 2012
«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e
às boas obras»
(Heb 10, 24)
Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir
mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo
propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o
nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela
oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a
alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados
num breve texto bíblico tirado da Carta
aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao
amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde
o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote,
que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é
uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos
aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos
firmemente «a profissão da nossa esperança»
(v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem
em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta
evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com
os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25).
Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento
precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao
outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1.
«Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o
verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar
atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo
no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu,
que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e
cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave
que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do
irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo
também noutro trecho da mesma Carta
aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o
Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da
nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a
estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino
dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença,
o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito
pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama
cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda»
dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações
caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor
ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como
eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em
muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado
pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente
do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a
compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo
de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise
de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no
monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou
para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece
que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário
reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que
suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a
responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro,
desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer
dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o
perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual»,
que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas
parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se
pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o
levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos
salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um
homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de
fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos,
deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e
compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo
irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também
o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos
ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve
estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do
pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do
sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para
a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não
o compreende» (Prov 29,
7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes
de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro
com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de
salvação e de bem-aventurança.
O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui,
igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um
aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em
vista a salvação eterna. De
forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o
bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade
espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não
o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não
só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu
destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te
amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo
e ele aumentará o seu saber» (Prov 9,
8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a
correcção fraterna – elenchein
– é o mesmo que indica a
missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz
condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera
entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É
importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados
diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por
respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de
alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a
verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca
há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo
amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz
o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós,
que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha
para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de
individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna,
para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos
nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1
Jo 1, 8). Por isso, é um
grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si
mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do
Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece,
que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com
cada um de nós.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
1ª Carta aos Coríntios 9,16-19.22-23.
Irmãos: Anunciar o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!
Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado.
Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.
De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número.
Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo.
E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante.
Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado.
Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.
De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número.
Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo.
E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Cristo Nossa Luz, consagra-nos para o Seu serviço
A Igreja celebra o dia do Consagrado.
Em Benguela teve um particular sabor, pois no Vale do Cavaco, as Servas Franciscanas Reparadoras, viveram um dia diferente, tendo como motivo de uma celebração revestida com muita dignidade e brilho, a comunidade de Santo António, onde fez a sua primeira profissão a Noviça Lídia Sinalã, chegada da sua formação feita em Moçambique.
Porque motivo não se fazia em casa e não na Igreja Paroquial? Lá se acatou a Obediência, fazendo uma celebração mais simples, embora com muitos convidados à mistura. Dos amigos da Congregação ninguém soube, pois então teríamos que abrir mão de muita coisa e não dava.
O Espírito do Senhor, foi transformando os corações e as palavras são poucas para tanto empenho da parte de todas para que tudo estivesse à altura de uma celebração da Congregação, que afinal já foi jubilar!
O coro das irmãs, aspirantes e seminaristas dos pobres Servos, orientados pela Ir. Laurinda Ngueve, tornaram harmoniosa a nossa celebração.
Presidiu a ela o nosso amigo da primeira hora, D. Óscar Lino Braga, Bispo emérito de Benguela, que estreava um lindo paramento vindo de Portugal para estas ocasiões. Este já de estola preparada para concelebrar, fica a saber que D. Eugénio não podia vir, pois estava doente. Não é que na noite anterior a irmã Maria dos Anjos lhe telefona e ele ao saber da presença de D. Eugénio na celebração, afirmou que o lugar dele não lhe retirava a alegria de estar connosco nesse dia em que também ele celebrava 37 anos de episcopado. Mas D. Eugénio ficou doente, sem voz e não pode estar, enviou o seu Vigário Geral. Eram dez os sacerdotes presentes e uma dezena de irmãs vindas de outras Congregações a saber: FMM, Doroteias, Santíssimo Salvador e Filhas da Virgem das Dores. Estavam os Pobres Servos e também os Saletinos.
Consciente, com alegria, serenidade e disponibilidade na entrega, assim se mostrou a jovem Lídia que emitia os seus votos de: Pobreza, Castidade e Obediência, na Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras.
A liturgia do dia era bem própria para a entrega da vida ao Senhor, tendo-O como modelo de entrega, de serviço e realização da Vontade do Pai. Ele a Luz verdadeira que veio ao Mundo para iluminar a nossa vida.
Na homilia, o Prelado, fez uma referência muito forte à vivência dos Votos e mencionou a importância da Obediência como o cerne para podermos viver em pobreza e castidade. Uma obediência por amor e de livre vontade. Quando fazemos a vontade de Deus, deixamos que Ele nos consagre, nada temos a temer. O nosso caminhar tem de ter a marca das Bem- Aventuranças e o amor nunca se questiona, daí que o compromisso assumido em Igreja e em comunidade também não se põe em dúvida, aceita-se, ama-se e vive-se.
Os pais da Lídia, até este momento numa linha de separação conjugal, estavam felizes, mesmo não concordando muito com esta decisão, pois ela remou sempre contra a vontade dos pais e avançou. Na sua ida para Moçambique sempre pensaram que tinha ido fazer estudos, só que nem imaginavam que estudos eram.
O Senhor prega assim umas partidas também à família e depois tudo se vai aceitando, mas com muita calma e sem pressas, nem imposições.
Graças a Deus e às irmãs, foi-nos apresentado um almoço de festa com muito requinte. Não deixando de ter de se pedir à comunidade do Lobito as toalhas brancas e outras coisas necessárias, tudo se tinha em casa. Aos poucos vai-se tendo um bocadinho de tudo. A louça, as toalhas, os talheres, travessas, copos e mais algumas alfaias de mesa, já vieram de Portugal, vamo-nos ajudando desta forma, sendo solidárias nas pequenas coisas.
O bolo foi confeccionado nas Monjas do Mosteiro da Mãe de Deus, aqui muito nossas vizinhas. Estava bom, bem como outras sobremesas bem frescas e apetitosas confeccionadas em casa e vindas de pessoas amigas.
Todos comeram e ficaram saciados. A alegria estava presente no rosto de cada uma das vinte e seis irmãs presentes, nos sacerdotes e familiares da irmã. Mas também se fazia sentir o cansaço físico das que ficaram toda a noite a pé para que tudo estivesse em ordem.
Por todas as irmãs que neste dia celebram a sua entrega ao Senhor, entoei uma prece apenas no íntimo do coração. Por aquelas que continuam a manter viva a sua lâmpada, sendo luz para o mundo, dou graças ao Deus da Luz. Pelas que foram testemunhas desta Luz, Cristo, resta-nos a gratidão. Às que caminhamos nesta Igreja peregrina, basta-nos alimentar a Fé em Jesus Cristo Palavra e Pão. Os caminhos da fidelidade, são os nossos caminhos, Cristo Luz do Mundo ilumine a nossa vida e nos torne fortes, firmes e fiéis ao Carisma que abraçamos.
TEDEUM LAUDAMUS, pelo dom da vocação Eucarística e Franciscana
A todas um abraço de Paz e Bem, do outro lado do Atlântico, com o calor de cada Serva Franciscana
Ir. Glória
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Senhor da Conversão
Preparo interiormente o meu coração para acolher as Tuas fortes investidas ao meu estado dormente constante. Tu o Senhor da conversão, limpa as escamas dos meus olhos, converte-me, faz com que repita do mais fundo da alma: tudo sobra, tudo é lixo, só a Fé em Ti me basta, pois és o Senhor da minha vida.
Cair ou não do cavalo, pode ou não fazer sentido, mas preciso sim, de reverter a minha vida, de cair, mas de voltar a erguer-me sem demora nem desânimo.
Batiza-me de novo, purifica tudo o que deixa a minha vida meia morta, sem vida.
Senhor da conversão, que eu saiba anunciar a beleza da Tua mensagem, que seja a nova evangelizadora dos meus dias. Que o testemunho seja mais convincente, mais claro e transparente.
Que na estrada das minhas misérias constantes, Te encontre e viva de Ti e só para Ti.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
| Rainha do Céu e dos Homens da barragem de Camacupa |
As Tuas palavras, o Teu olhar são como uma rede de onde não nos podemos livrar. A Tua Palavra é sempre uma Boa Notícia carregada de sinais de alegria e consolação. Fazes o convite à descoberta do lugar maravilhoso onde se experimenta o teu amor e o fascínio da Tua doçura.
A Tua mensagem é carregada de alternativas para a vida. Como me agrada ao espírito essa Tua interrogação forte: quem buscais? A minha resposta por vezes é negativa e não tão incisiva como a dos que te perguntaram: Rabi, onde moras? Onde reclinas a cabeça? Num rasgo imediato de um convite cheio de coragem, dizes: Vinde! Vede!
Será que isto me basta? será que me deixo contagiar por essa incrível palavra de acolhimento, de aceitação dos meus tantos nadas e misérias? Será que mereço tal convite?
Há, Senhor da beleza e do fascínio, meu espírito, meu ser, deseja ser Tua discípula, deseja o encontro secreto e afável contigo, a casa, não importa, apenas o coração transborda ao pressentir que precisa de Ti e que o encontro pode acontecer a cada instante.
A Tua Palavra é a porta da minha Esperança. Nas horas de dor, Tu estás presente, na dúvida, Tu marcas a certeza. Na minha vida ficam os sinais do teu amor.
Neste fascínio da descoberta deste Cordeiro de Deus que tira o meu pecado, descubro essa necessidade de mudança de vida, de ser diferente, de me deixar transformar por Ti.
Envia-me aos outros, desperta a minha vocação, faz-me acolhedora da Tua mensagem, deixa-me partilhar contigo a beleza da contemplação do Teu Rosto admirável no rosto dos irmãos.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Ao longo da semana vivendo em espírito natalício ainda,
fomos ouvindo os maravilhosos ensinamentos de Jesus.
Como foi ternurento o encontro de Jesus com João! " Eis o Cordeiro de Deus!"
Como foi extremamente edificante o convite de Jesus: " Vinde e vede"!
Como são maravilhosos os círculos concêntricos da sedução de Jesus!
Fazer a experiência de Jesus na vida, torna-nos mais capazes de perceber que é na humildade que se fazem as grandes coisas e Ele tem de ser o centro de tudo o que somos e temos!
Ser amigo de Jesus, caminhar com Ele, escutar a Sua Palavra, sentir a Sua presença em nós, é consolador!
Com Jesus damos passos de gigante, mas se o esquecemos, o nosso caminho fica estreito e pedregoso!
Senhor, neste tempo de graça em que me ofereces a oportunidade de experimentar uma nova vida e sentir o perfume de novas irmãs, eu Te deixo o render da minha gratidão por elas.Que a Tua palavra seja para cada uma de nós esse vaso de alabastro derramado em nossos corações, para espalhar com esperança o perfume inebriante da tua exortação, do teu conselho, da tua lei, do teu amor.
Deixo a minha pobre oferta diante de Ti! O ouro mais precioso da minha vida, o incenso mais perfumado do meu desejo de entrega e doação, a mirra da minha iniquidade, da minha fraqueza e da minha tão grande necessidade de experimentar na vida a Tua Omnipotência para que tudo quanto me deres para realizar tenha a marca do amor, do sacrifício e da doação plena.
A missão tem de ser realizada de coração aberto.
O caminho do anúncio exige entrega sem limites. Conhecer-te e tornar-Te conhecido é a minha missão...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
"Não há missão sem visão"
João vê Jesus que se aproxima dele. Também eu me aproximo de Jesus e tantas vezes Ele passa ao largo e não o vejo. Como vivo a grandeza dos sacramentos? Como celebro a liturgia da minha vida?
O matiz das cores, mistura-se na beleza da comunidade, da Igreja e dos pobres para quem devo viver na integridade do meu ser. Este deve ser o verdadeiro encontro que Cristo me vai pedindo diariamente. O testemunho de vida que devo dar é a referência séria e concreta do meu amor a Cristo que vem até mim, nos variados expoentes da vida que não é cor-de-rosa, mas real e com um gosto admirável a sacrifício.
João baptiza com água.
Água que lava, que purifica. João reconhece o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E eu? Que efeito tem em mim o meu ser cristão?
O Espírito desce sobre Jesus. O doce nome de Jesus, que vem para testemunhar a grandeza das maravilhas do Pai. O Mistério de amor tão fecundo, que vem para salvar, para curar, para refazer a vida de um pecado concretizado na pobreza da humanidade de que somos criados..
Onde está o Espírito tudo é possível, tudo se recria e renasce.
Urge ser testemunhas fecundas Daquele
que nos baptiza no Espírito Santo.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Não é fácil responder à pergunta: "Que quereis?"
Quem pode dizer que se conhece a si mesmo?
Somos frequentemente uns desconhecidos para nós mesmos. Definimos-nos sempre a partir de comparações com os demais. Mas a resposta mais óbvia é frequentemente dizer, como João: "não sou eu", "não".
João descobre a sua identidade a partir do texto de Isaías. E nós quando descobrimos a nossa identidade? Será que isto acontece quando Deus nos fala? Será que escutamos a Sua Palavra de exortação, de conselho e de fortaleza?
O que valemos aos olhos do Criador? A Ele nada escapa e é com Ele que temos de nos tornar nas mensageiras do nosso tempo. A nós compete preparar de novo os caminhos do Senhor. Porque não, dizer que somos os novos percursores, capazes de proclamar bem alto a mensagem de paz transmitida no Evangelho?
Actuar com a força do Espírito. Com serenidade perguntar-me quem sou eu? Depois, no silêncio interior, aquele que nos conduz até ao seio do Pai, respondermos: eu sou uma ungida do Senhor, o Espírito de Deus actua em mim e colabora comigo. Tudo na minha vida é útil e faz sentido com a presença do Espírito.
"Eu baptizo-vos com água, mas entre vós há alguém que não conheceis: a esse, eu não sou digno de desatar as correias das sandálias..."
domingo, 1 de janeiro de 2012
por tudo o que tinham visto e ouvido..."
Senhor, da-me um coração como o de Maria, aberto para Te escutar, simples para Te amar e realizar em cada instante da minha vida a Tua Vontade. Que como Maria, saiba guardar intacta a minha aliança de amor contigo. Que da minha alma brote o desejo ardente de Te procurar e no silêncio escutar a beleza da Tua Palavra, que é Luz nos meus caminhos.
Que o Teu abraço de paz, hoje venha acompanhado da Tua bênção para a humanidade inteira que geme a ausência da paz, da justiça, da verdade e do amor.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Paz e Bem a quem está do outro lado do Saara...
O deserto parace nada ter de belo, mas quando os nossos olhos caem em cima dele, não há palavras que possam descrever tal maravilha. Quando descobri os traços, as montanhas e a cor da areia do deserto, perguntei? Porquê tanto medo quando a nossa vida parece um deserto? No meio do nada, tudo tem vida, porque a beleza de Deus é infinita.
Tudo vai correndo bem. Prepara-se o novo ano. Hoje dia 31 dia de deserto e retiro.
Rever a vida, agradecer a vida e projetar desejos novos para o ano que viveremos com a graça de Deus.
O deserto parace nada ter de belo, mas quando os nossos olhos caem em cima dele, não há palavras que possam descrever tal maravilha. Quando descobri os traços, as montanhas e a cor da areia do deserto, perguntei? Porquê tanto medo quando a nossa vida parece um deserto? No meio do nada, tudo tem vida, porque a beleza de Deus é infinita.
Entoar um canto novo, ao Deus que tudo cria e faz de novo é a única coisa que pode brotar dum coração grato.
Perdida por entre nuvens, oceano e deserto, cheguei a Angola! Um calorzinho à mistura sabia bem para tanto frio no avião. Quando chegamos parece estarmos já num outro mundo que dá sinais de novidade e modernidade. Tudo se faz muito rápido, sem comparações com os anos 2006e seguintes... É bom saber que o desejo d emudança está patente no coração dos povos.
Esperava-me a irmã Emiliana e Rosa Félix. Foi rápido que nos piusemos em casa, pois pela noite dentro o trânsito está mais fluído.
Um acolhimento fraterno sabe sempre bem. Estava em casa com a graça de Deus.
O descanso era merecido para todas, daí que um trago de água fresca e uma fruta saciaram a sede e toca a esticar as pernas pois o avião deixa a gente encolhida.
Pela manhã chega a notícia de que a ir. Assunção tinha fraturado o fémur. Terminar o ano em sofrimento e começar o Novo Ano com sofrimento. Deus sabe que presentes oferecer aos Seus amigos!
Tudo vai correndo bem. Prepara-se o novo ano. Hoje dia 31 dia de deserto e retiro.
Rever a vida, agradecer a vida e projetar desejos novos para o ano que viveremos com a graça de Deus.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O Senhor se aproxima
Padre Raniero Cantalamessa indica os leigos como novos evangelizadores
Diante do mundo ocidental secularizado e em alguns aspectos pós-cristão, o Pregador da Casa Pontifícia se questionou: “Quem sabe a fé cristã não deva voltar para a Europa, a partir dos países que foram por estes uma vez evangelizados; mas desta vez não a partir do Norte, como depois das invasões bárbaras, mas a partir do Sul.”
Ecoando as palavras que o Santo Padre falou sobre a fé encontrada na África, “mais vibrante e intensa do que aquela encontrada no Ocidente agora”, Pe. Cantalamessa indicou o surgimento de uma nova categoria de anunciantes: “os leigos”.
“Não se trata- ele explicou - da substituição de uma categoria por outra, mas de um novo componente do Povo de Deus que, vem somar aos outros, permanecendo sempre os Bispos, liderados pelo Papa, os guias competentes e responsáveis últimos pela tarefa missionária da Igreja.”
De acordo com o Pregador da Casa Pontifícia, a tarefa principal é ajudar “a humanidade a estabelecer um relacionamento com Jesus."
O Evangelho de Lucas relata que foram 72 os primeiros apóstolos que Jesus enviou em missão.
E São Leão Magno, comentando, escreve que “Jesus enviou os 72 ‘dois a dois’, porque em menos de dois não pode haver amor” e, é a partir do amor que os homens podem reconhecer que somos seus discípulos.
“Isso vale para todos - disse Cantalamessa - mas de maneira especial para os pais”, por isso são determinantes as famílias missionárias.
"A parábola da ovelha perdida - acrescentou – se apresenta atualmente invertida: 99 ovelhas estão longe e uma manteve-se à oliveira. O perigo é passarmos o tempo todo a cuidar daquela única que permaneceu, e não ter tempo, até mesmo pela escassez do clero, de ir à busca das perdidas. Isso revela a contribuição providencial dos leigos”.
E, ainda assim, "Jesus queria que seus apóstolos fossem pastores de ovelhas e pescadores de homens. Para nós, o clero, é mais fácil ser pastores que não pescadores, isto é, nutrir com a palavra e os sacramentos aqueles que vêm à igreja, do que não andar em busca dos distantes, nos mais diferentes ambientes da vida”.
Sobre as razões da eficácia dos leigos e dos movimentos eclesiais, o Pregador da Casa Pontifícia, citou um famoso canto espiritual dos negros, intitulado "There is a balm in Gilead”, que diz: "Se não sabe pregar como Pedro; não sabe pregar como Paulo, vai para sua casa e diga aos seus vizinhos: Jesus morreu por nós!”
“Em dois dias será Natal – comentou Pe. Cantalamessa - É reconfortante aos irmãos leigos, lembrar que ao redor do berço de Jesus, além de Maria e José, estavam seus representantes, os pastores e os reis magos”.
E concluiu – “tudo começou com aquele Menino na manjedoura” e “Cristo nasce hoje, porque ele realmente nasce para mim quando eu reconheço e acredito no mistério. (...) Vem, Senhor, e salva-nos!”
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Senhor da manifestação
Surpreendida
pela riqueza da Tua Palavra, posso exclamar que me faltam as palavras para me
dirigir a Ti. Ontem uma Anunciação tão esperada, hoje, fico desarmada com a Tua
presença na família de Zacarias e Isabel. Uma acontece na humilde casa de
Nazaré, a Maria uma jovem do povo simples e de uma família com pouca relevância
na sociedade. Hoje, Zacarias é o sacerdote do Templo, homem influente e
importante no seu tempo.
Que beleza,
ímpar! Maria acolhe o anúncio com total disponibilidade e uma fé
inquebrantável, Zacarias, com dúvida, com desconfiança pede provas. Será que
pode ser mesmo, o Batista nascer de uma mulher de idade avançada e estéril?
Tu, Jesus,
nasces de uma Virgem, a Cheia de Graça, a plena do Espírito Santo. Tu
revelas-Te donde, quando e como te apraz. O momento da Anunciação vem dizer ao
meu coração que Tu, preferes sempre os simples, os pequenos e os humildes. Tu
dás a Fé suficiente para acatar a Tua Palavra, o Teu convite.
Nada, mais
Te, posso dizer a não ser que aumentes a minha Fé, que me faças ver que só o
Amor é capaz de todas as coisas. Com o amor, é possível acreditar e ver mais
além do que os nossos olhos possam contemplar.
Na casa do
meu coração, vens para fazer morada. Nem sempre respondo com prontidão. Nem
sempre abro as janelas da alma para deixar entrar a luz que vem desfazer as
minhas trevas.
A minha língua fica presa porque a Fé não é suficiente para Te
proclamar com desenvoltura, mas quero alegrar-me com a Tua vinda, quero
saborear a doçura do Teu amor, quero experimentar a alegria do teu ser que me
habita. Tu me escolhes para ser Tua testemunha, Tu lanças a cada hora ao meu
coração, o desafio admirável para acolher a Tua visita, pedes-me que ponha nela
todo o afã contemplativo.
Nada,
mais posso mesmo dizer a não ser: obrigada pelos Teus desígnios admiráveis,
pela Tua ternura incomparável.O papel de João é o de preparar os Teus caminhos, de ser a voz que clama no deserto, de Te mostrar ao mundo como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Senhor, dá-me a graça de ser uma verdadeira testemunha do teu amor, a fim de que com palavras e obras, Vos leve a todos os povos e nações.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Senhor do serviço
Ajuda-me a entender o Teu seguimento, Senhor, na linha do serviço. Não quero privilégios, nem primeiros lugares, nem agradecimentos públicos. Sim, quero apenas destacar-me, no realizar a Tua vontade, no serviço simples e humilde como o Teu e o de Maria. Quero ser servidora da Tua Palavra, quero entender a perfeição do Teu serviço.
Quero estar especialmente atenta para não deixar fugir as ocasiões de serviço. Faz comigo como Te aprouver.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Senhor da luz...
Senhor, com a Tua Encarnação iluminaste a nossa vida. Dá-me luz para que veja as aranhas do meu coração. Ajuda-me a reconhecer as minhas trevas, essas zonas obscuras, tão minhas, onde resido e resisto à Tua graça. Sê claridade na minha vida, ajuda-me a ser transmissora da Tua luz. Ajuda-me a não esconder essa luz, mas a colocá-la no candelabro, para que todos vejam o seu intenso e brilho.A lâmpada tem luz, mas não é luz. Tem uma vida efémera, temporal, vazia. Em contrapartida, Jesus disse que Ele era a Luz do Mundo.
É momento de pensar nas minhas escuridões e dizer a mim mesma que as minhas trevas precisam da luz que vem de Jesus.
Oferece-me a Tua luz, para que viva, para que saiba acolher em mim a Tua luz, a Tua Palavra, a Tua vida, a Tua festa, os Teus sinais de fecundos de amor, a alegria do Teu Reino.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Ele veio para dar testemunho...
A testemunha não é o Salvador
6 Apareceu um homem enviado por Deus,
que se chamava João. 7 Ele veio como testemunha,
para dar testemunho da luz, a fim de que todos
acreditassem por meio dele. 8 Ele não era a luz,
mas apenas a testemunha da luz.
-* 19 O testemunho de João foi assim. As
autoridades dos judeus enviaram de Jerusalém
sacerdotes e levitas para perguntarem a João:
«Quem é você?» 20 João confessou e não negou.
Ele confessou: «Eu não sou o Messias.»
21 Eles perguntaram: «Então, quem é você? Elias?» João disse: «Não sou.» Eles perguntaram: «Você é o Profeta?» Ele respondeu: «Não.» Então perguntaram: 22 «Quem é você? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. Quem você diz que é?» 23 João declarou: «Eu sou uma voz gritando no deserto: ‘Aplainem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías.»
24 Os que tinham sido enviados eram da parte dos fariseus. 25 E eles continuaram perguntando: «Então, por que é que você batiza, se não é o Messias, nem Elias, nem o Profeta?» 26 João respondeu: «Eu batizo com água, mas no meio de vocês existe alguém que vocês não conhecem, 27 e que vem depois de mim. Eu não mereço nem sequer desamarrar a correia das sandálias dele.»
28 Isso aconteceu em Betânia, na outra margem do Jordão, onde João estava batizando.
* 1,1-18: O Prólogo de João lembra a introdução do Gênesis (1,1-31; 2,1-4a). No começo, antes da criação, o Filho de Deus já existia em Deus, voltado para o Pai: estava em Deus, como a Expressão de Deus, eterna e invisível. O Filho é a Imagem do Pai, e o Pai se vê totalmente no Filho, ambos num eterno diálogo e mútua comunicação.
A Palavra é a Sabedoria de Deus vislumbrada nas maravilhas do mundo e no desenrolar da história, de modo que, em todos os tempos, os homens sempre tiveram e têm algum conhecimento dela.
Jesus, Palavra de Deus, é a luz que ilumina a consciência de todo homem. Mas, para onde nos conduziria essa luz? A Bíblia toda afirma que Deus é amor e fidelidade. Levado pelo seu imenso amor e fiel às suas promessas, Deus quis introduzir os homens onde jamais teriam pensado: partilhar a própria vida e felicidade de Deus. E para isso a Palavra se fez homem e veio à sua própria casa, neste seu mundo.A humanidade já não está condenada a caminhar cegamente, guiando-se por pequenas luzes no meio das trevas, por pequenas manifestações de Deus, mas pelo próprio Jesus, Manifestação total de Deus. Com efeito, Jesus Cristo, que é a luz, veio para tornar filhos de Deus todos os homens. Um só é o Filho, porém, todos podem tornar-se bem mais do que filhos adotivos: nasceram de Deus.
Deus tinha dado uma lei por meio de Moisés. E todos os judeus achavam que essa lei era o maior presente de Deus. Na realidade, era bem mais o que Deus tinha reservado para todos. Porque Jesus, o Deus Filho, o verdadeiro e total Dom do Pai, é o único que pode falar de Deus Pai, porque comunica o amor e a fidelidade do Deus que dá a vida aos homens.
* 19-28: Quando João Batista começou a pregação, os judeus estavam esperando o Messias, que iria libertá-los da miséria e da dominação estrangeira. João anunciava que a chegada do Messias estava próxima e pedia a adesão do povo, selando-a com o batismo. As autoridades religiosas estavam preocupadas e mandaram investigar se João pretendia ser ele o Messias. João nega ser o Messias, denuncia a culpa das autoridades, e dá uma notícia inquietante: o Messias já está presente a fim de inaugurar uma nova era para o povo.
Messias é o nome que os judeus davam ao Salvador esperado. Também o chamavam o Profeta. E, conforme se acreditava, antes de sua vinda deveria reaparecer o profeta Elias.
João Batista é a testemunha que tem como função preparar o caminho para os homens chegarem até Jesus. Ora, a testemunha deve ser sincera, e não querer o lugar da pessoa que ela está testemunhando.
Bíblia Sagrada - Edição Pastoral
As suas palavras eram ardentes...
Naqueles dias, o profeta Elias levantou-se impetuoso como o fogo; as suas palavras eram ardentes como um facho. Fez vir sobre eles a fome e, no seu zelo, reduziu-os a poucos.
Com a palavra do Senhor fechou o céu e assim fez cair fogo por três vezes.
Quão glorioso te tornaste, Elias, pelos teus prodígios! Quem pode gloriar-se de ser como tu? Tu foste arrebatado num redemoinho de fogo, num carro puxado por cavalos de fogo; tu foste escolhido, nos decretos dos tempos, para abrandar a ira antes de enfurecer, reconciliar os corações dos pais com os filhos e restabelecer as tribos de Jacob. Felizes os que te viram e os que morreram no amor; pois, nós também viveremos certamente.
Com a palavra do Senhor fechou o céu e assim fez cair fogo por três vezes.
Quão glorioso te tornaste, Elias, pelos teus prodígios! Quem pode gloriar-se de ser como tu? Tu foste arrebatado num redemoinho de fogo, num carro puxado por cavalos de fogo; tu foste escolhido, nos decretos dos tempos, para abrandar a ira antes de enfurecer, reconciliar os corações dos pais com os filhos e restabelecer as tribos de Jacob. Felizes os que te viram e os que morreram no amor; pois, nós também viveremos certamente.
Evangelho segundo S. Mateus 17,10-13.
Ao descerem do monte, os discípulos fizeram a Jesus esta pergunta: «Então, porque é que os doutores da Lei dizem que Elias há-de vir primeiro?»
Ele respondeu: «Sim, Elias há-de vir e restabelecerá todas as coisas.
Eu, porém, digo vos: Elias já veio, e não o reconheceram; trataram-no como quiseram. Também assim hão-de fazer sofrer o Filho do Homem.»
Ele respondeu: «Sim, Elias há-de vir e restabelecerá todas as coisas.
Eu, porém, digo vos: Elias já veio, e não o reconheceram; trataram-no como quiseram. Também assim hão-de fazer sofrer o Filho do Homem.»
Então, os discípulos compreenderam que se referia a João Baptista.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
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