quinta-feira, 3 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Angelus: Papa Francisco alerta sobre o perigo da cegueira interior
Antes de rezar o Angelus com os fiéis e
peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa comentou o Evangelho do dia
CIDADE DO VATICANO, 31 de Março de 2014 - Antes de rezar a oração do
Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro neste domingo,
30 de março, o Papa Francisco falou da passagem evangélica que retrata a
cura, realizada por Jesus, do homem cego. Eis o texto na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia
O Evangelho de hoje nos apresenta o episódio do homem cego de nascença, ao
qual Jesus doa a visão. A longa história começa com um cego que começa a ver e
se fecha – é curioso isto – com as supostas pessoas que veem que continuam a
permanecer cegas na alma. O milagre é narrado por João em apenas dois
versículos, porque o evangelista quer atrair a atenção não sobre o milagre, mas
sobre o que acontece depois, sobre as discussões que suscita; também sobre as
fofocas, tantas vezes uma obra boa, uma obra de caridade suscita fofocas e
discussões, porque há alguns que não querem ver a verdade. O evangelista João
quer atrair a atenção sobre isso que acontece também nos nossos dias quando se
faz uma obra boa. O cego curado primeiro é interrogado pela multidão atônita –
viram o milagre e o interrogam – depois pelos doutores da lei; e estes
interrogam também seus pais. Ao final, o cego curado chega à fé, e esta é
a maior graça que lhe é feita por Jesus: não somente de ver, mas de conhecê-Lo,
vê-Lo como “luz do mundo” (Jo 9, 5).
Enquanto o cego se aproximava gradualmente da luz, os doutores da lei, ao
contrário, caíam sempre mais em sua cegueira interior. Fechados em suas
presunções, acreditam já ter a luz; e por isso não se abrem à verdade de Jesus.
Fizeram de tudo para negar a evidência. Colocaram em dúvida a identidade do
homem curado; depois negaram a ação de Deus na cura, adotando como desculpa que
Deus não age de sábado; chegaram até a duvidar que aquele homem tivesse nascido
cego. O seu fechamento à luz torna-se agressivo e acaba na expulsão do homem
curado do templo.
Homilia do papa: Francisco alerta sobre os cristãos errantes
O Santo Padre nos pede confiar nas promessas de Deus
Este foi o ensinamento que o papa Francisco extraiu das leituras da missa
de hoje e apresentou em sua homilia na capela da Casa Santa Marta.
Há cristãos que confiam nas promessas de Deus e as seguem ao longo da vida.
Há outros cuja vida de fé fica estancada. Outros ainda têm a certeza de estar
progredindo, mas, na verdade, só fazem “turismo existencial”. O papa distinguiu
três tipos de crentes, que têm como comum denominador o fato de saberem que a
vida cristã é um percurso, mas que divergem no modo de segui-lo ou que não o
seguem de forma nenhuma.
Inspirando-se na passagem de Isaías, da primeira leitura, Francisco
explicou que Deus sempre “promete antes de pedir”. E acrescentou que a promessa
de Deus é a de uma vida nova, de uma vida de alegria. Este é “o fundamento
principal da virtude da esperança: confiar nas promessas de Deus”, sabendo que
Ele jamais “decepciona”, já que a essência da vida cristã é “caminhar rumo às
promessas”.
Há também os cristãos que sofrem “a tentação de parar”: “Há tantos cristãos
parados! Tantos que têm uma esperança frágil! Eles acreditam, sim, que existe o
céu e que tudo vai dar certo. É bom que eles acreditem, mas eles não vão atrás!
Cumprem os mandamentos, os preceitos: tudo, tudo… Mas ficam parados. Nosso
Senhor não pode transformá-los em fermento no povo, porque eles não caminham. E
isto é um problema: os cristãos parados. Depois, há outros que erram de
caminho: todos nós, de vez em quanto, erramos de caminho, já sabemos disso. O
problema não é errar de caminho; o problema é não voltar atrás quando nos damos
conta”.
O modelo de quem crê e segue o que a fé indica é o funcionário do rei
descrito no Evangelho, que pede a Jesus a cura de um filho doente e não duvida
nem mesmo por um instante em ir para casa quando o Mestre lhe assegura que o
pedido já está atendido. Oposto a esse homem, afirmou o Santo Padre, temos o
grupo “talvez mais perigoso”, o daqueles que “enganam a si mesmos: os que
caminham, mas não seguem o caminho”.
“São os cristãos errantes: eles dão voltas e mais voltas, como se a vida
fosse um turismo existencial, sem meta, sem levar as promessas a sério. Aqueles
que dão voltas e se enganam, porque dizem: ‘Eu estou caminhando!’. Não, você
não está caminhando: você está só dando voltas. Os errantes… Nosso Senhor nos
pede para não parar, para não errar de caminho e não ficar dando voltas pela
vida. Dar voltas pela vida... Ele nos pede para olhar para as promessas, para
irmos em frente como aquele homem: aquele homem acreditou na palavra de Jesus!
A fé nos coloca no caminho das promessas. A fé nas promessas de Deus”.
segunda-feira, 31 de março de 2014
domingo, 30 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
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