segunda-feira, 31 de março de 2014
domingo, 30 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Nesta Quaresma
aprende a ser pobre
Uma das bem-aventuranças de Jesus, que no Evangelho de Mateus é a
primeira (5, 3), diz: «Bem-aventurados os pobres em espírito porque é deles o
Reino de Deus».
Uma bem-aventurança é um horizonte. A nossa vida precisa de
horizonte. Às vezes parece que a nossa existência acaba nos nossos sapatos, que
é a única coisa que vemos quando se tem a cabeça virada para baixo. Não
nascemos para viver a olhar para os sapatos, mas para o futuro. Precisamos de
sentir que há um projeto, que somos projetados mais além, que tudo não acaba
aqui e agora, que o que fazemos não acaba numa tarefa mas é um diálogo com o
que está mais longe.
domingo, 9 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
| I domingo da Quaresma |
Mt 4,1-11
9 março 2014
de ENZO BIANCHI
O primeiro domingo da Quaresma apresenta-nos em cada ano litúrgico a narração das tentações de Jesus. Jesus foi tentado pelo demónio, desde o seu nascimento até à sua morte, como qualquer outro ser humano, frágil, débil, mortal (cf. Heb 4,15). Mas, neste caso, o Evangelista procura sintetizar num só quadro a relação entre Jesus e o demónio, resumindo em três tentações todas as outras vividas por Jesus, de acordo com um esquema já conhecido de Israel e presente no Antigo Testamento. Um esquema que, para lá do que dele se possa dizer, corresponde àquilo que as ciências humanas, hoje, dizem das paixões, das libidines fundamentais, presentes em cada pessoa.
A humanidade, representada por Adão e Eva, foi tentada pelo diabo através de um "fruto" que tem significado, não por aquilo que é, mas pelo poder que exerce: "vendo... que o fruto da árvore devia ser bom para comer...", libido amandi, “...de atraente aspeto”, libido possidendi, “...precioso para esclarecer a inteligência”, libido dominandi (Gen 3,6). E, assim, enganada pela sedução da antiga serpente - o adversário, o demónio, Satanás, o príncipe deste mundo - a humanidade aceita ser tentada e conhece o mal e as suas consequências (cf. Gen 3,7). As mesmas seduções repetem-se no deserto de Israel, ao povo de Deus, que, também neste caso, cedeu às tentações. |
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